Sangramentos na Gravidez Flashcards Preview

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Flashcards in Sangramentos na Gravidez Deck (51):
1

Qual a definição de abortamento?

Interrupção da gestação com feto menor que 500g ou com idade gestacional inferior a 20-22 semanas.

2

Qual a principal etiologia do abortamento precoce?

Anomalias cromossômicas (principalmente do 16)

3

Quando o aborto provocado está previsto em lei?

Estupro, anencefalia e risco de morte materna

4

Em caso de estupro, como funciona o aborto previsto em lei?

Mulher pode abortar até 20-22 semanas, sem necessidade de BO ou autorização judicial

5

Em caso de anencefalia, como funciona o aborto previsto em lei?

Mulher pode abortar a qualquer momento a partir de 12 semanas, que é quando há menor risco de diagnóstico equivocado pela USG. Deve ter laudo assinado por dois médicos.

6

Em caso de risco materno, como funciona o aborto previsto em lei?

Mulher pode abortar a qualquer momento

7

Qual a apresentação clínica e a conduta da ameaça de abortamento?

Sangramento e dor discretos
Útero compatível com IG
Colo fechado
Embrião vivo

Conduta: repouso e analgésicos

8

Qual a apresentação clínica e a conduta no aborto inevitável?

Sangramento e cólicas
Útero compatível com IG ou diminuído
Colo aberto
USG com processo de expulsão

Conduta: esvaziamento

9

Qual a apresentação clínica e a conduta no aborto completo?

Sangramento e dor param
Útero menor que IG
Colo fechado
USG com endométrio menor que 15mm

Conduta: orientação

10

Qual a apresentação clínica e a conduta no aborto incompleto?

Sangramento variável e cólicas
Útero menor que IG
Colo aberto
USG com restos ovulares

Conduta: esvaziamento

11

Qual a apresentação clínica e a conduta no aborto retido?

Paciente assintomática
Útero menor que IG
Colo fechado
Embrião morto

Conduta: esvaziamento

12

Qual a apresentação clínica e a conduta no aborto infectado?

Sangramento com odor fétido
Dor, febre
Útero amolecido
Colo aberto

Conduta: esvaziamento e antibioticoterapia (clinda + genta por 7-10 dias)

13

Como escolher o método de esvaziamento uterino?

Se menor ou igual a 12 semanas, podemos optar pela AMIU ou curetagem. Se maior que 12 semanas e sem feto, curetagem. Se houver feto, induzir com misoprostol e realizar ou não a curetagem após.

14

Como fazemos o diagnóstico de gravidez ectópica?

Beta HCG maior que 1500 sem saco gestacional ao USGTV

15

Quando indicamos conduta expectante na gravidez ectópica?

Estabilidade hemodinâmica com beta HCG declinante (menor que 1000)

16

Quando indicamos tratamento medicamentoso na gravidez ectópica? Quais são as condições associadas a um melhor resultado?

Paciente estável com trompa íntegra. Usamos o metotrexate, que tem mais chances de funcionar se saco menor que 3,5 cm, ausência de BCF e beta HCG menor que 5 mil.

17

Como acompanhamos o tratamento medicamentoso com metotrexate da gravidez ectópica?

Dosando o beta HCG no quarto e no sétimo dias após a injeção, o qual deve cair 15%. Pode ser tentado 3 vezes.

18

Quando tentamos o tratamento cirúrgico conservador (salpingostomia laparoscópica) na gravidez tubária?

Quando a trompa está íntegra e há desejo de gestar.

19

Qual o cariótipo mais comum da mola hidatiforme?

46XX

20

Como é feito o controle da cura da mola hidatiforme?

Beta HCG semanal até a obtenção de 3 negativos consecutivos, quando passa a ser mensal por mais 6 meses. Não engravidar durante o seguimento (não usar DIU).

21

Quando devemos pensar em malignização da mola?

Aumento do beta HCG no seguimento, platô por 4 semanas, 6 meses ainda positivo ou metástases.

22

Qual a metástase mais comum do coriocarcinoma?

Pulmão

23

O que é fator de proteção para incompatibilidade Rh?

Incompatibilidade ABO

24

Quando fazemos profilaxia com imunoglobulina anti D?

