Qual a relação entre o consumo de soja e o câncer de próstata?
O consumo de soja está associado à menor incidência de câncer de próstata, especialmente em populações asiáticas. Esse efeito se deve às isoflavonas (genisteína, daidzeína), que são fitoestrógenos com ação antiproliferativa, antioxidante e pró-apoptótica. Elas modulam os receptores estrogênicos β e inibem vias como PI3K/AKT/mTOR e angiogênese. Embora promissores na prevenção, seus efeitos terapêuticos não estão estabelecidos.
O que é a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)?
É uma condição caracterizada pela proliferação benigna de células estromais e epiteliais da próstata, especialmente na zona de transição, levando à obstrução urinária progressiva em homens idosos.
Qual o principal hormônio envolvido na etiopatogenia da HPB?
Dihidrotestosterona (DHT), formada pela conversão da testosterona pela enzima 5-alfa-redutase tipo 2, que estimula a proliferação celular prostática.
Quais são os principais sintomas obstrutivos da HPB?
Jato urinário fraco, hesitação para iniciar a micção, esvaziamento incompleto e gotejamento terminal.
Quais são os principais sintomas irritativos da HPB?
Polaciúria, noctúria, urgência urinária e aumento da frequência miccional.
O que é o IPSS e como ele é utilizado na HPB?
É o International Prostate Symptom Score, um questionário com 7 itens que quantifica a gravidade dos sintomas urinários e orienta a conduta terapêutica.
Como se classifica a gravidade da HPB pelo IPSS?
Leve (0–7), moderado (8–19), grave (20–35). Essa classificação ajuda a definir a conduta (expectante, farmacológica ou cirúrgica).
Quais são os principais medicamentos utilizados no tratamento da HPB?
Alfa-bloqueadores (ex: tansulosina) e inibidores da 5-alfa-redutase (ex: finasterida, dutasterida).
Quando a cirurgia está indicada no tratamento da HPB?
Na falha do tratamento medicamentoso, retenção urinária recorrente, infecções de repetição, hematúria macroscópica persistente e hidronefrose.
HPB aumenta o risco de câncer de próstata?
Não. HPB é uma condição benigna que não aumenta diretamente o risco de câncer, mas pode coexistir com ele.
Qual o exame padrão-ouro para o tratamento cirúrgico da HPB?
Ressecção transuretral da próstata (RTU), indicada em casos refratários ao tratamento clínico ou com complicações.
Quais são os critérios para classificar um câncer de próstata como muito baixo risco?
✔️ TODOS os critérios devem estar presentes (E lógico):
T1c E
Gleason ≤6 / grupo de grau 1 E
PSA < 10 ng/mL E
Menos de 3 fragmentos positivos na biópsia E
Densidade de PSA < 0,15 ng/mL/g
Quais critérios definem um tumor de baixo risco?
✔️ TODOS os critérios devem estar presentes (E lógico):
T1 a T2a E
Gleason ≤6 / grupo de grau 1 E
PSA < 10 ng/mL E
E não preencher critérios de muito baixo risco
Quais critérios definem um tumor de risco intermediário favorável?
✔️ Qualquer um dos seguintes (OU lógico):
T2b a T2c
Gleason 3+4 = 7 / grupo de grau 2
Gleason 4+3 = 7 / grupo de grau 3
PSA entre 10 – 20 ng/mL
E menos de 50% dos fragmentos positivos na biópsia
Quais critérios definem um tumor de risco intermediário desfavorável?
✔️ Qualquer um dos seguintes (OU lógico):
T2b a T2c
Gleason 3+4 = 7 / grupo de grau 2
Gleason 4+3 = 7 / grupo de grau 3
PSA entre 10 – 20 ng/mL
E ≥ 50% dos fragmentos positivos na biópsia
Quais critérios definem um tumor de alto risco?
✔️ Qualquer um dos seguintes (OU lógico):
T3a
Gleason ≥ 8 / grupo de grau 4
Gleason 4+5 = 9 / grupo de grau 5
PSA ≥ 20 ng/mL
Quais critérios definem um tumor de muito alto risco?
✔️ Qualquer um dos seguintes (OU lógico):
T3b a T4
Gleason predominantemente 5
4 fragmentos com Gleason de 8 a 10 / grupo de grau 4 ou 5
PSA = 6,5 ng/mL, Gleason 6 (3+3), Estadiamento T1c, 3 fragmentos positivos na biópsia
🔸 Baixo risco
não preenche todos os critérios de muito baixo risco
PSA = 9 ng/mL, Gleason 6 (3+3), Estadiamento T1c, 2 fragmentos positivos, Densidade PSA = 0,12 ng/mL/g
🔸 Muito baixo risco
PSA = 18 ng/mL, Gleason 3+4 = 7, Estadiamento T2b, <50% dos fragmentos positivos
🔸 Risco intermediário favorável
PSA = 12 ng/mL, Gleason 4+3 = 7, Estadiamento T2c, ≥50% dos fragmentos positivos
🔸 Risco intermediário desfavorável
PSA = 22 ng/mL, Gleason 6 (3+3), Estadiamento T1c
🔸 Alto risco (critério isolado: PSA > 20)
PSA = 11 ng/mL, Gleason 6 (3+3), Estadiamento T2c, <50% dos fragmentos positivos
🔸 Risco intermediário favorável
PSA = 7 ng/mL, Gleason 8 (4+4), Estadiamento T2a
🔸 Alto risco (Gleason ≥ 8)