Câncer de mama Flashcards Preview

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Flashcards in Câncer de mama Deck (13):
1

Epidemiologia:

É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres do mundo e do Brasil, depois do de pele não melanoma. Acomete dos 20-50 anos, em geral a classe social mais elevada, com maior incidência na raça negra. A localização mais frequente é na mama esquerda no quadrante súperolateral.

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Rastreamento:

É classificado quando está ausente de queixas e é feito como prevenção. O mais efetivo é a mamografia, que só é recomendado entre 50 a 69 anos, antes e depois disso, há recomendação contra.

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Periodicidade;

É recomendado que o rastreamento seja bienal pelos benefícios.

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Autoexame, exame clínico, RNM, USG, termografia, tomossíntese:

O ministério da saúde recomenda contra o ensino do autoexame, quanto o exame clínico, é ausente de recomendação, já a RNM, há recomendação contra em mulheres com risco padrão (alto risco: homem com câncer de mama, mulher com câncer de mama em primeiro grau antes de 50 anos, síndrome mama-ovário, mutação no BRCA 1 ou 2). Quanto à USG, o MdS recomenda contra o rastreamento, seja isoladamente, seja em conjunto com a mamografia (serve para biópsias ou distinguir sólido de cístico). A termografia, a recomendação é contra, seja isoladamente ou em conjunto com a mamografia, já a termossíntese é também recomendada "contra", sendo isolada ou em conjunto, mas para diagnóstico, é favorável.

5

Conscientização:

O ministério da saúde recomenda a implementação de estratégias de conscientização para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Os sinais e sintomas suspeitos de CA de mama que encaminhem ao especialista são:
1) Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;
2) Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual;
3) Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;
4) Descarga papilar sanguinolenta unilateral.
Outros sintomas... lesão eczematosa da pele que não responde a tratamento tópico (doença de Paget), homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral, presença de linfadenopatia axilar, aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como mudança no formado do mamilo ou casca de laranja (carcinoma inflamatório), retração na pele da mama ou mudança no formato do mamilo.

6

Diagnóstico:

O ministério da saúde recomenda que toda avaliação diagnóstica do CA de mama, após identificação de sinais e sintomas suspeitos na APS, seja feita em um mesmo centro de referência. Ou seja, BI-RADS 0, 3, 4, 5 ou 6 você manda para especialista. BIRADS 1 ou 2 pode ser seguido na UBS. Em lesões pequenas, diminui as chances de QT, lesões estéticas piores ou deformidades da mama.

7

Os principais tipos de câncer são:

Carcinoma invasivo de tipo não especial – carcinoma ductal invasivo (CINE) e carcinoma lobular invasivo da mama. O carcinoma secretor é mais comum em paciente muito jovem.

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Tipos de procedimentos invasivos:

marcação pré-cirúrgica; PAAF (lesão sólida ou cisto; tríplice diagnóstico), CORE-biopsy, mamotomia (biópsia à vácuo) como biópsias percutâneas; drenagem de hematoma, seroma, abscesso; pneumocistografia e ductografia.

9

Dois tipos de classificação:

histológica – carcinoma ductal, carcinoma lobular e tumores especiais (papilífero, medular e tubular) – e molecular

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Classificação molecular:

O padrão ouro para a classificação é pelo perfil da expressão gênica e IHQ (receptor de estrógeno, receptor de progesterona, genes de proliferação – KI 67%, e superexpressão de HER-2). Os CA de mama foram divididos em cinco subtipos a partir disso:
• Luminal A: RE e/ou RP +, HER 2 -, KI-67% baixo <14%. Tem semelhança com células normais da mama que ficam em contato com o lúmen dos ductos. Ocorrem em 30-40% dos casos de carcinoma. Está relacionado com bom prognóstico e respondem bem a hormônio-terapia. Em consequência, não responde bem à QT (baixa prolif). Não tem o receptor antimonoclonal na membrana (HER-2  transtuzumab)
• Luminal B: RE e/ou RP +, HER 2 + ou -, KI-67% ≥ 14%. Tem origem nas células epiteliais luminais ricas em RE, os RP estão presentes em alta ou em baixa proporção das células (sensível a HT), ritmo de proliferação celular alto. HER-2 pode ou não ser detectada (se for positiva, é chamada de luminal HER), podendo adm transtuzumab. Representa 20-30% dos CA de mama.
Está associado com pior prognóstico e maior índice de recorrência. Tem menor sobrevida livre de doença. Tem maior resistência ao tamoxifeno (anti-RE), mas é benéfico com a QT.

• Superexpressor de HER-2: RE -, RP – e HER 2 +. Está associado a mau prognóstico. Deve fazer a introdução da terapia-alvo anti-HER2 (transtuzumab), e se associado com a QT, tem um melhor prognóstico. Tem maior resistência ao tamoxifeno em relação ao inibidor de aromatase, podendo utilizar como adjuvante ou na metastática.
A possibilidade de realização de terapia-alvo que reduz a progressão do câncer, melhorando a sobrevida. Pode ser associado ao paclitaxel, que reduz risco de recorrência e mortalidade no estágio primário.

