T12 - Antibióticos (1) Flashcards

1
Q

O que é que queremos com a otimização da utilização de antibióticos?

A

❑ Aumentar a probabilidade de cura
❑ Minimizar efeitos laterais
❑ Conter/ diminuir resistências
❑ Administração apenas quando necessária

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2
Q

Terapêutica antibiótica empírica - Definição?

A

❑ A terapêutica antibiótica dirigida é quando a estamos a dirigi-la a um agente.
❑ A terapêutica antibiótica empírica é quando estamos a dirigi-la a vários agentes possíveis.
❑ É por definição uma antibioterapia de largo espetro, mas apesar de largo espetro é com o menor espetro possível para cobrir todos os agentes prováveis.
❑ Para os agentes prováveis, pois se fosse para os agentes possíveis não haveria critérios.
❑ Qualquer manifestação clínica de infeção pode ser causada por vários microrganismos, sejam bactérias, fungos, vírus protozoários.
❑ Dentro das bactérias, por Gram+, Gram-, bacilos, anaeróbios fermentativos ou não fermentativos.
❑ Se tratássemos pelos agentes possíveis teríamos de dar uma grande quantidade de antimicrobianos e mataríamos os doentes por intoxicação.

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3
Q

Q questóes colocar?

A

❑ Perante um determinado quadro clínico existe justificação racional para iniciar um antibiótico?
❑ Colheram-se, observaram-se e processaram-se os produtos para exame microbiológico?
❑ Quais serão os microrganismos mais provavelmente responsáveis pela infeção?
❑ Qual será a sensibilidade dos microrganismos aos antibióticos?
❑ Se houver vários antibióticos possíveis para o agente implicado, qual escolher ?
❑ Existe indicação para associação de antibióticos?
❑ Qual é a via de administração mais adequada?
❑ Qual deverá ser a duração da terapêutica?
❑ Qual a dose correcta?
❑ Controlou-se o foco?

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4
Q

Perante um determinado quadro clínico existe justificação racional para iniciar um antibiótico?

A

❑ Há quadros em que sabemos que temos de dar antibiótico de imediato porque são quadros muito graves.
❑ Mesmo que não tenhamos a certeza de ser de etiologia infeciosa, sabemos que se for são quadros em que a morte ocorre muito rapidamente.

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5
Q

Quais são os agentes mais prováveis num quadro de choque com exantema purpúrico?

A

❑ São o Estreptococos pneumonia e Neisseria meningitidis, sendo agora menos frequente o Haemophilus influenza desde a vacinação em massa das crianças.

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6
Q

Qual o antibiótico - Exantema Purpúrico?

A

❑ Antibióticos possíveis: a penicilina que em princípio é eficaz contra o Estreptococos e a Neisseria meningitidis.
❑ Ou pode-se usar uma cefalosporina de terceira geração.

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7
Q

Podemos esperar?

A

❑ Depende, há situações em que devemos e podemos esperar.

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8
Q

Aparência geral?

A

❑ Quando o doente não está mal.
❑ Mesmo antes da colheita da história clínica e o exame físico, a impressão imediata do estado geral do doente dá informações importantes.
❑ A sensação e a perceção subjetiva do médico que o doente está sético ou tóxico muitas vezes revela-se fiável/exata.

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9
Q

Identificação do foco: finalidades?

A

❑ Diagnóstico
❑ Presunção do agente
❑ Terapêutica empírica mais racional
❑ Controlo do foco

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10
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Meningite aguda?

A

❑ S. pneumoniae; N. meningitidis; H.influenzae

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11
Q

Meningite Aguda - Qual o antibiótico?

A

❑ Penicilina
❑ Ampicilina
❑ Cefalosporina de 3º geração

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12
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Otite média aguda e sinusite aguda?

A

❑ S. pneumoniae; H.influenzae; M. catharralis

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13
Q

Otite média aguda e Sinusite aguda - Qual o antibiótico?

A

❑ Terapêutica (5-10 dias)
– Amoxicilina
– Amoxicilina + Ácido Clavulânico
– Cefuroxima (se antecedents de alergia ligeira à penicilina)
– Claritromicina ou Azitromicina (se antecedentes de reacção anafilática à penicilina)

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14
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Faringite?

