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Flashcards in ESTUDOS EPIDEMIOLOGICOS Deck (69)
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1
Q

Estudo agregado → observacional → transversal → …

A

ecológico.

2
Q

Estudo agregado → observacional → longitudinal → …

A

série temporal.
*Subtipo do estudo ecológico

3
Q

Estudo agregado → intervencionista → longitudinal → …

A

ensaio comunitário.

4
Q

Estudo individuado → observacional → transversal → …

A

transversal, inquérito, prevalência ou seccional.

5
Q

Estudo individuado → observacional → longitudinal → …

A

caso-controle (prospectivo ou retrospectivo)
ou
coorte (sempre retrospectivo)

6
Q

Estudo individuado → intervencionista → longitudinal → …

A

ensaio clínico.

7
Q

Vantagens de um estudo transversal
(Ecológico ou Transversal)

A

Fácil, barato e geram hipóteses

8
Q

Desvantagens de um estudo transversal

A

Não confirmam hipóteses.
Ecológico: falácia ecológica (individualizar um achado coletivo)
Transversal: causalidade reversa (não sei o que veio primeiro)

9
Q

Coorte
.
Como eu investigo?

A

Do Fator de Risco em direção à Doença

10
Q

Coorte.
.
Vantagens?

A

Definem o risco e confirma suspeita
Calcula Incidência
Bom pra FR raros
Bom para doenças com curta incubação
Linha de eventos claro (avalia HND)

11
Q

Coorte.
.
Desvantagens?

A

Caro, longo e vulnerável à perdas
Ruim para doenças longas e raras
Necessita de amostra grande

12
Q

Coorte Prospectiva (Concorrente)
.
Conceito?

A

Parte do FR no presente em direção ao desfecho no futuro

13
Q

Coorte Retrospectiva
.
Conceito?
Viés relacionado?

A

Parte do FR no passado em direção ao desfecho no presente

14
Q

V ou F.
.
Coorte tem obrigação de ter controle.

A

Falso
.
Coorte não tem obrigação de ter controle (apesar de ter normalmente)
.
Apenas o caso-controle e o ensaio clínica tem essa obrigação.

15
Q

Caso-controle

Como dividir o grupo de estudo? (4)

A

Doente exposto;
Doente não exposto;
Sadio exposto;
Sadio não exposto.

16
Q

Caso-controle
.
Vantagens?

A

Bom para doenças longas e raras
Barato, rápido e fácil
Permite investigar diversos FR
Pode ter amostra menor que coorte
Calcula a Chance (!)

17
Q

Caso-controle
.
Desvantagens?

A

Estima o risco (não confirma)
Ruim para FR raro
Não calcular Incidência
Dificuldade de estabelecer sequência de eventos
Vulnerável à vieses e erros do que Coorte
– Viés de Memória (doentes tendem a lembrar melhor situações de risco no passo do que não doentes)
– Viés de Aferição
– Viés de Seleção

18
Q

Nome do estudo que parece caso-controle mas não tem controle…

A

Estudo de Casos

19
Q

Caso-controle
.
Como eu investigo?

A

Do doença em direção ao fator de risco

20
Q

Os estudos de caso-controle são capazes de _________ (estimar/definir) o risco, enquanto os estudos de coorte são capazes de _________ (estimar/definir) o risco.

A

Estimar; definir.

21
Q

Estudo longitudinal obrigatório?

A

Ensaio Clínico
*Toda intervenção é longitudinal obrigatório

22
Q

Ensaio clínico

Fase pré-clínica?

A

Testes em animais.
.
90% das pesquisas são abandonadas nessa fase

23
Q

Ensaio clínico

Fase 1?

A

Segurança da droga em humanos (poucos) e farmacocinética.
.
Avalia o NNH (nº necessário ao dano)

24
Q

Ensaio clínico

Fase 2?

