Esquizofrenia Flashcards

1
Q

Os sintomas positivos estão presentes principalmente na esquizofrenia …

A

Aguda

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2
Q

Os sintomas negativos estão presentes principalmente na esquizofrenia …

A

Crónica

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3
Q

Para além dos sintomas positivos e negativos, existem outros tipos, como …

A

Comportamentais, cognitivos, afetivos, neurológicos

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4
Q

Quais são os sintomas positivos?

A

São os sintomas psicóticos como as ideias delirantes, alucinações e sintomas de 1ª ordem de Kurt Schneider -Percepção delirante, alucinações auditivas (vozes que fazem comentários e/ou vozes que dialogam entre si), sonorização do pensamento, roubo do pensamento, vivências de influência sobre o pensamento, difusão do pensamento.

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5
Q

Quais são os sintomas negativos?

A

Avolia, anedonia, alogia, embotamento afetivo e associalização

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6
Q

Definição de avolia.
Definição de alogia.
Definição de embotamento afetivo.
Definição de anedonia.

A

Alogia - Diminuição do discurso espontâneo
Avolia - diminuição da motivação
Embotamento afetivo - diminuição das expressão afetiva ou dos afetos que é capaz de expressar
Anedonia - diminuição do prazer a fazer coisas que antes tinha prazer

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7
Q

Quais são os sintomas comportamentais?

A

Alterações formais do pensamento, afeto inapropriado (manifesta afetos adequados à situação em que se encontra) e comportamento bizarro.

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8
Q

Quais são os sintomas cognitivos?

A

Função executiva, atenção, memória e cognição social.

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9
Q

Numa visão longitudinal da esquizofrenia ao longo da vida do doente, quais são os tipos de sintomas que caracterizam a doença?

A

Sintomas cognitivos e sintomas negativos.

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10
Q

Os sintomas cognitivos pioram com os episódios agudos e não resolvem entre episódios. Verdadeiro ou falso?

A

Falso, na maior parte dos casos os sintomas cognitivos resolvem parcialmente entre episódios.

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11
Q

Há uma relação causal e geneticamente mediada entre o QI e a esquizofrenia. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro. Em muitos casos, pessoas que vêm a desenvolver esquizofrenia já tinham QI baixo na infância.

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12
Q

Sintomas afetivos (sintomas depressivos ou humor elacionado ou disfórico) surgem em qualquer fase da doença, exceto no pródromo. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. De facto, podem surgir em qualquer fase da doença, incluindo no pródromo.

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13
Q

Sintomas afetivos também são sintomas negativos. Verdadeiro ou falso?

A

Falso, são coisas diferentes.

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14
Q

Os sinais neurológicos são evidência de que a esquizofrenia é uma doença do neurodesenvolvimento. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro.

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15
Q

Qual a relação da depressão com a esquizofrenia?

A
Depressão como parte da doença.
Depressão como resposta à recuperação de
insight para a gravidade da doença.
Depressão como efeito secundário da
medicação.
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16
Q

Os sintomas positivos e comportamentais, são mais prevalentes na esquizofrenia crónica. Verdadeiro ou falso?

A

Falso, são mais prevalentes na esquizofrenia aguda.

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17
Q

As ideias persecutórias são específicas mas não
comuns na esquizofrenia, enquanto as de referência e de passividade são mais comuns mas menos específicas da doença. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. As persecutórias são comuns mas não são específicas de esquizofrenia porque podem ocorrer noutras patologias psiquiátricas como a PAB, depressão psicótica e perturbação delirante. As ideias de passividade e referência são menos comuns mas mais específica de esquizofrenia.

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18
Q

Quais são as alterações mais frequentes da forma do pensamento?

A

Afrouxamento associativo, descarrilamento, metonímias, paráfrases e neologismos.

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19
Q

Quais são as alterações mais frequentes do curso do pensamento?

A

Pressão do pensamento, bloqueio do pensamento, roubo do pensamento.

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20
Q

Relativamente às alterações da percepção, quais são as alucinações mais frequentes? Como se caracterizam?

A

Auditivo-verbais; Vozes de comando, comentários na 3ª pessoa, eco do pensamento.

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21
Q

Quando surge um doente com alucinações visuais, o que devemos ter em conta?

A

Excluir patologia orgânica! Perceber se se trata de um doente idoso, num período Peri-operatório, com alterações do estado de consciência e da orientação, trauma CE.

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22
Q

Quais as alterações de comportamento mais frequentes?

