BLS Flashcards

1
Q

Qual é o meu objetivo no BLS?

A

É eu identificar o paciente MORTO e aproveitar uma pequena janela de oportunidade em que a RCP ainda é efetiva, objetivando o retorno da circulação espontânea para garantir a vida sem sequelas para esse paciente (principalmente as sequelas neurológicas).

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2
Q

Qual a primeira medida para o atendimento de um paciente?

A

Garantir a SEGURANÇA da cena, seja no atendimento pré-hospitalar, no atendimento da clínica ou intra-hospitalar.

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3
Q

Quais os tipos de segurança da cena devem ser realizados?

A

Pensar no que causou aquele acidente pois isso pode me fazer uma vítima também -> acidente automobilístico? inalação de gases? choque elétrico? estou em perigo? A era COVID ressaltou a importância da BIOSSEGURANÇA, que deve estar presenta em TODOS os locais de atendimento. O último aspecto da segurança é a EXPERTISE: eu preciso ser expert para identificar esse paciente na janela de oportunidade para realizar uma RCP de QUALIDADE.

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4
Q

Qual a maior dúvida do socorrista que chega à cena?

A

Se o paciente está vivo ou morto.

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5
Q

Por que é tão importante saber se o paciente está vivo ou morto?

A

Pois isso vai alterar minha sequência de ações.

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6
Q

Qual outra pergunta deve ser levantada caso o paciente esteja vivo?

A

Se ele está grave ou não.

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7
Q

Qual a importância de eu saber se o paciente vivo está grave?

A

Se ele está grave, ele corre risco de morte e eu preciso atuar rapidamente no ABCDE (ou chamar o atendimento PH) para evitar que ele evolua para a morte.

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8
Q

Como se inicia um atendimento qualquer?

A

Inicia-se pela IMPRESSÃO INICIAL.

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9
Q

O que é a impressão inicial?

A

É o primeiro momento que eu encontro a cena ou o paciente. É aquela avaliação que eu gasto menos de 1 segundo para fazer -> o que eu vejo e ouço no 1° contato com o paciente. É feita através da VISÃO e AUDIÇÃO.

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10
Q

Qual a importância da impressão inicial?

A

É suficiente para me trazer a IMPRESSÃO se o paciente está morto, vivo grave ou vivo ok.

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11
Q

Quais critérios são analisados na impressão inicial?

A

Nível de consciência, cor e respiração.

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12
Q

Como avaliar, na impressão inicial, o nível de consciência?

A

Olhos (cerrados, abertos ou semiabertos com pupilas dilatadas?), postura, tônus.

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13
Q

O que o paciente inconsciente deve me despertar?

A

Deve me despertar que ele está MORTO ou GRAVE.

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14
Q

Como avaliar, na impressão inicial, a cor?

A

Avaliar a coloração (corado, pálido ou cianótico) e a perfusão (TEC). Se ele está corado, há perfusão e provavelmente o cérebro está recebendo sangue. Se está pálido, POSSIVELMENTE não há perfusão (obstrução, hipovolemia, choque cardiogênico). Se está cianótico, já houve palidez e transição para carboxihemoglobina.

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15
Q

Qual a relevância do paciente estar pálido ou cianótico?

A

Ou ele está GRAVE ou MORTO. Ele pode apresentar essas características por situações não graves, mas eu DEVO PENSAR QUE ELE PODE ESTAR GRAVE -> TER ISSO EM MENTE.

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16
Q

Como avaliar, na impressão inicial, a respiração?

A

Movimento da caixa torácica, esforço respiratório (tiragem, head bobbing, musculatura acessória, guincho, …), ouvir o gasping (arfagens -> não é respiração).

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17
Q

Qual a importância do esforço respiratório?

A

Esse paciente ESTÁ POTENCIALMENTE GRAVE.

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18
Q

O que eu posso ouvir na impressão inicial?

A

Qualquer som que o paciente emita, a forma como ele fala, tentar emitir sons e não conseguir (possivelmente obstrução de VAS), sons de esforço respiratório, não emite nenhum som (pode estar MORTO).

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19
Q

O que eu decido com essa impressão inicial?

A

A possibilidade de ele estar morto, vivo grave ou vivo ok, guiando minhas decisões seguintes.

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20
Q

Quais os achados na impressão inicial do paciente grave? Qual a conduta?

A

Nível de consciência: inconsciente ou consciente. Cor: corado, pálido ou cianótico. Respiração: normalmente, não respira ou respira com dificuldade. Ou seja, ele pode apresentar um amplo espectro de sinais -> ABCDE + chamado do PH.

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21
Q

Quando eu suspeito que o paciente está morto?

A

Quando ele está nitidamente inconsciente, ou seja, postura inadequada, olhos e sons que denunciam inconsciência -> POSSIVELMENTE INCONSCIENTE.

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22
Q

Como eu confirmo se o paciente realmente está inconsciente?

A

Através de um estímulo tátil e verbal -> tocar o paciente VIGOROSAMENTE e chamá-lo (se < 1a, tocá-lo nos pés). Se o paciente emitir sons ou se movimentar, ele respondeu ao estímulo e está consciênte. Se ele não responder, está inconsciente.