A

Avalia dose correta para efeito desejável em humanos (poucas pessoas igual na fase 1)
.
Avalia a Eficácia (RRR)

25
Q

Ensaio clínico

Fase 3?

A

Avaliação em larga escala, capaz de evidenciar eficácia e efeitos colaterais (placebo x tratamento convencional).
.
Aqui é o Ensaio Clínico propriamente dito (nº maior de pessoas) – fase de publicação em revistas.
.
Avalia a Eficiência (NNT) e a Efetividade (Rar)
.
Única fase que precisa de grupo intervenção e controle.

26
Q

V ou F?
.
Na fase 3, é obrigatório comparar a nova droga estudada com o tratamento convencional para comercializar.

A

Verdadeiro.
.
*Se não tiver tratamento convencional, usar o placebo.

27
Q

Ensaio clínico
.
Vantagens?

A

Pode controlar os fatores e os vieses
Melhor estudo para testar medicação

28
Q

Ensaio clínico

Fase 4?

A

Vigilância pós-comercialização: efeitos colaterais mais raros ou a longo prazo.
.
Mede a Efetividade (Rar) e Eficiência (NNT)

29
Q

Ensaio clínico
.
Desvantagens?

A

Complexo, caro, longos e vulnerável è perdas
Risco social e ético

30
Q

Ensaio clínico

Como o desfecho pode ser avaliado?

A
  1. Resultado final: avalia somente aqueles que finalizaram o estudo (eficácia - validade interna);
  2. Intenção de tratar: considera todos os que iniciaram o estudo, inclusive as desistências (efetividade - validade externa).
31
Q

Quais são os três tipos de vieses (erros sistemáticos)?

A
  1. Seleção;
  2. Confusão;
  3. Aferição.
32
Q

Estudo com pouco erro sistemático (viés)…

A

Válido e Acurado

33
Q

Estudo com pouco erro aleatório/amostral (acaso)…

A

Preciso e Confiável

34
Q

Como reduzir o acaso…

A

p < 0,05 (5%) E Intervalo de Confiança (IC) 95%.
Grandes amostras populacionais (IC mais estreito)

35
Q

Como evitar erro de…
1. Intervenção
2. Seleção
3. Aferição
4. Confusão

A

“CRME-ISAC”
1. Controlar
2. Randomizar
3. Mascarar
4. Exclusão (critérios) ou Randomizar

36
Q

O estudo mascarado (cegamento), evita o erro de…

A

aferição.

Aberto: sem cegamento (todo mundo sabe a qual grupo pertence)
Simples-cego: só o paciente não é informado;
Duplo-cego: paciente e médico não são informados;
Triplo cego: paciente, médico e outros participantes que terão contato com o paciente (ex: radiologista) não são informados.

37
Q

A eficácia avalia o tratamento em situações _______ (reais/ideais) e o seu indicador é _______ .

A

Ideais; RRR.

38
Q

A eficácia avalia o tratamento em situações _______ (reais/ideais) e o seu indicador é _______ .

A

Reais; Rar.

39
Q

O que a eficiência de um estudo avalia?
.
Qual é o seu indicador?

A

Relação custo-benefício; NNT.

40
Q

Qual estudo é capaz de medir prevalência?

A

Transversal.

41
Q

Quais estudos são capazes de verificar a incidência?

A

Coorte e ensaios clínicos.

42
Q

Quais estudos são capazes de verificar a chance?

A

Caso-Controle

43
Q

Quando ocorre viés de seleção?

A

Quando são feitas comparações entre grupos diferentes.

44
Q

Quando ocorre viés de aferição?

A

Quando métodos de aferição são diferentes entre os grupos.

45
Q

Quando ocorre viés de confusão?

A

Quando dois fatores estão associados e o efeito de um é distorcido pelo efeito do outro.

46
Q

Caso-controle

Medida de associação?
Como calcular?

A

Odds-Ratio
.
(AD)/(BC) “peixinho”

47
Q

Coorte

Medida de associação?
Como calcular?

