Doenças Clínicas na Gestação Flashcards Preview

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Flashcards in Doenças Clínicas na Gestação Deck (57):
1

Qual a definição de pré-eclâmpsia?

HAS que se desenvolve após a vigésima semana de gestação.

2

Como se caracteriza a pré-eclâmpsia?

PA maior ou igual a 140x90 + proteinúria maior ou igual a 300 mg/dia ou proteína/creatinina urinária > 0,3 ou maior ou igual a 1+ na fita.

3

Qual a alteração renal que causa proteinúria na pré-eclâmpsia?

Endoteliose capilar glomerular

4

Como está a relação tromboxano/prostaciclina na pré-eclâmpsia?

Aumentada

5

Em que situações podemos considerar pré-eclâmpsia sem proteinúria?

Apenas se HAS + plaquetopenia (<100 mil), creatinina maior que 1,1, EAP, aumento de 2x as transaminases, sintomas visuais ou cerebrais.

6

Quando não há proteinúria nem outras alterações associadas à HAS na gestação, do que a chamamos?

Hipertensão gestacional

7

Quais as características da HAS crônica que a diferenciam da pré-eclâmpsia?

Na HAS há calciúria > 100mg/24h e persiste no puerpério, além de ser mais comum em multigestas.

8

Quando consideramos a pré-eclâmpsia grave?

PAS maior ou igual a 160 ou PAD maior ou igual a 110, proteinúria maior ou igual a 5g/24h ou +2 na fita, EAP, oligúria, creatinina maior ou igual a 1,3, síndrome HELLP ou iminência de eclâmpsia.

9

Como é caracterizada a síndrome HELLP?

LDH maior ou igual a 600, esquizócitos ou BT maior ou igual a 1,2, AST maior ou igual a 70, plaquetas abaixo de 100 mil

10

Quando consideramos iminência de eclâmpsia?

Cefaleia refratária, escotomas, epigastralgia, aumento dos reflexos profundos

11

Quando fazer anti-hipertensivos na pré-eclâmpsia?

Se PA maior que 160x110

12

Quais os anti-hipertensivos mais usados na crise de pré-eclâmpsia?

Hidralazina IV, labetalol IV e nifedipina VO

13

Quais os anti-hipertensivos mais usados para as grávidas hipertensas crônicas?

Metildopa, hidralazina e pindolol VO

14

Quais anti-hipertensivos devemos evitar na gravidez?

Diuréticos, IECA/BRA II, propranolol e atenolol

15

Quando devemos realizar prevenção da eclâmpsia e com que?

Para toda PE grave, iminência de eclâmpsia ou eclâmpsia consumada, com sulfato de magnésio.

16

Quais as principais diferenças entre os esquemas de prescrição do sulfato de magnésio?

Pritchard é usado na falta de bomba infusora, com aplicação IM. Zuspan e Sibai são parecidos.

17

Como avaliamos o risco de intoxicação pelo sulfato de magnésio?

Diminuição dos reflexos patelares, diminuição da frequência respiratória e oligúria (diurese menor ou igual a 25 ml/h).

18

Por que a diurese entra como risco de intoxicação por sulfato de magnésio?

Pois a diminuição da diurese causa acúmulo de magnésio no organismo

19

Quais os sinais da intoxicação por sulfato de magnésio?

Abolição do reflexo patelar, redução da frequência respiratória para menos que 16.

20

Como reverter a intoxicação pelo sulfato de magnésio?

Suspender e gluconato de cálcio a 10%

21

Quando devemos interromper a gestação na pré-eclâmpsia?

Após estabilização. Se < 34 semanas, avaliar bem-estar para corticoide. De leve, pode levar até o termo!

22

Como deve ser feito o rastreio para diabetes gestacional?

No primeiro trimestre devemos dosar a glicemia de jejum, principalmente. Se <92, realizar um TOTG 75g com 25-28 semanas. Se 92-125, diagnosticamos diabetes gestacional. Se 126 ou mais, diabetes prévio.

23

Como diagnosticamos diabetes gestacional com o TOTG 75g na 25-28 semana?

Se a glicemia de jejum for 92 ou mais (92-125 pelo MS), após 1h 180 ou mais ou após 2h 153 ou mais (153-199 pelo MS), diagnosticamos o diabetes gestacional. Pelo MS, se em jejum for maior que 125 ou após 2h maior que 199, é diabetes prévio.

24

Quais são as sugestões dadas pela ADA 2017 em relação ao diabetes gestacional?

Podem ser usadas duas estratégias: TOTG 75g ou TOTG 50g + TOTG 100g;
Deve ser realizado um TOTG 75g 4-12 semanas pós-parto se DMG;
Deve haver rastreio para DMII de 3/3 anos no caso de DMG.

25

Qual a conduta para diabetes gestacional?

Dieta fracionada, atividade física e controle glicêmico por 1-2 semanas. Caso não funcione (jejum > 95, pré > 100, pós 1h > 140 ou pós 2h > 120), começar insulinoterapia.

