NEUROPEDIATRIA - EPILEPSIA Flashcards

1
Q

EEG INTERCRÍTICO COLABORA COM O DIAGNÓSTICO EM MAIS OU MENOS DA METADE DOS CASOS

V ou F

A

Verdade…
EM METADE DOS CASOS (50 - 60%)

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2
Q

CRISES DE INICIO FOCAL PODEM SER PERCEPTIVAS OU DISPERCEPTIVAS, ENQUANTO AS DE ORIGEM GENERALIZADA SÃO SEMPRE DISPERCEPTIVAS

V OU F

A

VERDADEIRO

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3
Q

NEM TODAS AS CRISES GENERALIZADAS SÃO DISPERCEPTIVAS

V OU F

A

FALSO

  • TODAS SÃO DISPERCEPTIVAS
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4
Q

AS SÍNDROMES EPILÉPTICAS SÃO DIVIDAS EM 2:
1) SÍNDROMES AUTO….
2) ENCEFALO… EPILÉPTICAS E DO DESENVOLVIMENTO
3) SÍNDROMES EPILÉPTICAS COM ETIOLOGIAS …

A

1) SÍNDROMES AUTOLIMITADAS: onde é provável que haja remissão espontânea

2) ENCEFALOPATIAS EPILÉPTICAS E DO DESENVOLVIMENTO: comprometimento do desenvolvimento relacionado à etiologia subjacente

3) SÍNDROMES EPILÉPTICAS COM ETIOLOGIAS ESPECÍFICAS: causas genéticas, genético-metabólicas, estruturais e genético-estruturais

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5
Q

SÍNDROMES EPILÉPTICAS AUTOLIMITADAS

QUAIS AS CARACTERÍSTICAS?

A

CRISE LIMITADA POR IDADE; FARMACO-RESPONSIVAS; COGNIÇÃO NORMAL ou POUCO ALTERADA

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6
Q

SÍNDROMES EPILÉPTICAS AUTOLIMITADAS

QUAIS SÃO?

A

1) EPILEPSIA NEONATAL AUTOLIMITADA FAMILIAR e NÃO FAMILIAR

2) EPILEPSIA INFANTIL AUTOLIMITADA FAMILIAR e NÃO FAMILIAR

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7
Q

ENCEFALOPATIA EPILÉPTICA E DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL PRECOCE

  • QUAIS AS CARACTERÍSTICAS?
  • IDADE DE INÍCIO DAS CRISES?
A

EXAME NEUROLÓGICO ANORMAL, CRISES FREQUENTES E REFRATÁRIAS, ADNPM

CRISES PRINCIPAIS: ESPASMOS, MIOCLÔNICOS, TÔNICOS GENERALIZADOS, CLÔNICOS FOCAIS…

EEG INTERICTAL ANORMAL

NEUROIMAGEM, TESTE METABÓLICO E GENÉTICOS: CLASSIFICAM ETIOLOGIA EM 80%

INICIO DE EPILEPSIA ANTES DOS 03 MESES

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8
Q

ENCEFALOPATIA EPILEPTICA E DO DESENVOLVIMENTO (DEE)

