Gastro 3 Flashcards

1
Q

Diagnóstico sindrômico?

Parada de eliminação de gases e fezes + dor abdominal em cólica + distensão abdominal + ↑peristalse.

A

Síndrome de obstrução intestinal.

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2
Q

As obstruções intestinais podem ser…

A

Funcionais (comprometimento da função motora)

OU

Mecânicas (obstrução física).

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3
Q

Obstrução funcional

Causas? (2)

A

Íleo paralitico (adinâmico) e síndrome de Ogilvie (colônica aguda).

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4
Q

Íleo paralítico

Causas? (5)

A
  1. Pós-operatório;
  2. Medicamentos;
  3. Distúrbios hidroeletrolíticos (hipoK+);
  4. Hemorragias intra-abdominais;
  5. Doença de Parkinson.
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5
Q

Na suspeita de íleo paralítico, devemos excluir causas…

A

mecânicas.

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6
Q

Íleo paralítico

A radiografia mostra…

A

Alças intestinais dilatadas.

apesar do nome “íleo”, acomete todo o intestino

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7
Q

Íleo paralítico

Achado clínico sugestivo?

A

⬇Peristalse.

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8
Q

Íleo paralítico

Conduta? (4)

A
  1. Jejum;
  2. Drenagem (sonda nasogástrica);
  3. Correção hidroeletrolítica;
  4. Suspender fármacos desencadeantes.
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9
Q

Íleo paralítico

Tempo de normalização do trânsito intestinal no pós-op? (delgado x estômago x cólon)

A
  1. Delgado: 24h;
  2. Estômago: 48h;
  3. Cólon: 72h.

(DEC 24 +24 +24)

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10
Q

Síndrome de Ogilvie

A

Dilatação aguda do cólon na ausência de qualquer obstrução intestinal mecânica em pacientes gravemente doentes (sepse, IAM, trauma).

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11
Q

Síndrome de Ogilvie

Sinônimo?

A

Pseudo-obstrução colônica aguda.

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12
Q

Síndrome de Ogilvie

Complicação mais temida?

A

Ruptura de intestino!

(distensão intensa → perda da integridade da parede intestinal)

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13
Q

Síndrome de Ogilvie

Tratamento? (4)

A
  1. Suporte:sonda nasogástrica, hidratação venosa, suspensão da droga, correção dos distúrbios hidroeletrolíticos;
  2. Neostigmina (anticolinesterásico);
  3. Se grave: descompressão por colonoscopia;
  4. Refratários ou > 12 cm → cirurgia (cecostomia).
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14
Q

Obstrução mecânica

Classificação? (4)

A
  1. Incompleta x completa;
  2. Simples x estrangulada;
  3. Alça aberta x fechada;
  4. Alta (delgado) x baixa (cólon, íleo).
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15
Q

Obstrução intestinal mecânica

Fisiopatologia?

A

Acúmulo e estase de líquido e gás → hiperproliferação bacteriana → ↑produção de gás com piora da distensão → translocação bacteriana.

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16
Q

Obstrução mecânica

Local mais comum?

A

Intestino delgado.

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17
Q

Causa mais comum de obstrução do delgado?

A

Aderências.

Delgado: “Delrências”

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18
Q

Causa mais comum de obstrução do cólon?

A

Câncer = Cólon.

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19
Q

Principais causas de obstrução mecânica na infância? (4)

A

Infância = Intussuscepção.

  1. Intussuscepção;
  2. Hérnias;
  3. Áscaris;
  4. Bezoar (corpo estranho).
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20
Q

Principais causas de obstrução mecânica no adulto? (3)

A

Adulto = Aderências

  1. Aderências;
  2. Neoplasias;
  3. Hérnias.
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21
Q

Obstrução mecânica

Clínica? (5)

A
  1. Dor em cólica;
  2. Distensão abdominal;
  3. Vômitos;
  4. Parada/diminuição da eliminação de gases e fezes;
  5. ↑Peristalse.
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22
Q

V ou F?