A

Risco Relativo
.
Inc Exposto / Inc Não Exposto

48
Q

Ensaio Clínicos

Medidas de associação? (4)

A

Risco Relativo (RR);
Redução do Risco Relativo (RRR);
Redução Absoluta do Risco (RAR);
Número Necessário ao Tratamento (NNT).

49
Q

Como calcular a Redução do Risco Relativo (RRR)? O que avalia?

A

RRR = 1 - RR (%).
Avalia eficácia e efetividade do tratamento.

50
Q

Como calcular a Redução Absoluta do Risco (RAR)? O que avalia?

A

RAR = Inc controles - Inc expostos (%).
(Maior - menor)
Avalia a efetividade

51
Q

Como calcular o Número Necessário ao Tratamento (NNT)? O que avalia?

A

NNT = 1/RAR.
Avalia a eficiência

52
Q

Quais os valores de RR/OR/RP que…
Indicam proteção?
Indicam risco?
Indicam ausência de associação?

A

< 1.
> 1.
1.

53
Q

O que é a acurácia de um teste? Como calcular?

A

Proporção do número de acertos sobre o número total de resultados.
(VP+VN)/(VP+VN+FP+FN).

54
Q

A detecção de verdadeiros-positivos nos doentes define qual conceito? Como calcular?

A

Sensibilidade.
*Se eu sei que a sensibilidade é de 80% e os doentes são Y, eu posso colocar na caixinha de VP 0,8Y.
.
“Descendo”: (VP)/(VP+FN).

55
Q

A detecção de verdadeiros-negativos nos não-doentes reflete qual conceito? Como calcular?

A

Especificidade.
*Se eu sei que a especificaidade é de 70% e que os não doentes são X, eu posso colocar na caixinha de VN 0,7X.
.
“Subindo”: (VN)/(FP+VN).

56
Q

Quando é desejada alta sensibilidade?

A

Falso negativo inaceitável (doadores de sangue, doença letal…).
Testes de Triagem.

57
Q

Os testes com alta especificidade devem ser usados para _______ (triagem/confirmação).

A

Confirmação.

58
Q

Na curva ROC, o teste mais acurado será aquele com ______ (maior/menor) área sob a curva.

A

Maior.

59
Q

Valor Preditivo Positivo (VPP)

O que é? Como calcular?

A

Probabilidade de, tendo um teste positivo, estar doente - probabilidade pós-teste.
“Pra direita”: (VP)/(VP+FP).

60
Q

Valor Preditivo Negativo (VPN)

O que é? Como calcular?

A

Probabilidade de, tendo um teste negativo, não estar doente - probabilidade pós-teste.
“Pra esquerda”: (VN)/(FN+VN).

61
Q

Quais parâmetros de um teste não variam independente das condições utilizadas?

A

Sensibilidade e Especificidade.

62
Q

Um teste muito sensível tem muitos falsos ______ e poucos falsos ______.

A

Positivos; Negativos.

63
Q

Um teste muito específico tem muitos falsos ______ e poucos falsos _______.

A

Negativos; Positivos.

64
Q

Quanto maior a sensibilidade de um teste, maior é o valor preditivo…

A

negativo.

Maior será a probabilidade de, perante um resultado negativo, não haver doença.

65
Q

Quanto maior a especificidade de um teste, maior é seu valor preditivo…

A

positivo.

Maior será a probabilidade de, perante um resultado positivo, haver doença.

66
Q

Testes em série aumentam a _________ (sensibilidade/especificidade) e testes em paralelo aumentam a _________ (sensibilidade/especificidade).

A

Especificidade; Sensibilidade.

67
Q

Erro tipo 1 (alfa)

A

Falso Positivo
.
Fala que funciona quando na verdade não funciona. (“erro mentiroso”)

68
Q

Erro tipo 2 (beta)

A

Falso Negativo
.
Fala que não funciona quando na verdade funciona.
(“erro pessimista”)

69
Q
A