C4. Gonalgia Flashcards

1
Q

Diagnósticos mais prováveis:

A
  • Distensão ou entorse ligamentar ± sinovite traumática
  • Osteoartrose (+ nos idosos)
  • Síndrome de dor patelofemoral
  • Bursite pré-patelar
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2
Q

Diagnósticos graves:

A
  • Rotura do ligamento cruzado anterior
  • Causas cardiovasculares: trombose venosa profunda, tromboflebite superficial
  • Neoplasias: primária do osso, metástases (mama, pulmão, rim, tiroide, próstata)
  • Causas infeciosas: artrite séptica, tuberculose
  • Artrite reumatoide
  • Artrite crónica
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3
Q

Sinais de Alerta para Gonalgia

A

− Edema agudo com ou sem trauma
− Eritema agudo ou agudização de eritema crónico
− Sinais e sintomas sistémicos na ausência de trauma
− Dor crónica persistente inexplicável

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4
Q

Diagnósticos frequentemente esquecidos:

A
  • Dor referida – lombo ou anca
  • Corpos estranhos intra-articulares
  • Osteocondrite dissecante
  • Osteonecrose (do côndilo femoral)
  • Condromatose sinovial
  • Distúrbio de Osgood-Schalatter
  • Roturas do menisco
  • Fraturas em torno do joelho
  • Pseudogota (concrocalcinose)
  • Rotura de quisto poplíteo (Baker)
  • Raridades: sarcoidose, doença de Paget, espondiloartropatia
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5
Q

7 imitadores

A
  • Depressão
  • Diabetes (neuropatia)
  • Drogas / fármacos (indiretamente, p.e. diuréticos podem causar um episódio de gota)
  • Disfunção medular
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6
Q

O paciente está a tentar dizer-me algo?

A

Os fatores psicogénicos são relevantes, especialmente com possível compensação de lesão

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7
Q
  • Edema imediatamente após lesão (60 minutos) é típico de hemartrose
  • Edema que demora mais tempo (6-24h) é típico de um derrame de fluido sinovial
  • Edema crónico ou recorrente – síndrome de dor patelofemoral,
A

.

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8
Q

Regras de Ottawa para radiografia do joelho lesionado

A
− ≥ 55 anos
− Dor isolada da patela
− Dor na cabeça da fíbula
− Incapacidade de flexão a 90º
− Incapacidade imediata de colocar peso na articulação
− Na sequência de trauma em pacientes:
• < 12 A ou > 50 A
• Incapaz de dar 4 passos com colocação de peso
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9
Q

Síndrome de Osgood-Schlatter

A

Apofisite de tração resultado de stress de tração repetida na inserção do tendão patelar no tubérculo da tíbia,

  • 10 A 14A
  • mais comum em rapazes
  • bilateral
  • desportistas - correr, pontapear e saltar
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10
Q

Osteocondrite dissecante

A

Rapazes 5 a 15A
Cartilagem articular do côndilo femoral
DOr + edema + locking do joelho

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11
Q

Idosos

A

• Doenças reumáticas
• Osteoartrose (+++)
• Doenças articulares associadas a cristais:
o Gota (cristais de urato monosódio)
o Pseudogota ou condrocalcinose (cristais de dihidrato pirofosfato cálcio)
o Periartrite calcificante aguda (hidroxiapatite)
• Osteonecrose espontânea (dor súbita do joelha + raio-X normal)
• Osteocondrite dissecante (forma adulta)

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12
Q

Osteoma osteoide

A

em rapazes jovens com dor óssea severa numa perna (especialmente à noite), que responde a aspirina, paracetamol ou outro AINE

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13
Q

Routura do menisco

A

podem ocorrer sem história de trauma significativo precedente, especialmente na meia idade

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14
Q

Pop ou crack ao nível do joelho com efusão imediata

A

deve suspeitar-se de rotura do ligamento cruzado anterior até prova em contrário

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15
Q

Hemartrose

A

Rotura do ligamento cruzando anterior até prova em contrário

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16
Q

Sinal do cinema

A

Síndrome de dor patelofemoral

17
Q

Sinal da cama

A

Rotura do menisco medial

18
Q

Sinal de agachamento positivo

A

Rotura do corno posterior do menisco medial

19
Q

Osteonecrose

A

Mulher idosa com gonalgia severa de início súbito = osteonecrose

20
Q

− Não se deve fazer aspiração articular em atletas jovens com lesão aguda do joelho

A

.

21
Q

A transplantação de cartilagem autóloga é especialmente útil na osteocondrite dissecante

A

.

