IC Flashcards

1
Q

(SES/PE 2020 ACESSO DIRETO) A escolha do agente hipoglicemiante deve ser individualizada. Para qual dos pacientes diabéticos abaixo vc prescreveria um inibidor de SGLT2?

a) Paciente de 50a com nefropatia diabética e ClCr estimado de 40mL/min.
b) Paciente com IC após IAM que continua a ter queixas anginosas aos moderados esforços.
c) Paciente com polineuropatia periférica sensitiva e passado de úlcera no primeiro pododáctilo D já cicatrizada.
d) Paciente DM2 com antecedente de cetoacidose durante internamento por pneumonia no ano passado.
e) Paciente com urolitíase e passado de cistites de repetição.

A

Letra “B” - Paciente com IC após IAM que continua a ter queixas anginosas aos moderados esforços - Pois a Dapaglifozina está indicada em pacientes com IC CF II-IV sintomático a despeito de tto otimizado, sendo o paciente DM ou não.

a) Paciente de 50a com nefropatia diabética e ClCr estimado de 40mL/min - se beneficiaria, já que essa classe só é CI em ClCr<30. No entanto, o paciente da letra “B” se beneficiaria mais.
c) Apresenta como EC o risco de amputação
d) EC: risco de cetoacidose
e) EC: infecções genitourinárias frequentes

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2
Q

(SES-PE 2011 ACESSO DIREITO) - Na insuficiência cardíaca diastólica, qual das drogas abaixo deve
ser evitada no tratamento?

A) Digoxina.
B) Nitrato.
C) Diurético.
D) Bloqueador do canal de cálcio.
E) Inibidor da enzima de conversão da angiotensina.
A

Letra “A” - Digoxina - não pode em IC diastólica pura, sem FA.

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3
Q

(SES-PE 2012 ACESSO DIREITO) - Na insuficiência cardíaca, qual das drogas abaixo pode ser usada
na disfunção sistólica, mesmo quando o paciente ainda está assintomático?

A) Digoxina.
B) Espironalactona.
C) Diurético.
D) Bloqueador do canal de cálcio.
E) Inibidor da enzima de conversão da angiotensina
A

Letra “E” - IECA e BB são as drogas que devem ser utilizadas em todo paciente com IC (classe b em diante)

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4
Q

(SES-PE 2014 ACESSO DIREITO) - Em estudos randomizados e controlados em pacientes com
insuficiência cardíaca (com disfunção sistólica e fração de ejeção < 40%), quais os betabloqueadores que
demonstraram diminuir todas as causas de mortalidade e hospitalização?

A) Carvedilol, atenolol e propranolol.
B) Carvedilol, bisoprolol e atenolol.
C) Carvedilol, bisoprolol e metoprolol.
D) Bisoprolol, carvedilol e nebivolol.
E) Carvedilol, metoprolol e pindolol.
A

Letra “C” - Carvedilol (succinato), bisoprolol e metoprolol

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5
Q

(SES-PE 2017 R5 Cardiologia) - Assinale a alternativa INCORRETA com relação à insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada.

A) Embora a fração de ejeção esteja normal no repouso, ela não aumenta apropriadamente com estresse
ou exercício.
B) Disfunção ventricular direita está presente em 20 a 30% dos pacientes, frequentemente associada com
fibrilação atrial.
C) Níveis de BNP podem estar normais em até 30% desses pacientes.
D) O achado da pressão arterial sistólica pulmonar acima de 35mmHg ou aumento do átrio esquerdo
corroboram o diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal.
E) A espironolactona é o diurético de escolha em pacientes congestos, por reduzir mortalidade nesses
pacientes (estudoTOPCAT), apesar de não diminuir a reinternação.

A

Letra “E” - nenhum meicamento na IC diastólica mostrou diminuir mortalidade

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6
Q

(SES-PE 2016 R5 CARDIOLOGIA) - Em qual das seguintes situações clínicas, NÃO devemos
considerar o uso do cardiodesfibrilador implantável?

