Cirurgia Vascular Flashcards

1
Q

Defina aneurisma

A

Dilatação vascular, localizada ou difusa, com diâmetro maior que 50% do diâmetro original do vaso

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
2
Q

Defina ectasia

A

Dilatação vascular com diâmetro menor que 50% do diâmetro original do vaso

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
3
Q

Aneurisma verdadeiro

A

Contém todas as camadas da parede arterial (íntima, média e adventícia)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
4
Q

Pseudoaneurisma

A

Hematoma pulsátil não contido por todas as camadas da parede arterial

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
5
Q

Causas possíveis de formação de aneurismas

A
  • Dissecação de aorta
  • Aterosclerose
  • Infecção
  • Vasculite
  • Trauma
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
6
Q

Representa a maioria dos aneurismas de aorta torácica descendente e abdominal?

A

Aneurisma degenerativo (aterosclerose)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
7
Q

Vaso mais frequentemente acometido pelos aneurismas degenerativos?

A

Aorta

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
8
Q

Ordem decrescente de acometimento dos aneurismas degenerativos?

A

Aorta > ilíacas > poplíteas > femorais > esplênica > hepática > mesentérica superior > pulmonar

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
9
Q

Qual o segmento aórtico mais afetado pelos aneurismas degenerativos?

A

Abdominal infrarrenal (80%)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
10
Q

4 tipos de aneurismas de aorta abdominal?

A

I (MAIS COMUM): aorta abdominal infrarrenal
II: Justarrenais
III: Pararrenais
IV: Toracoabdominais

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
11
Q

20% dos pacientes com AAA apresentam também aneurismas de?

A

Artérias ilíacas

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
12
Q

Aneurismas de ilíacas ocorrem 90% das vezes na ilíaca?

A

Comum

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
13
Q

Fatores de risco para AAA

A
  • Sexo masculino
  • Tabagismo
  • Idade avançada
  • Hipercolesterolemia
  • História familiar de aneurisma
  • Raça branca
  • HAS
  • DPOC
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
14
Q

Condição mais fortemente associada ao AAA?

A

Tabagismo (78% dos casos)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
15
Q

Tem sido considerado um fator PROTETOR contra o AAA?

A

DM

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
16
Q

Fatores de risco para EXPANSÃO e RUPTURA do AAA?

A
  • Sexo feminino
  • Tabagismo
  • VEF1 reduzido
  • Hipertensão
  • Transplante renal/cardíaco
  • Diâmetro de base aumentado
  • Rápido crescimento
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
17
Q

Risco de ruptura de aneurismas entre 4-5 cm?

A

0,5-5%

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
18
Q

Risco de ruptura de aneurismas entre 5-6 cm?

A

3-15%

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
19
Q

Risco de ruptura de aneurismas entre 6-7 cm?

A

10-20%

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
20
Q

Risco de ruptura de aneurismas entre 7-8 cm?

A

20-40%

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
21
Q

Risco de ruptura de aneurismas entre >8 cm?

A

30-50%

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
22
Q

Achado mais comum no exame físico de AAA?

A

Massa pulsátil e fusiforme acima da cicatriz umbilical

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
23
Q

Sintomas clínicos de AAA?

A
  • Isquemia de membros inferiores
  • Isquemia e cianose de pododáctilos (sd do dedo azul)
  • Dor abdominal vaga ou dor lombar
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
24
Q

USG de abdome é um bom exame para detectar AAA?

A

Sim!
95% de especificidade
100% de sensibilidade

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
25
Q

USG de abdome é um bom exame para detectar ruptura de AAA?

A

Não (50%)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
26
Q

Realizar triagem para AAA de que forma?

A

USG pelo menos uma vez em HOMENS entre 65-75 anos, que são ou foram tabagistas e/ou com história familiar positiva.

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
27
Q

Indicamos intervenção no AAA quando diâmetro maior ou igual a?

A

5,5 cm

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
28
Q

AAA entre 2,6-2,9 cm, realizar USG a cada?

A

5 anos

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
29
Q

AAA entre 3-3,4 cm, realizar USG a cada?

A

3 anos

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
30
Q

AAA entre 3,5-4,4 cm, realizar USG a cada?

