Exame do Dorso e Membros Flashcards Preview

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Flashcards in Exame do Dorso e Membros Deck (23):
1

Descreva o Teste de Schober

Serve para aferir o grau de restrição da flexão anterior da coluna: Com uma caneta marca-se um ponto 10cm acima e 5cm abaixo da articulação sacro-ilíaca. E então pega-se uma fita métrica e mede-se os 15 cm resultantes. Após isso, pede-se ao paciente para flexionar o dorso, formando a curvatura da coluna, portanto, a distância deve aumentar. Considera-se alterado se o desvio dessa linha for inferior à 5cm

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2

Descreva o Sinal de Lasègue

Paciente em decúbito dorsal, solicita que o mesmo relaxe os MMII, e inclina uma das pernas levemente até chegar no ângulo de 60 graus. O mesmo irá queixar de dor na parte posterior da perna pq ao realizar a manobra vc estará esticando o nervo ciático.

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3

Descreva o Sinal de Bragard

É como se fosse uma potencialização do sinal de Lasègue, a qual é realizada no caso do paciente não ter referido dor. Consiste em pegar o pé do paciente (já com as pernas inclinadas em 60 graus) e flexiona-lo. Dessa forma eu estou intensificando o estiramento do nervo ciático.

 

 

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4

Em que consiste a Tríade de Virchow?

1) Estase Venosa (diminuição do fluxo venoso)

2) Lesão Endotelial (proporcionando diretamente a formação de trombos)

3) Hipercoagulabilidade (sangue fica mais suscetível à formação de coágulos).

5

Defina ciatalgia, explique em que situação pode ocorrer e qual sinal é importante pesquisar para confirmá-la

Definição: dor lombar que irradia com dores ao nível das nádegas e coxas correspondendo ao trajecto do nervo ciático, ora no membro inferior esquerdo, ora no membro inferior direito (dores basculantes). Caracteristicamente não ultrapassam os joelhos. Ocorre geralmente em hérnias de disco com deslocamento lateral e posterior que ocasiona compressão radicular do nervo ciático Nesse caso, é importante pesquisar o sinal de Lasègue

6

Espondilite anquilosante, descreva a patologia

A Espondilite Anquilosante é uma doença crónica, de natureza inflamatória dolorosa e progressiva, que afecta predominantemente o esqueleto axial e as articulações sacro-ilíacas. Esta doença inclui-se num grupo de doenças designadas por Espondilartropatias. Espondilite significa inflamação das articulações da coluna. Este nome deriva do grego: spondylos que significa vértebra; arton, articulação; e agkúlosis, ausência de movimento. Nas Espondilartropatias há inflamação nas entesis (local da inserção dos ligamentos e tendões nos ossos). A persistência daentesopatia (inflamação nas áreas de contacto dos ligamentos com as vértebras), origina lesões que podem evoluir paracalcificação dos ligamentos entre cada duas vértebras, levando à sua fixação. A fusão das articulações da coluna vertebral e das articulações sacro-ilíacas leva à anquilose da coluna, que se torna rígida e deformada, impedindo a mobilização normal. Manifestações: dores nas costas e rigidez da coluna. Pode afectar também articulações periféricas (dos membros) e ter envolvimento sistémico extra-articular (órgãos internos).https://www.nedai.org/espondilite-anquilosante/

7

Descreva o pulso magnus celere

Pulso de amplitude aumentada e de fácil palpação. Ocorre em insuficiência aórtica ou em situações em que o débito cardíaco é aumentado (sepse, anemia, tireotoxicose)

8

Pulso parvus e tardus

Baixa amplitude e longa duração. Ocorre na estenose aórtica e na insuficiência cardíaca (diminuição do débito cardíaco.

9

Pulso bisferens

São palpados dois picos sistólico spot sístole, ocorrendo em situações aonde é ejetado grande volume de sangue na aorta, como na insuficiência aórtica grave

10

Pulso alternante

Os batimento são rítmicos mas a intensidade do pulso varia entre os batimentos. Ocorre devido variações no enchimento e na contratilidade miocárdica no caso das disfunções do VE (grave comprimento da função VE)

11

Pulso paradoxal (Kussmaul)

É um exagero da diminuição da pressão arterial sistólica durante a inspiração e perceptível na palpação. Caracteriza-se por redução superior à 20mmHg durante a inspiração profunda se comparado a respiração normal. Ocorre em situações como tamponamento cardíaco e pericardite constritiva

12

Pulso arrítmico (delirium cordis)

Quando totalmente arrítmico e de intensidade variável. Pode significar FA

13

Quais os fatores de risco para TVP?

Tromboembolismo venoso prévio, história prévia de embolia pulmonar, varizes, pós-cirurgias, imobilização prolongada, obesidade, idade (superior aos 40 anos), uso de anticoncepcionais, gravidez e puerpério, insuficiência cardíaca, entre outros.

14

Explique o que é claudicação intermitente

Dor que surge nas nádegas e coxas quando o paciente realiza alguma atividade, como andar ou correr, obrigando-o a interromper o exercício (o que vai aliviar a dor). Esse sintoma tem característica progressiva e tem início com longas caminhadas. Porém, vai evoluindo até começar a surgir em pequenas caminhadas. A dor deve-se principalmente ao acúmulo de ácido lático

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15

Diferenças entre: úlceras venosas e úlceras arteriais

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16

Qual a evolução da claudicação intermitente?

Quando a isquemia arterial se agrava, ocorre outro tipo de dor, de tal maneira que o paciente sente dor em repouso (a qual é mais intensa quando o paciente se deita). Quando o paciente deita há uma diminuição de sangue para os MMII, ocasionando a chamada "dor em repouso". Importante diferenciar de dor neuropática por compressão de raiz nervosa.

17

Descreva o Índice Tornozelo Braquial (I.T.B), mencionando sua importância clínica e seus valores de referência

O índice tornozelo-braquial é dado pelo cálculo da razão da PS da A. Braquial direita ou esquerda (valor maior) com a PS das Aa. Maleolares tibial anterior ou tibial posterior (o maior valor). Se der <0,9 a mortalidade é de 3 a 6 vezes maior em 5 anos. Valor normal: 0.9 à 1.1 Exame complementar não invasivo que auxilia no diagnóstico da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP).

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18

Descreva como é realizada o Teste de Allen

Inicialmente o examinador realiza a compressão da artéria radial e ulnar e solicita ao paciente que feche a mão com força de modo a esvazia-la, provocando palidez. Em seguida, solicita-se para o paciente que abra a mão e, após isso, o examinador libera a artéria a ser avaliada (radial ou ulnar). Em condições normais, há um rápido retorno a coloração do membro. Se o tempo de enchimento for maior que 5 segundos, há indicação de obstrução da artéria examinada.

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19

Em que cosiste a Manobra de Homans?

Dor na panturrilha ao realizar a dorsiflexão forçada do pé. Útil para o diagnóstico de TVP.

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20

Descreva o Sinal da Bandeira

"A perna é uma haste e a panturrilha é uma bandeira", portanto, o Sinal da Bandeira é fisiológico. Quando a panturrilha não se movimenta de forma simétrica ao seu par, ocorre o que é chamado de empastamento, ou seja, ausência do sinal (movimento). Portanto, é considerado patológico.

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21

Manobra de Bancroft

Compressão da panturrilha com a mão em garra

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22

Manobra de Ollow

Compressão da panturrilha contra o plano ósseo

23

Manobra de Denecke - Payr

Compressão da planta do pé com o polegar contra o plano ósseo (dor)