A) Pacientes com disfunção ventricular recuperados de morte súbita por fibrilação ventricular ou
taquicardia ventricular sustentada de causa não reversível.
B) Pacientes com doença cardíaca estrutural e documentação de taquicardia ventricular sustentada
estável ou instável.
C) Pacientes com síncope recorrente clinicamente significativa que apresentam taquicardia ventricular
sustentada instável ao estudo eletrofisiológico.
D) Pacientes com cardiomiopatia isquêmica com fração de ejeção menor ou igual a 35% após, pelo
menos, 6 meses de infarto, em classe funcional II ou III, com tratamento clínico otimizado, sem
indicação de revascularização e sem baixa expectativa de vida em 1 ano.
E) Pacientes com disfunção ventricular recuperados de fibrilação ventricular na espera de transplante
cardíaco iminente.

A

Letra “E” - o CDI deve ser indicado em pacientes com risco de morte súbita e com expectativa de vida >1a. Como o Tx cardíaco é iminente, não faz sentido utilizar o CDI.

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7
Q

(SES-PE 2016 ACESSO DIREITO) - Sobre o uso de betabloqueadores no tratamento da insuficiência
cardíaca, é CORRETO afirmar que

A) o propranolol é uma boa opção terapêutica devido ao baixo custo.
B) o início precoce de carvedilol após um episódio de edema agudo de pulmão alivia os sintomas
congestivos e previne a recorrência dessa complicação.
C) deve ser iniciado em dose baixa, com progressão gradual a cada três a sete dias.
D) o impacto na redução da mortalidade só é observado a longo prazo, após dois a três anos de uso.
E) está indicado aos pacientes com doença secundária à cardiopatia isquêmica, independente da classe
funcional.

A

Letra “E”
A) Metoprolol/Bisoprolol/Carvedilol
B) Não se inicia o BB em quadro de agudização
C) Dose baixa/ progressão gradual: 2-4sem
D) após 3-6m (até 1 ano)

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8
Q

(SES-PE 2017 ACESSO DIREITO) - Um paciente portador de miocardiopatia hipertensiva continua a ter
dispneia aos pequenos esforços, apesar do uso regular de enalapril, caverdilol, furosemida e digoxina em
doses otimizadas. Sabendo que o ritmo cardíaco é sinusal, a fração de ejeção é 30%, os níveis pressóricos
estão controlados e a função renal é normal, que droga poderia trazer benefício adicional para esse
paciente?

A) Losartan
B) Warfarin
C) Nifedipina
D) Espironolactona
E) Aspirina
A

Letra “D” - Espironolactona: sintomático a despeito da terapia otimizada com IECA + BB

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9
Q
  1. (SES-PE 2019 ACESSO DIREITO) - Uma paciente de 38 anos estava na 34ª semana de sua quinta
    gestação, sendo esta gemelar, quando passou a apresentar dispneia aos esforços e de decúbito. Ao
    exame, havia congestão das jugulares, hepatomegalia dolorosa, estertores bibasais, edema de membros,
    ritmo cardíaco irregular por fibrilação atrial e terceira bulha, com PA 130x95 mmHg. Qual das medicações
    abaixo seria apropriada para o caso?
    A) Digoxina
    B) Warfarin
    C) Prednisona
    D) Captopril
    E) Espironolactona
A

Letra “D” - único seguro na gestação

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10
Q

(SES-PE 2009 ACESSO DIREITO) - A respeito da insuficiência cardíaca congestiva (ICC), é incorreto
afirmar que

A) a anemia, as arritmias e a não aderência à dieta são consideradas fatores agravantes ou precipitantes da
descompensação cardíaca na ICC.
B) os diuréticos são medicações importantes no alívio ou na prevenção da congestão venosa.
C) os inibidores da enzima de conversão da angiotensina estão indicados em todos os pacientes com disfunção ventricular sintomática ou assintomática.
D) a hipertensão arterial e a doença de Paget são consideradas causas de ICC de alto débito.
E) o aparecimento da terceira bulha expressa uma disfunção miocárdica contrátil e representa um sinal
clássico de insuficiência cardíaca.

A

Letra “D” - A doença de Paget é sim IC de alto débito, mas a HAS é causa de IC de baixo débito.

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11
Q

(SES-PE 2018 R3 CLÍNICA MÉDICA) - Sobre Insuficiência Cardíaca (IC), assinale a afirmativa
CORRETA.

