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Flashcards in Parte III Deck (11):
1

Por que estar na mídia?

  • Tornar público é uma das mais importantes estratégias adotadas pelos diversos campos sociais. De acordo com o autor Adriano Duarte Rodrigues, os campos sociais são formados por discursos e práticas, daqueles que possuem legitimidade e competência, gerando consenso a sua volta. (econômico, político, religioso, jurídico, científico).
  • A mídia é o espaço de mediação mobilizado pelos diversos campos sociais para comporem os seus objetivos e interesses. Ela determina quais assuntos têm “direito” à existência pública. As notícias ainda definem o significado desses acontecimentos, oferecendo interpretações de como compreendê-lo.

2

NOTÍCIA INSTITUCIONAL

Para Graça Monteiro, a divulgação jornalística das instituições na mídia tem caráter intencional e negociado.

1.As instituições querem se consagrar como referência em seu campo de atuação;
2.Nem tudo o que acontece nas instituições se transforma em notícia para imprensa;
3.A produção da notícia institucional envolve campos de interesse ora convergentes, ora divergentes.
4.Assim, a notícia institucional não é apenas um espelho da realidade, mas um processo de interação e de negociação.

3

PRESSUPOSTOS DA NOTÍCIA INSTITUCIONAL

  • A realidade cotidiana é socialmente construída, e a mídia possui um papel importante nessa construção (efeito cumulativo que ajuda organizar a imagem do ambiente e da realidade social);
  • Quando os promotores da notícia são fontes institucionais, a mídia depende de assuntos fornecidos por fontes regulares e de confiança, com as quais mantém uma relação estruturada.
  • Nelson Traquina classifica as fontes institucionais como definidores primários de temas para a imprensa.

4

FONTES INSTITUCIONAIS

  • Nas instituições envolvidas em áreas como saúde, segurança, conhecimento jurídico ou científico exige-se da fonte: afirmações objetivas, autorizadas, dignas de crédito. Agregada a essas informações está a qualificação de perito ou autoridade no assunto.
  • Em um mundo globalizado, a comunicação legítima e digna de crédito da instituição com os seus públicos de interesse passa a ser uma necessidade comercial.
  • Tem que se envolver com a mídia para atingir públicos cujas “opiniões orientam as políticas nacionais e as ações públicas”. (Questões como: orçamento público, privatizações, fusões, direitos do consumidor, ecologia).

5

PÚBLICO X PRIVADO

  • No setor público, é corrente a idéia de que já que ó público paga as contas ele tem o direito de saber o que o governo faz.
  • No setor privado, o contato se daria apenas quando a empresa tem ações em poder do público. Mas é comum que as empresas busquem a imprensa em momentos em que precise do apóio público para a atuação do governo em alguma causa.Ou seja, obter o aval da opinião pública.

6

ACCOUNTABILITY

  • Rege as relações entre governo e cidadão, na democracia. Dá novo sentido ao “tornar público”. Para que a opinião pública possa avaliar se o que está sendo feito está de acordo com os interesses e necessidades da sociedade.

7

O QUE TORNAR PÚBLICO?

  • O processo de tornar público pode partir da iniciativa da própria organização ou por solicitação da imprensa. Dentro das empresas as pessoas têm percepções diferentes sobre o fato que merece ser divulgado.
  • Existem situações em que a divulgação deve ser evitada:
    • para não prejudicar o andamento de uma pesquisa (patentes);
    • quando atrapalhar uma negociação, principalmente na área econômica;
    • quando o fato não estiver cientificamente comprovado;
    • quando as informações causem danos à credibilidade, confiabilidade e competência da instituição.

8

COMO A NOTÍCIA INSTITUCIONAL PODE SER APROVEITADA PELA IMPRENSA?

  • Os assessores devem se apoiar no conhecimento que possuem sobre o funcionamento da mídia para encontrar oportunidades para promover a empresa.O ideal é tentar equilibrar o interesse público às necessidades de divulgação da organização.
  • Por exemplo, o agendamento prévio dos acontecimentos favorece a rotinizaçãoda cobertura e amplia as condições para o trabalho em tempo real.

9

VALORES NOTÍCIA

  • Importância (algo que se deve conhecer) e interesse (capacidade de entretenimento e interesse humano);
  • Disponibilidade, ruptura com a normalidade e atualidade (refere-se ao produto informativo);
  • Adequação ao meio;
  • Imagem que o jornalista tem a respeito do público;
  • Exclusividade (concorrência).

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O QUE É NOVIDADE?

  • Rompe as rotinas;
  • Produtos não-lançados;
  • Resultados parciais de pesquisas ou avanços em projetos antigos;
  • Futuro: sempre desperta curiosidade por conta da baixa previsibilidade (ex.: ida a Marte, tecnologias, novas curas);

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De acordo com a autora Graça Monteiro, como as instituições não podem produzir uma novidade a cada dia, elas “atualizam” velhos fatos, dando novos enfoques, aumentando assim a possibilidade de aproveitamento pela mídia.

Uma dessas estratégias é o conceito de Newspeg (gancho para pendurar uma notícia), de Nelson Traquina:

“qualquer acontecimento da atualidade que legitima a noticiabilidade de outro acontecimento, assunto ou problemática”.

Formas de uso:

  • Novo assunto que já virou notícia motiva oportunidade para outro assunto. 
  • O tempo: é notícia hoje porque faz cinco anos que aconteceu;
  • Datas comemorativas;
  • A autora Graça Monteiro inclui a sazonalidade como outra forma de uso (estações, clima, ciclos).