Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Flashcards Preview

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Flashcards in Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Deck (35):
1

Como ocorre a infecção pelo HIV

Aderência da gp120->ligação da gp41 aos correceptores CXCR4 e CCR5-> vírus internalizado-> transcriptase reversa transcreve RNA viral em DNA->integrasse une o DNA do vírus ao da célula hospedeira->proteínas do vírus são formada->proteases tornam maduras as proteínas->novos vírus completos são liberados

2

Quais doenças o HTLV esta relacionado

leucemia ou linfoma de células T do adulto
paraparesia espástica tropical

3

Sobre a história natural do vírus HIV quais são as fases que existem

1.Infecção aguda
2.Latência clínica
3.Fase sintomática (precoce/AIDS)

4

Sobre a fase de infecção aguda, quais são os sintomas do paciente, quanto tempo dura, como é possivel fazer o dx

-Sintomas: clínica semelhante a mononucleose like (febre, linfonodomegalia, rash cutâneo, mialgias e faringite). Pode ocorrer sintomas neurólogicos como: cefaleia, dor ocular, meningoencefalite, neuropatia periférica e até mesmo síndrome de Guillain-Barré.
-Duração: geralmente ela ocorre entre a primeira e terceira semana após a infecção, durando em torno de 4 semanas.
-DX: sorologia é negativa, o dx deve ser realizado com a utilização de métodos moleculares para detecção de RNA do HIV, como detecção do antígeno viral p24.

5

Sobre a fase de latência clínica:
qual a importância do setpoint viral

setpoint viral: possui relação com a velocidade de queda da contagem de CD4, ou seja, constitui-se num importante predior prognóstico, na medida em que prediz a velocidade de evolução para fase de SIDA.

6

Sobre a fase de latência clínica: sintomatogolia e contagem de CD4 e carga viral

Nessa fase o paciente permanece assintomático, permanecendo assim por um longo período, em média, 10 anos.
A replicação viral contina em baixa intensidade e a contagem de CD4 assume um aspecto de platô, porém percebemos uma queda gradual de CD4 de cerca de 50 células/mm3 por ano, até chegar a níveis perigosamente baixos

7

Sobre a fase sintómatica, quais são as características principais da:
a) Fase precoce
b) Fase AIDS

PRECOCE: cândida (boca, vagina), leucoplasia pilosa, TB pulmonar, Herpes-zoster, displasia e Ca cervical in situ, anemia e PTI

AIDS:
-Fungos: cândida esôfago e via aérea; Pneumocistose, micose disseminada
-Tuberculose extrapulmonar
-Vírus: CMV (exceto fígado, baço e linfonodos): retinite, pneumonite, encefalite; -Leucoencefaopatia Multifocal Progressiva, HIV (encéfalo, nefro-faz GESF colapsante, cadiopatia)
-Neoplasia: Ca cervical invasico, Sarcoma de Kaposi, Linfoma não-hodgkin
-Parasitas: neurotoxo, Chagas

8

Quais os linfomas aumentam de incidência na AIDS

Linfoma imunoblástico
Linfoma de Burkitt
Linfoma primário do SNC

9

Como é feito o dx de SIDA em mesnores de 18 m

Pesquisa do HIV-RNA ou DNA pró viral

10

Como é feito o dx de SIDA em maiores de 18 m

Detectar anticorpo: imunoensaio (IE) ou Teste Rápido (TR1+TR2)
IE negativo= amostra não reagente, se suspeito repetir em 30 dias
TR1+TR2 poitivo= amotra reagente-> solicitar pesquisa do v[irus HIV-RNA ou imunoblot
Se testes discordantes: Western Blot ou Imunoblot

11

Para quem está indicado a terapia antirretroviral? Quais são os pacientes prioritários?

Todos os pacientes com vírus (TARV não é emergência, exceto: estupro e acidente ocupacional; iniciou, não deve parar mais; mínimos três drogas)
Prioritários:
• Sintomático
• Assintomáticos com CD4<350
• Gestantes
• Tuberculose ativa (fazer genotipagem pré tratamento. O tto prioritário é o da TB.)
• Hepatite B ou C
• Risco cardiovascular elevado (>20%)

12

Quais são as classes de medicamentos da TARV

Inibidores da Transcriptase reversa
Inibidores da Integrase
Inibidores da protease
Inibidores da fusão
Antagonistas da CCRS

13

Quem são os Inibidores da Transcriptase reversa

Tenofovir (TDF)
Lamivudina (3TC)
Ziduvudina (AZT): faz anemia, acidose lática; é um medicamento de segunda linha
Efavirenz (EFV): faz manifestações neuropsiquiatricas
Abacavir (ABC): faz reaçõe de hipersensibilidade, lembrar abacaxi (algumas pessoas são alergicas)->abacavir
Entricitabina (FTG): é ultilizado para profilaxia

14

Quem são os Inibidores da Integrase

Dolutegravir (DTG)
Raltegravir (RAL)

15

Quem são os Inibidores da protease

Terminam em NAVIR

16

Quem são os Inibidores da fusão

Enfuvirtida

17

Quem são os antagonistas da CCRS

Maraviroque

18

Quais são os esquemas:
De primeira linha
Coinfecção TB-HIV
TB grave, gestante

De primeira linha: TDF + 3TC + DTG
Coinfecção TB-HIV: TDF + 3TC + EFV
TB grave, gestante: TDF + 3TC + RAL
TB grave: CD4 < 100, outra infecção oportunista, internação, disseminada
IMPORTANTE:
TDF: nefrotoxicidade, osteoporose (opcções ABC ou AZT)
DTG: interage com fenitoína, fenobarbital, carbamazepina (opcções EFV)
EFV E RAL: voltar para DTG em 3 meses