A) O diagnóstico de IC só pode ser estabelecido após realização de história e exame físico, dosagem de
BNP e D-dímero e ecocardiograma.
B) Sacubitril-Valsartan é recomendado na IC aguda, perfil L, como alternativa ao inotrópico.
C) Na IC com fração de ejeção preservada (≥50%), diuréticos devem ser usados para controle na
sobrecarga de volume, enquanto IECA/BRA e betabloqueadores só devem ser prescritos, se houver outra indicação estabelecida para o seu uso.
D) Nos diabéticos com IC, pioglitazona e empaglifozina não podem ser utilizadas por serem medicações
potencialmente descompensadoras da IC.
E) Pacientes com FE<25%, sódio plasmático>130mEq/L e VO2<22ml/Kg/min não se beneficiam de tratamento farmacológico, sendo indicado o transplante cardíaco.

A

Letra “C” - Na IC com fração de ejeção preservada (≥50%), diuréticos devem ser usados para controle na
sobrecarga de volume, enquanto IECA/BRA e betabloqueadores só devem ser prescritos, se houver outra indicação estabelecida para o seu uso.

A) História + EF + Eco - BNP ajuda, mas não é necessário.
B) Entresto não tem indicação em IC aguda
D) Empaglifozina pode

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12
Q

(SES-PE 2015 R3 CLÍNICA MÉDICA) - Sobre Insuficiência Cardíaca (IC) agudizada, assinale a
alternativa CORRETA.

A) Para os pacientes classificados como “frios”, o inotrópico deve ser iniciado assim que possível, pois
melhora a hemodinâmica e a sobrevida desses indivíduos.
B) Na avaliação das causas precipitantes da descompensação, deve-se incluir troponina para os
classificados como “frios e secos”, enquanto para os “frios e congestos” aquela deve ser substituída pelo
BNP.
C) No internamento dos indivíduos com IC por cardiopatia isquêmica com dupla antiagregação plaquetária, está contraindicada a heparina como profilaxia para trombose venosa, devido ao risco de sangramento aumentado.
D) Os pacientes que apresentam estertores pulmonares e B3 à ausculta são classificados como “congestos”
e, quando não apresentam hipotensão, se beneficiam de vasodilatador (nitrato) endovenoso.
E) Os betabloqueadores precisam ser imediatamente suspensos no internamento, por seu efeito inotrópico,
cronotrópico e dromotrópico negativos.

A

Letra “D” - Os pacientes que apresentam estertores pulmonares e B3 à ausculta são classificados como “congestos” e, quando não apresentam hipotensão, se beneficiam de vasodilatador (nitrato) endovenoso.

A) nenhum medicamento melhora sobrevida na IC aguda
E) Não se suspende BB

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13
Q

(SES-PE 2015 R3 CLÍNICA MÉDICA) – Os inibidores da enzima conversora da angiotensina são
drogas amplamente utilizadas no tratamento de diversas cardiopatias, no entanto estão associadas a alguns efeitos colaterais. Para qual dessas intercorrências a substituição por um bloqueador do receptor da angiotensina é segura e eficaz?

A) Hipercalemia
B) Tosse crônica
D) Rash cutâneo
C) Angioedema
E) Piora da função renal
A

Letra “B” - Tosse crônica

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14
Q

(SES-PE 2013 R3 CLÍNICA MÉDICA) - Em relação à Insuficiência Cardíaca (IC), é FALSO afirmar que

A) os digitálicos reduzem a morbidade e não alteram a mortalidade na IC.
B) as infecções e arritmias são consideradas fatores agravantes ou precipitantes da IC.
C) o fator natriurético atrial se encontra diminuído na IC e guarda uma relação consistente com a classe
funcional e o prognóstico.
D) a espironalactona, quando utilizada em IC sintomática, promove significativa redução da
morbimortalidade.
E) em negros com IC que persistem com sintomas moderados a severos, apesar da otimização do
tratamento, a associação da hidralazina + nitrato é nível 1 A de recomendação.

A

Letra “C” - BNP está aumentado

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15
Q

(SES-PE 2020 R3 CLÍNICA MÉDICA) – Um homem de 57 anos de idade apresenta história de
insuficiência cardíaca há 6 anos, dislipidemia e diabetes tipo 2. Foi ao ambulatório com NYHAA I, em uso de
enalapril 10 mg, duas vezes ao dia, espironolactona 25 mg, bisoprolol 10 mg e furosemida 40 mg 2 x ao dia,
atorvastatina 20 mg, metformina 850 mg x 2 e glicazida 30 mg dia. A pressão do paciente era de 130 mmHg
x 80 mmHg. Houve piora funcional do paciente para classe III. O residente resolveu prescrever sacubitril
associado à valsartana. Qual medicação deve ser suspensa e com quanto tempo antes devido ao risco de
angioedema?