A

12 meses

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
31
Q

AAA entre 4,4 e 5,4 cm, realizar USG a cada?

A

6 meses

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
32
Q

Qual é o método de imagem mais preciso para delinear a anatomia do aneurisma?

A

Angio-TC

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
33
Q

Manejo clínico do AAA

A
  • Acompanhamento periódico com USG
  • SUSPENDER O TABAGISMO!
  • Estatinas
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
34
Q

Principais indicações de intervenção no AAA?

A

(1) >5,5 cm
(2) Crescimento >0,5 cm em 6 meses ou >1 cm em 12 meses
(3) Presença de sintomas
(4) Complicações (embolização periférica/infecção do AAA)
(5) Configuração sacular

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
35
Q

AAA tem taxa de ruptura maior em homens ou mulheres?

A

Mulheres

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
36
Q

AAA é mais comum em homens ou mulheres?

A

Homens

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
37
Q

Tratamentos intervencionista para AAA?

A
  • Cirurgia aberta

- Terapia endovascular

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
38
Q

Principais complicações da cirurgia aberta de AAA?

A
  • IAM
  • IRA
  • Isquemia colônica transmural
  • Infecção
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
39
Q

Principais complicações da terapia endovascular para AAA?

A
  • Sangramento, hematoma, pseudoaneurisma no sítio de punção

- Embolizações distais para MMII

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
40
Q

A causa de falha mais comum do reparo endovascular é o?

A

Endoleak (20-30%)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
41
Q

Tríade da ruptura do aneurisma (1/3 dos pacientes)?

A

Massa abdominal pulsátil + dor abdominal + hipotensão

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
42
Q

USG é um bom exame para dx de aneurisma de a. ilíaca?

A

Não

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
43
Q

Indicação de intervenção cirúrgica em aneurisma de a. ilíaca solitário?

A

> 3cm

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
44
Q

Qual é o aneurisma periférico mais comum?

A

Poplíteo

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
45
Q

50% dos aneurismas poplíteos são?

A

Bilaterais

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
46
Q

70% dos aneurismas poplíteos são associados à aneurismas?

A

Aortoilíacos

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
47
Q

Dx de aneurisma poplíteo

A

Doppler arterial

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
48
Q

60% dos aneurismas femorais são?

A

Bilaterais

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
49
Q

90% dos aneurismas femorais são associados à aneurismas?

A

Aortoilíacos

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
50
Q

Aneurismas que devem ser tratados independentemente do tamanho?

A

Poplíteo e femoral

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
51
Q

Os aneurismas da aorta torácica se localizam habitualmente no segmento?

A

Descendente

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
52
Q

Aneurismas de aorta descendente são classificados em?

A

A) Distal à subclávia esquerda até o sexto espaço intercostal
B) Sexto espaço intercostal até acima do diafragma
C) toda a aorta descendente torárica

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
53
Q

A classificação de Crawford é usada para?

A

Aneurismas toracoabdominais

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
54
Q

Como é feita a classificação de Crawford?

A

Tipo I) início imediatamente após subclávia esquerda, indo até ACIMA das renais
Tipo II) Início imediatamente após a subclávia esquerda, indo até ABAIXO das renais
Tipo III) início no sexto espaço intercostal até ABAIXO das renais
Tipo IV) início no décimo segundo espaço intercostal até a bifurcação das ilíacas
Tipo V) início abaixo do sexto espaço intercostal até ACIMA das renais

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
55
Q

Possíveis sintomas de aneurisma torácico?

A
  • Dor torácica mal definida
  • Dispneia (compressão da árvore traqueobrônquica)
  • Tosse
  • Rouquidão (compressão laringeo recorrente)
  • Disfagia (compressão esofágica)
How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
56
Q

Indicações de intervenção cirúrgica no aneurisma de aorta torácica?

A

(1) >5,5 cm
(2) Crescimento >0,5 cm em 6 meses ou >1 cm em 12 meses
(3) Presença de sintomas

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
57
Q

Aneurisma de aorta ascendente, com dilatação da raiz aórtica, sobretudo em jovens, deve nos fazer pensar em?

A

Sd. de Marfan

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
58
Q

Quais são as 2 variantes patológicas da dissecção de aorta?