O principal sintoma, e também o mais precoce, de obstrução intestinal mecânica são os vômitos.

A

Falso

O principal sintoma, e também o mais precoce, de obstrução intestinal mecânica é a dor abdominal em cólica.

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23
Q

V ou F?

Quanto mais alta a obstrução intestinal, mais precoces serão os vômitos.

A

Verdadeiro.

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24
Q

Obstrução alta x baixa

Diferencie o vômito.

A

Alta: mais precoces, biliosos e mucóides

x

Baixa: mais tardio, fecaloides.

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25
Q

Na fase inicial da obstrução intestinal mecânica, ocorre ________ (acidose/alcalose) metabólica; já na fase avançada, ocorre ________ (acidose/alcalose) metabólica.

A

Alcalose; acidose.

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26
Q

A “diarreia paradoxal” pode estar presente na obstrução intestinal _____ (completa/parcial).

A

Parcial (suboclusões).

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27
Q

Sinais que indicam obstrução intestinal estrangulada? (6)

A
  1. Dor intensa, que não cessa;
  2. Sinais de irritação peritoneal;
  3. Taquicardia/pneia;
  4. Febre;
  5. Leucocitose;
  6. Alteração do nível de consciência.
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28
Q

Obstrução em alça fechada

A

Oclusão em 2 pontos simultaneamente, formando um circuito fechado.

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29
Q

Obstrução em alça fechada

Causas? (2)

A

Obstrução colônica com valva ileocecal competente (mais comum) e volvo.

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30
Q

Volvo (vôlvulos)

A

Torção do intestino em torno do seu próprio eixo.

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31
Q

Volvo

Fisiopatologia?

A

Aumento rápido da pressão → maior sofrimento isquêmico → perfuração precoce.

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32
Q

Nos cólons, o local mais comum de ocorrer volvo é no ________ (sigmóide/ceco).

A

Sigmóide.

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33
Q

Volvo de sigmóide

Sinais típicos ao exame de imagem?

A
  1. “Bico de pássaro” ou “chama de vela” (enema opaco);
  2. “Grão de café” ou “U” invertido (radiografia).
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34
Q

Volvo de sigmoide

Conduta na ausência de estrangulamento?

A

Descompressão colonoscópica.

(para evitar recidiva: sigmoidectomia eletiva)

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35
Q

Volvo de sigmoide

Conduta se refratário à descompressão colonoscópica ou se estrangulamento presente?

A

Cirurgia imediata: Sigmoidectomia de Hartmann.

O cólon sigmóide é retirado, o reto é fechado e uma colostomia é realizada. A colostomia é então fechada tardiamente (geralmente cerca de 3 meses após), com restauração da continuidade do cólon.

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36
Q

Obstrução mecânica

Diagnóstico? (3)

A
  1. Raio-x de tórax AP + abdome (ortostase e decúbito);
  2. Toque retal (pesquisar fezes, massa e fecaloma);
  3. Se dúvida: USG, radiografia contrastada ou TC.
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37
Q

Fezes presentes ao toque retal indica obstrução ________ (funcional/mecânica).

A

Funcional.

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38
Q

Sinal de Hochem​berg

A

Ampola retal livre de fezes (indica obstrução mecânica).

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39
Q

Na obstrução mecânica do intestino delgado, a radiografia pode mostrar…

A

pregas coniventes + distensão centralizada e sinal do “empilhamento de moedas”.

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40
Q

Na obstrução mecânica do intestino grosso, a radiografia pode mostrar…

A

distensão periférica e grosseira das alças + haustrações.

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41
Q

Provável diagnóstico?

Pneumobilia (aerobilia) + distensão de intestino delgado + cálculo ectópico.

A

​Íleo biliar.

(tríade de Rigler: pneumobilia + distensão de intestino delgado + cálculo ectópico)

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42
Q

Íleo biliar

A

Obstrução intestinal mecânica causada pela impactação de cálculos biliares no íleo distal, sendo este evento secundário à formação de uma fístula biliodigestiva.

