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Flashcards in Parto Deck (65):
1

Como se dá a inervação da vagina?

Porção inferior: nervo pudendo
Restante: plexo uterovaginal

2

Como é dividido o diâmetro anteroposterior do estreito superior da pequena bacia?

Conjugata vera anatômica, conjugata vera obstétrica e conjugata diagonalis

3

Qual a conjugata que representa a menor distância entre o promontório e a sínfise púbica?

Conjugata obstétrica, medindo aproximadamente 10,5 cm

4

Qual a conjugata possível de se medir para obter o valor da menor distância entre o promontório e a sínfise púbica?

Diagonalis (a conjugata obstétrica é 1,5 cm menor)

5

Qual bacia favorece a apresentação em OP e OS?

Antropoide

6

Qual a bacia típica das mulheres?

Ginecoide

7

Qual é o plano zero de De Lee?

Diâmetro biespinha isquiática

8

Como é caracterizado o tríplice gradiente descendente?

As contrações uterinas começam e são mais intensas no fundo uterino e se propagam em direção ao colo

9

Como são caracterizadas as contrações de Braxton-Hicks?

São contrações de baixa intensidade sem tríplice gradiente descendente que ocorrem a partir da 28 semana de gestação. Até a 32, é comum 2/hora. De 33 a 36 semanas, 3/hora.

10

Como é caracterizado o início do trabalho de parto ativo?

2-3 contrações em 10 minutos com dilatação cervical de 2-3 cm.

11

Qual é o período de repouso fisiológico da contratilidade uterina?

Secundamento

12

Quais são as indicações para indução do parto?

Gravidez prolongada (42 semanas ou mais), amniorrexe prematura com sinais de infecção, malformação fetal incompatível com a vida e morte fetal.

13

Quais são as contraindicações à indução do parto?

Gestação múltipla, desproporção cefalopélvica absoluta, apresentação anômala, cesariana ou miomectomia prévia, placenta prévia, obstrução do canal de parto, macrossomia, sofrimento fetal, prolapso de cordão, infecção ativa por herpes genital, carcinoma cervical invasivo, malformações uterinas, HIV +

14

Para que serve o índice de Bishop?

Avaliar a maturação do colo uterino

15

Quais são os marcadores utilizados pelo índice de Bishop?

Plano de De Lee e fatores cervicais (dilatação, apagamento, consistência e posição)

16

Quando, pelo índice de Bishop, o colo está maduro e favorável à indução do parto?

Quando pontuar 9 ou mais

17

O que fazer caso o colo esteja desfavorável à indução do parto?

Preparo cervical ou com misoprostol ou com método de Krause

18

Quando está contraindicado o uso de misoprostol?

Multiparidade (5 ou mais)
Cirurgia uterina prévia

19

Qual a atitude fetal mais comum?

Flexão generalizada

20

Quais são as possíveis situações fetais?

Longitudinal, transversa e oblíqua

21

Quais são as possíveis apresentações fetais?

Cefálica, pélvica ou córmica.
Se outras partes fetais se apresentarem, chamamos de procidência

22

Quando o feto está em atitude de flexão generalizada, qual a variedade de apresentação?

Apresentação cefálica fletida (de vértice ou occipital)

23

Quando o feto está em atitude de deflexão de 1 grau, qual a variedade de apresentação?

Apresentação de bregma (fontanela anterior)

24

Quando o feto está em atitude de deflexão de 2 grau, qual a variedade de apresentação?

Apresentação de fronte (glabela)

25

Quando o feto está em atitude de deflexão de 3 grau, qual a variedade de apresentação?

Apresentação de face

26

Qual a variedade de apresentação de pior prognóstico?

Deflexão de 2 grau

27

O que é assinclitismo?

Inclinação lateral da apresentação, afastando a sutura sagital em direção ao sacro ou ao pube

28

Quando a sutura sagital está mais próxima do sacro do que do pube, qual o assinclitismo?

Anterior (obliquidade de Nägele)

29

Quando a sutura sagital está mais próxima do pube do que do sacro, qual o assinclitismo?

Posterior (obliquidade de Litzmann)

30

Quais são os tempos principais e acessórios do mecanismo do parto?

Insinuação (com flexão), descida (com rotação interna), desprendimento (com deflexão) e restituição ou rotação externa (com desprendimento dos ombros)

31

O que é o hipomóclio?

Ponto de apoio do suboccipito fetal no pube para permitir deflexão

32

Quais são os períodos clínicos do parto?

Dilatação (primeiro), expulsivo (segundo), secundamento (terceiro) e primeira hora pós parto (quarto)

33

Qual é o período de dilatação?

É o primeiro período clínico do parto. Começa com o início do trabalho de parto (2-3 contrações em 10 minhtos com dilatação entre 3-5 cm) e termina com a dilatação total. Dura 10-12h em primíparas e 6-8h em multíparas.

34

Quando o colo dilata e apaga em multíparas? E em primíparas?

Em multíparas dilata e apaga durante o trabalho de parto. Em primíparas, apaga antes do início.

35

Qual é o período expulsivo?

É o segundo período clínico do parto. Inicia com a dilatação total e termina com a expulsão completa do feto. Dura 50 minutos em primíparas e 20 em multíparas. Prolongado se durar mais que 1h.

36

Qual é o período de secundamento?

