Neuro Flashcards

1
Q

Quais as etapas do exame neurológico?

A
Estática
Marcha
Força
Tônus
Coordenação
Reflexos
Sensibilidade
Nervos cranianos
Sinais de irritação meníngea e radicular
Palavra e Estado Mental
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2
Q

Que achados na pele do paciente são de importância na inspeção do exame neurológico?

A

*Manchas Café-com-leite (Neurofibromatose tipo I, Síndrome McCune Albright; pode estar relacionado a malformações nervosas, por conta da origem ectodérmica: espinha bífida, escoliose)
*Neurofibromas (neurofibromatose)
*Angiofribromas (esclerose tuberosa)
Angioma portovinhoso facial (Síndrome de Sturge Weber)
*Lesões eritematovesiculares dolorosas no trajeto de uma raiz nervosa (Herpes Zóoster)
*Máculas anestésicas (Hanseníase)

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3
Q

O que manchas em café com leite podem sugerir?

A

Em excesso podem sugerir alguma malformação neurológica, como espinha bífica e escoliose, uma vez que a pele e o SN têm a mesma origem embriológica (ectoderma).
Além disso, estão presentes na Síndrome de McCune Albright e na Neurofibromatose.

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4
Q

O que neurofibromas podem sugerir?

A

Neurofibromatose

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5
Q

O que angiofibromas podem sugerir?

A

Esclerose Tuberosa

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6
Q

O que angioma portovinhoso facial podem sugerir?

A

Síndrome de Sturge-Weber

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7
Q

O que lesões eritematovesiculares dolorosas no trajeto de uma raiz nervosa podem sugerir?

A

Herpes Zóoster

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8
Q

O que máculas anestésicas podem sugerir?

A

Hanseníase

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9
Q

Que atitudes são de importância na inspeção do exame neurológico?

A
Atitude Parcknsoniana
Posição de extensão do MI e flexão do MS
Ptose palpebral assimétrica - Fácies miastênica
Fácies da paralisia facial
Fácies lúpica
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10
Q

Liste 10 marchas patológicas.

A
Ceifante
Em tesoura (espástica)
Parkinsoniana
Escarvante
De Tredelenburg
Apráxica
Talonante
Atáxica
Claudicante
Do Palhaço
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11
Q

Como deve ser feito o exame da marcha?

A

O exame deve ser feito com o paciente descalço, com os joelhos a mostra, pede-se que o paciente ande de forma normal, na ponta do pé, nos calcanhares, pé-ante-pé.

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12
Q

A que elementos o examinador deve estar atendo to exame da marcha?

A
Sequência do andar
Comprimento das passadas
Simetria das passadas
Elevação correta dos joelhos
Balanceio dos braços
Toque do pé no solo, inicialmente com o calcanhar
Posição do tronco e da cabeça
Andar em linha reta e virada
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13
Q

Que grupamento muscular está sendo avaliado quando o paciente caminha na ponta dos pés?

A

Musculatura inervada pela raiz nervosa S1

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14
Q

Que grupamento muscular está sendo avaliado quando o paciente caminha nos calcanhares?

A

Musculatura inervada pela raiz nervosa L4.

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15
Q

Como é a marcha ceifante?

A

Paciente adquire uma postura tônica, com flexão do ombro e extensão de MI, no dimídio acometido. Paciente caminha fazendo um semicírculo com o quadril.
Causa: Lesão 1º neurônio motor no encéfalo, AVE
ou outra lesão que interrompa as vias corticospinais para metade do corpo

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16
Q

Quais os outro nomes para marcha ceifante?

A

Helicoidal
Hemiplégica
De Todd

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17
Q

Como é a marcha escarvante?

A

Por fraqueza na dorsiflexão, caminha arrastando a ponta do pé no solo. É observada uma elevação anormal do joelho, com objetivo de não arrastar a ponta do pé no chão. Causa: lesão2º neurônio motor na medula, lesão de fibular comum, radiculite, poliomielite anterior aguda, lesão de isquiático

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18
Q

Quais os outro nomes para marcha escarvante?

A

Parética

do Polineurítico

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19
Q

Como é a marcha atáxica?

A

Paciente caminha com base larga, com pernas projetadas para frente e para os lados e movimentos largos e imprecisos. Esses pacientes olham para os MI enquanto deambulam e apresenta perda de equilíbrio.
Causa: lesão cerebelar

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20
Q

Quais os outro nomes para marcha atáxica?

A

do Ébrio

Cerebelar

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21
Q

Como é a marcha dos passos miúdos?

A

Posição típica com flexão da cabeça, tronco, ombro, cotovelo, punho, joelhos e tornozelos, com passos curtos, de maneira lenta e arrastada. Também podem ter perda do balanceio dos braços (marcha em blocos), com dificuldade na virada.

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22
Q

Quais os outro nomes para marcha dos passos miúdos?

A

Em Pequenos Passos

Parkinsoniana

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23
Q

Como é a marcha de Tredelenburg?

A

Característica das miopatias, pela fraqueza muscular da cintura pélvica, especialmente glúteos médios. Os pacientes fazem uma rotação exagerada da pelve, arremessando o quadril de um lado para o outro.
Causa: Lesão de n. glúteo superior (inerva glúteos médios, mínimos e tensor da fáscia lata, sendo os dois primeiros abdutores da perna)

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24
Q

Quais os outro nomes para marcha de Tredelenburg?

A

Marcha do Pato

Miopática

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25
Q

Como é a marcha talonante?