Toda gestante Rh negativo com sangramento durante a gestação, procedimento invasivo e na hora do parto (até 72h depois), se Coombs indireto negativo.

25

Como investigamos aloimunização Rh na gestação?

Coombs indireto. Se negativo, repetir com 28, 32, 36 e 40 semanas. Se positivo e menor que 1:16 ou menor ou igual a 1:8, repetir mensal. Se maior ou igual a 1:16 ou maior que 1:8, investigar feto.

26

Como podemos avaliar a anemia fetal?

Doppler de artéria cerebral média a partir de 20-24 semanas se CI > 1:8;
Amniocentese;
Cordocentese (padrão-ouro).

27

Quando indicamos transfusão intrauterina por cordocentese?

Hematócrito menor que 30%, hemoglobina menor que 10 e hidrópicos, em prematuros (< 34 semanas)

28

Quais os fatores de risco para DPP?

HAS, trauma, idade > 35 anos, polidramnia, gemelaridade e drogas

29

Qual o quadro clínico da DPP?

Dor abdominal, taquissistolia, hipertonia, SFA, hemoâmnio e sangramento.

30

Como é o sangramento na DPP?

Escuro com coágulos

31

Como é feito o diagnóstico de DPP?

Clínico

32

Qual a conduta na DPP?

Se feto vivo, via de parto mais rápida. Se morto, faz amniotomia e parto via vaginal.

33

Qual a principal complicação da DPP?

Útero de Couvelaire

34

Qual a sequência de tratamentos para apoplexia uteroplacentária?

Massagem + ocitócito
Misoprostol retal
Sutura B-Lynch
Ligadura de hipogástrica/uterina
Histerectomia

35

A partir de quantas semanas podemos confirmar placenta prévia?

28 semanas

36

Quais os fatores de risco para placenta prévia?

Obs: usar mnemônico.

Cicatriz uterina (Cesárea/Cureta)
Idade acima de 35 anos
Multiparidade
Endometrite
Tabagismo


CIMET

37

Qual o quadro clínico de placenta prévia?

Obs: usar mnemônico.

Progressivo
Repetição
Espontânea
Vermelho vivo
Indolor
Ausência de hipertonia e SFA


PREVIA

38

Como fazemos diagnóstico de placenta prévia?

Clínica, exame especular (sem toque) e USGTV (após 28 semanas)

39

Qual a conduta na placenta prévia?

Se gestação a termo, devemos interromper em caso de sangramento. Se prematuro, só interromper se sangramento intenso.

40

Qual a via de parto escolhida na placenta prévia?

Total é sempre cesariana, parcial é maioria cesariana, marginal pode avaliar

41

Quais as complicações de placenta prévia?

Apresentações anômalas, acretismo placentário, atonia, hemorragia puerperal, e outras

42

Qual a definição de acretismo placentário?

Penetração mais acentuada da placenta na camada esponjosa, causando aderência anormalmente firme à parede uterina

43

Como classificamos o acretismo placentário?

Placenta acreta vai até a esponjosa;
Placenta increta vai até o miométrio;
Placenta percreta vai até a serosa.

44

Quando devemos suspeitar de acretismo placentário?

Qual há placenta prévia com história de cesariana anterior

45

Qual o quadro clínico de acretismo placentário?

Hemorragia durante secundamento

46

Como é feito o diagnóstico de acretismo placentário?

Usamos a USG para ver a placenta prévia e a RNM para confirmar o acretismo

47

Qual a conduta no acretismo placentário?

Na acreta podemos tentar extração marginal. Na increta e na percreta somente histerectomia

48

Qual o quadro clínico da iminência de rotura uterina?

Contrações intensas e excessivamente dolorosas, palpação de anel separando corpo do segmento (sinal de Bandl) e dos ligamentos redondos distendidos (sinal de Frommel).

49

Qual o quadro clínico de uma rotura consumada de útero?

Percepção de partes fetais na palpação, crepitação (sinal de Clark) e ascensão da apresentação ao toque vaginal (sinal de Reasens).

50

Quais os fatores de risco para rotura de vasa prévia?

Placentas bilobadas e sucenturiadas e inserção velamentosa de cordão

51

Qual o quadro clínico de rotura de vasa prévia?

Sangramento vaginal após amniorrexe com SFA