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Flashcards in TRAUMA Deck (74):
1

Ranking geral Causas de morte no Brasil

1- Dç cardiovasculares
2 - Neoplasia
3 - Trauma

2

Causas de morte por faixa etária (Até 44 anos x idosos)

1- Trauma (até 44 anos)

30% em idosos

3

Definição de politraumatizado

Mesmo que lesões multissistêmicas; lesões em 2 ou mais sistemas + pelo menos 1 com risco de vida

4

Distribuição trimodal das mortes por trauma

1) 50% morrem segundos a minutos pós evento (laceração da aorta, trauma cardíaco, medular, cerebral) - Maioria das vezes não são salvos pela gravidade do trauma... Para diminuir: prevenção!

2) 30% morrem minutos a horas pós evento (hemorragia)... Para reduzir: rápido e eficaz atendimento, com medidas de ressuscitação - Hora de ouro: medidas corretas aumentam chance de viver.

3) Horas a semanas pós evento (sepse, disfunção sistêmica). Para reduzir: cuidados nas horas iniciais melhoram prognóstico dessa fase

5

Avaliação inicial do politraumatizado

1) Preparação
2) Triagem
3) Exame Primário
4) Reanimação
5) Medidas auxiliares ao exame primário e à reanimação
6) Exame secundário
7) Medidas auxiliares ao exame secundário
8) Reavaliação e monitorização contínuas após reanimação
9) Cuidados definitivos

6

(1) Preparação pré-hospitalar

- Comunicar a transferência ao hospital
- Sinalizar via
- Informações acerca da hora e como ocorreu o acidente

7

(1) Preparação - Hospitalar

- Designar quais profissionais atenderam o paciente
- Designar um líder da equipe
- Preparo da sala de trauma (tubo, laringoscópio, material cirúrgico de acesso a via resp, etc)
- Soluções para reanimação devidamente aquecidas e disponíveis (ringer, SF)
- Equipamentos de monitoração e ventilação testados e funcionando
- Equipe preparada contra doenças infecciosas (HIV, hepatite)

8

(2) Triagem

- Classificar o paciente de acordo com o tipo de tratamento recebido e recursos disponíveis

2 situações:
- Hospital tem capacidade para todas as vítimas: pacientes com riso de vida ou politraumatizado são atendidos primeiro

- Hospital não tem capacidade para vítimas: pacientes com mais chance de vida são atendidos primeiro

9

(3) Exame Primário

A - Air way
B - Breathing
C - Circulation
D - Disability
E - Exposition

10

Intubação é feita antes ou depois da colocação do colar cervical? Como fazê-la?

É feita antes.
Alguém imobiliza a cervical com a mão.

11

O que faz parte da imobilização da coluna? Por que?

- Colar cervical (o colar não imobiliza totalmente, pois permite pequenos movimentos de rotação, ântero-superior e laterais)
- Prancha longa + coxins de fixação

OBS: na sala de trauma, o paciente é retirado da prancha (evitar úlcera de pressão)

12

Quando retirar o colar cervical?

- Em ambiente hospitalar, em pacientes alertas, sem dor cervical, sem abuso de álcool/drogas, exame neurológico normal (5)

OBS: Nesse caso não precisa de radioX cervical

13

Quando pedir raio X da coluna cervical?

Paciente não alerta, dor cervical, abuso de álcool/drogas, exame neurológico anormal.

OBS: ver todas as 7 vértebras, inclusive transição de C7 e T1

14

Qual a principal causa de morte por lesão traumática da coluna?

Luxação do atlas-Occipital e fraturas de C1 e C2 (80% dos óbitos)

15

O que é a fratura de Hangeman?

Avulsão dos arcos de C2 e fratura de C2 sobre C3: segunda fratura cervical mais comum, geralmente associada à fratura de crânio e mandíbula

16

Quando considerar possibilidade de fratura na cervical?

- Politrauma, principalmente em nível de consciência alterado ou trauma fechado em cima da clavícula

17

Qual sinal presente em que dificilmente o paciente teria obstrução significativa de vias aéreas?

Fonação

18

Qual a conduta em paciente sem obstrução de vias aéreas?

Oxigênio sob máscara facia 12 1/min

19

Como é a manifestação clínica da obstrução de vias aéreas?

- Súbito
Ou
- Progressivo: agitação se hipoxia, letargia se hipercapnia

20

O que fazer em paciente inconsciente (via aérea)?

