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Flashcards in Hepatites Deck (19):
1

Fase Prodrômica

Os primeiros sintomas de uma hepatite viral aguda são geralmente inespecíficos, predominantemente
sistêmicos e gastrointestinais, e constituem a fase prodrômica: mal-estar, astenia, anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, perda ou perversão do paladar e olfato, artralgias, mialgias, tosse, coriza, cefaleia e fotofobia, geralmente se assemelhando bastante a um “quadro gripal”.

2

Fase Ictérica

Após um período de vários dias a poucas se manas,
a fase prodrômica evolui para a fase ictérica, caracterizada clinicamente pelo surgimento de icterícia, associada ou não com colúria, hipocolia fecal e prurido (síndrome colestática). Os achados sistêmicos iniciados na fase prodrômica geralmente regridem ou abrandam
com o início da fase ictérica, talvez com a exceção dos sintomas gastrointestinais, que muitas vezes se acentuam.

3

Fase de Convalescência

A fase de convalescência é marcada clinicamente
pela percepção, por parte do paciente,
da melhora dos sintomas (com volta gradual da
sensação de bem-estar) e pela melhora dos sinais
desenvolvidos durante a fase ictérica (icterícia,
colúria e acolia fecal).

4

Achados Laboratoriais

É comum a leucopenia por queda de neutrófilos e linfócitos, logo evoluindo para linfocitose.
Na “síndrome hepatocelular” existe uma injúria
generalizada aos hepatócitos, suficiente para fazer com que eles liberem para o plasma as aminotransferases ), como a ALT (TGP) e a AST (TGO). No caso específico das hepatites virais agudas, espera-se um grande aumento das aminotransferases, habitualmente acima de 10 vezes o limite superior da normalidade!
A bilirrubina total pode chegar a níveis superiores a 20 mg/dl. Existe aumento das duas frações, mas o
predomínio costuma ser da bilirrubina direta

5

Hepatite A

Atualmente, no Brasil, o grupo mais acometido
por hepatite A é o das crianças com idade abaixo
de 10 anos, com pico de incidência na faixa etária
entre 5-6 anos. A principal via de contágio é a fecal-oral, seja de forma interpessoal (a mais importante)
ou através de água ou alimentos contaminados,

6

Manifestações clínicas - Hepatite A

O quadro costuma ser leve, especialmente em crianças, onde às vezes o diagnóstico é confundido com uma simples gastroenterite (somente 5-10% das crianças desenvolvem icterícia). Já os adultos costumam experimentar, com muito mais frequência, sinais e sinto
mas acentuados e prolongados (em adultos, a icterícia está presente em 70-80% dos casos). A hepatite A é a hepatite viral mais relaciona da à síndrome colestática intra-hepática, cursando com prurido intenso, colúria e acolia fecal, bem como com elevação moderada da
fosfatase alcalina, gama-GT e bilirrubina direta.

7

Diagnóstico - Hepatite A

Os anti--HAV classe IgM denunciam infecção aguda, e
tendem a persistir aumentados por 3-6 meses. Os anti-HAV IgG já podem ser encontrados na mesma época em que o anti-HAV IgM (isto é, antes do início dos sintomas), porém, perduram por tempo indefinido

8

Tratamento - Hepatite A

Repouso relativo (limitação das atividades físicas
conforme a tolerância do paciente) e aumento da ingesta calórica, associando-se, quando necessário, medicamentos sintomáticos (ex.: antitérmico, antiemético). Devem-se evitar drogas com potencial hepatotóxico (ex.: paracetamol) assim como não se deve ingerir álcool por pelo menos 6 meses. A administração parenteral de vitamina K (por 1-3 dias) pode ser tentada em casos que cursam com queda na atividade de protrombina, uma vez que, não raro, o problema desses indivíduos é meramente uma menor absorção intestinal da vitamina.

9

O prognóstico - Hepatite A

excelente, e a recuperação é usualmente total, sem sequelas

10

Prevenção - Hepatite A

De acordo com o Ministério da Saúde, pode ser necessário o afastamento do paciente de suas atividades (principalmente crianças que frequentam creche ou escola) durante as primeiras duas semanas da doença, e não mais que um mês após o início da icterícia.

11

Imunização - Hepatite A

dose única aos 15 meses de vida

12

Profilaxia Pós-Exposição

Para pessoas saudáveis com idade entre 12 meses e 40 anos, a estratégia de escolha consiste na aplicação de dose única da vacina anti--HAV inativada. Por outro lado, pacientes com idade < 12 meses ou > 40 anos, bem como portadores de imunodepressão, hepatopatias
crônicas ou que possuam qualquer contraindicação à vacina, devem receber imunoglobulina humana (0,02 ml/kg, IM).

13

hepatite B - epidemiologia

No Brasil, a faixa etária mais acometida pela hepatite B vai dos 20 aos 69 anos, o que é condizente com a principal via de transmissão da doença (sexual).

14

As vias de transmissão do HBV são

– Vertical; A transmissão perinatal responde por 90-95%
dos casos de transmissão vertical,
– Horizontal;
– Sexual;
– Percutânea;
– Hemotransfusão;
– Transplante de órgãos.

15

O diagnóstico da hepatite B aguda

HBsAg+ e do anti-HBc IgM+.

16

HBsAg Negativo

A negatividade do HBsAg torna bastante improvável,
mas não exclui a possibilidade de hepatite B ou janela imunológica.

17

HBsAg Negativo / Anti-HBc (IgM)
Negativo - (IgG) Negativo / Anti-HBs
Positivo..

A negatividade para todos os antígenos e anticorpos
para hepatite B, exceto para o anti-HBs,
só pode ser conseguida por meio de imunização
vacinal

18

Imunização Ativa - hepatite B

1a dose: ao nascimento (até 12h) – vacina monovalente;
2a dose: 2o mês de vida – vacina pentavalente;
3a dose: 4o mês de vida – vacina pentavalente;
4a dose: 6o mês de vida – vacina pentavalente.
-Vacinação Universal de Adultos e Idosos
O esquema consiste de 3 doses da vacina monovalente
nos tempos 0, 1 e 6 meses.

19

HEPATITE VIRAL C (Aguda)

A transmissão do HCV se dá através de contato
com sangue contaminado, principalmente nas
exposições percutâneas, hemotransfusões e transplantes de doadores infectados