  • REQUER UM MAIS DAS SEGUINTES CRISES:
A

TONICA
MIOCLONICA
ESPASMOS
crises sequenciais

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9
Q

ENCEFALOPATIA EPILEPTICA E DO DESENVOLVIMENTO INFATIL PRECOCE

SÍNDROME DE OHTAHARA

  • QUAL A IDADE DE INÍCIO?
  • QUAL A CLÍNICA?
A

ENTRE 1 e 3 MESES DE VIDA

CRISES INTRATÁVEIS FREQUENTES e ENCEFALOPATIA PREOCOCE GRAVE

EXAME NEUROLÓGICO ANORMAL

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10
Q

ENCEFALOPATIA EPILEPTICA E DO DESENVOLVIMENTO INFATIL PRECOCE

SÍNDROME DE OHTAHARA

qual o padrão de EEG?
há maior risco de evoluir para w… e le… g…

A

SURTO-SUPRESSÃO

MAIOR RISCO PARA WEST e LENNOX GASTAUT

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11
Q

ENCEFALOPATIA EPILEPTICA E DO DESENVOLVIMENTO INFATIL PRECOCE

SÍNDROME DE OHTAHARA

  • NÃO HÁ UMA ETIOLOGIA ÚNICA (V ou F)
A

VERDADEIRO

  • ESTRUTURAL: principal
  • GENÉTICAS: vários genes associados
  • METABÓLICA: Devemos excluir essas causas!! pois podem melhorar prognóstico - nem que seja tratamento empírico.
    (ex: distúrbios da piridoxina e piridoxal-5-fosfato)
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12
Q

AS ENCEFALOPATIAS EPILEPTICAS GRAVES E DO DESENVOLVIMENTO

  • DEVEMOS AFASTAR ALGUMAS CAUSAS METABÓLICAS, POIS PODEM SER REVERSÍVEIS, QUAIS?

V OU F

A

VERDADEIRO

  • PRINCIPALMENTE PENSANDO NA DEFICIÊNCIA DE DE PIRIDOXINA e PIRIDOXAL-5-FOSFATO

deficiencia das coisas acima devem ser excluidas! nem que seja com teste terapêutico!

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13
Q

ENCEFALOPATIA EPILEPTICA E DO DESENVOLVIMENTO INFATIL PRECOCE

ENCEFALOPATIA MIOCLÔNICA PRECOCE
- IDADE DE INÍCIO
- CLÍNICA

A

CRISES MIOCLÔNICAS frequentes (difere da sd de ohtahara)
- Início nos primeiros 02 MESES
- RDNPM com ou sem regressão

obs: história do nascimento normal

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14
Q

ENCEFALOPATIA EPILEPTICA E DO DESENVOLVIMENTO INFATIL PRECOCE

ENCEFALOPATIA MIOCLÔNICA PRECOCE
- HÁ SOBREPOSIÇÃO DE ETIOLOGIAS COM A SIND DE OHTAHARA

V OU F

A

VERDADEIRO

  • MAS ETIOLOGIAS METABÓLICAS SÃO MAIS COMUNS NA EMP (hiperglicemia não cetótica, aminoacidopatias, disturbios do ciclo da ureia, mitocondriopatias, disturbios da piridoxina, piridoxal-5-fosfato)
  • ENQUANTO ETIOLOGIAS ESTRUTURAIS SÃO MAIS COMUNS NA SD DE OHTAHARA

LEMBRAR: RECONHECER DISTURBIOS METABÓLICOS TRATAVEIS COMO A DEFICIÊNCIA DE PIRIDOXINA e PIRIDOXAL-5-FOSFATO

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15
Q

ENCEFALOPATIA EPILEPTICA E DO DESENVOLVIMENTO INFATIL PRECOCE

QUAIS AS 2 PRINCIPAIS?

A

SINDROME DE OHTAHARA

e

ENCEFALOPATIA MIOCLÔNICA PRECOCE

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16
Q

SÍNDROME DE WEST / SÍNDROME DOS ESPASMOS INFANTIS

  • QUAL A TRÍADE CLÁSSICA?
A

ESPASMOS EPILÉPTICOS

REGRESSÃO DO DESENVOLVIMENTO

HIPSARRITMIA

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17
Q

COMO VOCE DESCREVE OS ESPASMOS EPILÉPTICOS DA SÍNDROME DE WEST?

A

CONTRAÇÃO BREVE e ABRUPTA, SEGUIDA POR FASE TÔNICA E SUSTENTADA POR 1 - 2 SEGUNDOS.
(mais prolongada do que mioclonia e menos prolongada do que crise tônica)

OCORRE EM CLUSTER, AO DESPERTAR OU INÍCIO DO SONO.

