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Flashcards in Ortopedia Pediátrica Deck (26)
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1

Ossificação intramembranosa:

O tecido ósseo forma-se diretamente do periosteo que surge do esboço mesenquimal sem passar pela fase cartilainosa. Ex.: Porção diafisária da clavícula, maior parte dos ossos do crânio.

2

Nos ossos longos, a ossificaão começa na diáfise. V ou F?

V.

3

Ossificação endocondral:

É um tipo de formação óssea que necessita de um modelo cartilaginoso preexistente para ocorrer.
Inicia-se no centro de ossificação primário localizado na diáfise.
Nessa região, o pericôndrio se torna periósteo após a deposição de uma camada delgada de osso. Algumas células do periósteo vão se diferenciar em células hematopoéticas e em osteoblastos.
No nascimento, as diáfises estão ossificadas mas as epífises continuam cartilaginosas. Nos primeiros anos de vida, os centros de ossificação irão aparecer nas epífises e a sua ossificação terminará em torno dos 20 anos de idade quando as epífises se unem à diáfis - placa de crescimento/phisis/placa epifisária
Ex.: Ossos longos como fêmur e tíbia.

4

Definição da doença de Legg-Calvé-Perthes:

Necrose avascular idiopática da epífise femoral em crescimento.

5

A nutrição da epíifise do fêmur é feita pelas artérias metafisárias. V ou F?

F. Ela ocorre pelas ARTÉRIAS RETINACULARES (artétias ascendetes cervicais) - ramos das CIRCUNFLEXAS lateral e medial do fêmur.
No interior do ligamento redondo, a artéria acetaular dá uma pequena contribuição à nutrição epifisária.

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Fases EVOLUITVAS da doença de Legg-Calvé-Perthes::

1. Fase Precoce: isquemia e necrose óssea. Demais regiões crescendo normalmente, a acometida fica ligeiramente menor que as demais, inclusive em relação à sua articulação.
2. Fragmentação: iniciam os sintomas (dor, claudicação e sinovite). Ocorre fratura subcondral (principalmente na região ântero-superior). Imagem EM CRESCENTE. Deposição mineral ossea nas trábeculas mortas gerando HIPERDENSIDADE do osso morto.
Deformidade do tipo ACHATAMENTO
3. Reossificação: Surge em 12-18 meses após a anterior e dura entre 1-3 anos e ainda há instabilidade com suscetibilidade a fraturas e deformidade.
4. Deformidade residual: se não tratado, isto levará a uma doença degenerativa da cartilagem articular (osteoartrose do quadril) na vida adulta
precoce.

7

Diagnósticos diferenciais da doença de Legg-Calvé-Perthes:

- Sinovite transitória do quadril
- Anemia falciforme
- Hemoflia (hemartrose)
- Displasia epifisária múltipla

8

Incidência em Lauenstein:

Posição da rã

9

O principal fator prognóstico na doença de Legg-Calvé-Perthes é a idade, sendo que crianças que desenvolvem com MENOS de 6 anos, têm um prongóstico melhor. V ou F?

V.

10

Sinais de Risco na doença de Legg-Calvé-Perthes (Catteral):

1. Subluxação lateral
2. Reabsorção do pilar lateral da cabeça femoral
3. Calcificação lateral
4. Horizontalização da placa epifisária.

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Indicações de terapia na doença de Legg-Calvé-Perthes :

- Idade > 6 anos (> 5 nas meninas)
- Reabsorção do pilar lateral
- Perda da contenção da epífise sobre o acetábulo (extrusão ou subluxação da cabeça femoral).

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Classificação de Salter-Thompson para a doença de Legg-Calvé-Perthes:

(Extensão da fratura subcondral - sinal do crescente)
A: MENOS de 50% da superfície epifisária
B: MAIS de 50% da superfície

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A classificação de Hering na doença de Leg-Calvé-Perthes leva em consideração a reabsorção do pilar lateral. V ou F?

V.
A: não há reabsorção. (excelente prognóstico)
B: menos de 50% reabsorvido
C: Mais de 50% reabsorvido (pior prognóstico)

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Classificação residual de Stulberg (Doneça de Legg-Calvé-Perthes) - com base nas epífises:

Classe I: epífise esférica e congruente com o acetábulo;
Classe II: epífise esférica com coxa magna;
Classe III: epífise oval (coxa plana) e congruente;
Classe IV: epífise aplainada ou retangular levemente incongruente
Classe V: epífise aplainada ou retangular, totalmente incongruente

15

Definição de Epifisiólise do quadril:

Deslizamento da epífise (cabeça femoral) em relação ao colo do fêmur, pelo enfraquecimento da placa epifisária.

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Sinal de Drehman

Flexão passiva da coxa acarreta em uma rotação externa e abdução involuntária da mesma.

17

Onde ocorre a lesão original da Epifisiólise do quadril?

Fise (camda hipertrófica)

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Sinovite Transitória do Quadril:

- Inflamação autolimitada, geralmente após 7-14 dias de uma infecção viral e que dura de 1-2 semanas.
- Dor em região anterior do quadril irradiando para a cxa ou para o joelho, com claudicação, mas SEM limitação importante dos movimentos, Febre BAIXA OU INEXISTENTE.
- Exames lab e de imagem: normais.
- Tratamento: repouso e uso de AINES até resolução da dor.

19

Doença de Osgood-Schlater:

- Osteocondrose (distúrbio no centro de ossificação) de excelente prognóstico que acomete a tuberosidade da Tíbia (onde se insere o tendão patelar).
- Mecanismo provável é a necrose avascular idiopática.
- Acomete mais meninos em idade de 8-15 anos, participantes de atividade física.
- Fases evolutivas:
1. Intensa do no jelho (dura semanas até 6 meses)
2. Dor intermitente, melhora do edema, tumoração permanece. Dura até 18 meses.
3. Processo álgico se resolve e a tumoração involui lentamente.
- Apresenta: dor ao movimento, inflamação (edema com uma tumoração anterior)
- Tratamento: repouso relativo, especialmente em movimentos de exgtensão do joelho, AINES (controverso) e Fisioterapia

- Radiografia em perfil do joelho (fragmentação da tuberosidade tibial).

20

Manter a criança com os membros inferiores estendidos e aduzidos sem dúvida aumenta muito a chance de ocorrer a displasia de desenvolvimento do quadril. V ou F?

V.

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Fatores de risc para a displasia de desenolvmento do quadril:

- Primgênito
- Gemelares
- Oligodramnio
- Apresentação pélvica (especialmente modo nádegas)
- joelho estendido intrautero
- manter por tempo prolongado os MMII em extensão e adução.

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Classificação da Displasia de Desensolvimento do Quadril:

1. Típica (mais comum)
2. Teratológica (relacionada a acometimento neurológico como espinha bífida e artrogripose - luxação congênita).

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Manobra de Ortolani:

Abdução tracionando a coxa para cima.
Positivo com o clique na palpação do femur.

24

Manobra que confirma luxação congênita do quadril:

Ortolani

25

Manobra de Barlow:

1. Aduz a coxa forçando (gentilmente) para baixo
2. Em seguida, Abdução forçando para cima

Positivo com o clique na palpação do femur.

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Sinal de Galeazzi (ou de Allis)

Discrepância entre os joelhos, sendo que no lado afetado há encurtamento ao fletir a coxa em decúbito dorsal.