A

Evitamento social (pelos delirios persecutórios), risos imotivados (pelas alucinações AV), agitação e comportamentos bizarros.

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23
Q

Quais as alterações de humor mais frequentes/sintomas afetivos?

A

Ansiedade, depressão, irritabilidade, euforia, embotamento afetivo, afeto incongruente.

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24
Q

Quais são os sintomas de 1ª ordem de Kurt Schneider?

A

Ideias delirantes, Alucinações, Posse do pensamento, Fenómenos de passividade.

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25
Q

Na esquizofrenia crónica, podem existir alterações dos movimentos como maneirismos que podem ser consequência da própria doença e não dos AP. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro, apesar de os AP, principalmente os típicos como o haloperidol e a cloropromazina, poderem dar sintomas extrapiramidais e discinésias.

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26
Q

O défice cognitivo, em conjunto com os sintomas negativos, contribui para o mau funcionamento e mau prognóstico da esquizofrenia. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro.

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27
Q

Quais são os subtipos de esquizofrenia?

Qual o mais comum?

A

Paranoide, catatónica (+++ sintomas motores), residual (pelo menos 1 ano de sintomas negativos sem sintomas positivos), hebefrénica (alterações formais graves do pensamento e do discurso) e simples;
Paranóide.

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28
Q

Doentes mais inteligentes têm sistemas delirantes mais complexos. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro, e doentes com défice cognitivo têm sintomas mais simples.

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29
Q

Subestimulação aumenta os sintomas negativos e a melhoria da estimulação melhora os sintomas negativos. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro

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30
Q

A recidiva é mais baixa em famílias com elevada emotividade expressa. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. A emotividade expressa consiste na atitude critica e negativa da família perante a doença e o doente e hostilidade , pelo que, em famílias onde ela existe, a recidiva é mais alta.

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31
Q

O que é o pródromo em contexto de esquizofrenia?

A

Período em que já há sintomas mas não os suficientes para fazer um diagnóstico.

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32
Q

Porque é que a existência do pródromo é um fator de mau prognóstico?

A

Durante o pródromo, vamos ter sintomas psicóticos não tratados, o que é neurotóxico.
Quanto maior o período de psicose não tratada, pior o prognóstico e pior é o défice psicossocial e
funcional.
Um início prolongado e insidioso é típico de doença grave e resistente ao tratamento (a doença é
mais grave no momento em que se começa o tratamento).

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33
Q

O que devemos fazer perante um pródromo de esquizofrenia?

A

É uma oportunidade para intervenção precoce, pelo que devemos iniciar AP em baixa dose. Só 25% dos doentes progride para psicose.

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34
Q

Perante um doente com sintomas de outras coisas e com sintomas psicóticos mas que não são o foco do caso, qual deve ser o raciocínio do Ddx?

A

Doente idoso? Sintomas flutuantes? Sem Hx psiquiátrica? Alterações da consciência e da orientação? -> pensar em delirium ou demência;
Há razão para pensar em causa orgânica, por antecedentes, trauma ou alterações imagiológicas? -> pensar em causas orgânicas como epilepsia do lobo frontal, paralisia geral da sifilis ou leucodistrofia metacromática;
Tem consumos? -> pensar nos tóxicos como causadores dos sintomas;
Tem outros sintomas que façam pensar noutras patologias psiquiátricas? Sintomas psicóticos isolados a um tema que remete para outra doença? -> Pensar em POC, P. dismorfia corporal, PP borderline.

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35
Q

Perante um doente com sintomas psicóticos predominantes mas que também tem outros sintomas menos relevantes, qual deve ser o raciocínio do Ddx?

A

Primeiro, devemos perceber se a pessoa tem sintomas do humor/sintomas afetivos. Se não tiver ou forem menos importantes do que os psicóticos, é provável que seja esquizofrenia.
Se tiver e forem tão ou mais importantes do que os sintomas psicóticos, devemos pensar em doenças do humor como a PAB/mania psicótica (perceber pela história se existem sintomas de mania associados a ideias delirantes p.e., existem EDM, o curso da doença é diferente da esquizofrenia), P. esquizoafetiva (coexistência de sintomas afetivos e psicóticos e um período em que existem apenas sintomas psicóticos), depressão psicótica (o core é depressivo, depois associam-se sintomas psicóticos que são congruentes com as crenças associadas pelo doente à sua depressão, p.e. delírio persecutório mas sentem que são os culpados por esse perseguição). Na esquizofrenia, os sintomas depressivos estão muitas vezes associados ao insight da doença.