É o terceiro período clínico do parto. É quando ocorre o descolamento e expulsão da placenta e das membranas ovulares, cerca de 10-20 minutos após o fim do período expulsivo. É prolongado se ultrapassar 30 minutos.

37

Quais são os mecanismos de descolamento de placenta?

Baudelocque-Schultze (implantação no fundo, desprende-se pela face fetal com sangramento se exteriorizando após) e Baudelocque-Duncan (implantação lateral, desprende-se pela face materna ou cruenta e o sangramento precede a saída).

38

Qual é o quarto período clínico do parto e qual sua importância?

É a primeira hora do pós-parto, começando no final do secundamento. É importante pois é quando há mais hemorragias. Há nele a hemostasia do sítio de implantação placentária, com mio e trombotamponagem

39

Qual a conduta durante o período de dilatação?

Oferecer líquidos claros via oral, obter acesso IV, estimular deambulação, orientar decúbito lateral, toque a cada 1-2h, ausculta BCF antes, durante e após contrações de 30/30 minutos (CTG se alto risco)

40

Qual a conduta durante o período expulsivo?

Ausculta de BCF de 15/15 minutos (5/5 se alto risco), deixar gestante escolher melhor posição, anestesiar períneo se necessidade de episiotomia

41

Qual a vantagem da episiotomia medio-lateral em comparação com a mediana?

Menos lesão ao reto

42

Qual a conduta durante o período de secundamento?

Ocitocina e tração controlada do cordão.
Podemos usar a manobra de Fabre para ver se a placenta descolou (tração intermitente até não mais refletir no fundo)

43

Quando inicar o partograma?

Quando a fase ativa do parto já tiver iniciado

44

Como é definida uma fase latente prolongada?

Dilatação menor que 3-4 cm apesar do tempo excessivo de contrações dolorosas e regulares. Duração maior que 20h em primíparas e 14h em multíparas. Não precisa corrigir.

45

Como é definida uma fase ativa prolongada?

Dilatação com velocidade menor que 1 cm/h. Geralmente causada por contrações ineficientes. Estimular deambulação e se necessário administrar ocitocina ou realizar amniotomia.

46

Como é definida a parada secundária da dilatação?

Dilatação permanece a mesma por 2h. Tem associação com sofrimento fetal agudo. Causa principalmente por desproporção cefalopélvica relativa ou absoluta (cesariana).

47

Por que não devemos estimular a deambulação com a bolsa rota se o pólo cefálico não estiver apoiado na bacia?

Maior risco de prolapso de cordão

48

Como é definido o parto precipitado ou taquitócico?

Dilatação, descida e expulsão em menos de 4h. Maior risco de laceração do canal de parto. Causado por excesso de ocitocina ou espontaneamente (multíparas)

49

Como é definido o período pélvico prolongado?

Descida progressiva da apresentação, mas excessivamente lenta, com dilatação total. Causada por contratilidade deficiente ou desproporção relativa. Corrigir com ocitocina, amniotomia ou fórcipe.

50

Como é definida a parada secundária de descida?

Parada de descida por mais de 1h com dilatação total. Causada por desproporção.

51

Quais são as indicações absolutas de cesariana?

Desproporção absoluta, cicatriz uterina, placenta prévia total, descolamento prematuro de placenta com feto viável, situação transversa, herpes genital ativo, condilomatose vulvar extensa com obstrução do canal, procidência de membro ou cordão em feto vivo fora do período expulsivo e morte materna com feto vivo

52

Qual o principal fato de risco para parto prematuro?

Outros partos prematuros

53

Quais são os marcadores de parto prematuro?

USG com comprimento do colo menor que 25mm entre 18 e 24 semanas;
Dosagem de fibronectina fetal na secreção cervicovaginal

54

Quais são as drogas utilizadas para inibir o parto?

Betamiméticos, indometacina, nifedipina e atosiban

55

Qual a primeira escolha do MS para tocólise em menores de 32 semanas?

Indometacina

56

Qual a primeira escolha do MS para tocólise em maiores de 32 semanas?

Nifedipina

57

Quais as drogas utilizadas para maturação pulmonar fetal?

Betametasona e dexametasona

58

Qual a droga usada para neuroproteção fetal no parto prematuro?

Sulfato de magnésio

59

Quando podemos fazer a corticoterapia para maturação pulmonar fetal?

Entre 24 e 34 semanas

60

Quando devemos utilizar o sulfato de magnésio para neuroproteção?

Para todos com menos de 32 semanas em trabalho de parto prematuro

61

O que é a RPMO?

Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto

62

Qual o padrão ouro para diagnóstico de RPMO? E os exames adicionais para confirmação?

Exame especular. Podemos pedir teste do papel de nitrazina, teste da cristalização, pesquisa de elementos fetais, amnisure, USG e etc

63

Como avaliar corioamnionite na RPMO?

Febre materna + 2 fatores:
Leucocitose > 15 mil
Taquicardia materna > 100
Taquicardia fetal > 160
Dor uterina
Líquido fétido

64

Qual a conduta frente RPMO com infecção?

Parto vaginal + ATB empírico (ampicilina e gentamicina)

65

Qual a conduta frente RPMO sem infecção?

Se IG acima de 34 semanas: parto (entre 32-34 avaliar maturidade pulmonar fetal);
Se IG entre 24-32 semanas: CTC e ATB (aumenta fase de latência e diminui risco de infecção).