Diagnóstico de Gravidez e Data Provável do Parto Flashcards

1
Q

O que são blastômeros?

A

São as células geradas durante o processo de clivagem

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2
Q

Definição de mórula

A

Esfera sólida com 16 ou mais blastômeros

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3
Q

Definição de blastocisto

A

Formado pelo desenvolvimento de uma cavidade repleta de líquido na mórula

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4
Q

Embrião: conceito

A

Concepto durante a fase de desenvolvimento, antes da 10ª semana (Até 9 semanas e 6 dias)

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5
Q

Onde normalmente ocorre a nidação ?

A

Parede superior e face posterior da cavidade uterina (endométrio mais vascularizado)

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6
Q

Janela de Implantação

A

Sexto ao décimo dia após a ovulação

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7
Q

Feto

A

Concepto da 10ª semana até o nascimento

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8
Q

Como ocorre a fecundação

A
  1. Penetração de espermatoziodes na corona radiata: pelo movimento da cauda e hialuronidase
  2. Penetração dos sptz na zona pelúcida: se ligam a zona pelúcida, induz reação acrossômica (liberação das enzimas, como acrosina, esterases, neuramidase). Hidrólise das proteínas e movimentos flagelares aumentados.
  3. Fusão das membranas do oocito e sptz: ocorrem alterações na zona pelúcida que impedem a entrada de outros sptz (poliespermia)
  4. Término da segunda parte da meiose do oocito secundário: estava em metáfase II e completa a meiose, origina o oocito maduro (pró-nucleo feminino) e o corpusculo polar (sofre extrusão)
  5. Formação do pró-nucleo masculino: núcleo masc aumenta de tamanho e a cauda do sptz degenera (já dentro do oocito)
  6. Fusão dos pró-nucleos: migram para o centro do oocito e fundem (singamia)

A fecundação se completa em aproximadamente 24 horas

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9
Q

O que ocorre com o oocito caso não haja fecundação?

A

Chega ao útero, se degenera e é fagocitado

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10
Q

Segmentação

A
  • Se inicia aproximadamente 30 hrs após a fecundação, as células formadas são chamadas de blastomeros
  • Ocorre aumento do número de células mas não da massa total (embrião ainda está recoberto pela zona pelúcida)

Após a fertilização:

D3: 16 ou mais blastômeros (mórula), nesse estágio ocorre a entrada na cavidade uterina

D4: cavidade se forma na mórula (blastula ou blastocisto)

D4-5: livre na cavidade uterina

D5: zona pelúcida degenera

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11
Q

Estágio de Blastulação

A

No D4 após fertilização, forma-se a cavidade na mórula que se converte em blastocisto

Blastocisto é constituído por:

  • Embrioblasto: células internas agrupadas em um dos polos (dão origem ao embrião, vesícula amniótica, vesícula vitelina e alantoide)
  • Cavidade blastocística ou blastocele
  • Trofoblasto: células externas, dão origem a placenta (porção ovular), é a superficie de trocas do embrião

O blastocisto vai se expandindo até que ocorra a eclosão da zona pelúcida (hatching), no D5, para que ocorra a nidação.

Após o hatching o blastocisto flutua na cavidade uterina por aproximadamente 2 dias

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12
Q

Nidação (Implatação Embrionária)

A
  • Requer uma receptividade endometrial adequada, decidualização (proliferação e diferenciação do estroma endometrial). Ocorrem então diversas modificações por complexas interações moleculares, mediadas por moléculas parácrinas (PGs, calcitonina, fator de crescimento unido a heparina, lactoferrina, IL-1, …) induzidas pela endocrinologia materna e a presença de blastocisto.

- Fase de aposição: o blastocisto que está flutuando pela cavidade uterina busca seu local de implantação, onde o trofoblasto vai se aderir com o polo que contém o embrioblasto (geralmente terço superior e face posterior)

- Fase de adesão: contato direto do trofoblasto com epitélio endometrial. As moléculas de adesão (integrinas, …) conferem uma receptividade endometrial. As integrinas são reguladas por hormonios e apresentam pico máximo na janela de implantação. Ao término dessa fase, o embrião etá superficialmente aderido e se nutre de tecidos maternos destruídos.