19

Quando ocorre falha virológica

Carga viral detectável após 6m de TARV
Rebote após supressão

20

Quais são os critérios para a suspeita clínica de Síndrome da Reconstituição Imune

• Piora de doença reconhecida ou surgimento de nova manifestação após início da TARV
• Presença de imunodepressão grave (cd4<100) antes do início ou modificação do esquema
• Relação temporal entre o início da TARV e o aparecimento das manifestações inflamatórias, dentro de 4 a 8 semana do início da TARV
• Presença de resposta imune, virológica ou ambas após o início da TARV
• Exclusão de falha terapêutica, reação adversa ou superinfeccção

21

Uma mulher de 31a com infecção por HIV sem tto antirretroviral, apresenta tuberculose pulmonar há 2 semanas. A resposta imunológica (ativação dos linfócitos T DC4) desta paciente a TB causaria diretamente qual feito

O aumento da carga viral ao HIV

22

Em quanto tempo realizar a profilaxia pós exposição (PEP)

Mais precoce possível, ideal nas primeiras duas horas, sendo o limite 72h.

23

Como avaliar o paciente fonte e o exposto para instituir a PEP


Realizar teste rápidos (TR1 e TR2)
Exposto + ou fonte - : não fazer profilaxia, fazer terapêutica
Exposto – e fonte + ou desconhecida: fazer profilaxia (TDF + 3TC+ DTG por 28 dias)

24

Quais são as situações em que a PEP não esta recomendada

• Pessoas sabidamente infectada pelo HIV, previamente à exposição .
• Casos em que a exposição não acarreta risco de transmissão, tais como: exposição de pele intacta, exposição a fluidos corpóreos cujo risco de transmissão seja inexistente (saliva, urina, lagrima, suor ou fezes); exposição a fluidos corpóreos de indivíduos sabidamente soroegativos para o HIV (a não ser que estes estejam sob alto rico de infecção recente, que inclua o período de janela imunológica).
• Casos em que o atendimento ocorra mais de 72horas após o acidente.

25

Quais são os 4 passos da avaliacao da PEP

1. O tipo de material biológico é de risco para transmissão do HIV?
2. O tipo de exposição é de risco para a transmissão do HIV?
3. O tempo transcorrido entre a exposição e o atendimento é menor que 72 horas?
4. A pessoa exposta é não reagente para HIV no momento do atendimento?
SE TODAS AS RESPOSTAS FOREM SIM, A PED PARA HIV ESTA INDICADA

26

Quais são os materiais biológicos envolvidos no risco de transmissão do HIV?

São: sangue e outros materiais cotendo sangue;
Sêmen;
Fluidos vaginais;
Líquidos de serosas (peritoneal, pleural, perocárdico), líquido amniótico, liquor e líquido articular
Não são: suor, lágrima, fezes, võmiots, secreções nasais, saliva

27

Sobre a profilaxia pré-exposição para o HIV quais são os grupos vulneráveis

Gays e homens que fazem sexo com homens
Pessoas trans
Profissionais do sexo
Parcerias sorodiscordantes + relacao anal ou vaginal sem preservativos por 6m
Episódios recorrentes de IST
Uso repetido de PEP

28

Qual esuqema terapêutico na PREP

TDF + ENTRICITABINA
Relação anal: 7 dias para proteção
Relação vaginal: 20 dias

29

Sobre a transmissão vertical do HIV qual o principal momento em que ela ocorre

PARTO

30

Quais são os principais fatores de risco associados à transmissão vertical do HIV

Carga viral elevada
Ruptura prolongada das membranas amnióticas

31

Sobre a transmissão vertical, qual deve ser o esquema terapêutico durante a gestação e para quais gestantes estã indicado
Quando esta indicado realizar o teste rápido para HIV na gestação

TDF + 3TC+ RAL: para todas as gestantes na 14a semana

O teste rápido para HIV está indicado no 1a e 3a trimestre, história de exposicao de risco ou violência sexual, admissão na maternidade, hospital ou casa de parto

32

Qual a via de parto para evitar transmissão vertical nos seguintes casos:
MAIOR OU IGUAL A 34 S
1. CV ≥ 1000
2. CV <1000

1. Cesariana eletiva: ou seja aquela realizada na 38a semana de gestação, com dilataçã entre 3-4 cm, bolsa integra, sem trabalho de parto
2. Via de parto por indicação obsterica

33

Como deve ser a quimioprofilaxia para evitar a transmissão vertical do HIV

ZIDOVUDINA: deve ser administrada durante o início do TP até o clampeamento do cordão umbilical
Já aquelas gestantes com CV indetectavél na 34a semana realiza se o parto segundo indicação obstetrica e mantem a TARV habitual por via oral.

34

Qual a conduta em relação ao RN de mãe HIV +

Contraindicar o aleitamento
Receber AZT após o nascimento devendo ser mantido o tto durante as primeiras quatros semanas de vida
Associar a NVP ao AZT nas primeiras 48h para:
1. Todo RN em que a mãe portadora do vírus HIV não recebeu antiretrovirrais na gestação, mesmo que ela tenha recebido AZT durante o parto
2. Uso de TARV na gestação, mas CV desconhecida ou ≥1000 no 3ª trimestre
Receber a partir de 4-6s de vida quimioprofilaxia para a pneumonia pelo Pneumocystis jirovecii com sulfametazol + trimetropim

35

Qunado associar NVP- nevirapina ao AZT na profilaxia de tramissão vertical do RN

Mãe sem ARV na gestação
CV > 1000 ou desconhecida no 3ª trimestre
Má adesão
Mãe com IST (sífilis)
Mãe com teste reagente no parto