• Basaloide: RE e RP -, HER 2 -, CK + e/ou EGFR + (citoqueratina e receptor de crescimento positivo). Representa 15-20% dos carcinomas de mama, que são pouco ou indiferenciadas com alta taxa de proliferação. 80% são triplo negativos (HER, RE, RP), mas pode não estar. Tem baixa expressão da mutação do BRCA1. Possui alto grau histológico e menor sobrevida livre de doença e menor sobrevida global. Tem resistência a terapia-alvo e HT.
• Normal-like: Os genes nele expressos são normalmente compartilhados com o tecido epitelial normal. Todavia, não está claro se existe mesmo este subtipo.
• Triplo negativo não-basaloide: RE e RP -, HER 2 -, CK5 e EGFR -. É de pior prognóstico ainda e não responde a QT.
• Claudin-low: sua frequência é estimada em 5% de todos os carcinomas. A origem está vinculada a células muito próximas às primitivas tronco-mamárias. É triplo negativos com baixa expressão de genes das claudinas 3, 4 e 7 com perda de e-caderina 18.
Claudinas são proteínas transmembrana envolvidas na adesão entre as células, sendo que a downregulation de algumas delas está associada ao CA de mama, por silenciamento epigenético, facilitando a migração celular e invasão tecidual. No claudin-low, estão ausentes.

• Molecular apócrino: foi observada morfologia apócrina. Tem triplo negativo pela IHQ com quase 100% de receptores androgênicos, os quais estão ausentes no basal-like e claudin-low. Pode ser chamado luminal RA.

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Estadiamento:

é por exame clínico, exame de imagem (mamografia, TM tórax/abdome e cintilografia). Pode ser feito por:
Cirurgia – quadrandectomia, mastectomia simples (mantém musculo e linfonodo), mastectomia radical modificada (retira linfonodo), adenomastectomia (mantém a pele). Para carcinoma “in situ”, exérese cirúrgica conservadora, RT e mastectomia simples ou bilateral. Se define a cirurgia pelas dimensões do tumor, estado da axila, da mama oposta, presença de metástase, relação tumor/volume da mama, multicentricidade e RT ou não.
A mastectomia se faz em CA de mama masculino, vontade da paciente, multicêntrico, impossibilidade de RT, tumores avançados ou tumores com volume/tamanho da mama. A adenomastectomia como tratamento para reconstrução com próteses, com retalho cutâneo, com técnicas plásticas para melhorar o resultado estético. Pode fazer como profilaxia.
A QT pode ser primária, neoadjuvante, adjuvante ou paliativa. A HT pode ser neoadjuvante, adjuvante na maior parte das vezes, paliativo (tamoxigeno, inibidor da aromatase ou exametano). A RT é para tratamento locorregional, adjuvante e tratamento exclusivo.


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Estadiamento do tumor primário:

Tis: Carcinoma intrductal, carcinoma lobular in situ;
T1: tumor <= 2 cm em sua maior dimensão.
T1a: Tumor até 0,5cm;
T1b: Tumor de 0,6 a 1cm.
T1c: Tumor de 1,1 a 2 cm.
T2: Tumor de 2,1 a 5 cm.
T3: Tumor maior de 5 cm.
T4: Tumor de qualquer diâmetro com invasão direta da pele ou caixa torácica;
T4a: Extensão à parede torácica.
T4b: Edema ou ulceração de pele da mama, ou nódulos cutâneos satélites restritos a própria mama;
T4c: Associação de T4a e T4b;
T4d: Carcinoma inflamatório.

Linfonodos (N):
Nx: Os linfonodos não podem ser avaliados (remoção cirúrgica prévia);
N0: ausência de metastases para linfonodos;
N1: Acometimento de linfonodos axilares ipsilaterais móveis;
N2: Acometimento de linfonodos axilares ipsilaterais fixos;
N3: Acometimento de linfonodos da cadeia mamária interna ipsilateral;

Metástases (M):
M0: Sem metástases;
M1: metástases à distância.

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Tratamento:

Cirurgia – quadrandectomia, mastectomia simples (mantém musculo e linfonodo), mastectomia radical modificada (retira linfonodo), adenomastectomia (mantém a pele). Para carcinoma “in situ”, exérese cirúrgica conservadora, RT e mastectomia simples ou bilateral. Se define a cirurgia pelas dimensões do tumor, estado da axila, da mama oposta, presença de metástase, relação tumor/volume da mama, multicentricidade e RT ou não.
A mastectomia se faz em CA de mama masculino, vontade da paciente, multicêntrico, impossibilidade de RT, tumores avançados ou tumores com volume/tamanho da mama. A adenomastectomia como tratamento para reconstrução com próteses, com retalho cutâneo, com técnicas plásticas para melhorar o resultado estético. Pode fazer como profilaxia.
A QT pode ser primária, neoadjuvante, adjuvante ou paliativa. A HT pode ser neoadjuvante, adjuvante na maior parte das vezes, paliativo (tamoxigeno, inibidor da aromatase ou exametano). A RT é para tratamento locorregional, adjuvante e tratamento exclusivo