PODE SER SIMÉTRICO, ASSIMÉTRICO, GENERALIZADO, MULTIFOCAL

PODE SER SUTIL: bocejo, movimentos oculares, respiração profunda -> principalmente naqueles tratados!

https://www.youtube.com/watch?v=ItcqFvD3v60

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18
Q

O QUE É A HIPSARRITMIA?

A

RITMO CAÓTICO NO EEG

  • DURANTE O SONO APRESENTA PADRÃO DE FRAGMENTAÇÃO DESSA ATIVIDADE
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19
Q

SÍNDROME DE WEST / SÍNDROME DOS ESPASMOS INFANTIS

  • ALÉM DA HIPSARRITMIA E ESPASMOS, O QUE MAIS É ESPERADO?
A

ALTERAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
- PERDA DA INTERAÇÃO SOCIAL E SORRISO
- PERDA DE MARCOS PREVIAMENTE ADQUIRIDOS
- ALTERAÇÃO DO COMPORTAMENTO

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20
Q

SÍNDROME DE WEST / SÍNDROME DOS ESPASMOS INFANTIS

  • IDADE DE INÍCIO É < 1 MÊS

V OU F

A

FALSO

  • VARIA ENTRE 1ª SEMANA E 3 ANOS
  • MAS GERAMENTE INICIA ENTRE 4 - 7 MESES DE VIDA
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21
Q

SINDROME DE WEST/ SD DOS ESPASMOS INFATIS
- POSSUI UMA ETIOLOGIA ESTABELECIDA

V OU F

A

FALSO, É UM DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO.
- DEVEMOS PROCURAR UMA ETIOLOGIA

(ESTRUTURAL, METABÓLICA, GENÉTICA, INFECCIOSA, IMUNOLÓGICA)

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22
Q

SINDROME DE WEST/ SD DOS ESPASMOS INFATIS

  • A PRINCIPAL ETIOLOGIA É METABÓLICA

V OU F

A

FALSO

PRINCIPAL NOS ESTUDOS É ESTRUTURA (CERCA DE 40%)

  • causas genéticas também estão ganhando maior importância
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23
Q

SINDROME DE WEST/ SD DOS ESPASMOS INFANTIS
- SABEMOS QUE O TRATAMENTO E DIAGNÓSTICO PRECOCE SÃO ESSENCIAIS PARA O PROGNÓSTICO

ENTÃO, QUAL O PADRÃO OURO NO TRATAMENTO?

A

CORTICOTERAPIA e/ou VIGABATRINA

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24
Q

QUAIS AS CONDIÇÕES PARA INÍCIO DO TRATAMENTO NA WEST? 05 condições
(protocolo de inicio do tratamento)

A

1) PRESENÇA DE ESPASMOS EPILÉPTICOS (registros dos espasmos por celular por ex) - pode ter outras crises associadas

2) EEG em vigilia, sono e 10 min após despertar

3) EXAMES LABORATORIAIS NORMAIS (glicemia, eletrólitos, urina, TGO, TGP, hemograma, parasitológico) - pensando em imunossupressão

4) AUSÊNCIA DE SINAIS DE INFECÇÃO - pensando em imunossupressão

5) P.A normal

  • internar se possível, depois pode continuar domiciliar
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25
Q

COMO É O PREPARO PARA INICIO DE TRATAMENTO DA SD DE WEST?

A

1) PROFILAXIA COM ALBENDAZOL e USO DE PROTETOR GASTRICO (ranitidina)

2) PIRIDOXINA, 200 MG AO DIA, POR 2 - 3 DIAS -> excluir deficiência de piridoxina, não pode deixar passar uma causa tratável!!!

3) INVESTIGAÇÃO ETIOLÓGICA (RNM, genética…)

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26
Q

COMO É O PREPARO PARA INICIO DE TRATAMENTO DA SD DE WEST?

A

1) PROFILAXIA COM ALBENDAZOL

2) PIRIDOXINA, 200 MG AO DIA, POR 2 - 3 DIAS -> excluir deficiência de piridoxina, não pode deixar passar uma causa tratável!!!

