Antifúgicos Flashcards

1
Q

Tipos de fungos?

A
  • Leveduras - Cryptococcus neoformans
  • Yeast- like - Candida albicans
  • Fungos filamentosos com micélios verdadeiros - aspergillus fumigatus
  • Fungos dimórficos - Histoplasma capsulatum
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2
Q

Micoses costumam infetar que doentes:

A
  • Doentes cirúrgico/cuidados intensivos
  • Doentes com prótese
  • Imunocompremetidos: VIH, transplatados
  • Cateteres de longa duração
  • AB de largo espetro -> Aumenta a propensão a infeções fúngicas oportunistas
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3
Q

Tipos de infeções fúngicas:

A
  • Superficiais

- Sistémias/ disseminadas

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4
Q

Infeção fúngica superficial:

A
  • Dermatomicoses (Trichophyton, microsporum, epidermpphyton)

- Candidíase

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5
Q

Infeção fúngica sistémica:

A

+ graves
• Candidíase. Meningite criptocócica. Endocarditis. Aspergilose pulmonar.
Mucormicose rinocelular.
• Aspergilose pulmonar invasiva – causa importante de morte no
transplante de MO e neutropénicos.
• Aspergilose broncopulmonar (Asma, Fibrose cística)
• Blastomicose, histoplasmose, coccidiomicose, paracoccidiomicose –
infeções primárias

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6
Q

Anfotericina B

A
  • Tem maior atividade no ergosterol do que no colesterol; forma poros membranares e há o desiquilíbrio osmótico da célula fúngica
  • Sem atividade fungicida vs fungiostático
  • Resistência - diminuição do conteúdo de ergosterol
  • Atividade contra a maioria dos fungos e leveduras
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7
Q

Anfotericina B tratamento de:

A

Candidiase, meningite criptocócia, aspergilose invasiva, zigomicose, coccidiomicose,
blastomicose, histoplasmose.

Gold standard – infeções disseminadas por Aspergillus e Candida

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8
Q

Anfotericina B - Farmacocinética:

Absorção oral:
Solubilidade:
Ligação proteica:

A
  • Absorção oral muito fraca Infeções fúngicas GI.
  • Altamente insolúvel formulação lipossómica/lipídicas para via e.v.
  • Elevada ligação proteica – passa a BHE (++ na meningite)
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9
Q

Anfotericina B - RA:

É SEMPRE DOSE ACUMULATIVA

A
  • Aumento das citocinas
  • RENAL:
    ->Vasoconstrição da arteríola aferente renal - isquémia renal
    -> BUN>50
    -> Acidose renal tubular
  • HEMATOLÓGICO:
    -> Anemia secundária a diminuição de eritropoetina
    -> Trombocitopénia
    -> Disfunção hepática.
    -> Lesão endotelial - flebites
    • Manutenção da euvolemia (manutenção da perfusão renal).
    • Formulações lipídicas (lipossómicas) Menor exposição renal
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10
Q

NISTATINA (Fungicidina):

A

Análogo estrutural.
• Uso tópico na candidíase da mucosa oral, vaginal ou pele
• Sem absorção sistémica
• RA: Náuseas, vómitos, diarreia

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11
Q

NATAMICINA:

A
  • Aspergillus e Fusarium – infeções da córnea, blefarite, conjuntivite.
  • Atua em doses baixas
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12
Q

GRISEOFULVINA:

Inibidores da mitose fúngica

A

• Penicillium griseofulvum.
• Liga-se à tubulina – impede a formação do fuso mitótico
• Associação forte à queratina permite crescimento de pele,
cabelo e unhas sem fungos.
• Espectro estreito: Trichophyton, Microsporum, Epidermophyton.
• Não ativa contra leveduras (ex. Pityrosporum) e fungos dimórficos.

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13
Q

GRISEOFULVINA

Farmacocinética:

A

Induz CYP 450 - da eficácia da varfarina e de ACO

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14
Q

GRISEOFULVINA

RA:

A
  • Cefaleias (15%) – desaparecem com continuação do tratamento.
  • Letargia, visão turva, vertigens – agravada com álcool.
  • Hematológicas (1º mês): leucopenia, neutropenia, monocitose.
  • Angioedema e dermatite esfoliativa – raras, mas fatais
  • Teratogénica!
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15
Q

INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE FÚNGICA
EQUINOCANDINAS
Caspofungina , Micafungina , Anidulafungina

A

• Análogos semissintéticos da equicandina B (Aspergillus nidulans)
• Inibição não-competitiva de síntese de β-(1,3)-D-glucanas stress
osmótico lise celular.
• Fungicidas – Candida
• Fungistático – Aspergillus
• Administrados por via e.v.
• RA: náuseas, vómitos e diarreia, rash.

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16
Q

INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE FÚNGICA
EQUINOCANDINAS
Caspofungina

A

• Candidiase esofágica, candidemia, infeções por Aspergillus,
terapêutica empírica na neutropenia febril.
• Ajuste da dose na insuficiência hepática moderada.

17
Q

INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE FÚNGICA
EQUINOCANDINAS
Micafungina

A

• Candidíase esofágica, profilaxia em recetores de transplante de
células estaminais hematopoiéticas.
• Candidemia e Aspergilose pulmonar.
• Pode causar hepatotoxidade severa.

18
Q

INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE FÚNGICA
EQUINOCANDINAS
Anidulafungina

A
  • Candidíase esofágica e candidemia.