A) Bisoprolol – 24 horas
B) Enalapril – 36 horas
C) Enalapril– 24 horas
D) Espironalactona – 24 horas
E) Espironolactona – 48 horas
A

Letra “B” - Enalapril - 36h

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16
Q

. (SES-PE 2019 R5 CARDIOLOGIA) - De acordo com a diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca
Crônica e Aguda de 2018, para um paciente com sinais e sintomas de insuficiência cardíaca e fração de
ejeção abaixo de 35%, assinale a alternativa INCORRETA.

A) A combinação sacubritil/valsartan passa a ser usada como terapia de primeira linha junto com o
betabloqueador e o antagonista mineralocorticoide para pacientes diagnosticados com insuficiência
cardíaca com fração de ejeção reduzida e sintomáticos.
B) A ivabradina deve ser reservada para pacientes que continuam sintomáticos após a terapia de primeira
linha, em ritmo sinusal e com frequência cardíaca acima de 70 bpm.
C) A adição da combinação nitrato e hidralazina tem indicação em indivíduos afrodescendentes que
continuam sintomáticos após terapia de primeira linha.
D) A terapia de ressincronização cardíaca tem indicação classe I para indivíduos que seguem sintomáticos
após terapia de primeira linha, e que no ECG possuem ritmo sinusal com BRE e QRS acima de 150ms.
E) O tempo médio de seguimento e reavaliação após início da terapia de primeira linha varia de 3 a 6
meses, quando então devemos considerar as estratégias terapêuticas adicionais

A

Letra “A” - Entresto não é medicamento de 1ª linha

17
Q

(SES-PE 2020 ACESSO DIREITO) – Uma paciente procura o ambulatório com queixas de tosse seca
há quatro meses. É hipertensa, controlada com enalapril 20mg/dia e refere fumar um maço de cigarros/dia
há 20 anos. Ao exame físico, a ausculta pulmonar é normal e a PA = 140x90 mmHg. Assinale a melhor
conduta para o caso nesse momento.

A) Associar hidroclorotiazida ao esquema anti-hipertensivo.
B) Trocar o enalapril por losartan.
C) Associar amlodipina ao esquema.
D) Associar omeprazol, já que a tosse provavelmente deve ser secundária a refluxo gastroesofágico.
E) Associar beta2 agonista, já que a tosse deve ser manifestação de DPOC incipiente.

A

Letra “B” - Trocar o enalapril por losartan

trocar IECA por BRA por tosse seca persistente

18
Q

(SES-PE 2018.2 R5 CARDIOLOGIA) - Em todas as situações clínicas a seguir, devemos considerar a indicação do desfibrilador cardíaco implantável para prevenção primária da Morte Súbita Cardíaca (MSC) em pacientes com cardiopatia estrutural, EXCETO:

A) sobreviventes de IAM há, pelo menos, 40 dias ou com cardiopatia isquêmica crônica, sob tratamento farmacológico ótimo, sem isquemia miocárdica passível de tratamento por revascularização cirúrgica ou percutânea e expectativa de vida de, pelo menos, 1 ano com FEVE ≤ 35% e CF II-III, ou FEVE ≤ 30% e classe funcional I, II ou III.
B) sobreviventes de IAM há, pelo menos, 40 dias ou com cardiopatia isquêmica crônica, sob tratamento farmacológico ótimo, sem isquemia miocárdica passível de tratamento por revascularização cirúrgica ou percutânea e expectativa de vida de, pelo menos, 1 ano com FEVE ≤40%, TVNS espontânea e TVS indutível ao estudo eletrofisiológico.
C) pacientes com cardiomiopatia dilatada não
isquêmica, classe funcional II-III, com FEVE ≤ 35% e
expectativa de vida de, pelo menos, 1 ano.
D) pacientes com cardiopatia isquêmica ou não isquêmica, CF III-IV, FEVE ≤ 35%, QRS ≥ 120ms,
para os quais tenha sido indicada TRC e expectativa de vida de, pelo menos, 1 ano.
E) pacientes com cardiopatia isquêmica e FEVE ≥ 35%.

