Nas frases a seguir, extraídas do livro A alma encantadora das ruas (1908), de João do Rio, a palavra “estrangeiro” está destacada.
Assinale aquela em que o termo exemplifica a classe do substantivo.
A) Os ferros retiniam sempre a música sinistra. Encostados à amurada, damas roçagando sedas e cavalheiros estrangeiros de smoking, debochavam, em inglês, as belezas da nossa baía.
B) Todos nós conhecemos o tipo do rapaz do Largo do Machado: cabelo à americana, roupas amplas à inglesa, lencinho minúsculo no punho largo, bengala de volta, pretensões às línguas estrangeiras, calças dobradas como Eduardo VII.
C) Se isso era possível em 1880! Depois, quer saber? A República trouxe a Bolsa, uma porção de cocheiros estrangeiros, uns gringos e ingleses de cara raspada, com uns carros que até nem eu lhes sabia o nome!
D) Nesse tempo não havia a associação, não havia o sentimento de classe e os pobres estrangeiros pegados na Marítima trabalhavam por três mil réis dez horas de sol a sol.
E) Esse esquisito sentimento dos poetas da calçada tem uma sequência lógica – o jacobinismo pândego, a crítica acerba, toda de alto, com desprezo das coisas estrangeiras.
Letra D
Na frase “os pobres estrangeiros pegados na Marítima trabalhavam…”, a palavra “estrangeiros” funciona como um substantivo. Ela é o núcleo do sujeito, referindo-se diretamente às pessoas, e está acompanhada por um artigo (“os”) e um adjetivo (“pobres”). Nas outras opções, a palavra atua como adjetivo, caracterizando um substantivo: “cavalheiros estrangeiros”, “línguas estrangeiras”, “cocheiros estrangeiros” e “coisas estrangeiras”.