Nefro V Flashcards

1
Q

Homem de 36 anos da entrada no PA queixando dor intensa em flanco E irradiando para bolsa escrotal, intermitente, em cólica, associada à urina amarronzada. HP de cálculo renal.

  1. HD, composição e etiologia + provável
  2. Exame padrão-ouro e achado
  3. Como é feita analgesia?
A
  1. Nefrolitíase - Sais de cálcio (oxalato > fosfato) - Hipercalciúria idiopática
  2. TC sem contraste - imagem hiperdensa em topografia ureteral +/- dilatação da pelve
  3. AINEs +/- opióides
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2
Q

Paciente apresentando dor lombar com irradiação suprapúbica foi submetido à propedêutica que evidenciou litíase renal.
Como abordar o cálculo?

A

< 0,7-1,0 cm: terapia médica expulsiva = tansulosina (alfa-bloqueador) ou nifedipino

> 1,0 cm: uro:

(1) LECO - Proximal e <2cm
(2) Nefrolitotomia percutânea - Proximal e >2cm
(3) Ureteroscopia - médio (flexível) e distal (rígida)

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3
Q

Mulher, 26 anos, história de ITU de repetição, é internada com queixa de dor lombar em cólica com irradiação para os grandes lábios associada à disúria, polaciúria e febre. Giordano positivo. EAS: urina alcalina; piúria e hematúria não dismórfica; UR com crescimento de Proteus >100.000 U/C.

  1. HDs, composição e etiologia + provável
  2. Conduta imediata
  3. Após tratamento da infecção, como deve ser a abordagem urológica?
A
    • Nefrolitíase complicada com pielonefrite
      - Estruvita (fosfato de amônio magnesiano)
      - ITU de repetição pelo Proteus (urease –> amônia –> básico –> nucleação de cristais –> cálculo)
  1. DESOBSTRUIR: duplo J (stent ureteral) ou nefrostomia percutânea
  2. Se coraliforme: LECO + nefrolitotomia percutânea
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4
Q

No caso de nefrolitíase associada à ITU ou a anúria, qual a primeira conduta?

A

DESOBSTRUIR: duplo J ou nefrostomia percutânea

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5
Q

Homem, 55 anos, com síndrome metabólica, queixa dor lombar com irradiação para bolsa escrotal. Radiografia de abdome não evidenciou cálculos. Exames: hiperuricemia e uricosúria.

  1. HD, composição e etiologia + provável
  2. Como previnir?
A
  1. Nefrolitíase - Ácido úrico - Alta uricosúria (urina ácida)
  2. Água: 2,5L/d +
    (1) Dieta: reduzir carne vermelha (miolos, coração), outras carnes, cerveja… +/-
    (2) Citrato de potássio (alcalinizar urina) +/-
    (3) Alopurinol
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6
Q

Quais os 3 principais pontos de impactação de cálculo no ureter?

A

Junção ureteropélvica
Cruzamento com vasos ilíacos
Junção ureterovesical

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7
Q

Quando realizar USG na investigação de litíase renal?

A

Gestante ou indisponibilidade de TC

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8
Q

Quais as 2 C.I da LECO?

A

Gestante e aneurisma de aorta

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9
Q

Na prevenção dos cálculos urinários, além da ingesta de água, o que fazer/ não fazer se:

  1. Cálculos de sais de cálcio
  2. Cálculos de estruvita
A
  1. Restringir proteína (menos H+ e menos desmineralização óssea) e sódio (reabsorve + Ca++ no TCD) +/- Tiazídico

NÃO restringir cálcio

  1. ATB +/- Ácido aceto-hidroxâmico (reduz urease –> acidifica –> inibe cálculo)
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10
Q

Em relação à HPB:

a. 2 principais FRs
b. Etiopatogenia
c. Fisiopatologia

A

a. idade + HF precoce
b. aumenta estrogênio livre > + expressão de R de DHT > + fat. crescimento (céls do estroma) e glds > crescimento da zona de transição

c. ZT abraça uretra > obstrução mecânica
SNA simpático + contração (recept. alfa-1-adrenérgico) de fibras musculares do estroma prostático > obstrução dinâmica
Sobrecarga de pressão vesical > hipertrofia do detrusor > diminui complacência e capacidade

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11
Q

Em que se consiste a síndrome do prostatismo?