- Elevação do queixo (chin-lift)
- Tração da mandíbula (jaw-thrust)

OBS: sempre mantendo coluna imobilização; inspeção + aspiração (caso haja)

21

Indicações de acesso à via aérea definitiva e quando fazer?

- Apneia
- Proteção contra aspiração de suco gástrico ou sangue
- Comprometimento iminente das vias aéreas (inalação, fratura facial, convulsão reentrante)
- TCE necessitando de hiperventilação
- Incapacidade de manter oxigenação adequada com máscara

Pode fazer já no pré hospitalar ou na primeira avaliação no hospital

22

Principais métodos de se acessar a via aérea definitivamente

1. Intubação endotraqueal
- Orotraqueal
- Nasotraqueal

2. Cirurgico
- Crico
- Traqueo

OBS: preferível é intubação orotraqueal

23

Indicações de acesso à via aérea cirúrgico

- Trauma maxilofacial extenso (fragmentos de dente,sangue)

- Distorção anatômica pelo trauma no pescoço

- Acúmulo de sangue, secreções ou edema, impedindo visualização das cordas vocais

24

Contra-indicação relativa da cricotireoidostomia

Menor de 12 anos

25

Cricotireoidostomia por punção

Indicado em casos mais urgentes que a crico normal, pode em menores de 12, ruim pois aumenta Pco2 pois expiração é curta

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Piora inesperada da saturação pós intubação. O que fazer?

DOPE - verificar isso

D: deslocamento do tubo (intubação seletiva ou extubação)

O: obstrução (sangue coagulado, secreções)

P: agravamento de pneumotórax hipertensivo

E: dobra, tubo fino, acabou O2

27

Faze em todo pcte de trauma

Oxigenoterapia

28

O que sempre pedir para avaliar o Breathing no politrauma?

RaioX de tórax AP

29

Quando iniciar ventilação mecânica? (Breathing)

- Lesão grave na parede torácica
- Diminuição do drive respiratório
- Hipoxemia com infiltrado no parênquima

30

Armadilhas da fase B

- Pneumotórax hipertensivo
- Pneumotórax aberto
- Tórax instável

31

Consequências dó Pneumotórax hipertensivo

- Colapso do pulmão ipsilateral
- Desvio do mediastino com compressão do pulmão saudável, gerando insuficiência respiratória
- Desvio do mediastino provocando angulação dos vasos da base (dificulta retorno venoso > redução do débito cardíaco > hipotensão > choque)
- Aumento pressão intratorácica (também contribui para diminuição do retorno venoso)

32

Quando considerar Pneumotórax hipertensivo?

Dispneia importante + (um ou mais):

- Desvio contralateral da traqueia
- Enfisema subcutâneo
- Hipertimpanismo no hemitórax acometido
- Ausência ou diminuição do MV no hemitorax acometido
- Turgência jugular (dificuldade do retorno venoso)
- Hipotensão ou choque

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Causa mais comum de Pneumotórax hipertensivo

Ventilação mecânica com pressão positiva em pacientes com lesão pleuropulmonares assintomáticos

34

Como é o dx de Pneumotórax hipertensivo? Quando tratar?

DX CLÍNICO. Não esperar raio X pra tratar

35

Tratamento imediato do Pneumotórax hipertensivo

Toracocentese no segundo espaço intercostal do hemitórax acometido, na linha hemiclavicular

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Tratamento definitivo do Pneumotórax hipertensivo

Toracostomia com drenagem fechada (selo dágua).

O dreno é inserido no 5 espaço intercostal, entre as linhas anterior e média (imediatamente à linha axilar média).

O dreno fica na superfície superior da costela (pois na inferior passa o feixe vasculonervoso)

- Incisão + divulsão dos músculos com pinça + dedo para checar caminho + inserção do dreno com pinça

37

Sinônimo de Pneumotórax aberto

Ferida torácica aspirativa

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Como é o Pneumotórax aberto?

- Há ferida na parede torácica, assim, o ar entra na cavidade pleural

- Se abertura na parede torácica medir 2/3 do diâmetro da traqueia, haverá competição pelo ar, entre a ferida e à via aérea. Quando o pcte inspirar, o ar vai penetrar pela ferida, levando à insuficiência respiratória rapidamente

39

Tratamento imediato do Pneumotórax aberto

Deve ser feito no pré-hospitalar

Oclusão da ferida com curativo quadrangular fixado em 3 lados, para funcionar como válvula (o ar sai na expiração, mas não entra na inspiração)

OBS: A oclusão completa pode transformar em Pneumotórax hipertensivo

40

Tratamento definitivo do Pneumotórax aberto

Ambiente hospitalar, no CC, toracostomia com drenagem em selo d’água seguida com fechamento da ferida

41

O que é tórax instável?