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43
Q

Íleo biliar

Fisiopatologia?

A

Colecistite aguda → fístula entre vesícula e duodeno → passagem do cálculo pela fístula → obstrução do íleo terminal (menor diâmetro).

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44
Q

Íleo biliar

Tratamento?

A

Enterolitotomia (se jovem: associar colecistectomia).

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45
Q

Síndrome de Bouveret

A

= íleo biliar, mas a impactação é mais alta (duodeno/piloro).

Obstrução intestinal mecânica causada pela impactação de cálculos biliares no duodeno ou piloro, sendo este evento secundário à formação de uma fístula biliodigestiva.

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46
Q

Conduta na obstrução mecânica parcial?

A
  1. Suporte: SNG + repor eletrólito + antibiótico;
  2. Observar (resolução espontânea em 24-48h).
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47
Q

Conduta na obstrução mecânica total?

A
  1. Suporte: SNG + repor eletrólito + antibiótico;
  2. Cirurgia imediata!
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48
Q

V ou F?

A obstrução intestinal neoplásica, pode ser causada por carcinomatose ou neoplasias extraintestinais (comprimem).

A

Verdadeiro.

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49
Q

Intussuscepção intestinal

A

Uma parte do intestino se dobra para a seção imediatamente à frente (lembrar do telescópio).

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50
Q

Intussuscepção intestinal

Local mais comum?

A

Válvula íleo-cecal.

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51
Q

A intussuscepção intestinal em _______ (adultos/crianças) normalmente é secundária (divertículos, neoplasia…); já em _______ (adultos/crianças), ela é primária (idiopática).

A

Adultos; crianças.

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52
Q

Intussuscepção intestinal

Pico de incidência?

A

Nos primeiros dois anos de vida!

“inTWOssuscepção”

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53
Q

Intussuscepção intestinal

Fisiopatologia da forma primária?

A

Intestino imaturo (peristalse não se propaga de forma homogênea) → onda peristáltica encontra um seguimento com menor motilidade → uma alça “entra” na outra (invaginação). → obstrução intestinal.

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54
Q

Intussuscepção intestinal

Aspecto das fezes?

A

Fezes em “geleia de framboesa”: descamação da mucosa + eliminação mucossanguinolenta.

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55
Q

Intussuscepção intestinal

Ao exame abdominal, podemos encontrar…

A

Massa em “salsicha”.

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56
Q

Intussuscepção intestinal

Tratamento?

A
  1. Enema (apenas crianças respondem);
  2. Se refratário/adultos: cirurgia!

O contraste retal exerce pressão contrária à peristalse, pondendo realizar uma redução hidrostática da intussuscepção. Caso não resolva, está indicada a cirurgia.

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57
Q

A artéria mesentérica inferior é diretamente responsável pelo suprimento de quais estruturas?

A
  1. Cólon transverso;
  2. Descendente;
  3. Sigmóide;
  4. Reto superior.
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58
Q

As artérias marginais e o arco de Riolan derivam de qual artéria?

A

Mesentérica superior.

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59
Q

Principal doença intestinal MACROvascular?

A

Isquemia mesentérica aguda e crônica.

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60
Q

Principal doença intestinal microvascular?

A

Isquemia colônica (colite isquêmica).

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61
Q

Isquemia Mesentérica Crônica

Principal etiologia?

A

Aterosclerose.

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62
Q

Isquemia Mesentérica Crônica

Manifestação clínica típica?

A

Angina mesentérica.

“Comeu doeu”

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63
Q

Isquemia Mesentérica Crônica

Terapêutica?

A

Revascularização:

  1. Cirurgia (jovens);
  2. Stent (idosos ou comorbidades).
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64
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Etiologias? (4)

A
  1. Embolia (FA): 50%;
  2. Vasoespasmo (sepse, drogas): 20%;
  3. Trombose arterial (aterosclerose): 15%;
  4. Trombose venosa (↑coagulabilidade): 5%;
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65
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Clínica? (4)

A
  1. Dor abdominal intensa + exame normal (desproporção);
  2. TºC reto < TºC axilar;
  3. Acidose metabólica;
  4. Irritação peritoneal tardia.
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66
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Exames diagnósticos? (2)

A
  1. TC/AngioTC (+ usado): dilatação, espessamento e falha no enchimento;
  2. Angiografia mesentérica seletiva (padrão-ouro).
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67
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Achado mais frequente à angiografia mesentérica?