Qual instrumento usado para avaliar gravidade dos sintomas e qual seu impacto no tto?

A

(1) Sintomas obstrutivos: hesitância; jato fraco/afilado/intermitente com gotejamento terminal/pós-miccional; esvaziamento incompleto
(2) Sintomas irritativos: urgência; incontinência; polaciúria; noctúria

IPSS: <8 (leve) –> acompanhamento anual // >=8 (mod/grave) –> tto farmacológico > cirúrgico

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12
Q

Cite 5 complicações da HPB

A

(1) Retenção urinária aguda
(2) Infecção urinária e protatite
(3) Falência do detrusor –> aumenta volume residual –> dilatação TU à montante; divertículos vesicais; litíase vesical
(4) IR aguda ou crônica (nefropatia obstrutiva)
(5) Hematúria macro/micro

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13
Q

Paciente de 68 anos relata que há alguns meses vem presentando aumento da frequência urinária e noctúria, jato urinário mais fraco, com gotejamento final e sensação de esvaziamento vesical incompleto. Toque retal: próstata aumentada, fibroelástica, com sulco interlobular preservado.
A. HD
b. Exames complementares
c. Indicações de USG, cistoscopia e estudo urodinâmico

A

a. HPB
b. EAS + Ur e Cr + PSA
c. - USG: elevação de Cr, suspeita de litíase vesical, hematúria ou pré-op (transretal - estimar peso)
- Cistoscopia: sint. obstrutivo com próstata normal (estenose de uretra) ou hematúria macro (ca de bexiga)
- Estudo urodinâmico: suspeita de distúrbio neurológico ou persistência de sintomas após intervenção

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14
Q

Em relação ao tratamento da HPB:

a. opções farmacológicas e E.C
b. indicações de cirurgia

A

a. alfa-bloqueador (reduz tônus): tansulosina (alfa-1-seletivo) ou doxazosina // E.C: hipotensão postural; tontura; cefaleia.. +/-
Inibidor 5-alfa-redutase (reduz volume): finasterida // EC: disfunção sexual; 4-6 meses para efeito;

*Anticolinérgico (p/ sintomas graves de armazenamento)

b. Ausência de resposta OU complicações:
Retenção urinária aguda refratária ou recidivante;
ITU de repetição;
Hematúria macro persistente;
Litíase vesical;
Insuficiência renal;
Divertículos vesicais grandes;

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15
Q

Em relação à abordagem cirúrgica da HPB:

a. indicações de ATB, profilaxia TVP e anestesia
b. opções cirúrgicas, indicação e complicações

A

a. - Cefalosporina ou quinolona se cultura + ou cultura - com FR (instrumentação; HP epididimite/prostatite; calculose; comorbidades de risco)
- Heparina baixo peso + deambulação precoce
- Raqui ou peridural

b. (1) RTUP
- Padrão
- Síndrome de intoxicação hídrica (hipervolemia e hiponatremia aguda); incontinência; disfunção erétil; aspermia e ejaculação retrógrada;

(2) Prostatectomia subtotal aberta
- Anquilose do quadril, estenose de uretra; afecções vesicais associadas; volume prost. >= 80g;
- Sangramento excessivo

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16
Q

Em relação ao Ca de próstata:

  1. Tipo histológico + comum
  2. FRs
  3. 3 variáveis que NÃO são FR
  4. Localização
A
  1. Adenocarcinoma
  2. Idade avançada; negros;
    HF (princ. <55 anos); Mutação de BRCA1 e 2;
    Dieta (carne vermelha e lipídeos); obesidade
  3. HPB; tabagismo; etilismo
  4. Zona periférica
17
Q

Quais as recomendações quanto ao rastreamento de Ca de próstata (realizar, momento, método)?

Quando fazer bx?

A
  • Decisão compartilhada (MS diz NÃO; Soc. de uro diz SIM)
  • Momento: 50-75 anos ou 45 se FR+
  • Método: toque retal + PSA (anual ou bianual)
  • Bx guiada por US transretal se toque alterado (nódulo, induração ou assimetria) e/OU PSA >=4 ng/mL (>=2,5 se <60a)
18
Q

Como estadiar o Ca de próstata?