A

Há perda das informações sensoriais do MI, principalmente propiocepção. Paciente caminha com base alargada e olhando para o solo, arremessando o pé para diante e batendo-o com força no chão.
Causa: Tabes dorsalis (neurossífilis), lesão de cordão posterior da medula, neuropatia periférica sensorial

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26
Q

Qual o outro nome para marcha talonante?

A

Tabética

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27
Q

Como é a marcha do sapo?

A

Observada em pacientes com miopatias avançadas, na qual os pacientes caminham de cócoras, com mãos apoiadas no chão.

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28
Q

Como é a marcha em tesoura?

A

Ocorre em pacientes com espasticidade grave em ambos os MI, principalmente os com diplegia espástica congênita ( lesão de primeiro neurônio bilateral, paralisia cerebral, doença de Little). Ocorre adução da coxa e os joelhos cruzam-se um em frente ao outro.

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29
Q

Quais os outro nomes para marcha em tesoura?

A

Paraparética
Espástica
Flácida

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30
Q

Como é a marcha apráxica?

A

Caracteriza-se pelo andar semelhante ao de uma criança dando os seus primeiros passos, com dificuldade para ignição na marcha, no moviemnto de virada. Parece coim os pés presos no solo (marcha magnética).
Causas: hidrocefalia de pressão normal e demência vascular

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31
Q

Sobre a estática, que elementos são necessários para o paciente ficar em ortostase?

A

Visão
Função cerebelar
Propriocepção
Função vestibular

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32
Q

Como avaliar a estática?

A

Solicita-se que o paciente permaneça em ortostase, com os pés juntos, olhando de frente, com os braços junto ao corpo.
Depois, pede-se para o paciente fechar os olhos (Se nessa etapa o paciente sofrer uma acentuada perdad de equilíbrio - Sinal de Romberg).
Colocar o paciente em pé ante pé sensibiliza o teste.

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33
Q

Em que situações o sinal de Romberg pode estar presente?

A

Perda de propriocepção - cai para lado aleatório
Lesão vestibular - cai sempre para o lado lesionado
Histeria - cai para o lado do examinador

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34
Q

O que ocorre na ataxia cerebelar ao buscar o sinal de Romberg?

A

Ele não é achado, visto que há somente uma sutil instabilidade ao fechar os olhos. Mas o que é visto, é a dança dos tendões (os tendões de aquiles e tibial saltam, por conta de uma incoordenação). Eles também não conseguem ficar com os pés juntos de olhos fechados.

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35
Q

Onde estão situadas as áreas responsáveis pela motricidade voluntária no cérebro?

A

Lobo frontal, no córtex motor primário (4 de Broadman) e córtices suplementar e pré-motor (6 de Broadman).

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36
Q

Como é a via da motricidade?

A

Axônios da área 4 e alguns da 6 formam o trato córtico espinal (TCE), que desce pela corona radiata, ramo posterior da cápsula interna, pedúnculo cerebral, base da ponte, pirâmide bulbar. Então, 80 % decussa (decussação das pirâmides), cursando na medula espinal contralateral como trato corticoespinal lateral, alcaçando os respectivos neurônios motores inferiores no corno anterior da medula. Seus axônios saem pela raiz ventral, formando nervos periféricos, qeu se conectam a músculos nas placas mioneurais (motoras).

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37
Q

Caracterize as lesões de primeiros neurônios motores.

A

Causa: TCEou TRM
Manifestação: défcit de força no dimínio contralateral (TCE) ou ipsilateral (TRM), hipertonia muscular (espasticidade), exacerbação de reflexos miotáticos profundos, surgimento de reflexos patológicos, atrofia de desuso leve, ausência de fasciculações e ENM normal.

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38
Q

Caracterize as lesões de segundos neurônios motores.

A
Ocorrem no corno anterior da medula ou em nervos periféricos
Défcit de força em músculos específicos
Atrofia muscular importante
Flacidez e hipotonia
Reflexos profundos diminuiídos
Miofasciculações
ENM alterado
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39
Q

O que são miofasciculações?

A

Contrações finas e rápidas, devido a contração de um feixe de fibras/fascículo muscular.

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40
Q

Explique a fraqueza nas miopatias.

A

As miopatias preferencialmente acometem a musculatura proximal (ex. cintura escapular e cintura pélvica), por conta da disposição medular de áreas proximais de forma mais superficial, causando dificuldades em subir escadas ou se levantar de cadeira.

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41
Q

O que deve ser feito na suspeita de miopatias?

A

Pedir que o paciente se sente no chão e se coloque de pé.
Pela fraqueza proximal, pacientes com miopatias primeiro se põem na posição genupalmar, depois começam a se levantar com auxílio dos braços, como se estivessem escalando o próprio corpo (Levantar miopático de Gowers/Sinal de Gowers).

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42
Q

Quais os principais sintomas de doenças de placa motora?

A

Fraqueza flutuante, disfalgia, diplopia, disartria.

Ex.: miastenia gravis

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43
Q

Quais as duas maneiras de se examinar a força do paciente?

A

Contra a resistência

Contra a gravidade

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44
Q

Como é feito o exame contra a gravidade dos membros superiores?

A

Manobra de mingazzini para membros superiores: extensão dos braços com as mãos pronadas e extendidas e os olhos fechados, mantendo-se nessa posição por 20-30 segundos. Caimento revela fraqueza.

Teste do desvio pronador: extensão dos braços com as mãos supinadas e extendidas e os olhos fechados, mantendo-se nessa posição por 20-30 segundos. Tendência a pronação releva hemiparesia leve.