A

Embolia (50%): oclusão arterial sem colaterais.

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68
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Segundo achado mais frequente à angiografia mesentérica?

A

Isquemia não oclusiva (20%): “tudo estreitado”.

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69
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Terceiro achado mais frequente à angiografia mesentérica?

A

Trombose arterial (15%): oclusão arterial com colaterais.

(isquemia não-oclusiva)

70
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Achado menos frequente à angiografia mesentérica?

A

Trombose Venosa (5%): “tudo congesto”.

71
Q

Isquemia Mesentérica Aguda

Achado tomográfico tardio, relacionado à necrose tecidual e perfusão tecidual?

A

Pneumatose intestinal.

72
Q

Isquemia Mesentérica Aguda por embolia/trombose

Tratamento?

A

Heparinização + laparotomia

Embolectomia/trombectomia + ressecção (se necessário) + papaverina (no pós-op, para evitar vasoespasmo).

73
Q

Isquemia Mesentérica Aguda por vasoespasmo

Tratamento?

A
  1. Papaverina intra-arterial;
  2. Laparotomia se:
  • Irritação peritoneal;
  • Infarto intestinal;
  • Dúvida diagnóstica;
  • Refratários.
74
Q

Principais áreas de fragilidade vascular no cólon? (2)

A

Flexura esplênica (de Griffiths) e junção retossigmoide (de Sudeck).

75
Q

Isquemia Colônica

Clínica? (4)

A

Idoso com:

  1. Cólica;
  2. Diarreia mucossanguinolenta;
  3. Febre;
  4. ↓PA.
76
Q

Isquemia Colônica

Exames diagnósticos?

A
  1. Clister opaco;
  2. Colonoscopia.

Microvascular = só mucosa

77
Q

Isquemia Colônica

Achado radiográfico?

A

“Sinal das impressões digitais”

78
Q

Isquemia Colônica

Processos agudos que indicam colectomia?

A
  1. Peritonite;
  2. Hemorragia;
  3. Colite fulminante refratária.
79
Q

Isquemia Colônica

Processos crônicos que indicam colectomia?

A

Estenose e obstrução.

80
Q

Causa mais comum de abdome agudo não traumático?

A

Apendicite aguda.

81
Q

Apendicite Aguda

Fisiopatologia?

A

Obstrução → distensão/proliferação bacteriana → isquemia com risco de perfurar.

82
Q

Principais causas de obstrução do apêndice? (5)

A
  1. Fecalito;
  2. Hiperplasia linfoide;
  3. Neoplasias;
  4. Corpo estranho;
  5. Parasitos.
83
Q

Apendicite Aguda

Clínica? (5)

A
  1. Dor meso/epigástrica que migra para FID;
  2. Febre baixa;
  3. Náuseas/vômitos;
  4. Diarreia/constipação;
  5. Anorexia.
84
Q

V ou F?

O risco de perfuração da apendicite aguda é CIA: Criança > Idoso > Adulto.

A

Falso

O risco de perfuração da apendicite aguda é ICA: Idoso > Criança > Adulto.

85
Q

Apendicite Aguda

Pontuação no escore de Alvarado que fala contra a doença?

A

0 a 3.

86
Q

Apendicite Aguda

Pontuação no escore de Alvarado que indica exame de imagem?

A

Entre 4 e 6.

87
Q

Apendicite Aguda

Pontuação no escore de Alvarado que indica cirurgia?

A

≥ 7.

