Cultura de Secreção Vaginal/uretral Flashcards Preview

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Flashcards in Cultura de Secreção Vaginal/uretral Deck (43):
1

Importância da coleta para Neisseria gonorrhoeae

o gonococo é sensível a dessecação e refrigeração. a amostra deve ser mantida em meio de transporte adequado ou processada de imediato.

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Meio de transporte para Neisseria gonorrhoeae

Meio amies (contem fosfatos inorgânicos, carvão ativado e solução salina balanceada, dando maior eficácia que o de Stuart).
- Máximo: 8 horas

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Bacterioscopia do exame direto a fresco de cultura de secreção vaginal e uretral

pode-se visualizar trofozoítos móveis do Trichomonas vaginalis e Candida spp.

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Procedimento da bacterioscopia pelo método de Gram de secreção vaginal

colhe o exsudato com swab ou alça bacteriológica, gira sobre a lâmina, sem esfregar, para distribuir as células sem que haja rompimento.
Deixa secar naturalmente e fixa pelo calor.
Cora pelo método de Gram.

5

Relatos de achados bacterioscópicos de cultura de secreção vaginal

Raros (+)
Poucos (++)
Moderados (+++)
Muitos (++++)

E descrever se os microorganismos são intra ou extracelulares, se há neutrófilos e células epiteliais.

6

Cinco requisitos para isolamento de Neisseria gonorrhoeae

- Semear imediatamente no Thayer Martin ou meio de transporte.
- Atmosfera de CO2 em 5-10%
- Teor de umidade em 90%
- Incubação a 35 + - 2ºC
- Usar meios adequados (Thayer Martin modificado e agar chocolate para semear e Amies para transporte).

7

Característica do meio Thayer Martin modificado

Usado para isolamento de Neisseria gonorrhoeae.
Base agar GC, sangue de carneiro, isovitalex (enriquecimento) e VCNT (inibidores).

*Agar chocolate também pode ser usado para N. gonorrhoeae

8

Provas para diagnóstico presuntivo de Neisseria gonorrhoeae

- Diplococos gram negativos intra ou extracelulares
- oxidase positiva
- catalase positiva

*obs: gonorréia geralmente é assintomática em mulheres e aguda em homens!

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Provas para diagnóstico confirmatório de Neisseria gonorrhoeae

- Semeio em agar chocolate enriquecido: colonias pequenas, brilhantes e viscosas, fortemente aderidas ao meio.
- CTA: oxida apenas a glicose.

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Características do meio CTA e o que ele identifica

Meio semi-sólido com 1% de açúcares, cistina, peptona e vermelho de fenol como indicador.
Serve para identificar os oxidantes de glicose, maltose, lactose e sacarose.

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Colônias de Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis no meio agar A-7 diferencial de Shepard modificado por Silva (Mycogen)

- Ureaplasma urealyticum: colônias com granulações escuras em forma de "bombril"

- Mycoplasma hominis: colônias em forma de "ovo frito"

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Substratos específicos para Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis

- Ureaplasma urealyticum: uréia

- Mycoplasma hominis: arginina

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Características gerais de Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis

- Classe Mollicutes, familia Mycoplasmataceae
- Menores bactérias conhecidas a causar doença em humanos
- Não possuem parede celular
- Tem colesterol na membrana
- Forma cocóide
- Causam UNG
- Representam a principal causa de morte fetal, aborto recorrente e prematuridade :(

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Características gerais de Chlamydia trachomatis

- Forma ovóide que varia de tamanho durante o ciclo
- Estrutura semelhante a gram negativas
- Parede celular sem ácido murâmico
- Causa UNG (uretrite não gonocócica)

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Ciclo evolutivo da Chlamydia trachomatis

- Corpo elementar é fagocitado por células susceptíveis do hospedeiro;
- Transforma-se em corpo reticulado, que é maior, e se divide por fissão binária formando corpos de infusão;
- Após cerca de 48h a multiplação para e os corpos reticulados condensam em corpos elementares de novo (infectantes);
- Os corpos elementares lisam a célula e são liberados para infectar células adjacentes ou serem transmitidos a outro hospedeiro.

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Diferenças básicas do corpúsculo elementar e corpúsculo reticulado

- Corpúsculo elementar: Menor, forma infecctante, sobrevive ao meio extracelular;

- Corpúsculo reticulado: Maior, forma replicativa e metabolicamente ativo, intracelular obrigatório.

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Diagnóstico laboratorial de Chlamydia trachomatis

- Cultura (Mc coy)
- Imunofluorescência direta (corpos elementares verde brilhante)
- Enzimaimunoensaio
- Sonda de DNA
- Pesquisa de anticorpos

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Características gerais de Haemophilus ducreyi

- Cocobacilos gram negativo (variável) pleomórficos
- Em cadeias ou em cardume de peixe
- Sensíveis à dessecação
- Requer fator X (hemina)
- Causam cancro mole

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Diagnóstico laboratorial de Haemophilus ducreyi (coleta, gram, meio e incubação)

- Coleta: raspado ou secreção da lesão
- Gram: negativo/variável, catalase negativa
- Meio: agar chocolate com isovitalex ou fator V e X e vancomicina.
- Incubação a 35ºC com 5-10% de CO2 por até 7 dias

*obs: 2/3 dos isolados produzem beta-lactamases!