Solicita-se também que o paciente role os braços um sobre o outro. Na fraqueza assimétrica, ocorre satelitazição do membro acometido sobre o são.

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45
Q

Como é feita a avaliação da força em membros inferiores?

A

Manobra de Mingazzini: paciente em decúbito dorsal, o examinador eleva os MMII do paciente, de modo que as pernas fletida formem um ângulo de 90º com a articulação do quadril. A avaliação ocorre nessa posição; a queda ou oscilações indicam paresia da musculatura extensora da perna (quadríceps) ou flexora do quadril (psoas)
Manobra de Barré: paciente em decúbito ventral, paciente mantém pernas fletidas sobre as coxas, formando um ângulo maior que 90º com as coxas. Oscilações indicam insuficiência dos flexores da perna.

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46
Q

Quais as regras para o exame da força contra a resistência?

A

Sequência: de proximal para distal

Sempre comparativo

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47
Q

Como é a escala de gradação de força?

A

Grau 0: nenhuma contração
Grau 1: Contração muscular, mas sem reprodução do movimento
Grau 2: Movimento ativo, mas não vence a gravidade
Grau 3: Movimento ativo, vence a gravidade, mas não vence a resistência
Grau 4: Movimento ativo, vence a gravidade, vence a resistência, mas é comparativamente mais fraco.
Grau 5: Força normal

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48
Q

Qual a sequência do exame do exame de força contra a resistência?

A

Cabeça e pescoço:
Flexão e extensão do pescoço

MMSS:
Abdução e adução dos braços
Flexão e extensão do cotovelo
Flexão e extensão do carpo

Mão:
Preensão palmar e abdução dos dedos(ulnar)
Sinal positivo com o polegar
Abdução do polegar (n radial)
Flexão do polegar (mediano)
Adução do polegar
Oposição do polegar

MMII
Flexão e extensão da coxa
Flexão e extensão da perna
Flexão e extensão do pé.

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49
Q

O que é tônus?

A

Tensão muscular no repouso.

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50
Q

Do que depende o tônus de um membro?

A

Depende da atividade no segmento da medula espinal que o inerva, principalmente do motoneurônio gama.

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51
Q

Como é dividido o exame do tônus?

A

Inspeção, palpação e manobras.

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52
Q

Como é a posição dos membros nas hemiplegias?

A

MS fletidos e MI extendidos.

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53
Q

Quais as manobras para avaliação do tônus?

A

Punho-ombro, calcanhar-nádega, balanceio do segmento distal, mobilização passiva dos membros.

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54
Q

Como é a manobra punho-ombro?

A

Com o paciente sentado, ocorre a flexão passiva do braço do paciente, com o membro relaxado, para avaliar se é possível encostar seu punho no ombro. Em pacientes hipotônicos, é possível encostar.

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55
Q

Como é a manobra calcanhar-nádega?

A

Em decúbito dorsal, ocorre a flexão passiva da perna do paciente, com o membro relaxado, para avaliar se é possível encostar seu calcanhar na nádega. Em pacientes hipotônicos, é possível encostar.

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56
Q

Quais as principais causas de hipotonia na clínica?

A

Lesões de segundo motoneurônio e lesões cerebelares.

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57
Q

Como é feita a manobra do balanceio do segmento distal?

A

Balanceia-se as duas mãos do paciente, através de um movimento rápido de vaivém rápido do antebraço. A amplitude dos movimentos das mãos será proporcional a hipotonia ou a hipertonia,.

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58
Q

Como as hipertonias podem se dividir?

A

Extrapiramidal/Plástica/Cano de chumbo/Roda dentada

Piramidal/Espástica/Em canivete

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59
Q

Cite uma causa importante de hipertonia extrapiramidal.

A

Lesão dos núcleos da base.

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60
Q

Caracterize a hipertonia extrapiramidal.

A

Ocorre em duas formas: cano de chumbo ou roda dentada.

A rigidez do cano de chumbo constitui de aumento difuso e constante do tônus muscular na mobilização passiva do membro.

A hipertonia em roda dentada ocorre em pacientes com Parkinson, por exemplo, no qual o tremor sobrepõe à rigidez, parecendo que a parte mobilizada está presa a uma engrenagem, dando aspecto em roda dentada.

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61
Q

Caracterize a hipertonia piramidal.

A

A realização de movimentos rápidos é seguida de aumento súbito do tônus, causando resistência inicial, como se tivesse um obstáculo a ser vencido, que após ser superado ocorre tranquilamente (sinal do canivete).
Nos MMII, o exame é feito com a flexão na coxa sobre o quadril com os pés estendidos, com uma mão no oco poplíteo e outra no pé do examinador.
Na mão é feita por flexão ou extensão do carpo.

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62
Q

A coordenação envolve principalmente o funcionamento de que órgão?

A

Cerebelo.

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63
Q

Em que momento do exame neurológico o exame da coordenação deve ser feito?

A

Após o exame da força e do tônus.

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64
Q

Como avaliar a integridade do verme cerebelar?

A

O verme (papeocerebelo) faz a coordenação do tronco. Portanto, pede-se para que o paciente em decúbito dorsal cruze os braços sobre o tórax e tente sentar-se sem o auxílio das mãos.

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65
Q

O que ataxia apendicular indica?

A

Lesões de Hemisférios cerebelares, que são ipsilaterais.

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66
Q

Quais os testes para avaliar a coordenação apendicular?