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36
Q

Como diferenciamos uma psicose a tóxicos de uma esquizofrenia?

A

Numa psicose a tóxicos, há uma forte associação entre o inicio do consumo e o inicio dos sintomas psicóticos e entre o término dos consumos e o término dos sintomas psicóticos. Numa esquizofrenia, onde muitas vezes também há consumos, normalmente estes são em resposta aos sintomas psicóticos e estes não desaparecem com o término dos consumos.
Importa referir que, a psicose a tóxicos não ocorre necessariamente na primeira vez que a pessoa consome tóxicos, pode haver um período longo de consumos e depois haver uma psicose a tóxicos.

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37
Q

Quais são os critérios da DSM-5 para diagnóstico da esquizofrenia?

A

Critério A : 2+ por ≥1 mês • Ideias delirantes
• Alucinações
• Discurso desorganizado
• Comportamento marcadamente desorganizado
ou catatónico
• Sintomas negativos
Critério B: Impacto no funcionamento global (deterioração em ≥1 áreas – trabalho, relações interpessoais, auto-cuidado,…)
Critério C: Curso 6 meses com pelo menos 1 mês em fase aguda
Critérios D, E e F: Exclusão de doenças afetivas, causadas por tóxicos e do espectro do autismo.

Se < 1 mês -> psicose aguda e transitória
Se entre 1 e 6 meses -> P. esquizofreniforme
> 6 meses -> Esquizofrenia

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38
Q

Quais são os critérios da ICD10 para diagnóstico da esquizofrenia?

A

≥1 muito claro ou ≥2 pouco claros (sintomas de 1a ordem)
• Eco, inserção, roubo ou difusão de pensamento
• Ideia delirante de controlo, influência ou
passividade; perceção delirante
• AAV (de comentário, a discutir, ou vinda de
alguma parte do corpo do doente)
• Ideia delirante persistente de outro tipo
≥2
• Alucinações persistentes em qualquer
modalidade
• Interrupções do curso do pensamento,
neologismos
• Catatonia
• Sintomas negativos
• Alterações significativas da personalidade

≥ 1 mês

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39
Q

Quais são os critérios da DSM-5 para diagnóstico da perturbação esquizoafetiva?

A

Episódio depressivo major ou maníaco (sintomas do humor), com critérios A de esquizofrenia (sintomas psicóticos, sintomas negativos e alterações do comportamento e do discurso):
▻ Sintomas psicóticos fora de um episódio do humor
▻ Sintomas do humor durante um período substancial da doença

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40
Q

Poucos sintomas negativos conferem pior prognóstico. Verdadeiro ou falso?

A

Falso, a presença de sintomas negativos conferem pior prognóstico, poucos sintomas negativos conferem melhor prognóstico.

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41
Q

O que é Depressão pós-esquizofrénica?

A

Sintomas depressivos proeminentes durante pelo menos 2 semanas enquanto os sintomas de esquizofrenia ainda perduram. Ocorre quando, após os sintomas psicóticos, o doente recupera o seu insight e critica para aa doença.

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42
Q

Quais são os critérios da DSM-5 para diagnóstico de doenças psicóticas breves?

A
Perturbação psicótica breve
• Sintomas positivos 
• Dura <1 mês
• Recuperação total
Perturbação esquizofreniforme
• Cumpre o critério A (sintomas, >1 mês) • Não cumpre o critério C (<6 meses). Sintomas de esquizofrenia mas com menos de 6 meses.
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43
Q

Quais as comorbilidades mais frequentes na esquizofrenia?

A

Depressão e abuso de substâncias.

44
Q

Qual a prevalência da esquizofrenia?

A

0,7% (elevada) mas baixa incidência.

45
Q

Qual a idade de inicio da doença?

Qual a diferença entre homens e mulheres?

A

Casa dos 20 (virtualmente em todas as idades).

Homens têm um pico na casa dos 20 anos, as mulheres têm dois picos - um aos 20 anos e outro aos 30.

46
Q

A esquizofrenia é mais prevalente em homens ou em mulheres?

A

Homens (1,4:1)

Nos homens a doença é mais graves

47
Q

A genética tem pouco peso na etiologia da esquizofrenia (10%). Verdadeiro ou falso?

A

Falso! A genética é responsável por 80% do risco para esquizofrenia

48
Q

A genética (modo de transmissão complexo não mendeliano), os fatores ambientais (fatores da vida precoce e da gestação) e os factores psicossociais (influenciam o início e curso da doença) interagem e levam a perturbação do neurodesenvolvimento desde pequenos que, em indivíduos que atingem o limiar, leva a psicose aguda, mas também pode nunca se manifestar. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro

49
Q

Não há evidência irrefutável para a contribuição genética na esquizofrenia. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. Há evidência irrefutável para a contribuição genética - 80%.

