2. Síndrome ictérica - colestase Flashcards Preview

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Flashcards in 2. Síndrome ictérica - colestase Deck (53):
1

Aumento de BD: quando suspeitar de colestase?

FA/GGT > 4x
TGO/TGP "tocadas"

2

Quais as três exceções para as características laboratoriais de lesão hepatocelular e colestase?

- Coledocolitíase: pode haver elevação inicial de TGO/TGP
- Hepatite A colestática
- Hepatite medicamentosa colestática

3

Colestase: quais condições pensar?

- Litíase
- Neoplasias periampulares
- Doença autoimune e outras

4

Cálculos biliares: tipos, local de origem, constituição e prevalência?

- Cálculo amarelo (vesícula biliar, colesterol) - 80%
- Cálculo preto (vesícula biliar, bilirrubinato de cálcio) - 15%
- Cálculo castanho (vias biliares, bilirrubinato de cálcio) - 5%

5

Cálculo amarelo: fatores de risco?

Colesterol > sais biliares

Aumento de colesterol:
- Obesidade
- Estrogênio: sexo feminino e anticoncepcionais orais
- Clofibrato
- NPT
- Drogas (ceftriaxone, octreotide)
- Gestação

Diminuição de sais biliares:
- Doenças ileais (Crohn, ressecção)

6

Cálculo preto: fatores de risco?

Elevação de BI na bile (precipita por ser insolúvel)
- Hemólise crônica
- Cirrose
- Doenças ileais

7

Cálculo castanho: fatores de risco?

Conversão de BD em BI por bactérias nas vias biliares. Aumento na concentração de bactérias por:
- Obstrução (estenose, cisto, neoplasia)
- Parasitismo (Chlonorchis sinensis)

8

Estrutura das vias biliares?

Hepático D e E, hepático comum, cístico, colédoco, pancreático principal (Wirsung), ampola de Vater (esfíncter de Oddi)

9

Colelitíase: sintomas?

80% assintomático
20%: dor em HCD, associada à alimentação, <6h. Pode irradiar para a escápula D.

10

Colelitíase: CVL indicada quando em paciente assintomático?

- Cálculo > 2,5-3cm
- Anemia hemolítica
- Pólipos
- Vesícula em porcelana (calcificação parietal)

11

Colelitíase: tratamento clínico e quando pode ser feito?

Ácido ursodesoxicólico (Ursacol) - sal biliar sintético com alta taxa de recidiva. Indicado somente se cálculo de colesterol e < 1cm.

12

Colecistite: sintomas?

Dor em HCD > 6h, Murphy positivo, sinais de infecção (febre baixa-moderada, leucocitose). Náuseas e vômitos podem estar presentes.
Icterícia leve pode ocorrer como resultado de inflamação do colédoco adjacente...

13

Colecistite: alterações no USG?

- Parede > 3mm (no Med fala 4mm)
- Coleção pericolecística (vista como um halo hipoecoico ao redor da vesícula)
- Dilatação da vesícula
- Cálculo impactado
- Sinal de Murphy sonográfico

14

Colecistite: exame padrão-ouro para o diagnóstico?

Cintilografia biliar (ausência de contraste nas vias biliares)

15

Colecistite: tratamento? E em casos graves (sem condição cirúrgica)?

- Antibioticoterapia (Unasyn 3g EV 8/8h no HU)
- CVL precoce (até 72h!). Deve ser feito também na gestação.
Em casos graves: colecistostomia percutânea

16

Colecistite: complicações?

- Empiema de vesícula
- Gangrena e perfuração (bloqueada, livre e com formação de fístula - íleo biliar)

17

Íleo biliar: o que aparece no exame de imagem?

Aerobilia/pneumobilia (ar presente nas vias biliares)

18

Síndrome de Mirizzi: definição, diagnóstico e tratamento?

Obstrução do ducto hepático comum por cálculo impactado no infundíbulo ou ducto cístico. Colestase. USG de abdome mostra dilatação das vias biliares acima do ducto cístico. Colecistectomia (de preferência aberta).

19

Colecistite enfisematosa: definição, diagnóstico e tratamento?

Colecistite causada pelo Clostridium perfrigens, bactéria anaeróbia produtora de gás. RX de abdome mostra ar no interior e na parede da vesícula. Mais comum em homens diabéticos. Colecistectomia.

20

Coledocolitíase: sintomas?

Icterícia intermitente, vesícula não-palpável. Pode haver dor abdominal.

21

Coledocolitíase: quais os exames iniciais?

USG de abdome, hepatograma (bilirrubinas, FA, GGT, TGO e TGP).

22

Coledocolitíase: critérios de risco alto e conduta?

- USG: cálculo no colédoco
- BT > 4
CPRE

23

Coledocolitíase: critérios de risco moderado e conduta?

- USG: colédoco dilatado ( > 6mm)
- BT 1,8 - 4
- Outro lab anormal
- Idade > 55 anos
Se o paciente vai realizar colecistectomia: colangiografia intraoperatória. Senão colangioRM ou USG endoscópico.

24

Coledocolitíase: critérios de risco baixo e conduta?