A

Teste dedo-nariz
Teste dedo-nariz-dedo
Teste calcanhar-joelho-canela
Exame da capacidade de parada súbita do movimento (rebote ou Stewart-Holmes)

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67
Q

Caracterize o teste dedo-nariz.

A

Avalia a coordenação apendicular, portanto a integridade do neocerebelo.
Consiste em solicitar que o paciente com os olhos abertos, faça abdução do braço com antebraço em extensão e toque a ponta do dedo indicador no nariz.
O paciente com síndrome cerebelar pode decompor o movimento e errar o nariz (dismetria), apresentando tremor.

Esse teste também é realizado com olhos fechados para diferenciar ataxias sensoriais, que pioram muito ao fechar os olhos.

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68
Q

Caracterize o teste dedo-nariz-dedo.

A

Avalia a coordenação apendicular, portanto a integridade do neocerebelo.
Consiste em solicitar ao paciente tocar seu dedo indicador na ponta de seu nariz e depois no dedo do examinador em posições diferentes.

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69
Q

Caracterize o teste calcanhar-joelho-canela

A

Avalia a integridade cerebelar pela coordenação do MMII.
É uma espécie de dedo-nariz para o MMI. Pede-se que o paciente coloque o calcanhar na tuberosidade da tíbia e deslize o calcanhar sobre a crista da tíbia até o pé.

Essa manobra também é feita com os olhos fechados.

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70
Q

O que é diadococinesia?

A

Capacidade de alternar movimentos rápidos.

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71
Q

Qual a manobra mais importante para verificar disdiadococinesias?

A

É pedir que o paciente sentado com as mãos espalmadas sobre as coxas, alterne rapidamente as mãos em pronação e supinação.

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72
Q

Como é a manobra do rebote ou de Stewart-Holmes.

A

É realizada com os braços do paciente junto ao corpo e o examinador segura em seu punho e pede pra ele realizar uma contração vigorosa do bíceps contra a resistência. A outra mão do examinador deve ser posicionada em frente a face do paciente. Sem avisar, o examinador deve soltar subitamente o punho.

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73
Q

O que são reflexos?

A

São respostas automáticas a estímulos sensoriais, seja nos receptores dos tendões musculares, no periósteo ou na pele.

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74
Q

Como ocorre a graduação de reflexos?

A

0 Reflexo abolido
+ Hiporreflexia (valorizar assimetrias)
++ Reflexo normal
+++ Hiper-reflexia (valorizar assimetrias)
++++ Policinético (hiper-reflexia + clônus)

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75
Q

Como os reflexos profundos, em geral, são pesquisados?

A

Pela percussão dos tendões musculares com um martelo de reflexos.

76
Q

Quais os principais reflexos profundos?

A

No MMSS:
Bicipital, tricipital, braquiorradial e flexor dos dedos.

No MMII:
Patelar e aquileu

77
Q

Como é pesquisado o reflexo biccipital (C5-C6)?

A

Percute-se o tendão do mm. bíceps braquial na fossa cubital com interposição do dedo indicador. Deve ser percutido nas posições sentado e deitado.
A resposta da manobra é a flexão do antebraço.

78
Q

Como é pesquisado o reflexo triccipital (C8-T1)?

A

Percussão do mm. tríceps braquial no olécrano sem a interposição do dedo.
Deve ser percutido nas posições sentado e deitado.

79
Q

Como é pesquisado o reflexo braquirradial (C5-C6; estilorradial)?

A

Percussão da cabeça do rádio na inserção do mm braquirradial. A respsta é a pronação da mão e a flexão do antebraço.

80
Q

Como é pesquisado o reflexo do flexor dos dedos (C8-T1)?

A

É pesquisado com a mão do paciente em posição supina e o examinador percute os tendões dos flexores do carpo com ou sem interposição de dedos.

81
Q

Como é pesquisado o reflexo patelar?

A

É pesquisado nas posições sentado e deitado, onde há a percussão do tendão da patela.

82
Q

Como é pesquisado o reflexo aquileu?

A

É pesquisado nas posições sentado e deitado (decúbito lateral com perna fletida e pé passivamente e levemente em dorsiflexão), onde há a percussão do tendão aquileu.

83
Q

Quais reflexos tem importância em caso de dúvida quanto a reflexos profundos?

A

Reflexo Peitoral e dos adutores.

Podem estar presentes em caso de hiper-reflexia.

84
Q

Como é pesquisado o reflexo peitoral?

A

Percussão do mm peitoral maior na LAA, com a interposição do dedo e braço ligeiramente abduzido.

85
Q

Como é pesquisado o reflexo dos adutores?

A

Percussão do tendão dos adutores na parte distal da face medial da coxa, com o membro levemente abduzido e com interposição de dedo.

86
Q

Causas de hiporreflexia

A
Neuropatias periféricas - Lesão do 2 neurônio motor
Radiculopatias compressivas
Miopatias
Doenças do neurônio motor
Distúrbios hidroeletrolíticos
87
Q

Qual a principal causa de hiper-reflexia?

A

Lesão do 1º neurônio motor.

88
Q

O que são clônus?

A

Contrações rítmicas involuntárias, que podem ser esgotáveis ou inesgotáveis.

89
Q

Em que regiões podem ser procurados clônus?

A

Pé, mão, patela.

90
Q

Em que situações classicamente está presente o clônus?

A

Pacientes com hiperreflexia e espasticidade (Lesão do 1º neurônio motor).