88
Q

Apendicite Aguda

Critérios de Alvarado? (7)

A

ALVARADo

  1. Anorexia;
  2. L2eucocitose;
  3. Vômitos e nauseas;
  4. Abdome com dor migratória para hipogastro;
  5. R2eclama à palpação de quadrante inferior direito (hiperssensibilidade);
  6. Alta temperatura;
  7. Dor à descompressão (Blumberg).

(total: 9 pontos)

89
Q

Apendicite Aguda

Sinais ao exame físico? (8)

A
  1. Blumberg;
  2. Rovsing;
  3. Dunphy;
  4. Obturador;
  5. Lenander;
  6. Psoas;
  7. Lapinsky;
  8. Aaron.
90
Q

Sinal de Blumberg

A

Dor à descompressão brusca no ponto de McBurney.

*Atualmente é descrito como descompressão ampla dolorosa (não só no ponto de McBurney).

91
Q

Sinal de Rovsing

A

Dor na FID ao comprimir a FIE.

92
Q

Sinal de Dunphy

A

Dor em FID que piora com a tosse.

93
Q

Sinal do Obturador

A

Dor hipogástrica desencadeada por flexão da coxa + rotação interna do quadril, em decúbito dorsal.

94
Q

Sinal de Lenander

A

Tretal > Taxilar em pelo menos 1º C.

95
Q

Sinal do Psoas

A

Em decúbito lateral esquerdo, o examinador realiza a hiperextensão passiva de membro inferior direito (ou flexão ativa contra resistência).

Mais específico

96
Q

Sinal de Lapinsky

A

Dor à compressão da FID enquanto eleva o membro inferior esticado.

LApinsky: eleva o membro pra cima”

97
Q

Sinal de Aaron

A

Dor em epigástrio após comprimir o ponto de McBurney.

Aaron: dor Alta (epigástrio)”

98
Q

Apendicite Aguda

Para quais grupos de pacientes os exames de imagem estão indicados? (4)

A
  1. Criança;
  2. Idoso;
  3. Mulheres;
  4. Gestantes.
99
Q

Apendicite Aguda

Exames de imagem? O que mostram?

A
  1. USG e TC.
  2. Espessamento da parede e lesão em alvo.

(diâmetro AP ≥ 7 mm em ambos)

100
Q

Apendicite precoce/simples (< 48h e sem complicação)

Conduta?

A

Dieta zero + antibiótico profilático + apendicectomia (aberta ou por vídeo)*.

*Aberta ou por vídeo. Se mulher, obeso, idoso ou perfuração → por vídeo.

101
Q

Apendicite complicada/tardia (> 48h)

Conduta inicial?

A

Última edição do Sabiston → avaliar se há peritonite difusa:

  1. Sim? Repor volemia + ATB + apendicectomia de urgência.
  2. Não? Pedir TC.
102
Q

Apendicite Aguda

Conduta, se exame de imagem mostrar fleimão (< 4 cm)?

A

ATB + colono em 4-6 semanas + apendicectomia em 6-8 semanas.

103
Q

Apendicite Aguda

Conduta, se exame de imagem mostrar abscesso (> 4 cm)?

A

DRENAR + ATB + colono em 4-6 semanas + apendicectomia em 6-8 semanas.

(a única diferença do fleimão pro abscesso é que nesse último, a gente drena)

104
Q

A doença diverticular dos cólons é caracterizada pela presença de divertículos nos cólons, ___ (com/sem) inflamação.

A

Sem.

(se inflamação → diverticulite)

105
Q

Doença Diverticular dos Cólons

Fatores de risco? (4)

A
  1. População ocidental;
  2. Dieta pobre em fibras;
  3. Idosos;
  4. ↑Pressão nos cólons.
106
Q

Quais exames fazer na suspeita de Doença Diverticular?

A

Colono/Enema

107
Q

V ou F?

Na doença diverticular dos cólons (diverticulose), os pacientes geralmente são assintomáticos (diagnóstico feito de maneira incidental pela colonoscopia/clister opaco).

A

Verdadeiro.

108
Q

Doença Diverticular dos Cólons

Sítios mais comuns? (2)

A

Cólon esquerdo e Sigmóide.

