TVP e TEP Flashcards Preview

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Flashcards in TVP e TEP Deck (170):
1

Causa prevenível de morte + comum em pacientes hospitalizados

Embolia pulmonar

2

Tromboembolismo venoso é mais comum em homens ou mulheres?

H = M

Relembrar:
- TEV = EP + TVP
- EP é a causa de morte prevenível + comum em doentes hospitalizados

3

TEV: mortalidade aos 30dias

30%

4

TEV: recidiva aos 10 anos

30%

Relembrar: mortalidade aos 30 dias de TEV também é 30%

5

TEV: morte súbita ocorre em %

20%

6

Possível consequência de uma TVP

Síndrome pós-trombótico (insuficiência venosa crónica): por incompetência das válvulas venosas da perna -> edema maleolar ou na panturrilha, dor (++ após ortostatismo prolongado), ulceração

7

Possível consequência de EP que ocorre em 4% das EP agudas

HTP tromboembólica crónica

8

Tríade de Virchow

(no HPIM está errada...)
1. Lesão endotelial
2. Hipercoaguabilidade
3. INFLAMAÇÃO (em vez de estase venosa...)

9

Os trombos venosos formam-se e crescem num ambiente de estase, (alta/baixa) tensão O2 e (up/down) regulation de genes pró-inflamatórios

Baixa
Up

10

Quais as duas mutações AD mais comuns que causam estados pró-trombóticos?

- Factor V Leiden: fator V resistente à inactivação pela proteína C
- Mutação no gene da Protrombina: ++ [Protrombina]plasma

Relembrar: mutações genéticas são causas menos comuns de trombose venosa (adquiridas são + comuns, naturalmente)

11

Fator V de Leiden: padrão de transmissão, definição

- AD
- Fator V resistente à proteína C activada

12

Mutação no gene da Protrombina causa aumento ou diminuição da Protrombina no plasma?

Aumenta (estado pró-trombotico)

Relembrar: as duas mutações AD mais comuns que causam um estado pro-trombotico são fator V Leiden e mutação do gene da protrombina

13

Deficiência de antitrombina, proteina C ou proteina S são causas comuns de TEV?

Não, são causas RARAS

Relembrar: o síndrome do anticorpo antisfosfolipideo é a causa ADQUIRIDA + comum de trombofilia

14

Snd do anticorpo antisfofolipideo causa trombose arterial ou venosa?

Ambas

Relembrar: causa + comum de trombofilia adquirida

15

Causa + comum de trombofilia adquirida

Snd anticorpo antifosfolipideo

Relembrar: causa tromboses arterial e venosa

16

DRC causa um estado pro-trombotico?

Sim

17

Transfusões de sangue causam um estado pro-trombotico?

Sim

18

DPOC causa um estado pro-trombotico?

Sim

19

Cirurgia major está associado a um risco significativo ou moderado de TEV?

Significativo

Relembrar: mutações genéticas são causas menos comuns de trombose venosa

20

Embolia paradoxal

Quando um trombo venoso profundo se desaloja e passa através de buraco oval patente/defeito septo auricular para a circulação arterial sistémica

21

É frequente doentes com EP não terem evidência de TVP?

Sim (o trombo já embolizou para os pulmoes)

22

V ou F: na embolia pulmonar, é raro não haver evidência de TVP

F. Muitos doentes com EP não têm evidência de TVP porque o coágulo já embolizou para os pulmões.

23

Numa EP o que acontece ao espaço morto (tanto anatómico como fisiologico)?

Aumenta (unidades de troca gasosa que estão a ser ventiladas mas não perfundidas)

24

Anormalidades + comuns nas trocas gasosas numa EP

- Hipoxemia (ineficácia na transferência de O2 através dos pulmões: mediadores pró-inflamatorios libertados pelas plaquetas -> edema entre os alveolos e os capilares -> O2 não consegue difundir, mas CO2 consegue)
- Gradiente de tensão O2 alveolar-arterial +++ (pelo motivo acima)

Relembrar:
- o CO2 consegue difundir normalmente através do edema, pelo que a PaCO2 está normal ou mesmo diminuida (pela taquipneia)
- Insuficiência respiratória parcial: hipoxemica (não hipercapnica)

25

Insuficiência respiratória na EP é parcial ou global?