91
Q

Como buscar clônus?

A

Manobra de dorsiflexão súbita e sustentada do pé.

Extensão sustentada e súbita da mão.

Examinador segura a patela com o polegar e o indicador e faz um movimento agudo e rápido para baixo.

92
Q

O que é manobra de Jendrassik?

A

Pedir que o paciente enganche uma mão na outra e tente separá-las com toda a força enquanto pesquisa reflexos do MMII.
É uma manobra para facilitar a evocação de reflexos, outro exemplos são: ler um texto em voz alta, contar só números pares etc.

93
Q

Quais os principais reflexos superficiais?

A

Cremastérico
Cutâneos abdominais (superior, médio e inferior)
Cutâneo plantar

94
Q

Como buscar o reflexo cremastérico?

A

É evidenciado pelo tocar ou arranhar de leve a pele da superfície superior interna da coxa, sendo a resposta a elevação do testículo ipsilateral (L1-L2).

95
Q

Como buscar os reflexos cutaneoabdominais?

A

Arranhões são feitos na parte lateral do abdome em direção a cicatriz umbilical, um superior (T7-T9), um médio (T9-T11) e um inferior (T11-segmentos lombares inferiores).

96
Q

Como buscar o reflexo cutaneoplantar?

A

Estímulo na face lateral e plantar do pé, pode ocorrer flexão dos dedos ou nada em pessoas normais. O teste é positivo consiste na dorsiflexão dos dedos, especialmente do hálux, com abertura em leque dos 4 dedos laterais.
Indica lesão do córtex motor ou das vias córtico-espinais.

97
Q

Quais os reflexos patológicos a serem pesquisados?

A

Sinal de Babinsky - dorsiflexão do hálux
Sucedâneos de Babinsky
Sinal de Hoffman -
Sinal de Tromner

98
Q

O que são sucedâneos de Babinsky?

A

São reflexos patológicos de extensão plantar.

99
Q

Quais são os sucedâneos de Babinsky?

A
Chaddock
Gordon
Oppenheim
Shaefer
Austregésilo
100
Q

Como buscar os sucedâneos de Babinsky?

A

Chaddock: estímulo da face lateral do dorso do pe, do maléolo lateral até o 5º pododáctilo.

Gordon: compressão da musculatura da panturrilha

Oppenheim: pressão com o polegar e o indicador na face medial da tíbia, desde a região infrapatelar até o tornozelo

Shaefer: compressão do tendão aquileu

Austragésilo: compressão do músculo do quadríceps na região distal da coxa

101
Q

Quais os sinais patológicos de membro superior a serem pesquisados?

A

Sinal de Hoffman e Sinal de Tromner.

São o mesmo resultado para manobras diferentes: adução e flexão do polegar com flexão do indicador.

102
Q

Como buscar o sinal de Hoffman?

A

Segurando-se a mão do paciente, completamente relaxada, com a outra mão segurando o dedo médio do paciente (como se fosse um cigarro). Em um movimento rápido comprime-se a unha do paciente, com rápida liberação.

103
Q

Como buscar o sinal de Tromner?

A

Segura a mão do paciente pela articulação metacarpofalangiana distal do dedo médio e realiza-se um golpe de baixo para cima no dedo médio do paciente.

104
Q

V ou F: Sinais de Tromner e Hoffman são sempre patológicos.

A

F. Podem aparecer fisiologicamente, nesses casos são bilaterais e simétricos.

105
Q

Quais as subdivisões do exame neurológico da sensibilidade?

A

Superficial - tátil, dolorosa e térmica
Profunda - vibratória, propriocepção e pressão
Complexa - discriminação entre dois pontos, grafestesia e estereognosia

106
Q

Como a sensibilidade superficial é avaliada?

A

Os dermátomos devem ser avaliados quanto a sensibilidade:
Tátil - com o dedo (hipoestesia, hiperestesia)
Térmica - tubos de ensaio
Dolorosa - agulha (analgesia, hipoalgesia, hiperalgesia)

107
Q

Como a sensibilidade profunda é avaliada?

A

Os dermátomos devem ser avaliados quanto a sensibilidade:
Vibratória - diapasão sobre estruturas ósseas
Propriocepção - com os olhos fechados, deve-se colocar segmentos do corpo do paciente em posições diferentes e pedindo para ele dizer se a parte está para cima ou para baixo
Pressão (barestesia): pressão na pele do paciente, pedindo para ele dizer se sente e onde sente

108
Q

Como a sensibilidade complexa é avaliada?

A

Os dermátomos devem ser avaliados quanto a:
Discriminação entre dois pontos: duas agulhas
Grafestesia: capacidade de identificar um número quando escrito na face palmar
Estereognosia: paciente deve identificar um objeto que está em mãos sem ver

109
Q

Quais as principais causas de perda da sensibilidade?

A

Neuropatias periféricas
Radiculopatias
Mielopatias (ex. tabes dorsalis)
AVE

110
Q

Como avaliar o I par craniano?

A

N. olfatório

Cada narina deve ser examinada separadamente, com odores facilmente reconhecíveis.

111
Q

Como avaliar o II par craniano?

A

Acuidade visual
Uso de cartão de Rozembaum ou de Snellen

Campimetria (análise dos campos visuais do paciente)
O examinador fecha um de seus olhos e um dos olhos do paciente, pede para o paciente olhe fixamente para os seus olhos. Então pede que o paciente identifique os números que ele faz com a mão em 3 alturas diferentes em 2 profundidades diferentes.