A

❑ S. pneumoniae; H.influenzae; M. catharralis

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15
Q

Faringite - Qual o antibiótico?

A

❑ O antibiótico ideal seria a penicilina oral
❑ Não havendo penicilina oral podemos usar amoxicilina

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16
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Pneumonia?

A

❑ S. pneumoniae; H.influenzae; Mycoplasma pneumoniae; Chlamydiophilia (Chlamydia);
Legionella

17
Q

Pneumonia - Qual o antibiótico?

A

❑ Saudável, s/ antibióticos últimos 3 m
– Macrólido ou doxiciclina?
❑ Co-morbilidades s/ antibióticos últimos 3 m
– Beta-lactamico + macrólido

❑ Levofloxacina

18
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Endocardite aguda e sub-aguda?

A

❑ S. aureus; Streptococci viridans e dos grupos B,C e G, e Streptococci bovis; Enterococci

19
Q

Endocardite aguda e sub-aguda - Qual o antibiótico?

A

❑ Segundo as guidelines europeias a terapêutica empírica sugerida, isto é, sem saber o agente e considerando os agentes possíveis de estafilococos, estreptococos e enterecocos é a ampicilina mais a flucloxacilina mais a gentamicina.
❑ A ampicilina para o enterocos e também para o streptococos viridans.
❑ A flucloxacilina para o staphylo e a gentamicina para reforçar a ação da ampicilina sobre o enterococo
❑ Terapêutica empírica: válvula nativa == Vancomicina + ceftriaxone

20
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Peritonite?

A

❑ Enterobacteriacias (E. coli; Klebsiella; Proteus); Streptococci; Enterococci; anaeróbios (B. fragilis)

21
Q

Peritonite - Qual o antibiótico?

A

❑ Primária
– Cefalosporina de 3ª geração
– Quinolona
❑ Secundária
– Cefoxitina
– Amoxiclav
– Ertapenem
❑ Terciária
– Pip/taz
– Meropenem
– Imipenem

22
Q

Controlo do foco - Peritonite?

A

❑ Drenar a coleção
❑ Desbridar o tecido necrótico
❑ Correção da alteração anatómica
❑ Toillete peritoneal
❑ Antibioterapia

23
Q

Peritonite - Indicações Cirúrgicas?

A

❑ Ausência de coleções delimitadas
❑ Conteúdo não líquido
❑ Localização inacessível
❑ Fuga não controlada do trato GI
❑ Suspeita de necrose intestinal
❑ Incerteza diagnóstica
❑ Falência da drenagem percutânea

24
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Infeção urinária?

A

❑ E. coli; Klebsiella; Proteus; S. saprophyticus

25
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Pele e tecidos moles?

A

S. aureus; Streptococci grupo A, B, C e G

26
Q

Pele e tecidos moles - Qual antibiótico?

A

❑ Amoxicilina/ acido clavulânico
❑ Cefalosporina de 1ª geração (p. ex. cefradina)
❑ Cefalosporina de 2ª geração (p. ex. cefuroxima)
❑ Clindamicina

27
Q

Pele e tecidos moles - Choque tóxico?

A

❑ É muito importante o controlo do foco aquando de um síndrome de choque tóxico, que sucede a uma infeção gravíssima, fulminante, muito rápida de tecidos moles com fasceíte e miosite necrosantes, em que pouco tempo depois o doente está em choque. Os agentes mais frequentes são o Estafilo e o Estrepto.
❑ Cefalosporina + clindamicina

28
Q

Infeção adquirida na comunidade - Agentes bacterianos mais frequentes - Infeção sem focalização?

A

❑ S. pneumoniae; N. meningitidis; S. aureus; E. coli

29
Q

Infeção sem focalização - Qual antibiótico?

A

❑ Cefalosporina de 3ª geração

30
Q

CVCs?

A

❑ Quando há um cateter venoso central e não há mais nenhum foco o que temos de fazer é tirar o cateter.
❑ Um antibiótico que tem de estar sempre presente perante a presença de um CVC é a vancomicina porque o cateter é colocado no hospital e uma das bactérias do hospital que coloniza frequentemente a pele dos doente é o MRSA.