Parcial (hipoxemica)

26

O que acontece à resistência vascular pulmonar numa EP?

Aumenta:
- obstrução vascular
- agentes vasoconstritores libertados pelas plaquetas

27

Numa EP podem haver desequilíbrios V/Q em locais distantes do êmbolo?

Sim, porque as plaquetas libertam mediadores vasoactivos (ex: serotonina) que causam vasoconstrição em locais distâncias do êmbolo.

Relembrar: potencial discordância entre pequena EP e grande gradiente alveolo-capilar de O2.

28

EP: potencial discordância entre (?) EP e (?) gradiente alveolo-capilar de O2

Pequena; Grande

(plaquetas -> agentes vasoconstritores -> vasoconstrição em locais distantes do êmbolo)

29

2 anormalidades nas trocas gasosas + comuns na EP

- Hipoxemia (insuficiencia respiratoria parcial)
- Aumento do gradiente de tensão de O2 alveolar-arterial

30

Resistência das VAs na EP

+++

31

Complacência pulmonar na EP

Diminuida (edema pulmonar, hemorragia pulmonar, perda do surfactante)

32

Como podemos classificar Embolia Pulmonar e quais as % relativas?

- Baixo risco (70-75%)
- Submaciça (20-25%)
- Maciça (5-10%)

33

EP baixo risco tem atingimento do VD?

Não, VD está normal. Na submaciça é que ja há atingimento do VD, na maciça VD+VE.

34

Px da EP baixo risco

Excelente prognóstico (doente pode ser tratado em ambulatório)

35

Como se caracteriza uma EP submaciça?

EP com disfunção do VD, mas PA sistémica normal (não atinge VE).

36

EP: A combinação de insuficiência do VD + libertação de biomarcados cardíacos indica aumento da probabilidade de deterioração clínica?

Sim

37

EP maciça

- Trombose que afecta >50% da vasculatura pulmonar
- Instabilidade HD/Choque
- Dispneia, síncope, hipotensão e cianose

38

Dispneia, hipotensão, síncope e cianos são a marca característica de que tipo de EP?

EP maciça

39

EP maciça afecta que % da vasculatura pulmonar?

Pelo menos 50%

40

Na EP maciça há risco de choque cardiogénico e morte?

Sim

41

TVP dos MIs é quantas vezes + comum que TVP dos MS?

10x

42

A probabilidade de TVP dos MS aumenta à medida que aumenta o (?) e o (?) dos cateteres

Diametro
Nº lumens

Relembrar: TVP MIs 10x > TVP MS

43

Sintoma + comum de EP

Dispneia inexplicável

44

Sintoma + comum TVP

Cãibra na região gemelar inferior que persiste durante dias e vai agravando

45

Doente com baixa-moderada probabilidade de TVP / EP: próximo passo?

D- dímeros apenas (para excluir)

46

Doentes com elevada probabilidade de TVP / EP: pedimos D-dímeros?

Não, fazemos logo testes de imagem, porque os D-dímeros provavelmente viriam + de qualquer das formas e não são específicos, e teriamos que fazer teste de imagem de qualquer forma

47

TVP probabilidade clínica: baixa. vs não baixa -> ?

Baixa: D-dímeros
Não-baixa: teste de imagem

Mnemo: TVP ocorre "lá em BAIXO na perna" = baixo vs não baixo

Relembrar: Sn D-dímeros na TVP >80%

48

EP probabilidade clínica: alta vs não alta

Alta: teste de imagem
Não alta: D-dímeros

Mnemo: EP ocorre "cá em CIMA no pulmão" = alto vs não alto

Relembrar: Sn D-dímeros na EP >95%

49

DDx TVP

- Rotura quisto de Baker (desconforto gemelar súbito e intenso)
- Celulite (febre, calafrios)
- Snd pós-flebitico/insuficiencia venosa

50

TVP é provável na presença de edema difuso da perna?