A

Letra “E” - pacientes com cardiopatia isquêmica e FEVE ≥ 35%

CDI:
Expectativa de vida >=1 ano
FEVE<35% (FE Reduzida, não pode ser FE preservada)
40d após infarto
tto farmacológico otimizado
idealmente, CF II-III
19
Q

(SES-PE 2020 R5 CARDIOLOGIA) – São achados característicos nos pacientes com insuficiência
cardíaca com fração de ejeção preservada todos os citados abaixo, EXCETO:

A) Baixo peso.
B) Fibrilação atrial.
C) Hipertensão.
D) Hipertensão Pulmonar.
E) Pressões de enchimento altas no ecocardiograma
A

Letra “A” - Baixo peso

obesos
FA
HAS
HAP
DM
Mulheres
DRC
Pressões de enchimento altas no ecocardiograma
20
Q

(SES-PE 2020 R5 CARDIOLOGIA) - São consideradas indicações para transplante cardíaco todas as citadas abaixo, EXCETO:

A) Paciente refratários à terapia medicamentosa para hipertensão pulmonar arterial.
B) Paciente em choque cardiogênico refratário à terapia medicamentosa inotrópica contínua intravenosa ou com suporte circulatório mecânico.
C) Paciente com sintoma anginoso severo intratável por terapia medicamentosa ou por qualquer modalidade
de revascularização.
D) Paciente com cardiopatia restritiva ou hipertrófica em classe funcional III ou IV após terapias otimizadas.
E) Paciente adulto com cardiopatias congênitas em classe funcional IV sem possibilidade cirúrgica.

A

Letra “A” - Paciente refratários à terapia medicamentosa para hipertensão pulmonar arterial (Principal CI Tx Cardíaco - HAP Grave).

IC avançada a despeito de terapia otimizada (refratária)
a etiologia pouco importa

21
Q

(SES-PE 2019.2 R5 CARDIOLOGIA) - Os betabloqueadores são contraindicados na seguinte situação clínica:

A) Pacientes em uso de medicações para controle de asma, fora de crise, com insuficiência cardíaca.
B) Pacientes em uso de medicações para controle de doença pulmonar obstrutiva crônica, fora de episódios
de exacerbação, com insuficiência cardíaca.
C) Pacientes com insuficiência cardíaca após infarto agudo do miocárdio.
D) Pacientes com hipertensão e cefaleia crônica.
E) Pacientes com diagnóstico de crise tireotóxica e fibrilação atrial.

A

Letra “A” - Pacientes em uso de medicações para controle de asma, fora de crise, com insuficiência cardíaca.

BB - pode desencadear broncoespamo - Asma é CI de BB
DPOC toleram melhor BB do que asma

Cefaleia crônica por migrânea (enxaqueca) - indicação de BB
crise Tireotóxica - indicação de BB

22
Q

(SES-PE 2019.2 R5 CARDIOLOGIA) - No paciente com diagnóstico de insuficiência cardíaca, qual a primeira escolha entre as classes de hipoglicemiantes das citadas abaixo?

A) Inibidores da SGLT2
B) Agonista dos receptores GLP-1
C) Metformina
D) Tiazolidinedionas
E) Sulfonilureias
A

Letra “A” - Inibidores da SGLT2

Dapaglifozina; Empaglifozina; Canaglifozina:
DM +/-IC: diminui risco de evoluir pra IC e diminui internação por IC

Dapaglifozina: ICFER +/-DM diminui mortalidade

23
Q

(SES-PE 2019.2 R5 CARDIOLOGIA) - Em um paciente com diagnóstico de insuficiência cardíaca, classe funcional II, com fração de ejeção de 40 %, eletrocardiograma mostrando QRS estreito e ritmo
sinusal com frequência cardíaca de 89, já em dose máxima tolerada de betabloqueador, inibidor da enzima
conversora de angiotensina e bloqueador do receptor mineralocorticoide, a terapia a ser considerada
inicialmente é a(o)

A) Combinação de nitrato e hidralazina.
B) Ivabradina.
C) Ressincronização cardíaca.
D) Instalação de cardiodesfibrilador implantável.
E) Transplante cardíaco.
A

Letra ‘B” - Ivabradina

inibe corrente If do nó sinusal

sintomático (CF II)
ICFER
ritmo sinusal
BB+IECA+Espironolactona
FC>70: diminui sintomas e mortalidade CV, mas não mortalidade geral

Poderia ser nitrato + hidralazina, mas, pelos dados, percebe-se que ele quer Ivabradina
QRS estreito: não pode Ressincronização cardíaca (teria que ter QRS largo)
não tem FE<35% e não tem arritmia grave nem tem evento de morte súbita abortado: não CDI
Tx cardíaco: CF III-IV persistente

24
Q
  1. (SES-PE 2019 R5 CARDIOLOGIA) - Sobre a insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada
    (ICFEP), assinale a alternativa INCORRETA.