3) INVESTIGAÇÃO ETIOLÓGICA (RNM, genética…)

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27
Q

PROTOCOLO UKISS PARA TRATAMENTO DE SINDROME DE WEST
(NÃO TEMOS O ACTH DISPONÍVEL)

  • PROTOCOLO DE PREDNISOLONA: COMO É FEITO?
A

PREDNISOLONA, 10 MG, 4X/D (40 mg ao dia)
- se os espasmos persistirem após 01 semana, aumentar para 20 mg 3x/d (60 mg ao dia)

após 02 semanas começar redução de dose:
- reduzir 10 mg a cada 5 dias se tiver com 40 mg ao dia
- reduzir para 40 mg por 05 dias e depois 10 mg a cada 5 dias se tiver com 60 mg

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28
Q

PROTOCOLO UKISS PARA TRATAMENTO DE SINDROME DE WEST
(NÃO TEMOS O ACTH DISPONÍVEL)

  • PROTOCOLO DE VIGABATRINA: COMO É FEITO?
A

DOSE INICIAL: 50 MG/KG/DIA, DIVIDIDOS EM 02 VEZES AO DIA

DIA 2: 100 MG/KG/DIA DIVIDIDOS EM 2 DOSES POR 1 DIA

DIA 5: SE ESPASMOS CONTINUAREM -> 150 MG/KG/D, DIVIDIDO EM 2 DOSES

  • CONTINUAR VIGABATRINA NA MESMA DOSE POR 03 MESES E DEPOIS A DOSE DEVE SER REDUZIDA EM 04 SEMANAS
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29
Q

PROTOCOLO UKISS PARA TRATAMENTO DE SINDROME DE WEST
(NÃO TEMOS O ACTH DISPONÍVEL)

  • HOUVE DESAPARECIMENTO DOS ESPASMOS
A

VERDADEIRO: nos dias 13 e 14

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30
Q

PROTOCOLO UKISS PARA TRATAMENTO DE SINDROME DE WEST
(NÃO TEMOS O ACTH DISPONÍVEL)

  • PODEMOS UTILIZAR VIGABATRINA e/ou PREDNISOLONA

V OU F

A

VERDADEIRO

  • ALGUNS PREFEREM COMEÇAR COM VIGABATRINA (MENOS EFEITOS COLATERAIS) E DEPOIS PASSAR PARA CORTICOTERAPIA .
  • OU PODE COMEÇAR OS 02 JUNTOS.
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31
Q

QUAL O TRATAMENTO DE SEGUNDA LINHA PARA SINDROME DE WEST? (não teve resposta com corticoide e vigabatrina)

A

DIETA CETOGÊNICA: CONTROLE AS CRISES EM ATÉ 50% DAS VEZES

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32
Q

DIETA CETOGÊNICA NA SÍNDROME DE WEST / SÍNDROME DOS ESPASMOS INFANTIS

ALÉM DA DIETA CETOGENICA, QUAIS OUTROS DE SEGUNDA LINHA?

A

CLONAZEPAM: associar
TOPIRAMATO, VALPROATO
NEUROCIRURGIA

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33
Q

SÍNDROME DE DRAVET ou EPILEPSIA MIOCLÔNICA GRAVE DA INFÂNCIA

  • HÁ UMA ETIOLOGIA GENÉTICA CONHECIDA, OCORRE MUTAÇÃO NO:
A

SCN1A: codifica subunidade alfa 1 do canal de sódio
(PRESENTE EM MAIS DE 80%)

  • ESPECTRO DE MUTAÇÃO NO SNC1A É BEM GRANDE, VARIA DE CRISES FEBRIS, ATÉ MIGRANEA HEMIPLEGICA FAMILIAR, DOOSE ETC.
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34
Q