- Fase de ruptura da barreira epitelial (epitélio e membrana basal), indispensável para chegar ao estroma

- Fase de invasão: processo preteolítico e imunológico autolimitado. Decompões a matriz extracelular (colagenases, metaloproteinases, serinproteinases). Penetra no estroma, invade vasos endo-miometriais e substitui em parte as células endometriais

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13
Q

Assim que se implanta, o trofoblasto se prolifera rapidamente, e se divide em duas camadas:

A

- Citotrofoblasto: invasão placentária, ancorar a placenta a decídua e miométrio

- Sinciciotrofoblasto: epitélio especializado que recobre as vilosidades placentárias, transporte de gases, nutrientes, metabólitos e produção de hormônios (Estrog, progrest, glicocorticoides, lactogenio placentario, hCG)

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14
Q

Quando começa a gravidez?

A

Nidação

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15
Q

Aproximadamente ________ após a fertilização, o trofoblasto implantado no endométrio começa a produzir hCG em quantidades crescentes que podem ser encontradas no plasma ou na urina.

A

Aproximadamente uma semana após a fertilização, o trofoblasto implantado no endométrio começa a produzir hCG em quantidades crescentes que podem ser encontradas no plasma ou na urina.

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16
Q

Aproximadamente uma semana após a fertilização, o _________________ começa a produzir hCG em quantidades crescentes que podem ser encontradas no plasma ou na urina.

A

Aproximadamente uma semana após a fertilização, o trofoblasto implantado no endométrio começa a produzir hCG em quantidades crescentes que podem ser encontradas no plasma ou na urina.

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17
Q

Aproximadamente uma semana após a fertilização, o trofoblasto implantado no endométrio começa a produzir hCG em quantidades crescentes que podem ser encontradas ______________ .

A

Aproximadamente uma semana após a fertilização, o trofoblasto implantado no endométrio começa a produzir hCG em quantidades crescentes que podem ser encontradas no plasma ou na urina.

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18
Q

Qual a base do diagnóstico laboratorial da gravidez?

A

Dosagem da fração B de hCG

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19
Q

B-hCG: quando pode ser detectado? Pico? Valores de Referência?

A
  • Detectável entre 8 a 11 dias após a concepção
  • Pico entre 60 e 90 dias de gravidez
  • Menores que 5mUI/ml são negativos; maiores que 25mUI/ml são positivos (maioria dos testes tem sensibilidade de 25 ou 30).

Falsos positivos podem ocorrer entre 2 e 25 mUI/ml

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20
Q

B-hCG: função

A

Previne a involução do corpo lúteo, que é responsável pela produção de progesterona nas primeiras 6 - 7 semanas

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21
Q

hCG: doubling time e meia vida

A

Cresce exponencialmente após o inicio da gravidez.

Doubling Time: 2 a 3 dias

Meia-vida: 24 hrs

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22
Q

hCG: pico

A

Divergente

  • 8 a 10 semanas
  • 12 a 14 semanas
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23
Q

Métodos para identificação de hCG

A
  • Imunológicos
  • Radioimunológicos (RIA)
  • Enzima imunoensaio (ELISA)

* Testes biológicos foram abandonados

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24
Q

Testes Imunológicos para Detecção de hCG

A
  • Feitos apartir de antcps de animais ao hCG
  • Qualitativos, não quantitativos
  • Somente com 10 a 14 dias de atraso menstrual (exceto hemaglutinação passiva reversa)

Prova de Inibição de Aglutinação do látex (urina, rápido, menor sensibilidade, pode ser duvidoso)

s: 1500 a 3500 UI/L

Prova de Inibição da Hemaglutinação (teste de lâmina, mais sensível, menos duvidoso, maioria dos testes caseiros, mais de 10 a 14 dias de atraso ´[boa sensibilidade 97-99%]

s: 750 a 1000 UI/L

Hemaglutinação Passiva Reversa (maior sensibilidade, apenas com 1 a 3 dias de atraso menstrual)

s: 75 UI/L

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25
Q

Testes Radioimunológicos (RIA) para detecção de bHCG

A

Possibilita o diagnóstico precoce com 10 a 18 dias da concepção, sensibilidade alta (de 5mUI/ml), resultados em aproximadamente 4 hrs