A
  • Hematoma intramural sem solução de continuidade da íntima

- Úlcera aterosclerótica penetrante

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
59
Q

Qual é o principal fator de risco para dissecção de aorta?

A

Hipertensão (72% dos casos)

How well did you know this?
1
Not at all
2
3
4
5
Perfectly
60
Q

Fatores de risco para dissecção de aorta?

A
  • HIPERTENSÃO
  • Aterosclerose
  • Aneurisma aórtico preexistente
  • Cocaína/crack
  • Atividade física extenuante
  • Sd. de Marfan/Ehler-Danlos/ectasia anuloaórtica
  • Valva aórtica bicúspide
  • Coarctação da aorta
  • Sd. de Turner
61
Q

Quais são as duas classificações de dissecção aórtica?

A
  • De Bakey (tipo I, II e III)

- Stanford (tipos A e B)

62
Q

Como é feita a classificação de Stanford A?

A

Envolvimento da aorta ascendente

63
Q

Como é feita a classificação de Stanford B?

A

Dissecção no segmento descendente (após artéria subclávia esquerda)

64
Q

Como é feita a classificação de deBakey tipo I?

A

Origem na aorta ASCENDENTE se estendendo por toda a aorta

65
Q

Como é feita a classificação de de Bakey tipo II?

A

Apenas aorta ASCENDENTE

66
Q

Como é feita a classificação de de Bakey tipo III?

A

Apenas aorta DESCENDENTE

67
Q

Stanford A equivale à deBakey tipos?

A

I e II

68
Q

Quadro clínico da dissecção aórtico tipo A

A
  • Dor torácica súbita em região anterior do tórax de grande intensidade
  • Dor que vai DIMINUINDO e migrando para região dorsal do tórax
  • Náusea
  • Sudorese
69
Q

Quadro clínico da dissecção aórtico tipoB

A
  • Dor súbita em região dorsal torácica ou toracolombar
70
Q

Principal causa de óbito na dissecção aórtica?

A

Tamponamento cardíaco

71
Q

Tem sensibilidade e especificidade de 96 e 100% para dx de dissecção aórtica?

A

Angio TC helicoidal

72
Q

O tratamento cirúrgico IMEDIATO está indicado na dissecção agudo do tipo?

A
  • A

- B complicada

73
Q

Pacientes com dissecção do tipo B estáveis recebem tratamento?

A

Medicamentoso

74
Q

Dissecção do tipo B complicada

A

(1) Dor persistente
(2) Dilatação aneurismática da aorta
(3) Envolvimento de vasos arteriais com isquemia de órgãos ou MMII
(4) Propagação distal
(5) Evidência de dissecção retrógrada até aorta ascendente

75
Q

O controle de dissecções do tipo B é feito de que forma?

A

TC a cada 6 meses

76
Q

Terapia a longo prazo de dissecção aórtica?

A
  • Betabloqs

- Controle de PA

77
Q

Após passar pelo ligamento inguinal, a a. ilíaca externa passa a se chamar?

A

Artéria femoral comum

78
Q

A a. femoral comum se bifurca em?

A

Artéria femoral superficial e profunda

79
Q

A artéria poplítea se origina da?

A

Artéria femoral superficial

80
Q

A artéria poplítea se bifurca em?

A

Artéria tibial anterior e tronco tibiofibular

81
Q

O tronco tibiofibular se bifurca em?

A

Artéria tibial posterior e fibular

82
Q

Os 3 ramos responsáveis pela vascularização da perna (tibial anterior, posterior e fibular) se originam da?

A

Poplítea

83
Q

Fatores de risco para doença arterial periférica

A
  • Tabagismo
  • Hipercolesterolemia
  • HAS
  • DM
84
Q

A principal causa de óbito em paciente com doença arterial periférica é?

A

Doença isquêmica do miocárdio

85
Q

Sintoma clássico da doença arterial periférica

A

Claudicação intermitente

86
Q

Síndrome de Leriche

A

Claudicação da panturrilha, coxa e musculatura das nádegas associada à impotência –> pulsos femorais geralmente não palpáveis

87
Q

Dor que melhora com membro inferior pendente no leito ou na posição ortostática?