22
Q

Reservar injeções de corticoides intra-articulares para condições inflamatórias como artrite reumatoide e artropatia de cristais. Injeções regulares em casos de osteoartrose devem ser evitadas, bem como injeções na inflamação aguda ou lesão aguda
− Evitar dar injeções em tendões, em especial no tendão patelar

A

.

23
Q

. Se a temperatura do joelho for igual à do quadricípite, deve-se suspeitar de uma lesão aguda ou crónica. Se for superior, indica quase sempre infeção e deve ser feita uma investigação urgente.
Procure sinais de derrame com a paciente com os joelhos em extensão, comprimindo a face lateral do joelho e observe se há preenchimento de líquido, interno à rótula (Choque da rótula). Os recessos interno e rótula da patela ficam preenchidos com pouca quantidade de líquido (5-10 mL). O derrame articular doloroso com tempo de instalação inferior a 60 min é típico de hemartrose, que ocorre na rutura de ligamentos (75% por lesão do LCA) ou ossos fraturados. O derrame de início gradual (entre 6 e 24h), com rigidez e dor é típico de um derrame de líquido sinovial, que acontece em ruturas de menisco e lesões ligamentares mais leves. O derrame crónico é sugestivo de síndrome da dor patelofemoral; osteocondrite dissecante; artrite degenerativa do menisco, etc.
Podem-se ouvir estalos do joelho na subluxação femoropatelar, corpo solto intra-articular ou rutura de menisco, mas também em
articulações normais com a flexão do joelho.

A

.

24
Q

Amplitude de movimentos: Se a paciente tem amplitude completa dos movimentos na mobilização ativa, não há necessidade de fazer mobilização passiva.
Extensão: normal é de 0 a 5°. A incapacidade súbita de fazer extensão completa do joelho, com capacidade de flexão mantida (bloqueio), pode ocorrer na rutura de menisco, corpo solto (p.e. fragmento ósseo da osteocondrite dissecante, osteófito desalojado, retalho de cartilagem articular), rutura do LCA ou luxação da patela.
Flexão: normal a 135°. A flexão pode ser limitada por atrofia do quadricípite, efusão, quisto poplíteo, osteoartrose com alargamento ósseo e osteófitos, entre outros.
Rotação: normal 5–10°.

A

.

25
Q

Função motora e força:
Quadricípite: com a paciente em decúbito dorsal com as pernas fletidas a 45º, peça-lhe para fazer extensão da perna enquanto o examinador força a flexão (mobilidade resistida). A incapacidade total de fazer extensão resistida sugere rutura de tendão, fratura da patela, artrose avançada ou efusão tensa do joelho. A diminuição da força ao fazer mobilização resistida acontece nas ruturas parciais de tendões, atrofia do quadricípite, síndrome de dor patelofemoral ou osteoartrose. A lesão do nervo ciático ou das raízes de L2-L4 pode causar graus variáveis de fraqueza dos quadricípites.
Isquiotibiais: com a paciente na mesma posição peça-lhe que faça flexão da perna contra resistência da sua mão. Há diminuição da força na recuperação de rutura destes músculos, na radiculopatia lombar, artrose da anca ou disfunção da articulação sacroilíaca.

A

.

26
Q

Estabilidade dos ligamentos laterais

Teste de stress valgo: testa a integridade do LCI. Com a paciente em decúbito dorsal e joelho fletido entre 0 e 30°, estabilize o joelho colocando a sua mão na face lateral. Com a outra mão, segure a parte distal da perna e aplique um movimento de abdução (em
valgo). A história de trauma com dor no LCI e aumento da interlinha articular sugerem rutura do LCI. Dor sem aumento da interlinha articular sugere estiramento do LCI, sem rutura.

Teste de stress varo: testa a integridade do LCE. É executado simetricamente ao anterior. Da mesma forma, a história de trauma com
dor no LCE e aumento da interlinha articular sugere rutura do LCE. Dor sem aumento da interlinha articular sugere estiramento do LCE, sem rutura.

A

.

27
Q

Teste para lesão do LCP:

A

Teste da gaveta posterior: com a paciente em decúbito dorsal e joelho fletido a 90º, imobilize o pé da paciente, sentando-se em cima dele. Segure com ambas as mãos a parte proximal da tíbia. Aplique uma força súbita para posterior. Se a tíbia tiver uma translação superior à contralateral sugere rutura parcial ou completa do LCP.