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26
Q

Teste ELISA (imunoensaio;imunoenzimático)

A
  • Semelhante ao RIA
  • Alta sensibilidade
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27
Q

Gravidez Bioquímica

A

Gravidez incipiente que foi interrompida, antes de detextar sinais clínicos e ultrassonográficos.

Conduta: seguimento laboratorial até negativação do hCG

HD: gravidez tópica inicial, gestação ectópica

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28
Q

Valores aumentados e diminuídos de bHCG

A

Acima de 1000 UI/ml asseguram presença de gravidez em 95% dos casos

Elevações acentuadas: gestação múltipla e neoplasia trofoblástica gestacional

Elevação inferior ao esperado (ou diminuição): gravidez anormal, como ectópica ou abortamento

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29
Q

Fatores que podem alterar os testes imunológicos da gravidez

Falsos-positivos (7)

Falsos-negativos (3)

A

Falso-positivos

  • psicotrópicos (fenotiazidas, ADP, anticonvulsivantes, hipnóticos)
  • anticoncepcionais orais (se surtos de escape de LH)
  • hipotireoidismo (subunidade a do TSH)
  • fator reumatóide
  • anticorpos heterólogos
  • proteínas ligantes e aumento do LH hipofisário
  • neoplasias produtoras de hCG

Falsos Negativos

  • Urina de baixa densidade
  • Duas primeiras semanas de atraso menstrual
  • Ocasionalmente no 2T (limite inferior dos níveis de bHCG são mais baixos)
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30
Q

Quando fazer o DG clínico da gestação

A

Se o atraso é superior a 12 semanas, o DG pode ser realizado pelo exame clínico, podendo ser desnecessário o exame laboratorial.

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31
Q

Sintomas iniciais de gravidez

A
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Sialorreia
  • Aumento da sensibilidade álgica mamária
  • polaciúria
  • Nictúria
  • Distensão abdominal
  • Constipação intestinal
  • Tonteiras
  • Sonolência
  • Fadiga
  • Desejos alimentares
  • Perversão do apetite (PICA)
  • Labilidade emocional
  • Dor hipogástrica tipo cólica
  • Aversão a odores
  • Pirose
  • Alteração das acuidades auditiva e visual
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32
Q

Sintomas iniciais de gravidez: náuseas

A
  • Aparece entre a 6 e a 14 semana de gestação
  • Tipicamente de manhã, acompanhado ou não de vômito, e tende a melhorar conforme as horas avançam
  • Causa divergente: adaptação materna ao hCG; hCG aumenta estrogênio (que sabidamente causa esse sintoma)
  • Mais potente: gestação múltipla, insegurança materna (gravidez não planejada), hipertireoidismo e outros
  • Se acompanhados de febre, vertigem, diarreia, cefaleia, distenção abd: considerar outra causa
  • Aparecimento de náuseas e vômitos após 12 semans de gestação: avaliar

A hiperêmese gravídica é o espectro clpinico mais grave deste sintoma

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33
Q

Sintomas iniciais: aumento da sensibilidade álgica materna

A
  • Muitas referem aumento do volume das mamas, com incremento de sensibilidade álgica
  • Causa controversa: congestão; hCG nas glândulas mamárias
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34
Q

Sintomas Iniciais: Frequencia urinária

A
  • Polaciúria e Nictúria são queixas frequentes
  • Parece realcionada ao aumento na produção total de urina
  • Ocorre geralmente em torno da sexta semana
  • Compressão vesical pelo útero (crescimento e anteversão)
  • Com a evolução da gestação o útero cresce para a cavidade abd e este sintoma desaparece no 2T
  • Nas últimas semanas ocorre novo aumento da frequência urinária devido a pressão do polo cefálico na bexiga