A

Doença arterial periférica

88
Q

Dor em MMII que não melhora com alteração de posição do membro?

A

Neuropatia periférica

89
Q

Úlceras isquêmicas ocorrem com maior frequência?

A

Na porção distal dos pés

90
Q

Achados na isquemia crônica intensa

A
  • Redução de pulsos distais
  • Extremidades frias
  • Perda de pelos no local
  • Pele atrófica e brilhosa
91
Q

Hiperemia reativa

A

Elevação repetida das pernas e a flexão de panturrilhas produzindo palidez plantar seguida de rubor quando o membro é colocado em posição pendente

92
Q

Índice pressórico tornozelo-braço (ITB)

A

Relação entre a pressão sistólica no tornozelo e no membro superior, sendo ambas aferidas por Doppler

93
Q

Valor ITB normal

A

Cerca de 1 ou 1,1

94
Q

Valor ITB claudicação intermitente

A

Entre 0,5 e 0,9

95
Q

ITB < 0,4 indica?

A

Isquemia crítica

96
Q

o ITB não é confiável em quais pacientes?

A

Diabéticos ou renais crônicos –> extensa calcificação vascular

97
Q

Classificação de FONTAINE para doença arterial periférica

A
I) Assintomático
IIa) claudicação leve
IIb) claudicação moderada/grave
III) dor isquêmica em repouso
IV) úlcera isquêmica ou necrose
98
Q

Classificação de RUTHERFORD para doença arterial periférica

A

0) assintomático
1) claudicação leve
2) claudicação moderada
3) claudicação grave
4) dor isquêmica em repouso
5) necrose pequena
6) necrose extensa

99
Q

Manejo clínico da doença arterial periférica

A
  • Cessar tabagismo!
  • Controlar PA
  • iECA
  • Estatinas
  • Controle rigoroso da glicemia
  • LDL <70
  • AAS/clopidogrel
  • Atividade física regular
  • Cilostazol
  • Pentoxifilina*
100
Q

Inibidor da fosfodiesterase

A

Cilostazol

101
Q

O que é a classificação TASC?

A

Padrão para indicação de tratamento cirúrgico endovascular na doença arterial periférica.

102
Q

Lesões arteriais em tibias e fíbulas podem ser tratadas com terapia endovascular?

A

Não, apenas cirurgia.

103
Q

Quais são as 2 causas de oclusão arterial aguda de MMII?

A

Embolia e trombose in situ

104
Q

As fontes mais comuns de êmbolos para os MMII são?

A
  • Coração (80%)
  • Aorta
  • Grandes artérias
105
Q

Desordens cardíacas mais associadas com êmbolos?

A
  • FIBRILAÇÃO ATRIAL
  • Aneurisma ventricular
  • IAM com formação de trombo mural
  • Endocardite infecciosa
  • Cardiomiopatia dilatada
  • Mixoma atrial
106
Q

Os locais mais atingidos por êmbolos nas extremidades?

A

Bifurcação da femoral > bifurcação da ilíaca > aorta > poplítea > tibiofibular

107
Q

6 Ps da isquemia aguda de MMII?

A
  • Dor (pain)
  • Palidez
  • Ausência de pulso (pulselessness)
  • Parestesia
  • Paralisia
  • Poiquilotermia
108
Q

Tecido mais sensível à isquemia?

A

Nervo periférico

109
Q

Manejo na oclusão arterial aguda

A
  • Analgesia
  • Proteção térmica no membro acometido
  • Heparinização sistêmica
  • Arteriotomia + embolectomia ou
  • Arteriotomia + cateter de Fogary ou
  • Trombolítico intra-arterial ou
  • Revascularização ou
  • Amputação (rigidez muscular, cianose fixa)
110
Q

Síndrome de reperfusão (mionefropática)

A

Ao restabelecer a perfusão após isquemia ocorre edema intracelular e intenso extravasamento capilar para o interstício muscular, levando à

  • Síndrome compartimental
  • Hipercalemia
  • Acidose láctica
  • Mioglobinúria
111
Q

Qual é a veia mais longa do corpo humano?

A

Safena magna

112
Q

Quais são as veias do sistema superficial?