50
Q

O risco genético é partilhado com outras doenças, o que implica a existência de um …, havendo associação com outras patologias como …

A

Espectro da esquizofrenia;

PAB, P. esquizoafetiva, PP esquizotipica e paranoide.

51
Q

Quais os mecanismos genéticos/conjuntos de genes envolvidos na esquizofrenia?

A

Efeito cumulativo de muitos genes com pouco efeito.

SNPs (30% do risco), CNVs (5-10% do risco) e variantes raras.

52
Q

Características dos SNPs na esquizofrenia

A

Milhares de genes mas cada um com um aumento reduzido do risco. Necessário ter muitos genes destes para haver manifestação da doença.

53
Q

Características dos CNVs na esquizofrenia

A

Muito raros; se presentes, aumento elevado do risco para esquizofrenia e outras doenças

54
Q

Características das variantes raras na esquizofrenia

A

Como se fossem SNPs, mas são raros e conferem aumento elevado do risco. São as que conferem mais risco, mas também são as mais raras.

55
Q

Em doentes com história familiar de esquizofrenia ou doenças do espero, há indicação para estudo genético. Verdadeiro ou falso?

A

Falso! Nenhum deles tem indicação para teste genético

56
Q

Pontos que sofrem alterações genéticas na esquizofrenia

A
Recetor D2 da dopamina (alguns SNPs)
Sinalização NMDA do glutamato (alguns SNPs e CNVs)
Plasticidade sináptica
Função imune
Sinalização do Ca
Modificação de histonas
57
Q

Quais são os fatores de risco ambientais, sociais e psicossociais com maior risco relativo na esquizofrenia ?

A

Complicações obstétricas
Infeções maternas
Trauma e adversidade na infância
Atraso no desenvolvimento (é mais uma manifestação do neurodesenvolvimento deficiente que poderá estar na base da esquizofrenia)
Consumo de canábis, principalmente o consumo pesado (o tabaco também confere risco)
Eventos de vida (nos 6 meses seguintes)

58
Q

A neuroimagem de um doente com esquizofrenia, revela alterações cerebrais estruturais e neuropatologia. No entanto, não hás alterações neurodegenerativas ou gliose. Porquê?

A

Porque é uma patologia do neurodesenvolvimento mas não uma patologia neurodegenerativa!
Vai haver alteração de volume cerebral, do hipocampo e na substancia cortiça cinzenta.

59
Q

Em doentes com história familiar de esquizofrenia ou doenças do espero, há indicação para estudo de imagem. Verdadeiro ou falso?

A

Falso! Estas alterações de imagem são esperadas em doentes com esquizofrenia mas não existem associações clínico-patológicas, pelo que não vale a pena pedir exames de imagem quando suspeitamos de esquizofrenia. Faz sentido se suspeitarmos de causa orgânica cerebral.

60
Q

Imagiologia cerebral funcional e os achados neurofisiológicos no EEG e nos Potenciais evocados, revela alterações?

A

Sim, principalmente associadas ao lobo frontal e pré-frontal.

61
Q

Qual a relação da dopamina com a esquizofrenia?

A

Hiperdopaminergia durante o pródromo e com resolução na remissão. Todos os antipsicóticos são antagonistas dopaminérgicos e a sua afinidade aos recetores D2 da dopamina é a propriedade que melhor se correlaciona com a sua potência clínica, ou seja, o seu efeito antipsicótico é tão maior quanto maior for a sua afinidade para o recetores D2 da dopamina.

62
Q

Qual a relação do glutamato com a esquizofrenia? Comparação com a dopamina.

A

Ao longo de todo o curso da doença, há alteração dos valores do glutamato. Enquanto que a dopamina só está alterada nas fases agudas da doença.

63
Q

Que outros achados bioquímicos podem estar presentes na esquizofrenia, para além da alteração da dopamina e do glutamato?

A

GABA
Serotonina (5-HT)
Marcadores inflamatórios

64
Q

Qual o aumento da mortalidade associado à esquizofrenia?

A

1.6 a 3x

65
Q

Causas não naturais representam 60% da mortalidade em excesso. Que causas são?

A

Acidentes

Suicídio

66
Q

Causas naturais representam 40% da mortalidade em excesso. Que causas são?