A) Nos pacientes idosos, recentes estudos mostram que 65 a 77% dos casos de insuficiência cardíaca são por ICFEP.
B) ICFEP é mais comum em mulheres.
C) A presença de disfunção diastólica assintomática é muito mais comum que a ICFEP. A presença de
disfunção diastólica com fração de ejeção acima de 50% não indica ICFEP, a não ser que a síndrome clínica
da insuficiência cardíaca esteja presente.
D) Aumento do átrio esquerdo, elevação da pressão arterial sistólica pulmonar, elevação do BNP e um pico
de VO2 abaixo de 80% do previsto são achados que contribuem para o diagnóstico da ICFEP.
E) A espironolactona e os nitratos estão entre as opções terapêuticas para tratamento de longo prazo da ICFEP.

A

Letra “E” - A espironolactona e os nitratos estão entre as opções terapêuticas para tratamento de longo prazo da ICFEP.

Nenhuma droga é recomendada a longo prazo na ICFEP, pois nenhuma mostrou diminuir mortalidade geral

25
Q

(SES-PE 2017.2 R5 CARDIOLOGIA) - Todas abaixo são indicações de implante do cardiodesfibrilador
implantável, EXCETO:

A) Paciente com taquicardia ventricular incessante.
B) Paciente sobrevivente de parada cardíaca por taquicardia ventricular de causa não reversível, com fração de ejeção abaixo de 35% e expectativa de vida acima de 1 ano.
C) Paciente com taquicardia ventricular sustentada espontânea, com comprometimento hemodinâmico ou
síncope, de causa não reversível, com fração de ejeção abaixo de 35% e expectativa de vida acima de 1 ano.
D) Paciente com síndrome de Brugada, sobrevivente de parada cardíaca e expectativa de vida de, pelo
menos, 1 ano.
E) Paciente com cardiomiopatia hipertrófica que apresente um ou mais fatores de risco de morte súbita
cardíaca e expectativa de vida de, pelo menos, 1 ano.

A

Letra “A” - Paciente com taquicardia ventricular incessante.

Brugada: síndrome congênita - risco por morte súbita

26
Q

(SES-PE 2016 R5 CARDIOLOGIA) - Paciente de 60 anos chega à unidade de emergência em edema agudo de pulmão. Ele é portador de miocardiopatia dilatada chagásica, já em tratamento clínico otimizado. Ao exame físico, ausculta pulmonar com crepitações até 1/3 superior de ambos os pulmões, pressão arterial
de 80x50mmHg, pulsos finos, sonolência e leve desorientação. Saturação de 89%. Qual o tratamento inicial para esse caso, admitindo-se que, pela história clínica e pelo exame físico, NÃO existam indícios de sinais de infecção?
A) Furosemida 1mg/kg, dobutamina, VNI, considerar intubação endotraqueal.
B) Furosemida 1mg/kg, morfina, nitroglicerina em dose reduzida, considerar intubação endotraqueal.
C) Dobutamina, nitroglicerina, VNI, considerar intubação endotraqueal.
D) Dopamina, morfina, furosemida 1mg/kg, VNI, considerar intubação endotraqueal.
E) Noradrenalina, furosemida 1mg/kg, VNI, considerar intubação endotraqueal.

A

Letra “A” - Furosemida 1mg/kg, dobutamina, VNI, considerar intubação endotraqueal.

Perfil “C” -

  • Úmido (congesto): EAP, estertores
  • Frio (mal perfundido): pulsos finos, sonolência, leve desorientação, PA 80x50
  • VNI: benefício em paciente com EAP cardiogênico
  • Morfina: aumento de risco de IOT em paciente com EAP
  • Nitroglicerina: não em paciente hipotenso, mal perfundido
  • Poderia DOPA: efeito Vc maior
  • NORA: não em paciente com aumento da RVP - aumentaria pós-carga, piorar DC

“A” Quente/Seco / “B” Quente/Úmido
“L” Frio/Seco / “C” Úmido/Frio - Diurético + Inotrópico

27
Q

UFSE 2016 acesso direto
Qual afirmativa está ERRADA?