Reflexos
Fotomotor direto (entrar com a luz pelo lado; avalia II e III)
Fotomotor consensual (entrar com a luz pelo lado; avalia II e III)
Acomodação (avalia II, III e IV)

Exame de fundo de olho

112
Q

Como são as pupilas de Argyll Robertson?

A

Na neurossífilis, ocorre perda dos reflexos fotomotores, mas preservação do reflexo de acomodação.

113
Q

Como avaliar o III, IV, VI par craniano?

A

Exame de movimentação ocular. O principal sintoma é diplopia.
O paciente deve fixar o olhar no dedo do examinador, fazendo um grande asterisco.

              Funções                                       Dano                         III        eleva a pálpebra, olha               Ptose, midríase,                                                                       pra cima, pra baixo, pra medial,       Estrab divergente contrai a pupila

IV olhar p baixo e lateral Olhar medial e . para baixo

VI mirada lateral Estrabismo . . bbbb b. convergente

114
Q

Qual a inervação do trigêmeo?

A

Pele da face através de V1, V2, V3.
2/3 anteriores da língua sensibilidade geral (lingual - mandibular)
Esclera - oftálmico

Ramo motor para os mm da mastigação (masseter, temporal, pterigoides).

115
Q

Como avaliar o V par craniano?

A

Com o dedo, e o paciente de olhos fechados, testar a sensibilidade de V1, V2 e V3

Em V1 pode-se testar o reflexo corneopalpebral, com uma gaze estimula-se a pálpebra do paciente e a resposta é a piscada bilateral.

Também é importante pedir para o paciente abrir, fechar e lateralizar a boca enquanto palpa-se a mandíbula.

116
Q

Como avaliar o VII par craniano?

A

Exame da mímica facial: pede-se para o paciente enrugar a testa, fechar os olhos com força, beijar o ar, sorrir e contrair o platisma.

117
Q

Qual o nome do sinal da paralisia do mm platisma?

A

Sinal do platisma de Babinsky.

118
Q

O que é sinal de Bell?

A

O globo ocular se eleva na incapacidade de se fechar a os olhos, visto em casos de paralisia facial.

119
Q

O que é lagoftalmia?

A

Incapacidade de fechar os olhos.

120
Q

O que é sinal do Negro?

A

O sinal de Negro ocorre quando o paciente olha para cima e o globo ocular mergulha mais do que o do olho sadio.

121
Q

Sinal de Bergara-Watemberg?

A

Um sinal que demonstra fraqueza da musculatura na face superior é a perda das vibrações finas. Elas são palpáveis com a polpa dos polegares ou de outros dedos sobre os globos oculares quando o paciente fecha os olhos com vigor (sinal de Bergara-Wartemberg).

122
Q

Como avaliar o VIII par craniano?

A

A porção vestibular já foi avaliada na estática e na marcha. Enquanto a porção coclear é avaliada pelo sussurrar ou roçar de dedos próximo ao ouvido do paciente.

123
Q

Que testes avaliam a condução óssea e aérea da audição?

A

Teste de Rinne
1ª etapa: vibrar o diapasão e encostá-lo na apófise mastóide até o som parar - Av. condução óssea
2º etapa: a ponta vibrante deve ser colocada próximo ao pavilhão auricular - Av. Condução aérea

Teste de Weber - Compara condução óssea bilateralmente
Colocar o diapasão no vértex do crânio e perguntar se o paciente escuta da mesma forma nos dois lados.

Prova de Schwabach
O tempo da condução óssea do som é avaliado por meio de um diapasão aplicado no mastóide; o som é percebido, normalmente, durante 20 segundos. Quando a duração é maior, diz-se que o Schwabach está prolongado, quando mais breve, o Schwabach está encurtado; no primeiro caso, há um comprometimento no ouvido médio e, no segundo, do ouvido interno.

124
Q

Como avaliar o IX e X par craniano?

A

São responsáveis pela motricidade do palato mole, úvula e mm da mastigação.
Pede-se para p paciente abrir a boca e falar “Ah”
Sinal da úvula: desvia para o lado bom
Sinal da cortina: lado caído é o ruim

125
Q

Como avaliar o XI par craniano?

A

ECOM e trapézios
Pede-se para o paciente virar a cabeça contra a resistência
Pede-se para o paciente elevar os ombros contra a resistência

126
Q

Como avaliar o XII par craniano?

A

Observa-se a língua em repouso, depois pede-se para o paciente mobilizá-la para fora, para um lado e para o outro e contra as bochechas.
Quando a língua está para fora desvia para o lado lesado.
Quando está dentro da língua desvia para o lado contralateral a lesão.

127
Q

7 sinais de irritação meníngea.

A
Rigidez nucal
Sinal de Brudzinski
Sinal de Kernig I
Sinal de Kernig II
Sinal de Laségue
Sinal de Bikele
Cefaleia
128
Q

Como buscar rigidez nucal?

A

Palpa-se o tônus da musculatura cervical posterior, mobilizando o pescoço do paciente para os lados e fletindo-se subitamente o pescoço do paciente em decúbito dorsal com a mão no tórax do paciente.

129
Q

Como buscar o sinal de Brudzinski?

A

Mantém-se a flexão máxima do pescoço e a resposta positiva está na flexão dos MMII.

130
Q

Como buscar o sinal de Kernig I?

A

Flete-se o tronco do paciente em decúbito dorsal e a resposta positiva está na flexão dos MMII.

131
Q

Como buscar o sinal de Kernig II?