20

Principal consequência de infecção por Haemophilus ducreyi

Formação de bubões:

- geralmente unilateral
- 1-2 semanas após cancro mole
- é uma lesão dolorida e inchada
- drena muito pus (infecctante)

*obs: associação com AIDS e sífilis!

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Diagnóstico laboratorial de Trichomonas vaginalis

- Exame direto a fresco: visualização de trofozoítos móveis
- Exame colpocitológico de Papanicolau
- Isolamento em meios de cultura específicos
- Sondas de DNA

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Características gerais do Trichomonas vaginalis

- protozoário que se alimenta de bactérias e restos celulares
- causa tricomoníase: corrimento vaginal mucopurulento amarelo-esverdeado ou acinzentado com odor fétido. Pequenas lesões avermelhadas na mucosa.
- Causa vaginite

23

Principal consequência de infecção por Trichomonas vaginalis

Vaginite (incubação por 10-20 dias, tratamento com metronidazol)

24

Características gerais de Candida albicans

- Levedura dimórfica
- Forma pseudomicélio ou micélio verdadeiro
- Causa candidíase vulvo-vaginal
- É a causa mais frequente de infecção vaginal
- Cresce no Ph da vagina
- Não é de transmissão exclusivamente sexual

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Diagnóstico laboratorial de Candida albicans

- Exame direto a fresco (com hidróxido de potássio 10%)
- Cultura: agar sabourad
- Sintomas: prurido vaginal, queimação, eritrema, corrimento branco-amarelado (leite coalhado).

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Fatores que predispõem infecção por Candida albicans

- Diabetes mellitus
- Gravidez
- Anticoncepcionais
- Antibióticos
- Medicamentos imunossupressores
- Obesidade
- Roupas justas

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Características gerais de Gardnerella vaginalis

- Cocobacilo pleomórfico
- Gram negativo (variável)
- Parte da microbiota normal da vagina em 20-40% das mulheres
- Causa vaginose
- Forma Clue-cells (0 a 3: normal, 4 a 6: alteração da microbiota, 7 ou mais: vaginose).

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Diagnóstico laboratorial para Gardnerella vaginalis

- Microscopia, exame direto ou esfregaço para visualizar clue cells
- Cultura: agar sangue humano (semelhante ao Thayer Martin, mas sem os inibidores VCNT) ou agar vaginalis
- Incuba a 35ºC em 5% de CO2 por 48h
- Colônias pequenas e hemolíticas (só hemolisam sangue humano, de carneiro não).
- Oxidase - , catalase - , hidrólise do hipurato +, produção de ácido (não de gás) pela glicose.

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Diferença entre vaginose e vaginite

- Vaginite: verdadeira infecção dos tecidos vaginais
- Vaginose: lesões nos tecidos inexistentes ou muito discretas. Há rompimento do equilíbrio vaginal normal.

30

Agente etiológico da vaginose bacteriana

Gardnerella vaginalis

(corrimento com odor de peixe, branco-acinzentada, podendo ter queimor e ardor - teste com KOH 10%).

31

Agente etiológico da vaginite bacteriana

- Trichomonas vaginalis
- Candida albicans

32

Agente etiológico do cancro mole

Haemophilus ducreyi

33

Bactéria transmitida sexualmente que exala cheiro de peixe cru

Gardnerella vaginalis

(teste com KOH 10%)

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Agente etiológico do granuloma venéreo ou dovanose

Klebsiella granulomatis.

35

Diagnóstico da dovanose

Visualização dos corpúsculos de Donovan (bactérias no interior dos macrófagos) em material da úlcera.

36

Bactéria que forma Clue-cells

Gardnerella vaginalis

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Agente etiológico de IST que é aeróbio

Neisseria gonorrhoeae

(todos os outros são anaeróbios facultativos!)

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Diferença entre IST e DST

IST: infecção sexualmente transmissível, mesmo sem sintomas.

DST: doença sexualmente transmissível.

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Microorganismos que colonizam o trato genital feminino e masculino

- feminino: lactobacilos, difteróides, Gardnerella vaginalis, Staphylococcus coagulase negativa, Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Enterococcus spp, Escherichia coli, leveduras.

- masculino: Staphylococcus, Micrococcus, Corynebacterias e Streptococcus alfa hemolíticos.

40

Agente etiológico do linfogranuloma venéreo

Chlamydia trachomatis

41

Doença que causa colo em morango

Triconomíase (Trichonomas vaginalis)

42

Coleta para Neisseria gonorrhoeae

- Mulher: endocervical: com espéculo vaginal visualizar o cervix e limpar com gaze. obter corrimento com swab.

- Homem: Corrimento uretral induzido por massagem da uretra (se não conseguir usar swab ou alça bacteriológica para raspagem)

43

Coleta para Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis

- Mulher: fundo do saco posterior ou canal endocérvico: remover excesso e introduzir swab.

- Homem: Uretra: remover excesso de muco e introduzir swab.