Suspeitar de cistite: disúria, hematúria, piúria

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35
Q

Sintomas iniciais: distensão abd e constipação intestinal

A
  • Aumento de progesterona (reduz motilidade intestinal)
  • Constipação pode piorar com uso de vitaminas e complementos que contém ferro
36
Q

Sintomas iniciais: tonteiras

A
  • Comuns a gestação normal
  • Queda na RVP
  • Geralmente em posição supina, e melhora em decúbito lateral esquerdo

Preocupante se ocorre associado a arrtimias ou convulsões

37
Q

SIntomas iniciais: sonolência e fadiga

A
  • Comum na gestação inicial
  • Bem menos proeminente no 2T
38
Q

Sintomas Tardios da gravidez

A

Não são empregados no DG de gravidez

  • Dispneia
  • Lombalgia
39
Q

Sintomas tardios: dispneia

A
  • Suave, gradual, sem associação com outros sintomas pulmonares (tosse, esforço)
  • Efeitos da progesterona no centro respiratório do SNC
  • Percepção da pct a hiperventilação da gravidez (aumento de volume corrente e diminuição de PaCO2, alcalose respiratória compensada)

* Embolia pulmonar: falta de ar de forma aguda, associada a taquicardia, dor torácica, hemoptise, sinais de trombose venosa

40
Q

Sinais tardios: lombalgia

A
  • Tipicamente após 1T, pode ocorrer na gestação inicial
  • Modificação no centro de gravidade e efeitos de hormônios da gravidez
  • Embebição gravídica: modificação do sistema articular, como relaxamento dos ligamentos
41
Q

Hiperêmese Gravídica

O que é?

A

Síndrome com persistência de náuseas e vômitos, que aparecem antes da 20ª semana + perda de peso (>5%), desidratação, distúrbio eletrolítico, cetose e cetonúria (na ausencia de causas medicas especificas)

Aparece comumente entre a 6 e 14ª semana

42
Q

Hiperêmese Gravídica

EPD

A

0.5 a 2 % das gestantes

(principalemente primagestas jovens, gestação múltipla, doença trofoblástica gestacional, enxaqueca, história prévia de hiperêmese gravídica)

43
Q

Hiperêmese Gravídica

ETLG

A
  • Fatores endócrinos: pico de secreção de hCG; aumento de estrogênio
  • Fatores Orgânicos: redução de motilidade gástrica, relaxamento do esfíncter esofagiano, infecção por H. pylori
  • Fatores Psicossomáticos: rejeição da gravidez, perda de liberadade, rejeição ao pai, autopunição, imaturidade
44
Q

Hiperêmese Gravídica

Apresentação clínica (formas médias)

A
  • Vômitos simples após ingesta por duas a quatro semanas, com depleção de água e eletrólitos, sem importante alteração nutricional
  • Perda ponderal discreta, cerca de 5%
  • Sinais de desidratação discretos
  • Pulso se mantem abaixo de 100 bpm
  • Sem sinais sistêmicos
45
Q

Hiperêmese Gravídica

Apresentação clinica (formas graves)

A
  • Vômito persistente que obriga a jejum forçado. Pct não ingere e ainda vômita
  • Perda ponderal intensa, maior que 5% ( 6a 8 %)
  • Desidratação: face e olhos encovados, língua saburrosa, áspera, quebradiça, com enrugamentos longitudinais, mucosas secas e pegajosas, pele sem turgor e inelástica
  • Pulso fino e rápido, acima de 100 bpm; extremidades frias; quadro de choque
  • Sinais sistêmicos: oligúria (hipovolemia, pode evoluir para IRA); hiponatremia grave (letargia, convulsão, parada respiratória); carências vitamínicas (poineutrite, fraqueza muscular); psicose (encefalopatia de Wernicke)
46
Q

Hiperêmese Gravídica

DG

A
  • Anamnese e exame clínico (desidratação e desnutrição)
  • Laboratorial inespecífico, avalia complicações
  • USG: viabilidade da gestaçaõ, númeor de fetos, descarta doença trof gestacional
47
Q