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23
Q

Qual a importância de o paciente estar inconsciente?

A

TODO PACIENTE INCONSCIENTE É GRAVE, pois ou ele está VIVO GRAVE ou MORTO.

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24
Q

Após identificar que o paciente está insconsciente (estímulo tátil e verbal), qual meu próximo passo?

A

Devo avaliar a idade desse paciente: se for um adulto, devo chamar ajuda (eu NÃO CONSIGO atender esse paciente sozinho). Se for uma criança, EU SOU A AJUDA.

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25
Q

Qual a principal causa de PCR no adulto? Qual a principal forma de reverter?

A

Arritmia (fibrilação ventricular) por IAM -> a principal forma de reverter é através do desfibrilador -> cardioversão elétrica. Ou seja, A PRIMEIRA COISA A FAZER É PEDIR AJUDA, POIS EU NÃO TENHO UM DESFIBRILADOR NO BOLSO.

26
Q

Qual a principal causa de PCR na criança?

A

A etiologia é diferente do adulto, sendo respiratória a principal (asfixia). EU DEVO SER A AJUDA. A principal ajuda é o boca a boca nesse caso, pois a principal causa é a respiratória.

27
Q

Como ver se o paciente está vivo ou morto após eu já ter identificado que ele está inconsciente?

A

Não é a consciência que vai me dizer isso, mas sim o PULSO E A RESPIRAÇÃO.

28
Q

Como avaliar o pulso e a respiração no paciente já identificado como insconciente?

A

Dedicar de 5-10 segundos para avaliar se há ou não movimento da caixa torácica dele e palpar os pulsos centrais (carotídeo, femoral ou braquial). Se passou 10 segundos e eu estou na dúvida -> assumir que ele NÃO tem pulso.

29
Q

Qual pulso eu devo palpar preferencialmente?

A

Devo palpar o carotídeo ou femoral em pacientes que não são bebês (pacientes que possuem pescoço). Quando < 1a, femoral ou braquial.

30
Q

O que significa o paciente inconsciênte e: ausência de pulso mas com respiração, ausência de respiração mas com pulso e ausência de respiração e de pulso? Qual a conduta em cada caso?

A

Parada cardíaca -> RCP. Parada respiratória -> ABC. PCR -> CAB: circulation, airways and breathing.

31
Q

Qual a assistência PH que deve ser prestada à criança pré-púbere em PCR?

A

30 compressões e 2 ventilações se estiver sozinho. Se houver 2 socorristas, é 15:2. Isso será feito por 2 minutos. Depois desses 2 minutos, eu saio de onde estou, deixo a criança e vou atrás de ajuda -> pois durante esses 2 minutos ela pode ter retorno da circulação espontânea.

32
Q

Qual a principal causa da PCR em criança quando: eu vi ela cair e quando eu não vi ela cair. No que isso implica?

A

Quando eu vi que caiu subitamente: é cardíaca. Quando eu não vi: é respiratória. Isso implica que, quando eu vi ela caindo subitamente, como a causa é principalmente a cardíaca, a cura disso é o choque, portando eu DEVO BUSCAR AJUDA. Já quando eu não vi, a etiologia mais comum é a respiratória, portanto eu sou a ajuda: 30:2 por 2 minutos e depois buscar ajuda.

33
Q

Qual a primeira manobra de RCP?

A

É a massagem cardíaca externa (MCE). Lembrando que ela cansa MUITO -> deve trocar a pessoa a cada 2 minutos (se hovuer mais pessoas).

34
Q

Qual a técnica de MCE para: bebê, criança e adultos?

A

Crianças e adultos: bem parecido, só varia com quantas mãos eu vou usar para a criança. < 1a: 2 polegares. Deve haver compressão de cerca de 1/3 do diâmetro AP do tórax.

35
Q

Qual o intervalo de compressões por minuto da MCE?

A

100-120 cpm.

36
Q

Quando eu vou interromper a MCE para fazer ventilação?

A

Criança ou adultos -> 30:2. Em crianças, se houverem 2 socorristas: 15:2.

37
Q

Como no atendimento à PCR a ordem a ser seguida é CAB, como eu abordo a via aérea?

A

Devo posicionar a cabeça da pessoa e aspirar (cânula oro-faríngea -> gedel). Eu NÃO VOU INTUBAR. Através da extensão da cabeça, elevação do queixo (chin lift) e jaw thrust (tração da mandíbula).

38
Q

Por que não intubar o paciente em PCR?

A

Porque NÃO É A PRIORIDADE -> a prioridade é assegurar a via aérea.

39
Q

Como no atendimento à PCR a ordem a ser seguida é CAB, como eu abordo a respiração?

A

Eu uso a ventilação com pressão positiva (VPP) = unidade ventilatória (AMBU) + máscara (quando houverem 2 socorristas). Se houver apenas 1 socorrista, a ventilação é boca a boca. A recomendação é O2 a 100% e visar manter SaO2 ≥ 94%.

40
Q

Qual a ordem de MCE/VPP?