A

(1) TNM:
- T e N: RM com sonda endorretal
- M: cintilografia óssea (se gleason >=8; PSA >20; T3-4; ou sintomas ósseos);

(2) Escore de Gleason: 1 (bem diferenciado) à 5 (indiferenciado) > Soma os 2 padrões principais
- >=8: indiferenciado (alto risco)

(3) PSA: quanto >, pior (<10; 10-20; >20)

19
Q

Em relação aos principais locais de disseminação do adenocarcinoma de próstata, cite

a. local
b. linfática
c. hematogênica

A

a. vesículas seminais e base da bexiga
b. linfonodos obturadores > para-aórticos
c. esqueleto axial e ossos longos (metástases osteoblásticas - brancas)

20
Q

Em relação ao tratamento do Ca de próstata:

a. abordagem da doença localizada (estágios I e II)
b. abordagem da doença metastática (estágios III e IV)
c. acompanhamento

A

a. - Vigilância ativa (exame clínico + PSA regular): expectativa de vida <10a; PSA<10 ng/mL; Gleason<4-6
- Prostatectomia radical (retira próstata e vesículas seminais) +/- linfadectomia pélvia (T3-4; PSA>10; Gleason >=8) +/- Radio após 6sem (margens acometidas)
- Radioterapia (se alto risco cirúrgico)

b. Terapia de deprivação androgênica (castração cirúrgica ou química):
- Orquietomia bilateral (padrão-ouro) ou agonista GnRH (gaserelina..)

  • Pctes resistentes à castração: bloqueadores do R de androgênio ou QT (docetaxel)
    c. PSA seriado (se voltar a subir > recidiva)
21
Q

Paciente 70 anos, tabagista, com hematúria macroscópica de início há alguns meses (não dismórficas) indolor evoluindo com polaciúria e disúria nas últimas semanas. Foi submetido à USG vias urinárias que mostrou massa sólida vesical.

a. HD
b. 2 exames diagnósticos
c. Principal fator prognóstico
d. Exames de estadiamento
e. Tto

A

a. Ca de bexiga - carcinoma de células transicionais (95%)
b. Cistoscopia com bx e citologia urinária (+ com cistoscopia neg –> investigar pelve e ureter)
c. Invasão da muscular própria (m. detrusor)
d. TC ou RM de abdome e pelve + Rx tórax

e. - Tumores papilares superficiais: RTU via cistoscopia +/- injeção local de QT (BCG)
- T2 e T3: QT neoadjuvante + cistectomia radical com confecção de neobexiga
- Doença metastática: poliquimioterapia

22
Q

Homem, 65 anos, tabagista e obeso, foi admitido com dor e massa palpável indolor, que se move com a respiração em flanco E. Relata perda de peso e picos febris intermitente nos últimos meses. PA: 160X80 mmHg (Nega HP).
Exames complementares: hematúria não dismórfica; anemia normo normo; hipercalcemia.
1. HD
2. Complicações tromboembólicas
3. Exames complementares
4. Tto

A
  1. Carcinoma de células renais
  2. Varicocele (veia gonadal ou veia renal E); edema de MMII (veia cava inferior); síndrome de Budd-Chiari (veias supra-hepáticas)
  3. EAS + citologia urinária
    TC abdome e pelve contrastada + Rx tórax
  4. Nefrectomia radical +/- Imunoterapia
    - Exceção: T4 ou M1 > paliação
23
Q

Como é feita a investigação de hematúria não glomerular?

A

Paciente >40 anos (princ. com HF/tabagismo):

  • URO-TC (ou USG + Urografia excretora);
  • Ausência de litíase/ITU e lesões renais à TC: Cistocospia

<40 anos: USG

24
Q

Quais características de malignidade de uma lesão renal?

A
  • Lesão sólida OU
  • Lesão cística com um dos achados:
    > Paredes espessas e irregulares;
    > Septação;
    > Massa multiloculada;
    > Captação de contraste;
    > Calcificações espessas