Obstrução Intestinal Flashcards Preview

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Flashcards in Obstrução Intestinal Deck (86):
1

A abordagem cirúrgica é obrigatória apenas:

A indicação clássica é quando a obstrução é mecânica e completa. (ausência de ar após obstrução e parada completa da eliminação de fezes e gases)
Outros casos: Parciais refratárias ou estranguladas.

2

São causas de Obstrução intestinal em alça fechada (oclusão simultânea de dois pontos):

Volvo (+ frequente = sigmoide), hérnias encarceradas e Obstrução colônica com Válvula Íleo-cecal competente.

3

Dor abdominal em cólica, associada a náuseas, vômitos, distensão e hipertimpanismo, remete ao quadro de:

Obstrução intestinal

4

Quadro de obstrução intestinal com vômitos precoces biliosos e distensão abdominal discreta, qual provável altura de obstrução?

Alta

5

Quadro de obstrução intestinal com Vômitos tardios e fecaloides + distensão abdominal importante, qual altura provável de obstrução?

Baixa

6

Hiper peristaltismo, com timbre metálico:

Obstrução intestinal

7

Paciente com dor inicialmente em cólica difusa e parada de eliminação de fezes, que evolui com dor contínua e localizada, com febre, taquicardia e leucocitose, qual PROVÁVEL diagnóstico e conduta?

Obstrução intestinal com estrangulamento. (Processo isquêmico da alça acometida)
Levar diretamente ao centro cirúrgico.

8

Ondas de kussmaul

Ondas de peristalse vistas a lho nu.

9

Primeiro exame a ser realizada em paciente com suspeita de obstrução intestinal é:

Toque retal. Devendo-se avaliar presença ou não de:
1) Gases ou fezes (Mecânica ou Funcional)
2) Sangue ou coágulos
3) Massas (Possível causa da obstrução)

10

Sinais de alerta no paciente com obstrução intestinal:

1) Febre
2) Taquicardia
3) Alteração do nível de consciência
4) Irritação peritoneal

11

Porque há hipocalemia nos pacientes com quadro de obstrução intestinal?

Por conta da ALCALOSE METABÓLICA.
A perda de íons H+ pelos vômitos ocasiona reabsorção preferencial deles no néfron distal, eliminando maiores quantidades de K+.

12

Quadros iniciais de obstrução levam a qual distúrbio ácido-básico? E os tardios?

Inicial: Alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica

Tardia: Acidose Metabólica (pela desidratação/hipoperfusão ou isquemia intestinal; A permanência da acidose após reposição volêmica indica isquemia de alça.

13

Rotina de Abdome Agudo:

Rx de tórax PA
Rx de Abd em ortostase ( Ou decúbito lateral esquerdo)
Rx de Abd em decúbito dorsal

14

Devem ser abordados inicialmente de forma conservadora os casos de Obstrução intestinal:

Funcionais, Parciais, Dça de crohn, Abcessos e Carcinomatose.

15

Quais são as causas mais comuns de obstrução colônica?

1) Câncer Colorretal (Lado Esq obstrui + e Dir perfura +)
2) Volvo
3) Divertículos

16

Qual sinal radiológico da estenose pelo câncer colorretal?

Sinal da maçã mordida

17

Qual tratamento para Tumor colorretal obstrutivo à direita?

Hemicolectomia Direita + reconstrução primária (sem estomas)

18

Qual tratamento para tumor localizado no reto baixo ou médio, obstruindo o trânsito?

Colostomia em alça

19

Fundamentalmente, obstrução TOTAL colônica baixa deve ser abordado:

Estabilização clínica + cirurgia (laparotomia)

20

Quais locais mais frequentes de Vólvulo?

1) Sigmoide
2) Ceco

21

Quais sinais radiológicos presentes no vólvulo?

Sinal do U invertido
Sinal do tubo interno dobrado
Sinal do grão de café
SInal do bico de passáro (não confundir com esôfago e lembrar que aparece apenas no exame contrastado)

22

Enema baritado

Clister opaco

23

Qual tratamento para Vólvulo de sigmoide?

Sem gangrena/Peritonite = Tentar método endoscópico
Caso evidencie necrose = Hartmann

Caso método endoscópico funcione >> Sigmoidectomia eletiva + reconstrução primária. Risco cx proibitivo = sigmoidopexia endoscópica.

