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Flashcards in Parte I Deck (14):
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O QUE OS ASSESSORES PRECISAM SABER SOBRE O FUNCIONAMENTO DE UMA REDAÇÃO?

  • O assessor precisa conhecer o funcionamento de uma redação: da pauta à edição das matérias.
  • O funcionamento rotineiro de uma redação nem sempre é norma. Pode haver o que os autores chamam de “explosão de rotina”, quando assuntos que não estiverem relacionados ao acontecimento do dia terão pouca chance de receber atenção.
  • A pauta é o primeiro filtro dos assuntos que serão abordados pelo jornal. Para o pesquisador Roberto Seabra, conhecer o funcionamento de uma redação é a única forma de fazer valer interesses mais plurais.

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ESPECIFICIDADES DE VEÍCULOS

  • Nos jornais de rádio, a instantaneidade e a urgência são os critérios que definem o que vai ao ar. De qualquer forma, também existe ordem e coordenação nos processos de produção.
  • Radiojornalismo é diferente de radiodifusão de notícias.
  • Na TV existe o mais complexo dos segmentos de produção jornalística. Não há nesse caso espaço para improvisação. A pauta assim tem muito mais peso na TV que em outros veículos.

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PRINCIPAIS PRODUTOS DE UMA ASSESSORIA DE IMPRENSA: 

 

  • Acompanhamento de entrevistas, artigos, atendimento à imprensa;
  • Auditoria de mídia
  • Avaliação de resultados
  • Briefing
  • Clipping
  • Mailing
  • Planejamento
  • Presskit
  • Publieditorial
  • Release
  • Nota oficial
  • Perguntas e respostas, PositionPaper
  • Midiatraining

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Auditoria de mídia:

caracteriza o posicionamento da imprensa em relação a algum tema, em determinado momento específico. Pode ser feita por meio de entrevistas com jornalistas-chave ou com análise de conteúdo. Permite identificar fontes, argumentos, mapear a visão de mundo dos que influenciam no noticiário;

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Avaliação de resultados:

pode ser quantitativa ou qualitativa. A avaliação leva em conta análise da presença da instituição na mídia, inclusive na internet, editoriais, volume de veiculações, natureza da cobertura. Entretanto, para se medir a eficácia do trabalho da assessoria é preciso ter objetivos definidos e estratégias previamente delimitadas

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Briefing, Clipping e Mailing

Briefing: (ajuda a fonte a se preparar para entrevistas);

Clipping: identifica as citações sobre a organização na mídia. Um subproduto costuma ser a análise do noticiário. Uma forma de aperfeiçoá-lo é por meio de documentos como análise de cenários ou auditoria de mídia;

Mailing: lista de jornalistas e veículos, podendo ser subdividida em várias categorias, deve ser atualizada e não deve servir a uma distribuição indiscriminada de releases;

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Planejamento e Presskit

Planejamento (posições, interesses e públicos): plano de comunicação, plano de divulgação (período determinado), plano para crises;

Presskit: material reunido em uma pasta para ser entregue como apoio para jornalistas em uma cobertura;

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Publieditorial, Release e Nota Oficial

Publieditorial: material pago, veiculado sob a forma de matéria jornalística, com diagramação e redação semelhantes às páginas do jornal. Não confundir com matéria paga;

Release: Material informativo, com formato jornalístico, pode servir como pauta ou como fonte de informação à imprensa (followup);

Nota oficial: documento distribuído à imprensa, muitas vezes veiculado de forma paga, contendo posicionamento oficial da instituição sobre assunto relevante ou de interesse público;

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Perguntas e Respostas (Position Paper) e Midiatraining

Perguntas e respostas, Position Paper(posição da instituição sobre fato relevante, complexo ou polêmico);

Midiatraining: Capacitação de porta-vozes para atender à imprensa. Exercícios com profissionais, simulação para entrevista (warmup), orientações sobre os veículos;

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GERENCIAMENTO DE CRISES

A CRISE

  • Nenhuma empresa está imune à crise. Mas é preciso detectar, do ponto de vista da comunicação, que acontecimentos ou notícias podem ser tão impactantes ao ponto de desgastar a imagem da organização.
  • Uma matéria explosiva tanto pode ser o estopim quanto a pólvora que irá destruir a reputação ao longo da crise.

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O PESQUISADOR FRANCISCO VIANA IDENTIFICA 7 CARACTERÍSTICAS NAS CRISES:

  • Elemento surpresa;
  • Falta de hábito de lidar com a mídia;
  • Carência de informações;
  • A forma como os impactos se propagam;
  • A curiosidade da mídia;
  • A mobilização da opinião pública;
  • Perda de controle das iniciativas.

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  • A característica mais perigosa de uma crise é a surpresa. É preciso estar atento à notas plantadas em colunas e aos comentários de âncoras na TV.
  • A “plantação” pode vir de um desafeto, de um ex-empregado, de um cliente insatisfeito, de um concorrente ou pretendente a um cargo na empresa. Desde sócios descontentes até desafetos históricos. (Ex-mulheres, por exemplo)
  • Fatalidades (erro humano),má administração, conchavos políticos, represálias.

  • Antes havia uma defasagem entre o acontecimento negativo e o conhecimento da opinião pública. A difusão das notícias hoje é muito veloz. Além da amplitude de alcance, existe uma grande diversidade de canais, mídias e interlocutores.
  • As más notícias viajam cada vez mais rápido. Pode-se perguntar: a mídia fabrica a crise ou a crise precede a exploração pelos meios de comunicação? De qualquer forma, a mídia se alimenta dessa crise, são o seu prato predileto

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“O QUEACRISEMEENSINOU”TEXTODE: JOÃOJOSÉFORNI

  • Não adianta gastar energia com qualquer notícia negativa que aparece. Concentre-se naquilo que atinge os formadores de opinião.
  • Não brigue com a notícia. Se o fato é extremamente negativo, admita. E explique que providência está tomando.
  • Não tente minimizar o fato pela importância (valor) ou a desqualificação de quem denunciou. Se existe alguma prova, explique.
  • Não minimize a internet. Ela pode pautar o jornal e a TV antes que você corrija a informação.

  • Não fique preocupado com quem vazou. Isso a princípio não é problema seu. Explique o que vazou.
  • Só convoque coletiva, se tiver algo muito importante para explicar. Caso contrário administre as notícias caso a caso.
  • Cuidado com os repórteres inexperientes. Prefira sempre como interlocutor, na crise, repórteres com experiência, ainda que sejam aqueles com mais capacidade de mergulhar na matéria.
  • Não poupe tempo para explicar exaustivamente pautas complicadas. Se preciso, utilize o apoio da área jurídica.

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  • Quem determina o timing da imprensa é você. Não deixe que a área técnica ou jurídica comprometam a versão da empresa desrespeitando os horários de fechamento.
  • Uma boa Nota à imprensa, com informações consistentes, pode substituir uma entrevista coletiva e até mesmo a nota paga. Isso quando não for uma crise grave, que exija porta-voz, entrevista ou até mesmo a contratação de uma consultoria especializada.
  • Não tenha receio de gravar entrevistas por telefone, para sua segurança. Pode ter certeza de que o jornalista está fazendo o mesmo. Nos casos mais complicados, prefira o encontro pessoal.

FONTES
Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia. Organização Jorge Duarte.
Síndrome de Aquiles, Mário Rosa.
Tratado de comunicação Organizacional, Gaudêncio Torquato.
Comunicação e crise. Site do professor João José Forni, em http://www.comunicacaoecrise.com/new/