Não, é improvável. Deve-nos remeter para exacerbação aguda de insuficiencia venosa no contexto de sindrome pos-flebitico.

51

Edema difuso da perna: snd pos flebitico/insuficiencia venosa ou TVP?

Snd pós-flebitico/Insuficiencia venosa

Relembrar:
- TVP: cãibra na região gemelar inferior que duram dias e vão agravando
- Se houver edema difuso da perna, TVP improvável

52

TVP causa dor intensa à palpação da regiao gemelar inferior?

Não, apenas ligeiro desconforto

53

Enfarte pulmonar é causado por um trombo de grandes dimensões?

Não, é causado por uma EP pequena porque o trombo aloja-se na periferia. Como é perto dos nn. pleurais -> dor

54

Enfarte pulmonar é doloroso?

Sim, porque é causado por trombo alojado perifericamente, proximo dos nn. pleurais

55

Teste de exclusão útil no TEV (TVP, EP)

D-dímeros normais

Relembrar: Sn
- TVP: >80%
- EP: >95% (trombos maiores)

56

Sn dos D-dímeros na TVP

>80%

Relembrar: EP>95% (trombos maiores)

57

Sn dos D-dímeros na EP

>95%

Relembrar: TVP >80% (trombos mais pequenos)

58

Porque é que os D-dímeros sao mais sensiveis na EP do que na TVP?

Trombos na TVP são + pequenos

Relembrar:
Sn TVP >80%
Sn EP>95%

59

D-dímeros são específicos para TEV?

Não

Relembrar:
Sn TVP >80%
Sn EP >95%

60

Causas de aumento dos D-dímeros além de TEV

- 2º e 3º T gravidez
- Pneumonia
- Sépsis
- EAM
- Cancro
- Pós-operatorio

Mnemo: "a Diana Dimas tem 23 anos e está grávida. Teve uma pneumonia que complicou com sépsis e posteriormente um enfarte. Descobriram-lhe um cancro e foi operada".

61

D-dímeros são um exame útil em doentes hospitalizados?

Não, frequentemente estão +++ por doença sistémica (não são específicos!)

Relembrar:
- Causas aumento DD: 2º e 3ºT gravidez, pneumonia, sépsis, EAM, cancro, pós-op.
- D-dímeros +++ pelo menos 1M após cessação de Varfarina prediz trombose recorrente.

62

Biomarcadores cardíacos que podem estar elevados numa EP (submaciça ou maciça)

- Tn
- Proteína de ligação a ácidos gordos tipo cardíaco
= microenfarte VD

- BNP ou NT-pró-BNP = estiramento do miocárdio

Relembrar: IC D + biomarcadores cardíacos -> probabilidade de deterioração clinica

63

Achado + comum ECG numa EP

Inversão onda T V1-V4

64

Inversão onda T nas derivações V1-V4

Padrão + comum numa EP

Relembrar: S1Q3T3 é específico, mas não é sensível

65

S1Q3T3

Padrão ECG mais citado para EP, mas apesar de Sp, é insensível

Relembrar: + comum -> inversão ondas T V1-V3

66

S1Q3T3 é um achado sensível e específico de EP?

Não. É específico, mas insensível.

Relembrar: + comum = inversão ondas T V1-V4

67

Critério primário de TVP na ECO venosa

Perda de compressibilidade das veias (normalmente a veia colapsa com a pressão do transdutor -> ilusão "piscar de olhos")

68

Quando é que consideramos TC/RMN para dx uma TVP?

