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Flashcards in ISTs Deck (52)
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1

Quais os princípios para a adequada atenção as ISTs?

- Interromper cadeia de transmissão: detecção precoce dos casos, tratar infectados e parcerias
- Prevenir novas ocorrências: aconselhamento específico, educação sexual

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Qual o agente etiológico da sífilis e como é sua transmissão?

- Treponema palidum
- Contato sexual, transmissão congênita
- Raramente transmitida por transfusão ou contato indireto
- Treponema penetra pelas mucosas e pele erosada, ocorrendo disseminação para linfonodos regionais e órgãos internos em poucas horas, com período de incubação de 21 dias

3

Quais as formas de sífilis recente e tardia?

- Recente: sintomática primária, sintomática secundária e latente precoce (< 1 ano)

- Tardia: latente tardia (> 1 ano), sintomática terciária

4

Como é a clínica da sífilis primária?

- 10 a 90 dias após a inoculação
- Fase altamente contagiosa
- Cancro duro: ulcera única, indolor, com bordas endurecidas, de fundo limpo, avermelhado, com discreta serosidade, involui espontaneamente em 1-2 meses sem deixar cicatriz
- Mulheres: colo uterino e vulva
- Homens: sulco balanoprepucial e glande
- Extragenitais: lábios, ânus, língua, dedos
- Micropoliadenopatia regional: inguinal, indolor, múltipla, bilateral, 10 dias após surgimento do cancro - "sombra do cancro"

5

Quais os marcadores do estágio primário da sífilis?

- VDRL baixo ou negativo
- FTAbs positivo

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Quais as apresentações atípicas da sífilis?

- Indurações,
- Fissuras perianais
- Cancro necrótico
- Cancro múltiplo
- Sífilis decapitada: sem cancro, por infecções transfusionais ou uso de atb que mascara as lesões
- Cancro misto ou cancro de Rollet: cancro sifilítico + cancro mole
- Cancro redux: lesão gomosa que reaparece no lugar do antigo cancro (terciarismo)
- Pensar em HIV qd formas atípicas

7

Como é a clínica da sífilis secundária?

- Surge em média 2 meses após o cancro
- Erupção maculosa generalizada e simétrica, eritemato-descamativas (roséolas sifilíticas), acometimento palmo-plantar
- Após semanas, podem surgir sifílides papulosas ou papuloescamosas
- Micropoliadenopatia generalizada
- Mialgia, irite, febre, artralgia

8

Quais são as lesões que podem ocorrer da sífilis secundária?

- Sifílides papuloerosivas (condiloma plano): as mais contagiosas. em zonas de atrito, ao redor do ânus e vulva
- Sifílide elegante: pacientes negros, com lesões anulares e circinadas ao redor de orifícios
- Colar de Vênus: lesões hipocrômicas em torno do pescoço
- Alopecia em clareira
- Placas mucosas: lesões arredondadas, erosivas, esbranquiçadas

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Como estão os marcadores na sífilis secundária?

VDRL e FTA-Abs positivos

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O que é sífilis maligna precoce?

- Forma de sífilis secundária
- Pcts imunocomprometidos
- Lesões papulo-pustulosas e ulceradas, recobertas por crostas hemorrágicas
- Aspecto rupioide (semelhante a ostras)
- Mais frequente em face e couro cabeludo
- Dolorosas, disseminadas
- Mal-estar, febre, mialgia
- Não cura espontaneamente

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Qual o percentual de pacientes que evoluem para sífilis terciária/tardia?

- 40% evoluem para sífilis terciária em 2-30 anos
- 60% apresentam cura espontânea

12

Quais as manifestações tegumentares da sífilis terciária?

- Lesão única ou lesões pouco numerosas, localizadas e destrutivas
- Deixam cicatriz atrófica
- Goma sifilítica: perfura o palato
- Lesões tuberocircinadas, com arranjo arciforme, crescimento lento centrífugo e cura central
- Nódulos em região justa articular indolores, móveis, consistência amolecida
- Não são contagiosas, não involuem espontaneamente

13

Qual a complicação cardiovascular mais comum da sífilis?

- Aortite sifilítica

14

Quais as formas de neurossífilis?

- Assintomática: alterações liquóricas sem sintomas (mais comum)
- Meningite sifilítica
- Sífilis cérebro-vasscular
- Neurossífilis parenquimatosa: paralisia geral progressiva, tabes dorsalis, atrofia óptica

15

Quais os diagnósticos diferenciais de sífilis?