24

Qual tratamento do vólvulo de ceco?

Sempre cirúrgico: Cecopexia, Cecostomia, Ileocecotomia + colectomia direita.

25

Tríade de Borchardt

Dor intensa repentina em abdome superior + regurgitações frequentes com pouco vômito + impossibilidade de passar CNG = Volvo gástrico

26

Sobre o volvo gástrico

Pode ser organoaxial ou mesenteroaxial, tratamento por laparotomia.

27

Doença de Hirschsprung

Megacólon agangliônico congênito - Ausência de feixe nervoso em determinado segmento intestinal com megacólon subjacente. Rx com cone de transição. Tem tratamento cirúrgico.

28

Qual a clínica do fecaloma?

Dor, constipação crônica, principalmente em idosos hospitalizados, desconforto retal e diarreia paradoxal.

29

Como diagnosticar o fecaloma?

Toque retal ou exames de imagem.

30

Qual tratamento dos fecalomas?

Hidratação + fratura digital ou instrumental, seguido de laxantes e lavagens intestinais com água glicerinada.
Caso inalcançáveis ou falha, seguir para método endoscópico ou cirúrgico.

31

Quais são as principais causas de obstrução de delgado?

1) Brida/Aderência
2) Neoplasia
3) Hérnia

32

Como se identifica a atresia duodenal ou jejunoileal no pré-termo?

Ultrassonografia mostra polidramnia, ascite e presença de alça dilatada e hiperecoica.

33

Qual a clínica da atresia duodenal/jejunoileal?

Vômitos biliares com pouca distensão na duodenal, já na jejunoileal ocorre mais distensão abdominal nos casos mais distais. Em ambos casos é precoce, nos primeiros dias de vida.

34

No que consiste o sinal da dupla bolha?

Acúmulo de gás no estômago e no duodeno proximalmente a obstrução pela atresia do mesmo.

35

A atresia duodenal anda junto com:

Síndrome de Down, atresia biliar, agenesia de bia biliar, ma formações cardíacas, renais, vertebrais.

36

Atresia jejunal anda junto com:

Fibrose cística, gastrosquise e doença de Hirschsprung.

37

A estenose hipertrófica de piloro é diferente da atresia duodenal pois:

Se apresenta de forma tardia (após semanas) com vômitos não biliosos, alcalose hipoclorêmica e palpação epigástrica.

38

Sobre a atresia jejunal:

É a atresia mais comum do trato gastrointestinal, sendo causado por isquemia mesentérica.

39

Sobre o Íleo meconial:

É associada a fibrose cística, devido a secreção mais espessada característica da doença, pode levar a perfuração, tratamento deve ser hidratação venosa e N-acetilcisteína. Diagnóstico diferencial com Plug Meconial.

40

Volvo do intestino médio

Devido a má rotação, não rotação ou rotação incompleta do intestino médio, com possibilidade de formação de volvo e consequente obstrução e isquemia. Tratamento é o procedimento de Ladd.

41

As estenoses na doença de Crohn podem ser manejadas com:

Dilatação por balão; Stent; estenosoplastia e ressecção do segmento + reconstrução primária.
A preferência é pela ressecção, mas quando paciente possui múltiplas estenoses ou já foi submetido a ressecções prévias, da-se preferência pela plastia. (Mikulicz ou Finney)

42

Criança com dor abdominal + massa palpável e fezes em framboesa, remete qual diagnósco?

Intussuscepção. Mais comum dos 3 meses aos 6 anos. Relacionada a infecção viral e hipertrofia da placa de payer.

43

Qual local mais comum de Intussuscepção?

Junção íleocecal

44

Qual tratamento para intussuscepção em crianças?

Enema contrastado ou exames endoscópcos.
Sendo necessário cx caso falha dos acima, suspeita de neoplasia/perfuração de alça. Podendo fazer a ordenha manual ou ressecção do segmento acometido.

45

Alterações radiológicas da intussuscepção?

Sinal do alvo e crescente ou menisco.

46

Qual grupo de hérnias é o mais frequente?

Inguinais, em especial a Indireta, sendo a mais frequente em homens, mulheres, crianças e idosos.