28
Q

Testes para lesão do LCA:

A

Teste de Lachman: com a paciente em decúbito dorsal, com o joelho fletido a 30º, fixe a face lateral do fémur com uma mão e, com a outra, faça uma ligeira rotação externa da tíbia. Depois, faça uma translação anterior da tíbia. O teste é positivo se a translação da tíbia lesionada for maior que a contralateral.

Teste da gaveta anterior: executado da mesma forma que o teste da gaveta posterior, exceto que a força se aplica para anterior. Na presença de uma lesão do LCA, haverá uma translação aumentada da tíbia. Pode surgir um falso positivo na presença de rutura parcial ou completa do LCP. Nessa situação, o teste de Lachman será negativo. Por esta razão devem-se realizar os testes para lesão do LCP antes dos do LCA.

29
Q

Testes para lesão do menisco

A

Teste de Thessaly: com a paciente em pé, fixa no chão apenas o pé do MI afetado. O examinador apoia a paciente, segurando-a nos braços e girando o seu tronco 3 vezes para interno e externo, sempre com o pé imóvel no chão. O teste é positivo quando a paciente sente dor ou bloqueio na linha articular.

Teste de McMurray: com a paciente em decúbito dorsal e joelho fletido a 90°, fixe o joelho com uma mão e com a outra execute movimentos de rotação interna e externa, intercalando com extensão. O teste é positivo se se ouvir ou sentir um clique.

30
Q

síndrome de dor patelofemoral

A

a dor é de instalação gradual, não apresenta edema, agravada pela atividade e aliviada com repouso. Habitualmente não há história de traumatismo. É comum entre os 50 e os 70 anos, em pessoas com artrose da articulação patelofemoral. A doente não descreve dor na patela ou atrás dela, não tem história de fazer corrida ou ciclismo e não tem dor à compressão e movimentação lateral da rótula, pelo que não será a hipótese mais provável.

31
Q

Gonartrose

A

é um problema muito comum e de atingimento bilateral. São a favor desta hipótese o alargamento das estruturas ósseas, joelho varo com dor mais intensa no planalto medial (zona de maior pressão), agravamento da dor com flexão do joelho (subir ou descer escadas, agachamentos) ou levantar-se após ter estado sentada durante muito tempo.

32
Q

Diagnósticos frequentemente esquecidos:

Doença de deposição de pirofostato de cálcio do joelho (condrocalcinose)

A

é uma doença mais frequente nos idosos. A calcificação das superfícies articulares é sua manifestação radiográfica. É mais comum nos punhos, sínfise púbica e joelhos. Faz diagnóstico diferencial com gota que frequentemente dá primeiro podagra e depois pode envolver as restantes articulações de distal para proximal. A maioria dos casos são assintomáticos, mas pode-se apresentar com calor, rubor e edema. Por esta razão, não é uma hipótese muito provável.

Não parece ser uma dor referida da região lombar ou das ancas. Apesar das dores nos joelhos, essas queixas não parecem ter origem em patologia da coluna uma vez que não há sintomas de falta de força, parestesias, alterações da sensibilidade, ou outros sinais de alarme. O exame objectivo da coluna lombar e anca foi normal nesta doente pelo que esta hipótese diagnóstica é menos provável.

33
Q

Diagnósticos frequentemente esquecidos:

Osteonecrose espontânea

A

do joelho é mais comum após os 60 anos, sendo mais frequente em mulheres. Caracteriza-se por dor súbita dos joelhos, aguda e severa, com edema e rigidez muscular, e piora à noite. O atingimento bilateral é muito raro, pelo que não suspeitamos deste diagnóstico.

34
Q

Diagnósticos frequentemente esquecidos:

quisto de Baker

A

é uma herniação da bursa que está entre os gémeos. Na grande maioria das vezes é indolor. Quando há rutura do quisto, causa dores fortes atrás do joelho e pode ser confundido com TVP. Não parece ser uma hipótese provável.

35
Q

Diagnósticos frequentemente esquecidos:

rutura do menisco interno

A

é três vezes mais provável que o externo. São comuns em desportos de contacto ou em atividades que incluam aplicar um pé, firmemente, no chão enquanto o corpo faz rotação. Também pode ocorrer rutura degenerativa do menisco acima dos 50 anos após traumas mínimos. Resulta em dor, incapacidade de extensão, edema e restrição de flexão. A história e observação não fazem suspeitar desta lesão.

36
Q

Pacientes com mais de 40 anos com dor no joelho relacionada com o seu uso, rigidez matinal inferior a 1h e ≥ 1 sinal típico à observação (crepitação, restrição de movimento, alargamento ósseo) podem ser diagnosticados clinicamente com osteoartrose do joelho.

A

.