109
Q

Doença Diverticular dos Cólons

Complicação + encontrada em cólon direito?

A

Hemorragia (15%).

Macete: assim como no CA de cólon direito.

110
Q

Doença Diverticular dos Cólons

Complicação + encontrada em cólon esquerdo / sigmóide?

A

Diverticulite (inflamação).

(Esquerdo “Enflama”)

111
Q

Diverticulite Aguda

A

Inflamação ou infecção em uma ou mais das pequenas bolsas do trato digestivo.

112
Q

A diverticulite aguda também é lembrada, no idoso, como…

A

“apendicite à esquerda”.

113
Q

Diverticulite Aguda

Clínica? (4)

A
  1. Dor abdominal (QIE - sigmóide);
  2. Febre c/ calafrio;
  3. Urgência urinária;
  4. Mudança do hábito intestinal.
114
Q

Diverticulite Aguda

Complicações? (4)

A
  1. Abscesso +comum;
  2. Perfuração (peritonite);
  3. Fístula;
  4. Obstrução.
115
Q

Diverticulite Aguda

Fístula mais comum?

A

Colovesical.

116
Q

Diverticulite Aguda

Exame diagnóstico?

A

TC (padrão-ouro) → lesão hipodensa/bem delimitada.

117
Q

Diverticulite Aguda

Quais exames evitar na fase inicial? Por quê? (2)

A
  1. Colonoscopia e clister opaco.
  2. Pelo risco de perfuração.

Colonoscopia só após 4-6 sem (excluir neo)

118
Q

Diverticulite Aguda

Hinchey Ia?

A

Fleimão.

(divisão em Ia e Ib somente na escala de Hinchey modificada)

119
Q

Diverticulite Aguda

Hinchey Ib?

A

Abscesso pericólico ou mesentérico.

(divisão em Ia e Ib somente na escala de Hinchey modificada)

120
Q

Diverticulite Aguda

Hinchey II?

A

Abscesso pélvico ou à distância.

121
Q

Diverticulite Aguda

Hinchey III?

A

Peritonite purulenta generalizada.

122
Q

Diverticulite Aguda

Hinchey IV?

A

Peritonite fecal generalizada.

123
Q

Diverticulite Aguda não complicada

Conduta? (3)

A
  1. Dieta líquida;
  2. ATB oral (cipro + metro 7-10 dias);
  3. Colonoscopia em 4-6 semanas;
  4. Se falha: cirurgia eletiva.

(se quadro intenso/imunosuprimido: interna + dieta zero + HV + ATB IV)

124
Q

V ou F?

A antibioticoterapia sempre fará parte do tratamento da diverticulite aguda.

A

Verdadeiro.

125
Q

Quais surtos da diverticulite tendem a ser mais graves?

A

Os primeiros.

(↓”proteção” fibrótica peridiverticular)

126
Q

Diverticulite Aguda complicada

Conduta? (4)

A
  1. Se peritonite (Hinchey III*/IV): ATB + hidratação venosa + Hartmann (*considerar lavagem laparoscópica);
  2. Se abscesso ≥ 4 cm: ATB + drenar + cirurgia eletiva;
  3. Se fístula: ATB + cirurgia eletiva;
  4. Se obstrução: ATB + drenar (se total → cirurgia de urgência).
127
Q

Diverticulite Aguda

Indicações da cirurgia eletiva? (5)

A
  1. Falha do tto clínico na diverticulite não complicada;
  2. Após 3º episódio de diverticulite não complicada;
  3. Impossibilidade de excluir CA de cólon;
  4. Após 1º episódio de diverticulite em imunodeprimidos;
  5. Após 1º episódio de diverticulite complicada com:
  • Abscesso;
  • Fístula colovesical;
  • Obstrução parcial.
128
Q

Diverticulite Aguda

Indicações da cirurgia de urgência?

A
  1. Peritonite generalizada (devido à ruptura de divertículo/abscesso);
  2. Obstrução intestinal total refratária.
129
Q

Diverticulite Aguda

Cirurgia eletiva proposta?