47

Qual hérnia é mais frequente na mulher do que no homem?

Femoral. Não sendo o tipo mais frequente na mulher, apenas tendo maior prevalência em relação aos homens.

48

Toda hérnia abdominal é composta por:

Colo (orifício + interno de origem) e saco herniário (camada de peritônio que passa pelo colo)

49

Quais camadas que compõe a parede abdominal da região inguinal?

Pele
Fáscia de Camper;
Subcutâneo;
Fáscia de Scarper;
Fáscia do m. oblíquo externo e m. oblíquo externo;
Fáscia do m. oblíquo interno e m. oblíquo interno
Fáscia do m. transverso e m. transverso.
Fáscia Transversalis
Peritônio

50

Ligamento de cooper

Ligamento Pectíneo

51

Ligamento Inguinal nada mais é que:

Uma reflexão da aponeurose do m. oblíquo externo sobre si mesmo.

52

Componentes da parede posterior do canal inguinal:

A) Fáscia Transversalis
B) M. oblíquo interno
C) M. Transverso

53

No que consiste o triângulo de Hesselbach?

Área de maior vulnerabilidade da parede posterior, delimitada por:
( Inferior ) Lig. Inguinal
( Medial ) Borda lateral do M. reto abdominal
( Lateral ) vasos epigástricos inferiores

54

O que compõe a parede anterior do canal inguinal?

Aponeurose do m. Oblíquo externo - Orifícios nele compõe o Anel inguinal externo. (Delimita o fim do canal inguinal)

55

Sobre os orifícios na Fáscia Transversalis:

Um compõe o anel inguinal interno ou profundo.
O outro a bainha femoral.

56

Que estruturas passam pelo canal inguinal e compõe o funículo espermático (no homem)?

Homem: m. cremaster, vasos cremastéricos, ducto deferente, vasos deferentes, vasos espermáticos, n. genitofemoral, plexo venoso pampiniforme e conduto peritoneovaginal (normalmente obliterado)

Mulher: ligamento redondo do útero.

57

Origem das hérnias inguinais:

Indireta - Patencia do conduto pertitoneovaginal
Direta - Enfraquecimento da parede posterior + aumento da pressão intra-abdominal

58

Quanto a localização das hérnias inguinais:

Indireta = lateral aos vasos epigástricos
Direta = medial (dentro do triângulo de Hesselbach)
Ambas assim como a femoral, são + comuns à (D).

59

Durante a manobra semiológica com inserção do dedo através do anel inguinal externo, após Valsava, o examinador irá sentir:

O saco herniário tocar a ponta do dedo caso seja uma hérnia Indireta ou a polpa do dedo caso seja direta.

60

Classificação de Nyhus:

l - indireta com anel interno até 2cm
ll - indireta com anel alargado, mas parde posterior ok
lll - Defeito na parede posterior
a) Direta
b) Indireta
c) Crural
lV - Recidiva
a) Direta
b) Indireta
c) Crural
d) Mista

61

Classificação de Gilbert para hérnias:

l - Indireta, anel não dilatado
ll - Indireta, anel dilatado <2cm ou uma polpa digital
lll - Indireta ou escrotal, anel dilatado >2cm ou duas polpas.
lV - Hérnia direta com destruição da parede posterior
V - Direta recorrente
Vl - Combinada
Vll - Femoral

62

Qual abordagem das hérnias?

Redutível = Cx eletiva

Encarcerada - Caso não haja sinais flogísticos, menos de 6-8h de evolução e não haja obstrução intestinal, pode-se tentar redução manual e caso bem sucedida, programar cx eletiva. Caso contrário, inguinotomia.

Estrangulada - Cx de emergência, à princípio por inguinotomia, caso haja redução durante anestesia, laparotomia.

63

Técnicas cirúrgicas:

Shouldice - Inbricação da musculatura - Dor crônica
Linchtenstein - Tela (Márlex) livre de tensão, melhor.
Mc Vay - Correção femoral (lig cooper)
Stoppa - Correção com tela no espaço pré-peritoneal, boa para hérnias bilaterais recidivantes.

64

Principal causa de orquite isquêmica/atrofia testicular pós cx de hérnia inguinal?