A

30:2 para adultos ou crianças pós-púberes e pré-púberes quando sou o único socorrista. 15:2 somente quando houver 2 socorristas.

41
Q

Qual a minha primeira prioridade em paciente com RCP em curso?

A

Se ele precisa ou não de choque -> como saber isso? Analisando o ritmo: monitor (pode ser substituído por um DEA) para ver se o ritmo é chocável ou não. Deve ser analisado a cada 2 minutos.

42
Q

Para que é feito o DEA?

A

O DEA é feito para LEIGOS.

43
Q

Quais os sinais claros de RCE (retorno da circulação espontânea)? Quando a conduta então?

A

Pulso presente, PA presente ou onda de PA no monitor intra-arterial. Devo, então, parar a RCP e posicionar esse pcte em decúbito lateral.

44
Q

O que o DEA identifica?

A

Identifica se o ritmo é chocável (fibrilação ventricular, taquicardia ventricular sem pulso) ou não (assistolia e atividade elétrica sem pulso - AESP).

45
Q

Qual a carga elétrica usada em rítmos chocáveis?

A

2 J/kg, podendo posteriormente realizar 4 J/kg.

46
Q

Qual a localização das pás do desfibrilador?

A

Uma na porção superior direita do tórax e outra no ápice cardíaco (inferior esquerdo do tórax).

47
Q

Como deve ser a sequência de ventilações e compressões após estabelecimento de uma VA definitiva (IOT)?

A

Compressões contínuas e 1 ventilação a cada 6 segundos (10 ventilações/minuto).

48
Q

Caso após o primeiro choque e os 2 minutos de compressão/ventilação o paciente ainda não tenha voltado, qual minha conduta?

A

Avaliar novamente se o ritmo é ou não chocável. Se for chocável, realizar um novo choque de 4 J/kg.

49
Q

Qual a conduta após o 2° choque no paciente com ritmo chocável em PCR?

A

Após o 2° choque, reinicia-se o CAB por 2 minutos e administra-se epinefrina a cada 3-5 minutos, além de garantir uma VA avançada (IOT).

50
Q

Qual a conduta após realizar o 2° choque, reinciar o CAB por 2 minutos, adm epinefrina e realizar IOT?

A

Avaliar novamente se o ritmo é ou não chocável. Se for chocável, realizar um 3° choque no máximo de 10 J/kg, reiniciar CAB e iniciar AMIODARONA ou LIDOCAÍNA, além de tratar causas reversíveis.

51
Q

Após a identificação pelo desfibrilador que o ritmo não é chocável, qual a conduta?

A

Reiniciar o CAB por 2 minutos e JÁ adm epinefrina a cada 3-5 minutos e realizar IOT.

52
Q

Após a identificação de ritmo não chocável pelo desfibrilador e realização do CAB/epinefrina/IOT, qual minha conduta?

A

Avaliar novamente se o ritmo é ou não chocável. Se não for, reiniciar CAB e tratar causas reversíveis. Caso após 2 minutos o ritmo ainda não seja chocável, manter as mesmas condutas.

53
Q

Quais as causas reversíveis de RCP?

A

Mnemônico dos 5Hs 5Ts: Hipovolemia, Hipóxia, Hipoglicemia, Hipo/Hipercalemia, Hipotermia e H+ (acidose). PneumoTórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose pulmonar e Trombose coronariana.

54
Q

Como garantir que o TOT está bem posicionado (na traqueia)?

A

Observar expansão torácica bilateral e auscultar o MV (especialmente nas axilas), auscultar o estômago (sem som se TOT correto), capnografia, oximetria (não deve cair nos próximos minutos), laringoscopia e rx tórax.

55
Q

Qual o raciocínio se após a IOT o paciente apresentar deterioração clínica?

A

Lembrar do mnemônico DOPE: D: displacement - deslocamento do tubo. O: obstruction - obstrução por secreções ou hx. P: pneumothorax. E: equipment failure - tubo dobrou, extubação, tamanho inadequado.

56
Q

Qual o raciocínio caso, após instalar o desfibrilador, houver uma linha de base retificada?

A

Pode ser assistolia OU o protocolo CAGADA: CA - cabo; GA - ganho; DA - derivação. Portanto devo verificar se os cabos estão funcionantes, se o ganho do desfibrilador está adequado e se a derivação está correta.

57
Q

Quais medicações podem ser administradas pelo TOT (via endotraqueal)?

A

Algumas drogas lipossolúveis memorizadas pelo mnemônico ANEL: Atropina, Naloxone, Epinefrina e Lidocaína.

58
Q

Qual a dose de adrenalina usada na RCP?

A

Epinefrina diluída (1:10.000), obtida através da diluição de 1 mL de epinefrina 1:1.000 com 10 mL de SF. A dose é 0,1 mL/kg e pode ser repetida a cada 3-5 minutos.

59
Q

Qual a dose de amiodarona na RCP? E de lidocaína?

A

5 mg/kg EV ou IO. Lidocaína: 1 mg/kg EV ou IO.

60
Q

Algorítmo PCR pediátrica.

A