Hiperêmese Gravídica

Principais exames e resultados

A
  • Hemograma: Ht elevado, anemia megaloblástica
  • Transaminases, amilase, lipase, Bb: elevadas
  • Ureia, creatinina: elevadas
  • Glicose: diminuida
  • Proteínas: diminuida
  • Tiamina: baixa
  • Hormonios tireoidianos: T3 e T4 altos (TSH diminuido)
  • Eletrólitos: cloro, sodio, potassio diminuidos
  • Urina: densidade alta, cetonúria
  • USG: DG diferencial
  • Oftalmoscopia: lesão de retina
  • TC: lesão neurológica
48
Q

Hiperêmese Gravídica

DD

A
  • Gastroenterites, apendicite, pancreatite, hepatite, esteatose hepática, obstrução intestinal, lítiase biliar, hérnia de hiato, nefrolitíase, doença vestibular, enxaqueca, distúrbios psicossomáticos, intox, neuropatias, tumores, hipertireoidismo, cetoacidose diabética, Addison, doença trofob gestacional, torção de anexos
49
Q

Hiperêmese Gravídica

TTO Hospitalar

A
  • Controle de peso e diurese
  • Jejum 24 a 48 hrs
  • Após estabilizar, evoluir progressivamente a dieta (líquido para sólidos)
  • Hidratação parenteral (Ringer ou salina: 2000-4000 ml/24hrs)
  • Evitar medicações a base de ferro
  • Reposição venosa prolongada: repor B6, C, K, tiamina

MEDICAMENTOS

(persistencia dos sintomas após cuidados gerais)

  • Antieméticos: metoclopramida é a mais usada
  • Ondansetrona: se falha de outros medicamentos
  • Anti-histamínicos (efeito sedativo): dimenidrinato + piridoxina. se não houver resposta: prometazina
  • Vitamina B6: piridoxina
  • Sedativos (para casos refratários): diazepam, clorpromazina
  • Corticoides (casos refratários): associação com antieméticos, metilprednisolona

NUTRIÇÃO PARENTERAL

(casos excepcionais, se NPT por mais de 48hrs, repor vitC e complexo B)

50
Q

Hiperêmese Gravídica

Complicações

A
  • Encefalopatia de Wernicke: espoliação de tiamina (B1), diminuição do nível de consciencia e memória, oftalmoplegia, nistagmo, ataxia, frequentemente neuropatia periférica. (Comum após hidratação venosa com solução glicosada sem reposição de tiamina)
  • Síndrome de Korsakoff: evolução da encefalopatia inicial para uma fase crônica. Alterações de comportamento, perda de memória (amnesia retrógrada) e do aprendizado (amnesia anterógrada), as amnesias tendem a ser irreversíveis
  • Síndrome de Mallory-Weiss: laceração da junção esofagogástrica por vômito incoercíveis, hematêmese
  • Rotura do esôfago com pneumomediastino
51
Q

Sinal de Hartman

A

Sangramento escasso e discreto pode ocorrer após a nidação, devido a erosão endometrial

Muitas vezes confundido com menstruação verdadeira

Qualquer sangramento de vulto na gravidez impõe nescessidade de avaliação

52
Q

Alterações cutâneas

A
  • Estrias
  • Cloasma gravídico (hiperpigmentação da face)
  • Linha nigra (concentração de melanina na linha alba)
  • Sinal de Halban (aumento da lanugem que aparece nos limites do couro cabeludo)
53
Q

Alterações Mamárias

A

Mais marcantes em primigestas

  • 5ª semana: congestão das mamas, doloridas
  • 8ª semana: aréolas primárias tornan-se mais pigmentadas e surgem projeções secundárias, entre 12 a 15 (glândulas mamárias ascessórias e glândulas sebáceas hipertrofiadas) - Tubérculos de Montgomery
  • 16ª semana: extração de colostro é possível; aumento da vascularização venosa (rede de Haller)
  • 20ª semana: aumento na pigmentação dos mamilos, limites imprecisos (sinal de Hunter)
54
Q