- Cancro duro: cancro mole, HSV, donovanose, linfogranuloma inguinal
- Roséola sifilítica: farmacodermias, viroses exantemática, pitiríase rósea, urticária
- Sifílides papulosas: psoríase, hanseníase, acne
- Condiloma plano: condiloma acuminado
- Goma: micoses profundas, tuberculose cutânea, leishmaniose

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Como é feito o diagnóstico da sífilis?

- Pesquisa do treponema em campo escuro: cancro e lesões mucocutâneas
- VDRL: quantitativo, controle terapêutico
- FTA-Abs IgG IgM: mais específico, precocemente positivo, pode continuar positivo com a cura
- Exame do líquor
- Histopatologia

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Como é o tratamento da sífilis?

- Sífilis recente: penicilina G benzatina 2,4mi U IM dose única / doxicilina ou ceftriaxone (gestantes) ou eritromicina

- Sífilis tardia: penicilina G benzatina 2,4mi U IM 1x/semana por 3 semanas / mesma alternativa da sífilis recente

- Neurossífilis: penicilina G cristalina 18-24mi UI/dia IV por 14 dias / ceftriaxone

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Como é feito o seguimento dos pacientes tratados para sífilis?

- Sífilis recente: trimestral no 1o ano, semestral no 2o ano. Gestantes: mensal

- Sífilis tardia: trimestral 1o ano, sementral no 2o ano e mensal para gestantes

- Neurossífilis: exame do LCR de 6 em 6 meses até normailzação

19

Como é a reação de Jarisch Herxheimer?

- Ocorre na sífilis secundária
- Cefaleia, febre, calafrios, artralgias, mialgias, exacerbação das lesões após 4-12h do início do tratamento
- Decorre da liberação de ags treponêmicos
- Orientar o paciente que isso pode acontecer
- Tratar a reação com analgésicos e repouso

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Qual o agente etiológico do cancro mole e como é sua transmissão?

- Haemophilus ducreyi
- Bactéria auto-inoculável: lesões em espelho, bactéria se auto-inocula

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Qual a epidemiologia do cancro mole?

- Sexo masculino 30:1
- Regiões tropicais
- Comunidades com baixo nível de higiene

22

Como é a clínica do cancro mole?

- Incubação de 2-7 dias
- Lesão inicial: mácula, pápula, vesícula ou pústula, evolui para ulcera. Dolorosas, bordas irregulares, fundo purulento
- Lesões costumam ser múltiplas (auto-inoculação)
- Não involui espontaneamente, pode deixar cicatriz
- Bubão regional (adenopatia inguinal): unilateral, doloroso, agudo, supuração por uma fístula
- Sem sintomas gerais

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Como é feito o diagnóstico do cancro mole?

- Clínica
- Exame bacterioscópico: esfregaço corado por gram. positivo em 50% dos casos
- Cultura
- Biópsia e exame histopatológico

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Quais os diagnósticos diferenciais do cancro mole?

- Lesão ulcerada: cancro duro, HSV, tuberculose, donovanose

- Adenopatia: adenites piogênicas, linfomas, tuberculose, linfogranuloma venéreo

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Qual o tratamento do cancro mole?

- Azitromicina 1g VO dose única (1a escolha)
- Ceftriaxona IM
- Ciprofloxacina VO 3 dias
- Eritromicina VO 7 dias
- Tratar parcerias mesmo que assintomáticas

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Como é definida a donovanose?

- Klebisiella granulomatis
- Bactéria saprófita do intestino, oportunista
- Doença associada principalmente com coito anal
- Bactéria auto-inoculável

27

Qual a epidemiologia da donovanose?

- Homens 3:1
- Homossexuais
- Negros
- Baixo nível de higiene

28

Como é o quadro clínico da donovanose?

- Incubação de 3 a 90 dias
- Lesão inicial: pápula, nódulo ou pústula, rapidamente evolui para ulceração - lesão ulcerovegetante
- Inicialmente única, mas se tornam múltiplas por auto-inoculação
- Grandes e indolores, crescimento lento e progressivo
- Fundo com secreção serossanguinolenta, posteriormente seropurulenta de odor fétido
- Bordas irregulares, elevadas, induradas e bem delimitadas
- AUSÊNCIA DE ADENOPATIA SATÉLITE
- Raros os sintomas gerais
- Evolução crônica

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Quais as principais localizações e possível evolução da donovanose?

- Genitália > região inguinal > anal > oral > glútea
- Compressão de vasos linfáticos por um processo cicatricial parcial que ocorre espontaneamente pode gerar elefantíase e estiomene (hipertrofia vulvar) após anos

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Como é feito o diagnóstico da donovanose?

- Clínica
- Exame direto com pesquisa de K. granulomatis nas bordas de lesões sem infecção secundária
- Biópsia e histopatológico: corpúsculos de donovan
- Cultura: pouco feita