Fratura de pelo menos 2 ou + costelas consecutivas, com cada uma fraturada em pelo menos 2 pontos OU separação das costelas do esterno

Perda da continuidade da caixa torácica

42

Como é a respiração no tórax instável?

Respiração paradoxal:
Inspiração - colabamento do segmento fraturado

Expiração - abaulamento

43

O que leva à insuficiência respiratória aguda no tórax instável mais comumente?

Contusão pulmonar

44

Tratamento do tórax instável

Analgesia (opioide ou bloqueio interposta em casos mais brandos): para garantir boa expansibilidade > compromete menos a ventilação + facilita consolidação das fraturas

Se não melhorar (taquipneia/hipoxemia): suspeitar de lesão abdominal ou contusão pulmonar - intubação + VPP

OBS: não se usa ataduras

45

O que fazer em instabilidade hemodinâmica?

Reposição volêmica em acesso periférico (veia antecubital e veias do antebraço)

Se não for possível, acessos venosos profundos (femoral, jugular interna ou subclávia ou dissecção da veia safena)

46

O que fazer em criança que não se consegue acesso periférico?

Agulha intraóssea antes do acesso central

- A 3 dedos da tuberosidade tibial

OBS: não realizar se fratura ou infecções no local

* Pode fazer em adulto com acessos periférico e central difíceis

47

Qual tipo de choque no politrauma?

A princípio, todo politrauma com choque possui choque hemorrágico, até que se prove o contrário

48

O que fazer no pré-hosp em pacientes com hemorragia extensa?

Compressão da ferida e depois curativos compressivos

Depois, deve-se abordar em CC, e não em emergência às cegas


OBS: O torniquete pré-hosp voltou a ser utilizado

49

O que fazer em suspeita de fratura pélvica?

Dispositivo de suspeita de fratura pélvica, na ausência deste, pode-se estabilizar com lençóis

O uso da roupa pneumática antichoque tem sido evitado

50

Quais são as fontes de hemorragia no politrauma?

1 - Abdominal
- tórax
- fratura de pelve
- fraturas de ossos longos

51

Hemorragia classe 1

Como se o pcte tivesse doado sangue, sem riscos incialmente. Pode precisar de cristaloide, mas em muitos casos o próprio organismo restaura o volume sanguíneo em 24 horas

750 ml, 15%, FC < 100, PA e FR normal, DU > 30 ml/h

52

Hemorragia classe 2

Não complicada, 750-1500 ml, taquicardia, taquipneia, redução da PA de pulso. Estabiliza apenas com cristaloide

53

Hemorragia classe 3

Extrema gravidade, 1500-2000 ml, queda de PA, FC > 120, FR >30, alteração significativa no estado mental. Tratamento deve priorizar interromper a hemorragia (cirurgia ou embolização) + transfusão

54

Hemorragia classe 4

Ameaçador à vida, queda da PA, DU desprezível, rebaixamento do nível de consciência, pele fria cianótico e úmida. Rápida transfusão e intervenção cirúrgica imediata

55

Qual solução cristaloide utilizar?

Ouro: ringer (KCl, NaCl, CaCl2, Nalactato) aquecido a 39 C.

SF pode ser usado, grandes volumes podem levar à acidose hiperclorêmica, principalmente se tiver disfunção renal associada

1 a 2 Litros no adulto e 20ml/kg na criança

56

Como se avalia a reposição volêmica?

- DU 0,5 ml/kg/h em adulto
- Nível de consciência
- Perfusão periférica
- Valores de lactato
- Déficit de bases

57

Qual efeito ruim da ressuscitação volêmica? E o que fazer para evitar?

Elevação muito rápida da PA, sem correção da hemorragia, pode levar à maior perda sanguínea e óbito.

Infusão de volume visando uma PA alvo inicialmente menor que o normal (só para evitar hipoperfusão) até que o controle da hemorragia seja feito - RESSUCITAÇÃO BALANCEADA ou CONTROLADA

58

No politrauma com hemorragia importante há coagulopatia? Pq?