SÍNDROME DE DRAVET

  • O ESPECTRO DE CRISE É:
  • A PRIMEIRA CRISE ESTÁ ASSOCIADA COM… NA MAIORIA DOS CASOS
  • IDADE DE INÍCIO:
A
  • AMPLO => VÁRIAS CRISES DIFERENTES
  • ESTÁ ASSOCIADA COM FEBRE EM 60% e HÁ MAIOR SENSIBILIDADE A FEBRE
  • GERALMENTE NO PRIMEIRO ANO DE VIDA
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35
Q

SÍNDROME DE DRAVET

  • ANTES DO INICIO DAS CRISES A CRIANÇA É ‘‘NORMAL’’?
A

SIM! A PARTIR DO 2º ANO AS DEFICIÊNCIA COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS VÃO FICANDO MAIS EVIDENTES

  • ASSIM COMO AS CRISES FICAM MAIS REFRATÁRIAS E DE MUITOS TIPOS DIFERENTES
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36
Q

SÍNDROME DE DRAVET

  • NO PRIMEIRO ANO DE VIDA PREDOMINA AS SEGUINTES CRISES:
A
  • PRIMEIRO ANO PREDOMINA CRISES FOCAIS OU FEBRIS OU TCG PROLONGADA
  • A PARTIR DISSO AS CRISES FICAM MAIS VARIADAS: MIOCLONIAS, AUSENCIA ATIPICA - DIFICIL TRATAMENTO E COMEÇAM AS DEFICIÊNCIAS COGNTIVAS
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37
Q

SÍNDROME DE DRAVET

  • NA VIDA ADOLESCENCIA/ADULTA AS CRISES AUMENTAM E HÁ MAIOR EVIDÊNCIA DE DISTURBIOS DE MARCHA

V OU F

A
  • AS CRISES REDUZEM E HÁ MAIOR EVIDÊNCIA DE DISTÚRBIOS DE MARCHA (ataxia e distúrbios piramidais)
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38
Q

1ª FASE DA SÍNDROME DE DRAVET (2 - 12 MESES)

  • QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DAS CRISES, EXAME CLÍNICO E ETC…
A
  • CRIANÇAS NORMAIS
  • CRISES FEBRIS PROLONGADAS: hemiclônicas ou generalizadas, pode evoluir para status
  • CRISES AFEBRIS (30 - 40%)

EXAME CLÍNICO NORMAL
EEG PODE SER NORMAL

**DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: CRISE FEBRIL

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39
Q

2ª FASE DA SÍNDROME DE DRAVET (2º - 3º ANO DE VIDA)

  • O QUE ACONTECE?
A

crises frequentes e de difícil tratamento
CRISES MIOCLÔNICAS
CRISES DE AUSÊNCIA ATÍPICA e ESTADOS CONFUSIONAIS
OUTRAS: focais disperceptivas, tônicas

INVOLUÇÃO PSÍQUICA e ALTERAÇÃO COMPORTAMENTAL

ALTERAÇOES NEUROLÓGICAS: ataxia, sinais piramidais

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40
Q

SÍNDROME DE DRAVET POSSUI EEG ESPECÍFICO

V OU F

A

FALSO
- MAS EXAMES SEQUENCIAIS MOSTRAM EVOLUÇÃO
- PODE HAVER ANORMALDIDADES INTERICTAIS QUEAUMENTAM DURANTE EVOLUÇÃO (PRESENTES EM 77%)

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41
Q

3ª FASE DA SÍNDROME DE DRAVET (INÍCIO DA ADOLESCÊNCIA)

COMO É?

A

REDUÇÃO NA FREQUÊNCIA DAS CRISES (persistem principalmente TCG durante o sono)

MARCHA AGACHADA e LENTIFICADA

SEQUELAS MENTAIS E NEUROLÓGICAS

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42
Q

SÍNDROME DE DRAVET

  • HÁ FÁRMACOS CONTRAINDICADOS, QUAIS SÃO?
A

CARBAMAZEPINA

LAMOTRIGINA

FENITOÍNA

VIGABATRINA

FENOBARBITAL EV EM ALTAS DOSES

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43
Q

SÍNDROME DE DRAVET

  • QUAIS OS FAC’s DE PRIMEIRA LINHA?
A

> VALPROATO

> CLOBAZAM

> STIRIPENTOL (não tem no BR)

outros: dieta cetogênica, levetiracetam

> BENZODIAZEPÍNICO DE RESGATE

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44
Q

FLUXO DE TRATAMENTO DA SD DE DRAVET OU NA SUA SUSPEITA

1ª FASE:

2ª FASE (SUSPEITA ALTA OU DIAGNOSTICO DEFINIDO)

3ª FASE (CRISES FREQUENTES OU STATUS)

A

1) VALPROATO

2) VALPROATO + STIRIPENTOL ou TOPIRAMATO ou BROMETO

3) CONSIDERAR CLOBAZAM, CANABIDIOL, VNS (nervo vago)

  • evitar CBZ, LMT e PHT
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45
Q

CANABIDIOL PARA SÍNDROME DE DRAVET

  • SEU USO EM ESTUDO RESULTOU EM:
A

REDUÇÃO DA FREQUENCIA DAS CRISES CONVULSIVAS (não de outras)

TAXAS MAIS ALTAS DE EFEITOS ADVERSOS (comparação com placebo, lógico)

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46
Q

SÍNDROME DE DRAVET

outra droga que vem mostrando boa resposta:

A

FENFLURAMINA

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47
Q

SÍNDROME DE DOOSE (EPILEPSIA MIOCLÔNICO-ATÔNICA)

  • A ILAE DEFINIU AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS:
A

1) DESENVOLVIMENTO NORMAL ANTES DO INÍCIO DA EPILEPSIA

2) INÍCIO DA CRISE MIOCLÔNICAS, MIOCLÔNICAS-ASTÁSICA OU ASTÁSICA entre 7 meses e 6 anos

3) EEG: espícula ou polispícula-onda generalizada

4) PREDISPOSIÇÃO HEREDITÁRIA

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48
Q

SÍNDROME DE DOOSE (EPILEPSIA MIOCLÔNICO-ATÔNICA)

  • INÍCIO DAS CRISES É INSIDIOSO OU ABRUPTO?
  • COMO É O DESENVOLVIMENTO?
A
  • ABRUPTO e ‘‘TEMPESTUOSO’’ COM MUITOS DIFERENTES TIPOS DE CRISES.
  • DESENVOLVIMENTO: PARADA OU INVOLUÇÃO DO DNPM… Ataxia é frequente… Distúrbios de comportamento…distúrbios do sono.
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49
Q

SÍNDROME DE DOOSE (EPILEPSIA MIOCLÔNICO-ATÔNICA)

  • como são as crises?
A

MIOCLONICO-ATONICAS: OBRIGATÓRIAS PARA O DIAGNÓSTICO -> mioclonia breve -> atonia -> pode ter quedas

ATONICAS PURAS

outras…

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50
Q

SÍNDROME DE DOOSE (EPILEPSIA MIOCLÔNICO-ATÔNICA)

COMO É O PROGNÓSTICO?

A

DENTRO DE 03 ANOS: 2/3 ENTRAM EM REMISSAO
EEG e DESENVOLVIMENTO MELHORA
- Pode ter declínio cognitivo leve
- Pode manter crises de difícil controle em uma parcela

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51
Q

SÍNDROME DE DOOSE (EPILEPSIA MIOCLÔNICO-ATÔNICA)

DEVEMOS PESQUISAR A DEFICIÊNCIA NO:

A

TRANSPORTADOR DE GLICOSE -> GLUT-1

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52
Q

SÍNDROME DE DOOSE (EPILEPSIA MIOCLÔNICO-ATÔNICA)

DEVEMOS EVITAR:

A

CBZ, PHT, OXCARBA, VIGABATRINA, LMT

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53
Q

SÍNDROME DE DOOSE (EPILEPSIA MIOCLÔNICO-ATÔNICA)

QUAL O TRATAMENTO MAIS EFICAZ:

A

DIETA CETOGÊNICA!!!