A
  • Safena magna (ou safena interna)

- Safena parva (ou safena menor, ou safena externa)

113
Q

Quais são as veias do sistema profundo?

A
  • Veias tibiais (anterior e posterior)
  • Veia fibular
  • Veia sural
  • Veia poplítea
  • Veia femoral superficial
  • Veia profunda
114
Q

As veias do sistema venoso profundo e superficial se comunicam através das?

A

Veias perfurantes

115
Q

Como é feita a classificação clínica da insuficiência venosa crônica (CEAP)?

A

0) Sem sinais de doença venosa
1) Telangiectasias/ veias reticulares
2) Veias varicosas
3) Edema
4) Alterações cutâneas (hiperpigmentação, eczema, lipodermatofibrose)
5) Úlcera cicatrizada
6) Úlcera ativa

116
Q

Como é feita a classificação etiológica da insuficiência venosa crônica (CEAP)?

A
  • Congênita
  • Primária
  • Secundária
117
Q

Como é feita a classificação anatômica da insuficiência venosa crônica (CEAP)?

A
  • Veias superficiais
  • Veias profundas
  • Veias perfurantes
118
Q

Como é feita a classificação patológica da insuficiência venosa crônica (CEAP)?

A
  • Refluxo
  • Obstrução
  • Refluxo e obstrução
119
Q

Fatores de risco para insuficiência venosa crônica?

A
  • > 50 anos
  • Sexo feminino
  • Hormônios sexuais femininos
  • Hereditariedade
  • Postura durante atividade profissional
  • TVP
  • Tumores pélvicos
120
Q

A coloração castanha irreversível encontrada na insuficiência venosa crônica ocorre por?

A

Ocorre um aumento da pressão que gera um aumento de BRADICININA, que gera extravasamento capilar. A hemoglobina que se acumula nos tecidos é degradada pela HEMOSSIDERINA, que impregna na pele. Além disso, corre aumento na síntese de MELANINA.

121
Q

A úlcera venosa costuma ser?

A

Medial

122
Q

Complicações da insuficiência venosa crônica?

A
  • Úlcera
  • Tromboflebite superficial
  • Erisipela de repetição
123
Q

Manejo da insuficiência venosa crônica

A
  • Meias elásticas de compressão entre 20 e 30 mmHg
  • Elevar as pernas por um breve período pelo menos 2 vezes ao dia
  • Deambular
  • Bota de Unna em paciente com úlcera
124
Q

No que consiste a bota de Unna?

A

Curativo compressivo com óxido de zinco + gelatina + glicerina

125
Q

Indicações de cirurgia na insuficiência venosa crônica?

A
  • Questões estéticas
  • Sintomas refratários ao tratamento clínico
  • Sangramento proveniente de uma variz
  • Lipodermatofibrose
  • Tromboflebite superficial
  • Úlcera de estase com sinais de infecção
126
Q

Principais técnicas cirúrgicas para insuficiência venosa crônica?

A

(1) Safenectomia
(2) Valvuloplastia
(3) Retirada de microvarizes

127
Q

Qual é o tratamento indicado para telangiectasias e veias reticulares?

A

Escleroterapia estética

128
Q

Qual é o tratamento indicado para veias varicosas?

A

Tratamento cirúrgico

129
Q

Qual é o tratamento indicado para edema?

A
  • Meias elásticas acima de 35 mmHg
  • Medicamentos vasoativos (diosmina, dobesilato de cálcio, rutina, extrato de castanha da índia)
  • Pode se realizar cirurgia dependendo do caso
130
Q

Qual é o tratamento indicado para alterações tróficas?

A

Meias elásticas acima de 35 mmHg

131
Q

Qual é o tratamento indicado para úlcera cicatrizada?

A
  • Cirurgia

- Meias elásticas acima de 35 mmHg para evitar recorrência

132
Q

Qual é o tratamento indicado para úlcera não cicatrizada?

A
  • Meias e bandagens elásticas
  • Medidas comportamentais
  • Cirurgia se refluxo em junção safeno-femoral ou safeno-poplítea
133
Q

Síndrome de Klippel-Trenaunay?

A

→ Manchas vinho do porto + malformações venosas ou veias varicosas + hipertrofia óssea e/ou tecidual.
→ Sua etiologia não é bem definida e se apresenta, na maioria das vezes, desde o nascimento.