Quando ECO venosa tem má qualidade ou não é diagnóstica

69

EcoDoppler de TVP obstrutiva/processo obstrutivo na pelve

Perda da variação respiratória normal do fluxo

70

RXT na EP

Normal ou quase normal

71

Sinal de Westermark

- EP
- Oligoemia focal

Mnemo: "preciso de um FOCO para ir para o Oeste (West:O)"

72

Giba de Hampton

- EP
- Densidade em cunha periférica, acima do diafragma

Mnemo: "a CUNHADA do GIBA pos um DIAFRAGMA"

73

Sinal de Palla

- EP
- Aumento a. pulmonar descendente dta

Mnemo: "aquele guna usa a PALA do boné a DESCER para o lado DIREITO"

74

Principal exame de imagem para dx de EP

TC do tórax com contraste EV (angioTC)

75

EP: aumento do VD na TC indica...

++ probabilidade de morte nos 30d seguintes

76

TC pode diagnosticar TVP?

Sim

Relembrar: mas normalmente só é feita para TVP se ECO for de má qualidade ou não diagnóstico

77

Cintigrafia pulmonar é exame de (?) linha no dx de EP

2ª linha

78

Cintigrafia de alta probabilidade para EP

Pelo menos 2 defeitos de perfusão segmentar + Ventilação normal = 90% probabilidade EP

79

EP: a maior parte dos doentes tem cintigrafias...

Não-diagnósticas

80

Que % dos doentes com EP confirmada vai ter uma cintigrafia de alta probabilidade?

<50%

Relembrar: 2+ defeitos de perfusao segmentar + ventilaçao normal

81

Se cintigrafia normal ou quase normal a probabilidade de EP é...

Pouca

Relembrar: maioria tem cintigrafia não-diagnóstica

82

Cintigrafia baixa probabilidade mas elevada suspeita clinica = % tem EP?

40%

83

Cintigrafia: 2+ defeitos de perfusao segmentar + ventilaçao normal... probabilidade de EP?

90%

Relembrar:
- Maioria tem cintigrafias não dx
- Menos de metade dos doentes com EP confirmada tem cintigrafia alta probabilidade
- Cintigrafia normal = EP improvavel

84

Venografia por RMN é (?) no dx de TVP

Excelente

85

AngioRMN pulmonar detecta confiavelmente EP segmentar e subsegmentar menor?

Não

86

Maioria dos doentes com EP tem Eco (normal/alterada)

Normal (70% tem EP de baixo risco em que não há atingimento cardíaco)

87

Eco é confiável no dx de EP aguda?

Não, a maioria dos doentes vai ter Eco normal (70% tem EP baixo risco). É util para ddx.

88

Sinal indirecto mais conhecido de EP na Eco-TT

Sinal de McConell (hipocinésia da parede livre do VD + movimento normal ou hipercinetico do apice VD)

89

Eco-TT costuma dar imagem directa do trombo na EP?

Raramente

90

Eco-TE pode identificar trombos (EP) onde?

A. pulmonar dta ou esqda, birfucação

91

A TC do tórax virtualmente substituiu (?) como teste de dx de EP

Angiografia pulmonar invasiva

Relembrar: indicações:
- TC torax tecnicamente insatisfatoria
- Doentes que vao ser submetidos a procedimento invasivo (ex: trombolise por cateter)

92

Quais as indicações para angiografia pulmonar invasiva no dx de EP?

- TC tórax tecnicamente insatisfatoria
- Doente vai ser submetido a procedimento invasivo

93

Dx definitivo de EP por angiografia pulmonar

Defeito de preenchimento intraluminal >1 incidência

Relembrar:
TC tórax virtualmente substitui a angiografia no dx de EP

94

(?) virtualmente substituiu a flebografia contrastada como teste dx de TVP

Ecografia venosa

Relembrar: TC tórax virtualmente substituiu a angiografia como teste dx de EP

95

Terapia primária na TVP

- Dose baixa de trombólise dirigida por cateter
- TVP extensa femoral, iliofemoral ou dos MS

Relembrar:
- TVP MS é 10x menos comum que nos MIs
- Risco TVP MS aumenta c/ diametro e nº lumens dos cateteres

96

Prevenção secundária TVP

- Anticoagulação
- Filtros VCI
- Meias elásticas de compressão 40mmHg durante 2A: diminuem gravidade do síndrome pós-trombótico

97

(?) diminuem a gravidade do síndrome pós-trombótico

Meias elásticas de compressão 40mmHg durante 2 anos

98

EP: fatores de alto risco de resultado adverso

1. Instabilidade HD
2. Disfunção VD na Eco
3. Distensão VD na TC
4. Tn ++ por microenfarte VD

99

Em doentes com EP e função do VD normal e HD estáveis a anticoagulação isolada tem bons resultados?