MAS DEVEMOS TENTAR FÁRMACOS, POIS PODE TER BOA RESPOSTA COM FÁRMACOS ANTES!!

OPÇÕES: LEVETIRACETAM, LAMOTRIGINA E VALPROATO.

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54
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento)

  • QUAIS SÃO 04 PONTOS CHAVES:
A

DIFERENTES TIPOS DE CRISES

EPISODIOS DE STATUS NAO CONVULSIVO

EEG ANORMAL

ATRASO NO DESENVOLVIMENTO OU REGRESSÃO NO DESENVOLVIMENTO

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55
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento)

  • QUAIS CRISES PODEM SURGIR:
  • QUAL EEG TIPICO?
A

PRATICAMENTE TODAS!

EEG:
- COMPLEXOS DE ESPICULA-ONDA 2-2.5 CICLOS/SEG NA VIGILIA
- RITMO RAPIDO E POLIESPICULA-ONDA LENTA E RITMO RÁPIDO A 10 CICLOS/SEG DURANTE O SONO

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56
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento)

  • PODE SER PRECEDIDA POR SINDROME DE WEST?
A

SIM!

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57
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento)

  • IDADE DE INÍCIO: PRIMEIROS 2 MESES

V OU F

A

FALSO

  • ENTRE 1 - 8 ANOS (Média 3 - 5 anos)
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58
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento)

ETIOLOGIAS:

A

MULTIPLAS (GENETICA, INFECCIOSA, METABOLICA, ESTRUTURAL….)

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59
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento)

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
- NENHUM FARMACO É ALTAMENTE EFETIVO

V OU F

A

VERDADEIRO

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60
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento)

FLUXOGRAMA DO TRATAMENTO

A

1ª: VALPROATO (podendo associar com Lamotrigina)
2ª LINHA: LAMOTRIGINA (podendo associar com AVP) / RUFINAMIDA

  • DEPOIS PODEMOS USAR ADJUVANTES: TOPIRAMATO, CLOBAZAM
  • PODEMOS PENSAR EM VNS, CIRURGIA, DIETA CETOGÊNICA…
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61
Q

QUAL FÁRMACO É USADO ESPECIFICAMENTE PARA SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT?

A

RUFINAMIDA: AMPLO ESPECTRO DE AÇÃO

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62
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT (uma encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento) - status não convulsivo

devemos ter terapia agressiva?

A

geralmente é por ausência atípica

  • TRATAMENTO É MENOS URGENTE, EVITAR TRATAMENTO AGRESSIVO
    » VPA EM ALTAS DOSES (OBJETIVO: NS > 100 - 130)
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63
Q

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT

ALGUNS FÁRMACOS PODEM PIORAR CRISES, QUAIS?

A

FENITOINA, CARBAMAZEPINA, OXCARBA, GABAPENTINA, VIGABATRINA, FENOBARBITAL, LACOSAMIDA

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64
Q

CRISES EPILÉPTICAS NO PERÍODO NEONATAL

  • QUAL A PEGADINHA?
A

MUITOS NÃO APRESENTAM SINAIS CLÍNICOS, ENQUANTO ESTÃO COM CRISE EPILÉPTICA
- CERCA DE 50 A 85%

> > ATÉ 1/3 DOS NEONATOS COM CRISE APRESENTAM CRISE SUBCLÍNICAS
E ATÉ 75% DAS SUSPEITAS DE CRISES CLÍNICAS, NÃO SÃO DE ORIGEM EPILÉPTICA

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65
Q

CRISES EPILÉPTICAS NO PERÍODO NEONATAL

  • É COMUM O DESACOPLAMENTO ELETROCLÍNICO

V OU F

A

VERDADEIRO

  • 50% APÓS PHT ou PB

o que é isso? continuar com crise eletrográfica mesmo após a droga!

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66
Q

POR QUE HÁ MAIOR RISCO DE CRISE NOS PRIMEIROS DIAS DE VIDA?