A

Sigmoidectomia + anastomose primária termino-terminal.

130
Q

Diverticulite Aguda

Cirurgia de urgência proposta?

A

Cirurgia de Hartmann

Ressecar cólon + colostomia terminal + fechamento do coto retal + anastomose secundária.

131
Q

Quais outras doenças podem levar ao quadro de abdome agudo? (3)

A
  1. Saturnismo (bloco “Intoxicações”);
  2. Porfiria (bloco “Hematologia”);
  3. Febre Tifóide (bloco “Infecto”).
132
Q

Volvo Gástrico

Tríade clássica?

A

Tríade de Borchardt:

  1. Epigastralgia importante, súbita e intensa;
  2. Regurgitações sem vômito;
  3. Não-progressão da sonda nasogástrica.
133
Q

Pólipos intestinais

Fatores de risco para malignidade? (3)

A
  1. Vilosos (“Vilão”);
  2. Displasia grave;
  3. >2cm.
134
Q

Pólipos intestinais

Classificação?

A
  1. Não neoplásicos:
    1. Hiperplásico;
    2. Hamartomatosos;
    3. Inflamatórios.
  2. Neoplásicos:
    1. Adenomas;
    2. Adenocarcinoma.
135
Q

V ou F?

Pólipo = Polectomia

A

Verdadeiro.

136
Q

Como realizar o seguimento após exérese de pólipo colorretal?

A

Após 3 anos da ressecção → repetir a cada 5 anos.

(se exames normais)

137
Q

Polipose adenomatosa familiar

Apresentação clássica?

A

Pólipos difusos em TGI + retinite pigmentosa.

138
Q

Polipose adenomatosa familiar

Causa?

A

Mutação no gene APC.

139
Q

Polipose adenomatosa familiar

Conduta?

A

Colectomia profilática.

140
Q

Polipose adenomatosa familiar

Variantes? (2)

A
  1. Gardner;
  2. Turcot.
141
Q

Síndrome de Gardner

Sinais? (3)

A
  1. Dentes extra-numéricos;
  2. Osteomas;
  3. Lipomas.
142
Q

Síndrome de Turcot

A

PAF (polipose adenomatosa familiar) + tumor de SNC (meduloblastoma).

143
Q

Síndrome de Peutz-Jeghers

Quando considerar?

A

Pólipos hamartomatosos + manchas melanocíticas.

144
Q

Síndrome de Cowden

Quando considerar?

A

Pólipos hamartomatosos + Ceratose palmoplantar + nódulos verrucosos (triquilemomas).

145
Q

CA colorretal

Doença infecciosa associada?

A

Endocardite infecciosa por S. bovis.

146
Q

CA colorretal

Lesão inicial?

A

Adenoma.

(malignização em aproximadamente 10 anos)

147
Q

CA colorretal

Apresentação clínica em cólon direito? (3)

A
  1. Anemia ferropriva;
  2. Massa palpável;
  3. Melena.
148
Q

CA colorretal

Apresentação clinica em cólon esquerdo?

A

Alteração do hábito intestinal.

(diarreia e/ou constipação)

149
Q

CA colorretal

Apresentação clinica em reto? (3)

A
  1. Hematoquezia;
  2. Fezes em fita;
  3. Tenesmo.
150
Q

CA colorretal

Fator de risco mais comum?

A

Esporádico

  1. Idade;
  2. Histo1ria familiar;
  3. Doença inflamatória intestinal;
  4. Dieta;
  5. Hábito de vida.
151
Q

V ou F?

Diagnóstico do CA colorretal pode ser realizado por retossigmoidoscopia.

A

Falso.

A retossigmoidoscopia não detecta tumores sincrônicos altos.

152
Q

CA colorretal

Diagnóstico?

A

Colonoscopia com biópsia.

153
Q

CA colorretal

Acompanhamento após o diagnóstico?

A

Antígeno carcinoembrionário (CEA).