A

Extende-se a perna do paciente em decúbito dorsal com a coxa flexionada sobre o quadril e a perna em 90º com a coxa. O sinal positivo é dor e resistência ao movimento.

132
Q

Como buscar o sinal de Bikele?

A

Com o braço do paciente em rotação externa e o antebraço flexionado o examinador faz a extensão do braço e o sinal é dor e resistência em caso positivo.

133
Q

4 sinais de radiculopatia

A

Sinal de Laségue, de Neri, Bragard, Laségue cruzado.

134
Q

Como buscar o sinal de Laségue?

A

Dor ciática a elevação da perna extendida em decúbito dorsal.

135
Q

Como buscar o sinal de Neri?

A

Pede-se para o paciente de pé tocar os dedos no solo, sem fletir a perna, apenas o tronco, então observa-se flexão do joelho da perna acometida

136
Q

Como buscar o sinal de Bragard?

A

É pesquisado fazendo a manobra de Laségue com o pé dorsifletido.

137
Q

Como buscar o sinal de Laségue cruzado?

A

A elevação da perna sadia causa dor na perna doente.

138
Q

Quais os principais movimentos involuntários?

A

Tremores

Mov coreicos

Mov atetósicos

Hemibalismo

Mioclonias

Mioquinias

Asterix (flapping)

Tiques

Convulsões

Tetania

Fasciculações

Discinesias orofaciais

Distonias

139
Q

O que são tremores?

A

Movimentos alternantes, mais ou menos rápidos e regulares, de maior ou menor amplitude, que afetam as partes distais dos membros.

140
Q

Explique uma manobra para verificar a existência de tremores

A

Solicita-se que o paciente estenda as mãos com as palmas voltadas para baixo e com os dedos separados. Coloca-se uma folha de papel sobre o dorso das mãos e isso provocará uma ampliação dos movimentos.

141
Q

Explique uma manobra para caracterizar tremores de repouso e de ação.

A

*Pedir para o paciente levar um copo de água da mesa até a boca (ou tocar o próprio nariz com a ponta do indicador)

142
Q

Quais os tipos de tremores?

A

Repouso, atitude, ação e vibratório.

143
Q

Como é o tremor de repouso?

A

Surge em repouso e desaparece em movimentos e sono.

É oscilatório

Mais evidente nas mãos

144
Q

O que é tremor em atitude/postura?

A

Pré-coma hepático (flapping ou asterix), doença de Wilson, falência renal.

145
Q

Explique uma manobra pra identificar o flapping.

A

Pede-se para o paciente estender o MMSS, então o médico faz uma flexão dorsal da mão sobre o antebraço, verificando tremores.

146
Q

O que devemos identificar em um flapping?

A
  • Duração
  • Amplitude
  • Frequência
147
Q

Como é o tremor de ação?

A

Surge ou se agrava quando um movimento é executado.

148
Q

De que doenças os tremores de ação são clássicos?

A

Lesões cerebelares.

149
Q

Como é o tremor vibratório?

A

É fino e rápido, como uma vibração

150
Q

Em que situações é visto o tremor oscilatório?

A
  • Hipertireoidismo
  • Alcoolismo
  • Neurossífiis
  • Origem emocional.
151
Q

Como são os movimentos coreicos?

A

São movimentos involuntários, amplos e desordenados.

Ocorrem de forma arrítmica, multiforme e sem finalidade

Especialmente em face, MMSS e MMII

Marcha de palhaço

152
Q

Quais os dois principais tipos clínicos de coreia?

A
  • Coreia de Sydenham: etiologia secundária a febre reumática

* Coreia de Huntington: distúrbio neurológico hereditário raro

153
Q

O que são movimentos atetósicos?

A

Ocorrem nas extremidades

São lentos e estereotipados

Reptiformes/em tentáculos de polvo

Lesão dos núcleos da base (putamen e globo pálido), como na hiperbilirrubinemia do recém-nascido.

154
Q

O que são hemibalismos?

A

Movimentos abruptos, violentos, de grande amplitude e rápidos

Limitados a uma metade do corpo

Lesões extrapiramidais, como lesões do corpo de Luys

155
Q

O que são mioclonias?

A

São contrações musculares breves, rítmicas/arrítimicas, localizadas/genralizadas.

Epilepsia de pequeno mal

Caráter clônico

Pode ocorrer em casos de lesões cortico-cerebrais, núcleos da base e lesões medulares.

156
Q

O que são mioquinias?

A

São contrações fibrilares, do tipo ondulatório, que surgem em músculos íntegros, como orbicular das pálpebras, quadríceps, gêmeos.

Não tem significado patológico.

157
Q

O que são asterix?

A

São movimentos rápidos, de amplitude variável (ocorrem nos segmentos distais - bater de asas de borboletas).

158
Q

O que são tiques?

A

São movimentos involuntários que se repetem sucessivamente.

São dominados pela vontade e podem ser funcionais ou orgânicos.

159
Q

Quais os tipos de tiques ?

A

Motores e vocais, sendo que ambos podem ser divididos em Simples ou Complexos

160
Q

O que são tiques motores simples?

A

Envolvem grupos musculares isolados

ex.: piscamento, abertura de boca, elevação dos ombros, fechamento dos punhos

161
Q

O que são tiques motores complexos?

A

Padrões elaborados de movimento.

Ex.: contrações faciais, desvios oculares, gesticulação obscena, pequenos pulos de marcha.

162
Q

O que são convulsões?