Sim

100

(?) eficaz é a base para o sucesso do tratamento da TVP e EP

Anticoagulação

101

EP: 3 estratégias de anticoagulação

1. Terapia parentérica com ponte para Varfarina
2. Terapia parentérica com ponte para NOAC (dabigatran ou edoxaban)
3. Dose carga NOAC -> dose manutenção NOAC (rivaroxaban ou apixaban)

102

EP: Anticoagulantes parentéricos à base de heparina

- HNF
- HBPM
- Fondaparinux

Relembrar: HNF tem risco 5x > de TIH; Fondaparinux não causa TIH

103

EP: o que fazer no caso de TIH

Cessar AC à base de heparina e substituir por Argatroban ou Bivalirudina (inibidores directos da trombina parentéricos)

104

Monitorização da HNF

aPTT: 60-80s (2-3x o limite normal do lab)

105

EP: dose de HNF

Bolús 80U/kg -> Infusão 18U/kg/h

106

EP: principal vantagem da HNF

Semi-vida curta (vs. HBPM)

107

Qual tem menor ligação às proteínas plasmáticas e endotélio: HNF ou HBPM?

HBPM

108

Benefícios HBPM comparada com a HNF

- Biodisponibilidade +++
- Semi-vida +++
- Dose-resposta + prevísivel
- Dispensa monitorização ou ajuste de dose (excepto 5 situações)

109

Fondaparinux tem actividade anti...

Xa

Relembrar:
- Não causa TIH
- Não necessita monitorização
- Ajuste dose na DRC

110

Fondaparinux necessita de ajuste de dose na DRC?

Sim

111

Fondaparinux causa TIH?

Não

112

Fondaparinux requer monitorização laboratorial?

Não

113

Varfarina

- Antagonista da Vit K
- Impede a activação por carboxilação dos fatores II, VII, IX e X
- Requer 5d para efeito completo anticoagulante
- Se usado em monoterapia inicialmente causa um estado de hipercoaguabilidade

114

O tempo necessário para o efeito completo da Varfarina requer (?) dias, mesmo que o PT tenha elevação + rápida

5

115

Varfarina quando usada em monoterapia durante doença trombótica aguda pode causar...

Exacerbação paradoxal de hipercoaguabilidade aumentando o risco de trombose

Relembrar: precisa de 5 dias até fazer efeito completo, mesmo que PT se eleve mais cedo (fazer ponte com outro AC)

116

EP: dose inicial de Varfarina num adulto de estatura média

5mg

Mnemo: 5/5/2,5
5 dias para efeito
5mg dose inicial
2.5 INR alvo

117

EP: INR alvo na tx com Varfarina

2.5 (variação 2-3)

Relembrar:
- Precisa de 5 dias até efeito completo, fazer ponte com outro ac
- Idade e comorbilidades reduzem a dose necessária

118

Idade avançada e comorbilidades aumentam ou reduzem a dose de Varfarina necessária?

Reduzem

Mnemo: variantes da Varfarina é sempre para reduzir a dose

119

Qual o parâmetro laboratorial que avalia o efeito da Varfarina?

INR (alvo: 2,5, com variação 2-3)

Relembrar: aPTT alvo na terapia com HNF na EP é 60-80s (ou 2-3x o limite normal)

120

Alelos variantes CYP2C9 reduzem ou aumentam a dose de Varfarina necessária?

Reduzem

Mnemo: com a Varfarina as variantes são sempre para baixar a dose

121

Variantes no gene VKORC1 requerem aumento ou diminuição da dose de Varfarina?