Aumento do volume uterino

A
  • O aumento anteroposterir começa nas primeiras semanas, pouco depois, se torna um o corpo uterino se torna globoso
  • 12ª semana: palpável logo acima da sínfise púbica
  • 16ª semana: meio do caminho entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical
  • 20ª semana: cicatriz umbilical
  • 40ª semana: apêndice xifóide
55
Q

Sinal de Hegar

A

Em torno de 6 a 8 semanas o útero se torna elático e amolecido, principalmente na região ístimica, o que permite a flexão do corpo sobre o colo quando é relaizado toque bimanual (sensação semelhante a esparação do corpo e colo)

56
Q

Sinal de Osiander

A

Percepção de pulso na artéria vaginal ao toque vaginal (achado típico do útero em crescimento rápido)

57
Q

Sinal de Hozapfel

A

Devido a congestão o peritônio fica rugoso, facilitando preensão uterina

58
Q

Sinal de Piskacek

A

Assimetria uterina a palpação

Devido a implantação embrionária, o crescimento uterino é assimétrico, que resulta em abaulamento e amolecimento do sítio de implantação

59
Q

Sinal de Nobile-Budin

A

Percepção pelo toque bimanual do preenchimento do fundo de saco vaginal pelo útero gravídico, resulta de uma modificação do formato uterino (transforma de piriforme para globoso e ocupa fundo de saco)

60
Q

Regra de Goodel

A

Amolecimento do colo uterino ao toque vaginal

Consistencia labial

61
Q

Sinais Ligados as Alterações da Tonalidade da Mucosa vulvar e vaginal

A
  • Sinal de Jacquemier (ou Chadwick): coloração violácea da mucosa vulvar, vestíbulo e meato urinário
  • SInal de Kluge: tonalidade violácea da mucosa vaginal (congestão)
62
Q

Alterações do muco cervical

A

O aumento da produção de progesterona reduz a concentração de sódio nas secreções cervicais (nescessário para manter padrão arboriforme quando cristalizado por desidratação)

O muco cervical de uma gestante não exibe a imagem microscópica semelhante a folhas de samambaia

63
Q

Ausculta dos BCF

A

Pinard: em torno de 19 a 20 semanas

Sonar Doppler: a partir de 10 a 12 semanas

BCF: 110 - 160 bpm

Local da ausculta varia de acordo com posição do feto

Pinard: 20; Sonar: 10

64
Q

Percepção de partes e movimentos fetais

A

A partir de 18 a 20 semanas, é possível identificação de segmentos fetais pela palpação, e a percepção de movimentos fetais ( com a evolução da gravidez esses movimentos se tornam visíveis)

* Só constitui sinal de certeza quando observado pelo examinador (relato não conta)

65
Q

Sinal de Puzos

A
  • Rechaço fetal intrauterino
  • A partir da 14ª semana

Deslocamento e retorno do feto a posição original no toque vaginal

66
Q

Sinais de presunção

A

Sinais sistemicos e tudo o que é percebido pela mãe, os sinais mamários são de presunção

  • Atraso menstrual: 4semanas
  • Náuseas: 4/5 semanas
  • Congestão e Mastalgia: 5 semanas
  • Polaciúria: 6 semanas
  • Tubérculos de Montgomery: 8 semanas
  • Rede de Haller: 16 semanas
  • Percepção materna de movimento fetal: 16-20 semans
  • Sinal de Hunter: 20 semanas
67
Q

Sinais de probabilidade

A

Modificações uterinas, vaginais e vulvares

* O hCG > 1000 mUI/ml é sinal de probabilidade e não certeza

  • 6 a 8 semanas: Sinal de Hegar, Piskacek, Nobile-Budin, Alterações cervicais, alterações na vulva e vagina
  • 12 semanas: aumento do volume uterino
68
Q

Sinais de Certeza

A
  • 10 a 12 semanas: ausculta dos BCF com sonar
  • 14 semanas: Sinal de Puzos
  • 18 a 20 semanas: ausculta BCF com pinard; percepção dos movimentos fetais; palpação de partes fetais
69
Q

Quais vias para se realizar o USG obstétrico?