154
Q

CA colorretal

Acompanhamento após o tratamento? (4)

A
  1. Colonoscopia anual: se pólipos encontrados ou removidos, até a ausência de pólipos;
  2. Colonoscopia 5/5 anos: se ausência de pólipos em exames anterior (exceto se hist. familiar);
  3. CEA 3/3 meses: nos 2 primeiros anos;
  4. TC / RNM / Rx abdome: se CEA crescente, para investigação de metástases.
155
Q

V ou F?

O estadiamento TMN do CA colorretal possui os itens T e M idênticos ao CA de esôfago e estômago.

A

Verdadeiro.

156
Q

CA colorretal

Rastreamento?

A

Colonoscopia 10/10 anos a partir dos 50 anos

(40 anos se história familiar)

157
Q

CA cólon

Tratamento? (3)

A
  1. Ressecção com margem de segurança (5 cm);
  2. Linfadenectomia;
  3. QT adjuvante (se N positivo).
158
Q

CA reto

Indicação do tratamento precoce (TNM)? Conduta?

A
  1. Estádio T1.
  2. Conduta:
  • Se alto: excisão endoscópica;
  • Se baixo: excisão local.
159
Q

CA reto

Indicação do tratamento padrão (TNM)? Conduta? (3)

A
  1. ≥ T2.
  2. Conduta:
  • QT + RT neoadjuvante (1ª medida);
  • > 5 cm da margem anal: Ressecção abdominal baixa + excisão total do mesorreto, com anastomose +/- ostomia de proteção;
  • ≤ 5 cm da margem anal: Miles (Ressecção abdominoperineal) + excisão total do mesorreto, com colostomia definitiva.
160
Q

CA colorretal metastático no fígado é ressecado se…

A

boa função hepática residual.

(não caracteriza irressecabilidade)

161
Q

CA colorretal

Quando ressecar se metastático nos pulmões ou peritônio?

A

Apenas se houver metástase única.

162
Q

V ou F?

CA colorretal demora cerca de 2 meses para dobrar de tamanho.

A

Falso

CA colorretal demora cerca de 2 anos para dobrar de tamanho.

163
Q

V ou F?

No CA de cólon, a elevação de alfafetoproteína evidencia presença de metástase hepática.

A

Falso

Alfafetoproteína não é marcador para metástases hepáticas, servindo apenas como marcador para o CHC (carcinoma hepatocelular) ou para CA de testículo não-seminoma.

164
Q

V ou F?

No CA de cólon, a elevação do CEA (antígeno carcinoembrionário) no pós tratamento, quando antes não estava alterado, indica investigação de doença recidivante.

A

Verdadeiro.

165
Q

V ou F?

No CA de cólon, a colonoscopia deve ser realizada após o tratamento para inspecionar anastomose e detectar lesões polipoides.

A

Verdadeiro.

166
Q

V ou F?

No CA de cólon as recidivas ocorrem, geralmente, após o 4º ano após a ressecção.

A

Falso

No CA de cólon as recidivas ocorrem, geralmente, antes do 2º ano após a ressecção.

167
Q

V ou F?

No CA de cólon, o objetivo do seguimento pós-operatório é detectar recidiva precoce, que é tratável e deve ser realizado com colonoscopia e CEA.

A

Verdadeiro.

168
Q

Síndrome de Lynch

A

Câncer colorretal hereditário não-polipoide. Não segue a clássica sequência adenoma-carcinoma.

169
Q

Síndrome de Lynch

Diagnóstico? (3)

A

Critérios de Amsterdam:

  1. CA colorretal antes dos 50 anos;
  2. ≥ 3 familiares acometidos (pelo menos um de 1° grau);
  3. Acomete duas gerações consecutivas.
170
Q

Síndrome de Lynch

Tipo 1? Tipo 2?

A

Tipo 1: CA colorretal isolado. (“apenas 1”)

Tipo 2: CA colorretal + Outros*. (“pelo menos 2”)

(*pâncreas, endométrio, ovário etc.)