Redução

Relembrar:
- VKORC1 > CYP2C9
- Explica 30% da variabilidade da dose de Varfarina

122

Tx EP: vantagens dos NOACs

- Dose fixa
- Anticoagulação efetiva horas após administração
- Não necessita monitorização
- Poucas interacções medicamentosas e alimentares

123

Quais os NOACs que podem ser dados em monoterapia para a TVP aguda e EP aguda, sem terapia anticoagulante parental como ponte?

Rivaroxaban
(Apixabano)

Relembrar: Dabigatran e Edoxaban precisam de ponte com anticoagulação parental 1º

124

Anticoagulação com Varfarina: quando é que podemos parar o anticoagulante parentérico de ponte?

Todos os abaixo:
- Pelo menos 5 dias a tomar Varfarina
- INR alvo (2-3) em 2 medições, com pelo menos 1 dia de intervalo

125

Antídoto para hemorragia intracraniana/potencialmente fatal causada pela HNF ou HBPM

Sulfato de Protamina

126

Fondaparinux, inibidores directos da trombina e inibidores fator Xa têm antidoto?

Não

Relembrar:
- Dabigatran: inibidor directo da trombina
- Rivaroxaban, Apixaban, Edoxaban: anti-Xa

127

Antídoto hemorragia catastrófica por Varfarina

- CCP: melhor escolha
- Fator VIIa humano recombinante

128

Qual é a melhor escolha na hemorragia catastrófica por Varfarina: CCP ou Fator VIIa recombinante?

CCP

Mnemo: "numa catastrofe o CR7 não é a melhor escolha"

129

Tratamento hemorragia major por Varfarina

CCP (também é a melhor escolha na hemorragia catastrofica vs. fator VIIa recombinante)

130

Varfarina: Tratamento hemorragia minor ou INR aumentado

Vit K oral

131

Varfarina: tratamento hemorragia séria não fatal

PFC ou Vit K ev

132

Duração da anticoagulação: síndrome anticorpo antifosfolipideo

Indefinidamente (mesmo que TEV tenha sido provocado)

Mnemo: "o IVA é o nosso CANCRO:
- Idiopático
- Viagens avião
- Anticorpo antifosfolipideo" -> AC ad eternum

133

Duração da anticoagulação: Cancro

3-6M HBPM (sem Varfarina) -> continuar indefinidamente a menos que cancro seja curado

134

Quais os doentes com TEV que podem fazer AC durante apenas 3M?

TVP:
- Isolada MS
- Isolada gemelar

135

TVP isolada gemelar ou isolada do MS faz anticoagulação durante quanto tempo?

3M

136

TVP da parte proximal da parte provocada ou EP provocada faz AC durante quanto tempo?

3-6M

137

TEV idiopático faz AC durante quanto tempo?

- Indefinidamente (INR 2-3)
ou
- 6 meses (INR 2-3); >6meses: INR 1.5-2

138

TEV que ocorre devido a uma viagem aerea de longo curso é considerada provocada ou idiopatica?

Idiopática (faz AC indefinidamente)

139

TEV idiopático tem recidiva (elevada/baixa) após suspensão da anticoagulação

Elevada -> fazem ad eternum

140

TEV idiopático pode ser causa por exacerbação de um estado inflamatório subjacente?

Sim

141

Heterozigotia para fator V de Leiden e mutações no gene da protrombina (aumentam/não aumentam) risco de trombose recorrente

Não aumentam

142

EP: 2 principais indicações para filtros VCI

1. Hemorragia activa que impede anticoagulação
2. Trombose venosa recorrente apesar de anticoagulação intensiva

(3. IC direita não candidatos a fibrinólise
4. Doentes de risco extremamente elevado)

143

Complicação + comum filtro VCI

Trombose da veia cava -> edema das pernas bilateral marcado

144

Doente com filtro VCI + edema bilateral das pernas marcado, suspeitar...

Trombose veia cava

145

Filtros na VCI aumentam a taxa de TVP?