A. A medida do volume do átrio esquerdo pode ser útil no diagnóstico da ICC com função sistólica preservada (diastólica).

B. O ponto de corte da fração de ejeção do ventrículo esquerdo para o diagnóstico de ICC diastólica é 0,35.

C. Anemia e tireotoxicose são fatores precipitantes de ICC.

D. ICC diastólica é comum em idosos.

A

Letra “B” - O ponto de corte da fração de ejeção do ventrículo esquerdo para o diagnóstico de ICC diastólica é 0,35.

A questão aborda tópicos diversos dentro da IC, então vamos comentar cada alternativa. Letra A: o achado de aumento do átrio esquerdo (AE) pode refletir aumento das pressões de enchimento do VE transmitidas para o AE (CORRETA). Letra B: o ponto de corte para definir IC diastólica é 50%, ou 0,50 (ERRADA). Letra C: anemia e tireotoxicose não apenas são fatores precipitantes de IC como podem ser causas de IC de alto débito (CORRETA). Letra D: a IC diastólica é o subtipo predominante de IC em idosos (CORRETA).

28
Q

HC-GO 2017 acesso direto
A insuficiência cardíaca é uma doença de elevada prevalência em todo o mundo. Qual das associações de classe medicamentosa a seguir reduz a mortalidade nesse grupo de pacientes?

A. Digital e diurético.
B. Inibidor da ECA e diurético.
C. Betabloqueador e digital.
D. Inibidor da ECA e betabloqueador.

A

Letra “D” - Inibidor da ECA e betabloqueador.

Questão de resposta simples e direta, que aborda o principal tópico cobrado em provas de residência médica a respeito do tema insuficiência cardíaca: DROGAS QUE REDUZEM MORTALIDADE!! Em se tratando de redução de mortalidade na IC, só existem evidências para o tratamento da ICFER (IC sistólica). Não há comprovação científica de alguma intervenção que aumente sobrevida na ICFEP (IC diastólica). As drogas que reduzem mortalidade na ICFER são:
IECA/BRA, BB, espironolactona (eplerenone), sacubitril + valsartana e hidralazina + nitrato (afrodescendentes). Recente estudo (DAPA-HF) mostrou redução de mortalidade com uso da DAPAGLIFOZINA na ICFER, e talvez esta droga seja incorporada nas próximas diretrizes sobre o tema.

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Q

SES-PE 2019 R3
Sobre o tratamento da insuficiência cardíaca, assinale a alternativa CORRETA.
A. Os programas de exercício para as classes funcionais II e III promovem aumento da capacidade funcional com benefícios na qualidade de vida.
B. Os benefícios esperados dos betabloqueadores são percebidos desde o início do tratamento,
devendo ser encorajado o uso da medicação.
C. O sacubitril - valsartana é recomendado associado ao IECA para os pacientes que persistem
sintomáticos, mesmo após as doses otimizadas.
D. A ivabradina nos pacientes que persistem com FC ≥ 70 bpm diminui a hospitalização por
descompensações, principalmente na presença de fibrilação atrial.
E. Os antagonistas dos receptores mineralocorticoides são a única classe de medicamento com
benefício evidente nos pacientes com fração de ejeção preservada.

A

Letra “A” - Os programas de exercício para as classes funcionais II e III promovem aumento da capacidade funcional com benefícios na qualidade de vida.

Temos aqui uma questão bem elaborada. Vamos deixar a lembrança do programa de reabilitação cardiopulmonar para paciente em classes II e III com melhora da qualidade de vida. Na letra B, o BB pode levar a uma piora inicial do quadro do IC apresentando benefício no uso prolongado. Na letra C, o sacubitril - valsartana NÃO pode ser utilizado associado ao IECA, mas, sim, ser usado como substituto, inclusive necessitando aguardar 36 horas de sua suspensão. Na
letra D, a ivabradina DEVE ser usada em paciente com ritmo SINUSAL. Na letra E, apesar de ter evidência em diminuir a hospitalização, a espironolactona não tem um benefício evidente nesse tipo de patologia.