26

Qual a conduta para a diabética que engravida?

Trocar antidiabéticos orais pela insulina, com menor dose no primeiro trimestre e no pós-parto e maior dose no segundo e terceiro trimestres.

27

O que devemos avaliar caso haja hipoglicemia no terceiro trimestre de gestação?

Insuficiência placentária

28

Quando devemos interromper a gestação em pacientes com DMG?

Se não houver complicação, não precisa antecipar. Se tratou com insulina, parto com 38-39 semanas (baixa qualidade e quantidade de surfactante).

29

Quais as principais complicações do DMG?

Macrossomia, distócia de espáduas, SFA, polidramnia e malformação fetal (síndrome da regressão caudal, somente no diabetes prévio).

30

Como está o recém nascido de uma gestante com DMG em relação à insulina e glicemia?

Hiperinsulinemia e hipoglicemia

31

Qual a manobra de preferência para distócia de espáduas e quais as outras opções?

McRoberts com pressão suprapúbica. Se não funcionar, tentar Jacquemier ou Woods.

32

Qual a clínica da esteatose hepática aguda da gestação? E o laboratório?

Terceiro trimestre, náuseas e vômitos, dor em hipocôndrio direito e icterícia.
Laboratório com aumento de bilirrubina direta, aumento de transaminases, aumento de creatinina, leucocitose, hipoglicemia, hipofibrinogenemia e hiperuricemia.

33

Quais os diagnósticos diferenciais da esteatose hepática aguda da gestação?

Síndrome HELLP (aumento da bilirrubina às custas de BI e raramente causa icterícia);
Hiperêmese gravídica (perde 5% do peso e distúrbio hidroeletrolítico);
Hepatite viral.

34

Qual a principal causa de icterícia na gestação?

Hepatite viral

35

Qual a anemia fisiológica mais comum da gestação?

Dilucional

36

Qual a anemia patológica mais comum da gestação?

Ferropriva

37

Qual a cirurgia não obstétrica mais comum da gestação?

Apendicectomia

38

Qual o agente principal de todas as infecções urinárias durante a gestação?

Escherichia coli

39

Qual a definição de bacteriúria assintomática?

10 elevado a 5 ou mais UFC/ml em pacientes assintomáticos

40

Como devemos tratar a bacteriúria assintomática na gestante?

Amoxicilina ou nitrofurantoína por 7 dias ou fosfomicina dose única

41

Qual a conduta diante de uma pielonefrite em gestante?

Internação e antibiótico parenteral

42

Qual a conduta frente a pielonefrites de repetição em gestantes?

Profilaxia com nitrofurantoína

43

Qual a principal causa de choque séptico na gestante?

Pielonefrite

44

Quais as indicações de cesariana em gemelares?

Mais que dois fetos, complicações, monoamnióticos e primeiro feto não cefálico.

45

Como podemos classificar a gemelaridade?

Monozigótica x dizigótica
Monocoriônica x dicoriônica
Monoamniótica x diamniótica

46

A gravidez gemelar dizigótica deve sempre ser....

Dicoriônica e diamniótica

47

Em quanto tempo uma gravidez monozigótica deve dividir para gerar gêmeos dicoriônicos e diamnióticos?

72h

48

Quais os fatores de risco para gêmeos?

História familiar, raça e idade aumentam o risco de gêmeos dizigóticos. As técnicas de fertilização aumentam as chances tanto de monozigóticos como de dizigóticos.

49

Como podemos fazer o diagnóstico da corionicidade na gravidez gemelar?

Se sexos diferentes, é sempre dizigótica;
Se sinal do lambda é dicoriônica;
Se sinal do T é monocoriônica e diamniótica.

50

Qual a complicação mais temida na gravidez gemelar e em qual tipo ela acontece?

Síndrome de transfusão fetofetal, só ocorre em gestações monocoriônica se diamnióticas, por anastomose arteriovenosa.

51

Como está o feto doador na síndrome de transfusão fetofetal?

Pálido, com oligodramnia e CIUR

52

Como está o feto receptor na síndrome de transfusão fetofetal?

Com polidramnia e hidropsia

53

Qual o principal critério diagnóstico da síndrome de transfusão fetofetal?

Diferença entre os bolsões amnióticos

54

Como é a classificação de Quintero para transfusão fetofetal?

I: polidramnia em um e oligodramnia em outro;
II: não vê bexiga do feto doador;
III: Doppler anormal;
IV: hidropsia fetal
V: óbito de um ou ambos.

55

Qual o tratamento para a síndrome de transfusão fetofetal?

Amniocentese seriada para leves e fotocoagulação com laser para graves

56

Qual a principal apresentação dos fetos em gravidez gemelar?

Cefálico e cefálico

57

Qual a conduta frente a morte fetal intraútero de um dos gemelares?

Expectante até 34 semanas