A

Doença CV (tabagismo, dieta, sedentarismo, obesidade, diabetes tipo 2)
Medicação (síndrome metabólico) - principalmente por causa dos antipsicóticos

67
Q

A mortalidade com doses elevadas de AP é baixa, à semelhança da mortalidade sem antipsicóticos. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. A mortalidade com doses elevadas de AP é praticamente tão alta como a mortalidade de quem não toma AP.

68
Q

Fatores demográficos preditores de mau prognóstico

A
Homens
Solteiros
Idade jovem
História familiar 
Consumos
69
Q

Fatores clínicos preditores de mau prognóstico

A
• Mau ajustamento pré- mórbido
• Início insidioso
• Pródromo prolongado
• Subtipo hebefrénico
• Gravidade do 1o episódio
• Sintomas negativos
• Défice cognitivo
• Ausência de sintomas
   afetivos
• Mau insight
70
Q

Sintomas afetivos quando estão presentes … o risco de suicídio e quando estão ausentes … o prognóstico.

A

Aumentam; Pioram.

71
Q

Sintomas negativos quando estão presentes … o risco de suicídio e … o prognóstico.

A

Diminuem; pioram.

72
Q

Qual é a 1ª linha de tratamento da esquizofrenia?

A

Antipsicóticos

73
Q

Os Antipsicóticos tratam tanto os sintomas positivos como os negativos e os cognitivos associados à esquizofrenia. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. Os antipsicóticos atuam SÓ nos sintomas positivos.

74
Q

Qual é o único AP com evidência de melhoria nos sintomas negativos?
Qual a desvantagem?

A

Clozapina; Diferenças significativas no seu perfil de efeitos adversos.

75
Q

Não há diferenças substanciais na eficácia dos vários antipsicóticos. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro, apesar de a Olanzanpina parecer ser ligeiramente mais eficaz que os outros.

76
Q

No contexto de um episódio agudo de esquizofrenia, o que devemos fazer em termos terapêuticos?

A

Começar com dose mais baixa possível e titular.
Não usar doses de carga.
Se o doente estiver muito agitar, usar uma benzodiazepina como o lorazepam.
Início de ação rápido -> Há melhoria em 24h

77
Q

Se dentro de 2 semanas não houver alguma melhoria do quadro, o que fazer?

A

Se não houver melhoria de pelo menos 20% em

2 semanas, a probabilidade de resposta é pequena -> trocar para outro AP.

78
Q

Se dentro de 2 semanas houver alguma melhoria do quadro mas não total, o que fazer?

A

Manter o mesmo AP e esperar alguns dias para ver se há mais melhorias. Podemos eventualmente aumentar a dose desse AP.

79
Q

No contexto de um quadro agudo medicado com AP, os primeiros sintomas a desaparecer são os sintomas psicóticos. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. Os primeiros a ceder à terapêutica são agitação, irritabilidade, insónia e, só depois, os sintomas psicóticos.

80
Q

Num episódio agudo, com quadro muito exuberante de sintomas psicóticos, está recomendado escalar doses para acelerar a resposta. Verdadeiro ou falso?

A

Falso! Nunca se faz dose de carga.

81
Q

A terapêutica de manutenção deve ser continuada durante pelo menos …

A

1-2 anos, mas normalmente os doentes fazem para o resto da vida

82
Q

Cuidados a ter com a terapêutica de manutenção

A
Antes de considerar trocar um fármaco,
garantir que a dose, duração e adesão são
adequadas
A suspensão deve ser gradual!
O tratamento contínuo é mais eficaz que
o tratamento intermitente!
Monitorizar adesão e efeitos adversos
Aconselhar fazer depots/terapêutica injetável de duração prolongada porque assim temos a certeza que o doente está medicado e "obriga" o doente a ser visto 1 vez por mês por enfermeiros ou médicos
83
Q

Teoricamente, quais os AP mais eficazes?

A

Olanzapina e Risperidona

84
Q

Quais os AP mais associados a ganho ponderal?

A

Olanzapina, Cloropromazina e Quetiapina

85
Q

Quais os AP mais sedativos?

A

Quetiapina e Olanzapina

86
Q

Quais os AP mais associados a hiperprolactinémia?

A

Paliperidona e Risperidona

87
Q

Qual a percentagem de doentes que não tolera o AP?

A

30%

88
Q

Qual a indicação para fazer clozapina?

A

Doente que já fez pelo menos 2 AP, sendo um deles a olanzapina, sem melhoria significativa dos sintomas.