Sim, 30%, pelo próprio trauma ou pela infusão de grandes volumes (que diluem as plaquetas e fatores de coagulação) ou hipotermia (que ocasiona disfunção)

59

Como manejar pacientes com transfusão não maciça e maciça? (Com relação a outros elementos sanguíneos)

- Transf não maciça: plaquetas, plasma fresco congelado e criopreciptado devem ser guia dos por exames (contagem de plaquetas, fibrinogênio, PTTa, TAP, INR)

- Transf maciça (> 10 UI em 24h): emprego precoce de plasma fresco congelado e plaquetas + infusão menos agressiva de cristaloide + tratamento da acidose

60

Causas da hipotensão refratária à infusão de volume

- choque obstrutivo
- choque cardiogênico
(Pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, contusão ou IAM, embolia gasosa)

- choque neurogênico e insuficiência da suprarrenal (menos comuns)

61

Tríade de beck

Tamponamento cardíaco:
- Hipotensão
- Turgência jugular
- Abafamento das bulhas cardíacas

OBS: trauma penetrante ou fechado

62

Como confirmar Dx de tamponamento cardíaco?

UsG abdominal com janela subxifoidiana

OBS: reposição volêmica pode melhorar transitoriamente e atrasar o Dx

63

Tratamento do tamponamento cardíaco

Toracotomia, quando não possível imediatamente, pericardiocentese (salva até a cirurgia) - se retirar 15-25 ml já tá bom

64

Contusão cardíaca - quando suspeitar? Frequência?

Trauma torácico com alteração de ECG. Ocorre em até 1/3, mas menos de 5% é grave.

65

Emboli aérea - o que é? Tratamento?

Complicação rara e fatal de trauma pulmonar: fistula entre brônquio e ramo da veia pulmonar.

Toracotomia de urgência no CC, com campleamento do Hilo pulmonar e aspiração do ar no ventrículo e arco aórtico, posição de tredelenburg.

66

O que o rebaixamento do nível de consciência indica? (Do que suspeitar?)

- Hipoxemia
- Hipotensão
- Álcool/drogas
- Trauma do SNC

67

O que atrapalha a avaliação do Glasgow?

- Intubação orotraqueal
- Bloqueadores neuromusculares

68

Escala de coma de Glasgow antiga

Abertura Ocular
- Espontânea 4
- Estímulo verbal 3
- Estímulo doloroso 2
- Ausente 1

Resposta verbal
- Orientada 5
- Confusa 4
- Palavras inapropriadas 3
- Palavras incompreensíveis 2
- Ausente 1

Resposta motora
- Obedece comando 6
- Localiza estímulo doloroso 5
- Retira membro à dor 4
- Flexão anormal (decorticação) 3
- Extensão anormal (descerebração) 2
- Ausente 1

69

De que a Exposição (E) é composta?

Despir a vítima, examinar dos pés à cabeça (incluindo dorso e períneo) e, por fim, cobertor térmico

70

Quais são as medidas auxiliares ao exame primário? (Depois do exame primário)

- ECG (todos os politraumas): arritmias pode ser contusão miocárdica, a Atividade Elétrica Sem Pulso pode ser tamponamento cardíaco, Pneumotórax hipertensivo ou hipovolemia grave

- Cateter Urinário: contra indicado em suspeita de lesão uretral (sangue no meato uretral, equimose perineal, sangue no escroto, deslocamento cefálico da próstata, fratura pélvica - nesses casos, realizar uretrografia retrógrada), assim, fazer punção suprapúbica

- Cateter gástrico: evita broncoaspiração (suspeita de fratura de base de crânio e lâmina crivosa, via nasogástrica é contraindicada)

- Frequência ventilatória

- SatO2

- Gasometria arterial

- PA

71

Quais exames iniciais a se solicitar?

Em vítimas de trauma fechado:
- Coluna cervical lateral
- Tórax AP
- Pelve AP

Lavado peritoneal
FAST

OBS: Todos esses exames são realizados na sala de trauma, não precisam de deslocamento nem de estabilidade hemodinâmica

72

Exame Secundário - quando realizar? E o que é?

Somente quando pcte demonstrar tendência à normalização das funções vitais, após a reanimação

História clínica + Exame físico (com avaliação neurológica)

73

Quando pedir outros exames complementares?

TC, RNM, ECO, etc geralmente são feitos em outro local do hospital, por isso necessitam que o paciente esteja já estável hemodinamicamente, então faz parte do exame secundário

74

Quando realizar o tratamento definitivo do politrauma?

DEPOIS QUE PASSAR POR TODAS AS ETAPAS