134
Q

Síndrome de May-Thurner / Cocket?

A

Compressão da VEIA ilíaca esquerda pela ARTÉRIA ilíaca direita

135
Q

Qual a maioria dos níveis de estenose carotídea?

A

Médio/moderado e assintomático.

136
Q

Qual o método diagnóstico de escolha para estenose carotídea?

A

Duplex scan US, CT e RNM - métodos para escolher a melhor intervenção.

137
Q

Qual a definição de estenose carotídea? Qual a causa mais comum?

A

Estreitamento do lúmen arterial da artéria carótida. Causa mais comum - placa aterosclerótica.

138
Q

O que pode ocorrer quando parte da placa se desprende?

A

Oclusão das artérias cerebrais - AIT ou AVE Oclusão dar artérias retinianas - amaurose fugaz ou retinal stroke.

139
Q

Qual tipo de placa aterosclerótica cursa com maiores chances de embolizar?

A

As instáveis - menor quantidade de tecido fibroso, grande quantidade lipídica, hemorragia intraplaquetária, cursando com ruptura da cápsula fibrosa, ulceração e desprendimento de sedimentos.

140
Q

Como é a classificação da estenose carotídea pelos sintomas?

A

Sintomáticos - se paciente tem história de AIT/AVE ou amaurose fugaz/retinal stroke.
Assintomático - sem história prévia dos eventos anteriores.

141
Q

Como é a classificação baseada no grau de estenose carotídea?

A
Leve: <50% de redução do diâmetro. 
Moderada: 50-69% de redução. 
Alto grau: 70-79% de redução. 
Crítico: >80% 
Oclusão.
142
Q

Definição de Ataque isquêmico transitório?

A

Perda temporária da função motora, sensitiva ou função visual por menos de 15 minutos(média) e retorno a normalidade dentro de 24 horas(caso ultrapasse - não foi transitório).

143
Q

Quais são os sintomas visuais que podem ocorrer na estenose carotídea?

A
  • Amaurose fugaz (perda temporária da visão no olho ipsilateral)
  • Hemianopia homônima (redução do campo visual)
  • Cegueira retinal intermitente (perda de visão quando exposto a luz clara)
  • Neovascularização da iris
  • Cegueira permanente (neuropatia óptica isquêmica).
144
Q

Quando devo utilizar angiografia por tomografia computadorizada/RNM na estenose carotídea?

A

Nos casos em que houver falha pelo uso do Duplex scan, ou naqueles casos moderados(>50 < 69% de estenose) - momento em que é preciso avaliar cuidadosamente a realização de revascularização carotídea.

145
Q

Quais são os diagnóstico diferenciais de estenose carotídea?

A

Dissecção da carótida ou hematoma subintimal, displasia fibromuscular.

146
Q

Como ocorre o tratamento nos pacientes com estenose carotídea ASSINTOMÁTICA?

A
  • Se < 70% tratamento com antiplaquetários (AAS ou clopidogrel)
  • Se ≥ 70% de estenose e baixo risco para AVE, IAM e morte → endarterectomia carotídea. Se for um mal candidato cirúrgico → procedimento endovascular.
147
Q

Quando será melhor utilizar procedimento endovascular na estenose carotídea?

A

Pacientes com alterações anatômicas desfavoráveis no pescoço (devido a lesões próxima a base da cabeça, estenose induzida por radiação, traqueostomia ou reestenose após endarterectomia anterior).

148
Q

Como ocorre o tratamento nos pacientes com estenose carotídea SINTOMÁTICA?

A
  • Se ≥ 50% de estenose → endarterectomia. Realizar procedimento endovascular naqueles pacientes com alterações anatômica importantes do pescoço ou que tenham realizado endarterectomia prévia e cursaram com reestenose.
  • Se <50% prevenção secundária + terapia antiplaquetária.
149
Q

Porque não realizado cirurgia nos pacientes assintomáticos com <70% de estenose?

A

Pois aumenta as chances desse paciente ter um AVE já que o risco pós cirúrgico é maior, por isso a terapia de escolha é a prevenção primária e reserva-se a cirurgia nos casos com ≥ 70% de estenose.