Paradoxalmente sim porque são um foco para formação do coágulo, mas previnem a EP (não deixam passar os trombos que se formam)

146

Filtros VCI, (?) a taxa de TVP, embora normalmente (?) a EP (a curto prazo)

Aumentam
Previnam

147

Indicações filtros VCI recuperáveis (tx EP)

- Distúrbio hemorrágico temporário
- Alto risco temporário de EP.

148

Tratamento EP maciça

- 500ml NaCl (infusões adicionais com extrema cautela pois podem agravar a disfunção do VD -> VE)

- Dopamina e Dobutamina: agentes inotrópicos 1ª linha no choque por EP

- Fibrinólise: 100mg tPA durante 2h

149

(?) e (?) são agentes inotrópicos de 1ª linha no tx do choque por EP

Dobutamina
Dopamina

150

Esquema preferido de fibrinólise na EP maciça

- 100mg tPA em infusão periférica contínua durante 2h
- Quanto mais cedo mais eficaz, mas pode ser usada até pelo menos 14 dias após EP.

151

EP maciça: fibrinólise bem sucedida reverte a IC direita?

Sim, rapidamente

152

EP maciça: fibrinólise bem sucedida diminui a mortalidade?

Sim

153

EP maciça: fibrinólise bem sucedida diminui recorrência de EP?

Sim (liga fonte de trombos nas veias da pelve ou veias profundas da perna)

154

Fibrinólise pode ser usada até pelo menos (?) dias após ocorrência da EP

14d

155

CI para fibrinólise na EP maciça

- Doença intracraniana
- Cirurgia recente
- Traumatismo

Relembrar (EAM c/supra): hx AVC hemorrágico, AVC isquémio no último ano, PAS >180mmHg ou PAD>110mmHg, hemorragia interna activa, suspeita dissecção aórtica. Idade não é CI.

156

Fibrinólise (tx EP): taxa global de hemorragia major

10%

Relembrar: hemorragia IC 1-3%

157

Indicações para fibrinólise na EP

EP maciça

Relembrar: EP submaciça + PAS preservada + disfx moderada-grave VD = controverso

158

Fibrinólise está indicada na EP submaciça + PAS preservada + disfx moderada-grave VD?

Controverso

159

EP: em doentes com CI relativas para dose completa de fibrinólise podemos fazer...

Terapia dirigida por cateter fármaco-mecânica (fragmentação/pulverização do trombo + baixa dose trombólise 20-25mg alteplase)

160

EP: Dose de alteplase na Terapia dirigida por cateter fármaco-mecânica

20-25mg (vs 100mg tPA via iv sistémica)

Útil em doentes que não podem receber dose completa de fibrinólise.

161

HTP tromboembólica crónica ocorre em que % das EP agudas?

2-4%

162

Doentes com HTP tromboembólica crónica + dispneia devem ser tratados com...

Tromboendarterectomia pulmonar (pode reduzir acentuadamente ou curar a HTP)

163

Tromboendarterectomia pulmonar pode curar a HTP tromboembólica crónica?

Sim, ou pelo menos reduzir acentuadamente.

Relembrar: - Ocorre em 4% das EP agudas.
- Tromboendarcterectomia tem taxa de mortalidade 5%

164

Taxa de mortalidade da tromboendarterectomia pulmonar

5%

Relembrar: pode curar a HTP tromboembolica cronica

165

Doentes com HTP tromboembolica cronica inoperaveis podem ser tratados com...

Vasodilatadores pulmonares

Relembrar:
- Ocorre em 4% das EP agudas
- Tromboendarterectomia pulmonar pode reduzir acentuadamente ou curar; mortalidade 5%

166

Forma + comum de profilaxia do TEV nos hospitais

HNF ou HBPM baixa dose

167

Profilaxia TEV: doente com patologia médica deve fazer profilaxia prolongada após alta?

Não. Não é eficaz nem segura.

168

Que doentes devem fazer profilaxia prolongada do TEV?

Substituição total da anca ou do joelho
Cirurgia por cancro
-> Pelo menos 1 mês

169

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