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Flashcards in Tétano Deck (11):
1

Fisiopatologia

Em indivíduos não imunes, a tetanospasmina dirige-se através dos nervos ao sistema nervoso central, onde, na medula e nos gânglios dos pares cranianos motores, liga-se a receptores de interneurônios inibidores, bloqueando a sua ação o que produz hipertonia muscular mantida, hiper-reflexia, hiperexcitabilidade nervosa e espasmos musculares.

2

Período de incubação e Período de progressão

- Período de incubação
É o período entre o ferimento (porta de
entrada) e o primeiro sinal ou sintoma da
doença e situa-se em média entre 5 e 15 dias.
- Período de progressão
É o período entre o primeiro sinal ou sintoma e
o primeiro espasmo e situa-se em média entre
24 e 72 h.

3

Quadro Clínico

• Hipertonias musculares mantidas;
• Febre baixa ou ausente;
• Preservação do nível de consciência;
• Espasmos musculares (desencadeados por
estímulos sonoros, luminosos e táteis, micção,
defecação e acúmulo de secreção brônquica).
• Disfagia;
• Trismo;
• Fáscies Tetânica: riso sardônico; pregueamento frontal, arqueamento das sombrancelhas e repuxamento das comissuras externas dos olhos.

4

Quadro Clínico - neonato

- Dificuldade em mamar ou sugar;
- Choro frequente;
- Cólicas (espasmos);
- Rigidez de nuca, paravertebral (opistótono);
- Hipertonia torácica, abdominal e dos músculos
dos membros e da face.

5

O diagnóstico diferencial

Meningoencefalites, impregnação por neurolépticos, tetania, intoxicação por estricnina, raiva, abscessos e processos inflamatórios da boca e da garganta (trismo) e histeria. Nos casos de tétano umbilical, deve ser afastada a lesão neurológica secundária ao parto.

6

Período de declínio da doença

- Entre 2 a 4 semanas do início do quadro;
- Espasmos em intervalos maiores e intensidade menor;
- Diminuição da hipertonia – deglutição, reflexo da tosse, deambulação;
- Labilidade emocional;
- Sequelas infrequentes (cifose dorsal).

7

Sinais de Mal Prognóstico

1. Tempo entre o início dos sintomas e a hospitalização ≤ 36 h;
2. Período de incubação ≤ 10 dias;
3. Período de progressão ≤ 48 h;
4. Espasmos nas 1ª 24 h de hospitalização.

8

Conduta inicial

Neutralizar a toxina que ainda não se fixou no
SNC:
a) Imunoglobulina humana antitetânica
(Tetanogama®) 1.000 a 3.000 UI IM;
b) Soro antitetânico (SAT) 10.000 a 20.000 UI
IV ou IM.
- Erradicar o bacilo do foco:
a) Desbridamento do foco;
b) Antibioticoterapia (Metronidazol / Penicilina
GCristalina)

9

Tratamento sintomático

a) Miorrelaxantes e sedativos;
b) Clorpromazina;
c) Curarização;
d) Morfina, fentanil/midazolam, sulfato de magnésio;
e) Traqueostomia - Indicada profilaticamente nos casos
de Insuficiência Respiratória iminente ou instalada;
f) Cuidados gerais – não alimentar por VO se
persistirem os espasmos, suporte calórico por sonda,
evitar estímulos, protetor gástrico, prevenção de
TVP, proteger a córnea nos curarizados.

10

Profilaxia

Medidas gerais:
1. Utilizar equipamentos de proteção contra
acidentes de trabalho;
2. Cobertura vacinal;
3. Assistência à gestação e ao parto.
Na ausência de ferimentos:
a) Vacinação da criança no 1º ano de vida (3 doses DTP, DTPa);
b) Vacinação do adulto (3 doses dT ou TT);
c) Reforço a cada 10 anos;
d) Gestante – reforço se a última dose tiver
sido a mais de 5 anos.

11

Classificação dos Ferimentos de acordo com o Risco de Tétano

-Ferimentos com risco mínimo de tétano
São os ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados (pequenos cortes, escoriações) - só vacina quando há mais de 10 anos ou história vacinal incerta/incompleta
-Ferimentos com alto risco de tétano
São os ferimentos superficiais ou profundos com tecidos desvitalizados e corpos estranhos, sujos com terra e outros materiais, incluindo as feridas
puntiformes e contusas feitas com vidros, latas, facas, espinhos, madeira, prego, etc., acidentes por arma de fogo ou arma branca, queimaduras,
mordeduras, fraturas expostas, politraumatizados e mordedura de animais. Vacina sempre exceto se a última dose foi a menos de 5 anos e esquema completo e se faz soro quando a última dose foi há mais de dez anos ou esquema vacinal incerto.