Trombose das veias do plexo pampiniforme

65

São componentes da bainha femoral:

Compartimento lateral - Artéria femoral
Compartimento intermediário - Veia femoral
Compartimento Medial - Canal femoral (por onde passa o saco herniário e linfáticos)

66

Sobre a hérnia fermoral:

Mais frequentemente encarcera/estrangula e tem maior prevalência em mulheres, também pelo lado direito.
Tratamento por Mcvay, obliterando o canal femoral com o ligamento de cooper. Linchteinstein modificado é melhor.

67

Hérnia de Richter:

Pinçamento da borda antimesentérica da alça, com estrangulamento sem obstrução, mais comum na hérnia femoral.

68

Hérnia de Littré:

Contém o divertículo de Meckel

69

Hérnia de Amyand:

Contém o apêndice vermiforme. ( cecal)

70

Órgãos mais acometidos pela hérnia por deslizamento:

Cólon e bexiga.

71

Mulher idosa com história de dor em HD, evolui com síndrome de obstrução Intestinal, qual deve ser a hipótese diagnóstica?

Íleo biliar

72

Quais achados radiológicos do íleo biliar?

Pneumobilia/aerobilia/colangiograma aéreo
Cálculo ectópico
Distensão de alças de delgado + níveis hidroaéreos

73

Tríade de Rigler

Pneumobilia
Distensão de delgado
Cálculo ectópico

74

Local mais comum de impactação do cálculo :

Íleo terminal

75

Síndrome de Bouveret

Impactação alta do cálculo biliar, por fístula gástrica (piloro) ou duodenal (duodeno), clínica de vômitos precoces e frequentes

76

Tratamento do íleo biliar

Enterolitotomia + colecistectomia (no mesmo tempo cirúrgico caso paciente hígido)

77

Nos quadros de ingestão de corpos estranhos a conduta varia entre:

Expectante na maioria das vezes, sendo indicada cirurgia caso a endoscopia não alcance os objetos e estes sejam baterias ou objetos longos/pontiagudos.

78

A imagem em miolo de pão frente a um quadro de obstrução Intestinal remete a:

Oclusão intestinal por Ascaris. Piperazina/ imidazolicos ou cirurgia nos casos complicados

79

Síndrome de Wilkie

Pinçamento aortomesenterico,acontece principalmente após emagrecimento substancial, pacientes com escoliose ou imobilização do tronco

80

Do que se trata o bezoar?

Obstrução Intestinal por material não digerido. Trico, farmaco, fito, lacto. Dg = rx, Usg, tc e o padrão ouro: endoscopia, que também é terapêutica.

81

Íleo adinâmico ou paralítico de apresenta com:

Dor abdominal difusa sem cólica
Distensão abdomimal
Náuseas e vômitos
Não eliminação de flatos
Intolerância a dieta

Peristalse geralmente diminuída ou ausente.
História recente de cirurgia abdominal ou processo inflamatório abdominal.

82

Qual deve ser o tratamento/prevenção do íleo paralítico?

A) Analgesia com Aines quando possível.
B) Retirar opioides quando possível.
C) Corrigir distúrbios hidroeletroliticos
D) Excluir causa mecânica ou pseudo-obstrução colônica.
E) Laparoscopia
F) Mobilização precoce
G) SNG

83

Síndrome de Ogilvie significa :

Pseudo-obstrução colônica aguda. Distúrbio funcional do Cólon, com dilatação importante principalmente do Ceco e Cólon Ascendente.

84

Quais principais causas de Sd de Ogilvie?

Trauma
Infecção
Cirurgia de grande porte
Doença cardíaca
Doença renal
DHE

85

Quais diagnósticos diferenciais da sd de Ogilvie?

Megacólon Tóxico - Taquicardia, febre e diarreia sanguinolenta

Obstrução Mecânica - dor em cólica

Diagnóstico deve ser de exclusão

86

Qual tratamento da Sd de Ogilvie?

Dieta zero + HV
Correção de DHE
Suspensão de fármacos como opioides
SNG e tubo retal
Tratamento da dça de base
NEOSTIGMINA (Bradicardia = Atropina)

Endoscopico caso dilatação >11-13
Cirúrgico (cecostomia ou colectomia total) caso falha ou complicação (isquemia/perfuração)