- Nenhum dos itens anteriores
Realizar somente colecistectomia

25

Coledocolitíase: quais as três opções de tratamento e indicações?

- CPRE (antes ou após colecistectomia)
- Exploração cirúrgica (se descoberta durante a colecistectomia)
- Derivação bileo-digestiva (colédoco > 2cm, > 6 cálculos no seu interior, cálculos intra-hepáticos residuais ou coledocolitíase primária).

26

Colangite não grave: critérios?

Tríade de Charcot: febre com calafrios + icterícia + dor abdominal

27

Colangite não grave: conduta?

ATB e drenagem biliar eletiva

28

Colangite grave: critérios?

Pêntade de Reynolds: febre com calafrios + icterícia + dor abdominal + hipotensão + redução do nível de consciência (sinais de sepse)

29

Colangite grave: conduta?

ATB e drenagem biliar imediata

30

Colangite: quais os tipos de drenagem biliar e indicação?

- Drenagem biliar por CPRE: obstrução baixa (colocação de dreno de Kehr é uma opção, caso não esteja disponível).
- Drenagem transhepática percutânea: obstrução alta

31

Tumores periampulares: sintomas? Quais exames de imagem pedir e quais as alterações?

Icterícia progressiva + vesícula de Courvoisier + emagrecimento. USG mostra dilatação das vias biliares sem presença de litíase, indicando neoplasia periampular, sendo a TC o exame a seguir.

32

Tumores periampulares: quais são?

- Carcinoma de ampola de Vater
- Carcinoma de duodeno
- Carcinoma de cabeça de pâncreas
- Colangiocarcinoma

33

Carcinoma de ampola de Vater: características específicas e diagnóstico diferencial?

Icterícia intermitente por necrose ocasional do tumor, com melena. Diagnóstico diferencial com coledocolitíase.

34

Carcinoma de cabeça de pâncreas: exame de acompanhamento? Fator de risco? Tratamento paliativo?

CA 19.9. Tabagismo é um fator de risco.
Nos pacientes paliativos (80%) deve ser feito CPRE com colocação de endoprótese (stent) se não houver condição cirúrgica. Se houver deve ser feito coledocojejunostomia (para diminuir a icterícia) e/ou gastrojejunostomia (para diminuir a obstrução duodenal).

35

Tumor de Klatskin: definição, frequência e características específicas?

Colangiocarcinoma perihilar, localizado normalmente na confluência dos ductos hepáticos. Representa 75% dos colangiocarcinomas. Vesícula é murcha, não sendo palpável, com dilatação da via biliar intra-hepática.

36

Tumores periampulares: complicação?

Colangite (pela obstrução)

37

Colangite esclerosante primária: local e padrão?

Grandes vias biliares com padrão em "conta de rosário"

38

Colangite esclerosante primária: sintomas?

Icterícia colestática + prurido + fadiga

39

Colangite esclerosante primária: doença associada?

RCUI

40

Colangite esclerosante primária: diagnóstico?

p-ANCA

41

Colangite esclerosante primária: complicações?

Cirrose e colangiocarcinoma

42

Colangite biliar primária: local?

Espaço porta (sem dilatação de vias intra e extra-hepáticas)

43

Colangite biliar primária: sintomas?

Icterícia colestática + prurido + fadiga. Prurido normalmente se destaca e é o sintoma inicial. Pode haver xantelasmas e hiperpigmentação da pele.

44

Colangite biliar primária: doenças associadas?

Doenças autoimunes (AR, LES, Hashimoto...). FAN+

45

Colangite biliar primária: diagnóstico?

Anticorpo anti-mitocôndria

46

Colangite biliar primária: tratamento?

Ácido ursodesoxicólico e transplante hepático se cirrose.

47

CEP e CBP: tratamento sintomático para colestase?

Colestiramina (inibe reabsorção de sais biliares) para prurido. Reposição de vitamina vitamina D e K para evitar dor óssea e TAP alargado (absorção de ADEK prejudicada)

48

CEP e CBP: prognóstico?

CEP: ruim, sem terapia medicamentosa efetiva. CBP: bom se resposta ao ácido ursodesoxicólico (2/3 dos pacientes).

49

Síndrome de Caroli: definição, classificação e complicações?

Cisto de colédoco congênito. Classificação de Todani. Fator de risco para cirrose e colangiocarcinoma.

50

Adenocarcinoma de vesícula biliar: fatores de risco? Sintomas?

Colelitíase, vesícula em porcelana, pólipo adenomatoso, cisto de colédoco, CEP, obesidade e infecção por Salmonella typhi. Normalmente assintomática até estágios avançados. A dor biliar episódica é o sintomas mais comum.

51

Colecistite acalculosa: fatores de risco?

Fatores de risco (causam estase com lesão isquêmica): pacientes graves - idosos e pacientes de UTI, NPT, politrauma, grande queimado, instabilidade hemodinâmica prolongada. Na comunidade o maior fator de risco é imunossupressão.

52

Colecistite acalculosa: diagnóstico?

USG abdominal - mesmas alterações da calculosa, mas sem os cálculos.

53

Colecistite acalculosa: tratamento?

Colecistectomia aberta.