A

Transabdominal

Transvaginal (melhor)

70
Q

A avaliação da IG pelo USG é mais precisa entre a ______ semana de gravidez, quando se utiliza o comprimentro cabeça-nádega como parâmetro

A

A avaliação da IG pelo USG é mais precisa entre a 6ª e a 12ª semana de gravidez, quando se utiliza o comprimentro cabeça-nádega como parâmetro

71
Q

A avaliação da IG pelo USG é mais precisa entre a 6ª e a 12ª semana de gravidez, quando se utiliza o ______________ como parâmetro

A

A avaliação da IG pelo USG é mais precisa entre a 6ª e a 12ª semana de gravidez, quando se utiliza o comprimentro cabeça-nádega como parâmetro

72
Q

IG pela USG a partir da 14ª semana

A

A aprtir da 14ª semana, a acurácia diminui progressivamente.

Principais medidas: Diâmetro Biparietal (DBP) e Comprimento do Fêmur (CF)

73
Q

A via transvaginal permite a identificação de saco gestacional com …

A

quatro semanas de gravidez !

74
Q

A via transvaginal da USG visualiza a vesícula vitelina com …

A

cinco semanas de gestação

75
Q

Com quantas semanas é observado eco embrionário e os batimentos cardioembrionários ?

A

entre 6 e 7 semanas

76
Q

Os movimentos do embrião ao USG são observados a partir da…

A

oitava semana

77
Q

IG x Estruturas embrionarias visualizadas por USG-TV

A

4 semanas: saco gestacional

5 semanas: vesícula vitelínica

6 semanas a 7 semanas: eco embrionário e batimentos cardioembrionários

8 semanas: movimentos do embrião

11 a 12 semanas: cabeça fetal

12 semanas: placenta

78
Q

Nível de bHCG (mUI/ml) e USG-TV

A

1000: saco gestacional
7200: vesícula vitelina
10800: embriao com batimentos cardíacos

Se B-hCG acima de 1000 mUI/ml e saco gestacional não for localizado, oque fazer? Procurar posição ectópica (utiliza-se aqui ponto de corte de 1500 - 2000)

79
Q

Se B-hCG acima de 1000 mUI/ml e saco gestacional não for localizado, oque fazer?

A

Procupar saco gestacional em outro local (ectópico)

80
Q

Quanto tempo de atraso tem o USG-ABD em comparação ao USG- TV para identificar as estruturas?

A

1 semana

81
Q

Em qual período se avalia a translucencia nucal para rasterio de aneuploidias?

A

11- 14 semans

82
Q

Antes de 14 semanas, qual a via preferncial para avaliar translucencia nucal ao USG?

A

Depende muito do biotipo e posição do feto

  • USG-TV tem imagem melhor
  • USG-ABD tem maior mobilidade para formar a imagem nescessária
  • Obesas, múltiplas cirurgias abd, imagem ruim ao USG-ABD: preferir USG-TV
83
Q

A partir de quantas semanas a USG-ABD é superior a USG-TV?

A

A aprtir de 14 semanas (2T)

O feto fica mais distante do transdutor TV

84
Q

Qual o parâmetro convencionado para o cálculo da IG? o que representa?

A

DUM

A IG é o período de tempo transcorrido entre o primeiro dia da última menstruação e a data atual

85
Q

Em cerca de 20% dos casos a discordancia entre a IG pela DUM e pela avaliação USG, o que fazer nesses casos?

A
  • Se a idade calculada pela DUM estiver dentro do intervalo de confiança da estimativa USG, ela é aceita

[1 semana no 1T; 2 semans no 2T; 3 smenas no 3T]

  • Se não estiver nesse intervalo, a IG é definida pela USG
86
Q

Regra de Nägele (data provável do parto)

A

Soma de 9 meses e 7 dias à DUM