* Pode causar hepatotoxidade severa.

19
Q

INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE FÚNGICA
EQUINOCANDINAS
Aminocandina

A
  • Investigação.

* Maior semivida – administrações menos frequentes.

20
Q

AZÓIS – imidazóis e triazóis

A

• Inibidores da 14 -desmetilase de esteroides (CYP450)
• Interações farmacológicas importantes! (ex. Nefrotoxicidade da
ciclosporina).
Também inibem transformação de Candida na forma invasiva (hifas)
• Espectro alargado: B. dermatitidis, Cryptococcus neoformans, H.
capsulatum , Coccidioides spp, P. brasiliensis , dermatófitos e maioria das
Candida spp.
• Atividade intermédia: Fusarium , Sporothrix schenckii ,
Scedosporium apiospermum , e Aspergillus spp.
• Sem atividade: Zygomycetes spp (zigomicose), Candida krusei
• Normalmente fungistáticos

21
Q

AZÓIS – imidazóis

Cetoconazol

A

• 1º a ser usado por via oral para tratar infeções sistémicas.
• C. immitis , C. neoformans , Candida species, H. capsulatum ,
B.dermatitidis e vários dermatófitos.
• Baixas concentrações no SNC e urina.
• Ineficaz se acloridria, IBP, ou antiácidos.
• Tópico: Infeções por dermatófitos comuns e dermatite seborreica.
Potencia anti-inflamatória tópica similar a hidrocortisona.

22
Q

AZÓIS – imidazóis
Cetoconazol:
RA:

A

• Hepatoxicidade (rara mas fatal).
• Inibição da síntese de testosterona e esteroides na suprarrenal
ginecomastia em homens (pode ter utilidade terapêutica).

23
Q

AZÓIS – imidazóis
Clotrimazol , luliconazol , miconazol , econazol , butoconazol, oxiconazol,
sertaconazol , sulconazol, tioconazol:

A

• Formulações tópicas: Infeções fúngicas do estrato córneo, mucosa
escamosa, córnea.
• Não são eficazes para infeções do cabelo e unhas.
• Não devem ser usadas para tratar infeções submucosas ou
sistémicas

24
Q

AZÓIS – Triazóis

Fluconazol:

A
  • Oral ou IV:
  • Boas concentrações LCR, olho Maioria das meningites fúngicas.
  • Sem atividade contra Aspergillus.
  • Concentrações fungicidas na mucosa vaginal, saliva, pele, unhas.
  • T1/2 - 25 h.
  • Excreção renal.
  • RA: náuseas, cefaleias, dor abdominal. Hepatite!
  • Menor efeito na esteroidogenese que cetoconazol.
25
Q

AZÓIS – Triazóis
Fluconazol:
Resistências:

A

mutação enzimas CYP450 e bombas de efluxo;

principalmente espécies de Candida (ex. C. glabrata).

26
Q

AZÓIS – Triazóis

Itraconazol:

A

• Boa atividade contra muitos dermatófitos
• Tem vindo a substituir o cetoconazol.
• Biodisponibilidade oral muito variável (ef. 1ª passagem) via e.v.
preferencial (formulação com ciclodextrina).
• Maior atividade na aspergilose, blastomicose, histoplasmose do que
cetoconazol/fluconazol
• Pouca distribuição no LCR mas pode ser usado em altas doses nas
meningites fúngicas.

27
Q

AZÓIS – Triazóis
Itraconazol:
RA:

A

• Hepatotoxicidade – mais importante!
• Síndrome Stevens–Johnson.
• Outros: náuseas, vómitos, dor abdominal, diarreia, hipocalemia,
edema maleolar, queda de cabelo.

28
Q

AZÓIS – Triazóis

Miconazol:

A

• Uso tópico (gel) no tratamento de infeções do TGI, mucosa oral e
pele.

29
Q

AZÓIS – Triazóis

Posaconazol:

A

• Fungistático - Candida, Cryptococcus, Trichosporon, algumas
espécies de Fusarium .
• Candida, Aspergillus, e Zygomycetes multiresistentes.
• Uso: primariamente na profilaxia e tratamento de infeções fúngicas
invasivas.

30
Q

AZÓIS – Triazóis

Voriconazol:

A

• Eleição para aspergilose invasiva e outros como Fusarium e
Scedosporium.
• Fungicida contra todas as espécies de aspergillus e Candida
• Oral ou e.v.
• Metabolização do voriconazol acelerada na coadministração com
ritonavir, rifampicina, e rifabutina - contraindicado!
• Não administrar e.v. na DRC – toxicidade da ciclodextrina no SNC!
• RA: Fotofobia, visão de luzes coloridas (30-60 min duração no pico)

31
Q

Flucitosina

A

• Espectro estreito.
• Muitas resistências quando isolado associação com anfotericina
B em candidemias e meningite criptocócica.
• Convertido a 5-FU apenas nas células fúngicas.
• Inibe a síntese de DNA fúngica.
• RA: distúrbios GI, anemia, neutropenia, trombocitopenia e alopécia
(5-FU no intestino por bactérias).

32
Q

Terbinafina

A
  • Fungicida queratinofílico – inibe a epoxidase do esqualeno.
  • Muito lipofílico (T1/2 – 300 h)
  • Fungos da pele; principalmente unhas (por via oral).
  • Butenafina, naftifina - tópicos
33
Q

Amorolfina

A

• Verniz ungeal.