A

Movimentos musculares súbitos e incoordenados, involuntários e paroxísticos, que ocorrem de maneira localizada ou generalizada.

163
Q

Dê exemplos de tique vocais simples?

A

São os hábitos de limpar a garganta, estalos de lábios e língua.

164
Q

O que são tiques vocais complexos?

A

Abrangem palavras, frases curtas, elementos musicais e repetição da última palavra do interlocutor.

165
Q

Quais as classificações das convulsões?

A

Tônicas

Clônicas

Tônico-clônicas

166
Q

O que são convulsões tônicas?

A

Caracterizam-se por serem mantidas permanentes, imobilizando articulações.

167
Q

O que são convulsões clônicas?

A

São rítmicas, alternando contrações e relaxamentos musculares.

168
Q

O que é a tetania?

A

Movimentos involuntários exclusivamente tônicos, quase sempre localizados nas mãos e nos pés, denominados espasmos carpopodais.

169
Q

Como é a manobra usada para identificar tetania?

A

Comprime-se o braço com o manguito do esfigmo - até a média entre a PAs e a PAd - por 10 minutos. Ao fim disso, verifica-se ou não um espasmo carpal, a mão de parteiro (Sinal de Trousseau - detecção de hipocalcemia, presente em quadros de tetania).

170
Q

Cite causas de tetania.

A

Hipocalemia - hipoparatireoidismo

Alcalose respiratória por hiperventilação

171
Q

O que são fasciculações?

A

Contrações breves, arrítmicas e limitadas a um feixe muscular.
Denotam lesão de 2º neurônio motor, por ex por ELA

172
Q

O que é sinal de Chvosteck?

A

Percussão abaixo do lóbulo da orelha e da arcada zigomática provoca contração da musculatura mímica ipsilateral. Identificação de hipocalemia.

173
Q

O que são discinesias orofaciais?

A

Movimentos rítmicos, repetitivos e bizarros que comprometes face, mandíbula e língua.
Pode surgir em doença de Wilson, encefalites e algumas doenças hereditárias.

174
Q

Quais as principais alterações quanto a palavra/linguagem?

A

Disartria - dificuldade na articulação da fala por comprometimento dos m. do aparelho fonador.
Dislalia - troca de consoantes das palavras
Disfasias - perdas/limitações adquiridas da capacidade de compreender ou expressar a linguagem sem lesão de estruturas responsáveis pela articulação da fala ou captação do som

175
Q

O que é afasia de Broca?

A

É uma afasia motora por lesão da parte opercular e triangular do giro frontal inferior do hemisfério dominante (44 e 45), que costuma ser o esquerdo.
Paciente compreende o examinador mas não consegue falar, por isso pode ser um paciente bem ansioso.

176
Q

O que é afasia de Wernicke?

A

É uma afasia sensitiva por lesão da região posterior do giro temporal superior dominante (22).
Paciente não tem problema na expressão da fala, mas não compreende o que o examinador pergunta e responde frases aleatórias e sem sentido.

177
Q

Quais as principais síndromes neurológicas

A
Piramidal
Extrapiramidais
Cerebelar
Hipertensão intracraniana
Meníngea
178
Q

Como é a Síndrome Piramidal?

A

Acomete o 1º neurônio motor
Causa mais comum: AVE
Paralisias múltiplas, hipertonia-espasticidade (em lâmina de canivete), hiper-reflexia profunda, coma pode ocorrer, reflexos patológicos, como Babinsky e Hoffman, clônus, sincinesias, atrofia por desuso.

179
Q

Como é a Síndrome Extrapiramidal?

A

Parkinson: fácies e atitude parkinsoniana, tremor em contar moedas, hipertonia-rigidez em roda denteada, diminuição da força muscular

Outras síndromes exprapiramidais: atetose, coreias, mioclonias, doença de wilson, tumores

180
Q

Como é a Síndrome Cerebelar?

A

Causas: tumores, cerebelites (ex sarampo, difteria), AVC
Ataxia, marcha cerebelar, dismetria, hipotonia, tremor de intenção, reflexos pendulares (ispsilaterais)
S. vermicular: ataxia de tronco
S. hemisférica: ataxia de membros

181
Q

Como é a Síndrome de Hipertensão Intracraniana?

A

Causas: Tumores, meningite, TCE

Cefaleia, vômitos, convulsões, vertigens, bradicardia, ritmo de Cheyne-Stokes, febre, diplopia

182
Q

Como é a Síndrome Meníngea?

A

Agentes infecciosos e não infecciosos.
Delírio, confusão mental, fotofobia, rigidez nucal, Kernig I, Kernig II, Brudzinski, Laségue, Bikele, posição em gatilho.

183
Q

O que é o sinal de Brissaud?

A

Consiste na contração acentuada da face lateral do músculo quadrícipes femoral (m tensor da fáscia lata) em resposta a estímulo cutâneo na face do pé homolateral.
Pode estar presente em indivíduos sadios, uma resposta muito acentuada significa lesão do trato córtico-espinal.

184
Q

O que são cílios de Barrè?

A

Ocorre na paralisia facial periférica, é o não apagamento dos cílios quando você pede para o paciente fechar os olhos com força.

185
Q

Síndrome de Primeiro Neurônio:

A

Paresia

Hipertonia espástica da Mm antigravitacional: flexora no MS e extensora no MI

Hiperreflexia profunda

Sinal de Babinsky

Importante de diferenciar se é no encéfalo (contralateral) ou na medula (ipsilateral)