89
Q

Quais os efeitos adversos mais associados à Clozapina?

A
  • Agranulocitose! (necessidade de hemogramas regulares, incluindo antes de iniciar tratamento com clozapina)
  • Ganho de peso
  • Sedação
  • Hipersalivação
90
Q

Quais os níveis sérios recomendados para a Clozapina?

A

200-500microg/L. É o único AP com indicação para monitorização.

91
Q

Qual a percentagem de doentes que não responde à Clozapina?

A

60%

92
Q

O que fazemos quando o doente não responde à Clozapina?

A

Terapêutica de aumento: Adicionar outro antipsicótico, Adicionar um estabilizador do humor, Adicionar ECT (+ na catatónica).

93
Q

Qual a única situação com indicação formal para uso simultâneo de 2 AP?

A

Quando a terapêutica com Clozapina falha e temos de tentar terapêutica de aumento.

94
Q

Que outras terapêuticas farmacológicas podemos tentar?

A

Antidepressivos (cuidado por causa dos sintomas positivos), Estabilizadores do humor (+ para os sintomas afetivos, não para os psicóticos), BZDs (se o doente estiver muito agitado) e ECT (+ na catatonia e se perturbação grave do comportamento).

95
Q

Abordagens psicosociais na esquizofrenia

A

Terapia familiar para diminuir a emotividade expressa (eficaz na prevenção da recidiva e no aumento da adesão mesmo em doentes graves);
Treino de capacidades sociais (alguma eficácia) Exercício físico

96
Q

O internamento é sempre necessário nos episódios agudos de esquizofrenia. Verdadeiro ou falso?

A

Falso. Geralmente necessário no primeiro episódio e em episódios graves. Mas se o episódio não for muito grave e o doente tiver um bom suporte familiar (atenção a se as ideias delirantes e persecutórias não envolvem aa família) pode ter alta para casa.

97
Q

Num episódio agudo, devemos identificar comorbilidades como Síndrome metabólico. Porquê?

A

Guia a nossa escolha terapêutica.

98
Q

As intervenções psicossociais são muito eficazes na fase aguda. Verdadeiro ou falso?

A

Falso, mas podem ser usadas nas outras fases.

99
Q

Em doentes que voltem a ficar agitados depois de um período em que estão bem, o que fazer?

A

Reintroduzir BZDs

Não está recomendado subir a dose de antipsicóticos

100
Q

Assim que o estado mental o permita, devemos …

A

Discutir a terapêutica com o doente ou com o cuidador

101
Q

Qual a indicação para dar anticolinérgicos na esquizofrenia?

A

Se o doente tiver efeitos extrapiramidais significativos por causa dos AP

102
Q

Na maior parte dos casos, qual é o curso da Esquizofrenia crónica?

A
Curso com múltiplos episódios
Dificuldades persistentes
Sintomas negativos proeminentes
Défices cognitivos e sociais
Sem regresso à funcionalidade prévia
Muitos doentes progridem para uma doença em que há poucas opções terapêuticas específicas.
103
Q

Qual a percentagem de doentes que têm esquizofrenia refratária? O que devemos fazer nesses casos?

A
1/3;
Rever o diagnóstico (psicose orgânica?)
Rever comorbilidades (doença física,
consumos)
Rever a história terapêutica (fármacos,
doses psicoterapias)
Sintomas atuais e sua gravidade
Exame objetivo (síndrome metabólico)
Discutir com o doente a sua perspetiva
acerca do tratamento
Avaliar adesão terapêutica
Exames
104
Q

Porque é que é importante abordar os consumos no contexto da esquizofrenia?

A
  • Pior curso sintomático
  • Dificuldade em iniciar tratamento
  • Maior risco de ser sem-abrigo, comportamento violento
  • Aumento da mortalidade precoce
105
Q

Porque é que é importante abordar os comportamentos violentos no contexto da esquizofrenia?
Quais as melhores opções terapêuticas nestes casos?

A
  • Na esquizofrenia pode haver agitação e alterações do comportamento
  • Heteroagressividade é incomum, mas acontece
  • Consumos aumentam o risco de heteroagressividade
  • Maior risco de internamento compulsivo
  • Doentes com esquizofrenia têm maior risco de ser vítimas do que perpetradores de violência

Doentes com hostilidade e comportamentos violentos persistentes: Clozapina e paliperidona de libertação prolongada

106
Q

Nas crianças e adolescentes as abordagens psicológicas têm um papel ainda mais importante. Verdadeiro ou falso?

A

Verdadeiro