A

PORQUE O GABA INICIALMENTE É MAIS EXCITATÓRIO DO QUE INIBITÓRIO

  • E ISSO MUDA COM O DECORRER DO TEMPO
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67
Q

O EEG NAO E TAO IMPORTANTE NA INVESTIGAÇÃO DE CRISES NEONATAIS

V OU F

A

FALSO!!

ELE É ESSENCIAL, POIS PODEM OCORRER DE FORMA SUBCLÍNICA EM BOA PARTE DELES

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68
Q

CRISES NEONATAIS SÃO CONSIDERADAS DE INÍCIO GENERALIZADO

V OU F

A

FALSO!

SÃO CONSIDERADAS DE INÍCIO FOCAL, pois não há essa conexão tão grande entre neurônios no período neonatal, então não considera-se que haja início generalizado.
- então é DESNECESSÁRIO DIVIDIR EM INÍCIO FOCAL e INÍCIO GENERALIZADO, pois todas são de início focal

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69
Q

CRISES NEONATAIS

  • A DESCRIÇÃO DEVE CONTER SE É INÍCIO FOCAL OU INÍCIO GENERALIZADO?
  • SE NÃO, COMO DEVEMOS DESCREVER?
A

NÃO !! POIS TODAS SÃO DE INÍCIO FOCAL NESSE PERÍODO

  • O QUE DEVE-SE DESCREVER SÃO AS ALTERAÇÕES CLÍNICAS PREDOMINANTES, COMO:
    »> MOTOR, NÃO MOTOR, SEQUENCIAL
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70
Q

QUAL A PRINCIPAL CAUSA DE CRISES EPILÉPTICAS NEONATAIS?

E QUAIS AS OUTRAS IMPORTANTES?

A

1º HIPÓXICO-ISQUEMICA

2º VASCULAR

3º METABÓLICO E OUTROS / GENÉTICO / MALFORMAÇÕES / INFECCIOSO

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71
Q

CRISES EPILÉPTICAS NEONATAIS - em relação ao tempo de vida

– NAS PRIMEIRAS 24 H AS PRINCIPAIS CAUSAS SÃO:
– ENTRE 24 - 72 H AS PRINCIPAIS CAUSAS SÃO
– ENTRE 72 H E 1 SEMANA:
– ENTRE 1 SEMANA E 1 MES:

A

PRIMEIRAS 24H: EIH, TRAUMA, ANOMALIAS CONGENITAS DO SNC, DEPENDENCIA DE PIRIDOXINA, HIPOGLICEMIA, DROGAS

24 - 72: TODOS ACIMA + HIPOCALEMIA, HIPOMAGNESEMIA , INFARTOS

72H - 1SEMANA: TODOS ACIMA + CONVULSÃO BENIGNA NEONATAL

1 SEM - 4 SEM: HIPOCALCEMIA TARDIA, SEPSE, HIDROCEFALIA, DISGENESIA CEREBRAL, SINDROMES EPILEPTICAS, ENCEFALITE HERPETICA

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72
Q

CRISE NEONATAL

  • DEVEMOS FOCAR EM CAUSAS TRATÁVEIS

QUAIS EXAMES DEVEMOS PEDIR INICIALMENTE?

A

HEMOGRAMA, UREIA, GLICEMIA, U-C, CALCIO, POTÁSSIO, MAGNESIO, GASOMETRIA, LACTATO, LCR, CULTURAS

  • EEG É FUNDAMENTAL
  • Imagem se possível: evitar contraste no período NEONATAL!!
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73
Q

QUAL O TIPO DE CRISE MAIS COMUM NEONATAL?

A

CRISES CLÔNICAS

74
Q

QUAIS SÃO MIMICS DE CRISES EPILÉPTICAS NEONATAIS?

A

JITTERING, TREMORES

MIOCLONIA NEONATAL DO SONO BENIGNA

APNEIAS

HIPEREKPLEXIA

75
Q

COMO DIFERENCIAR JITTERING DE CRISES NEONATAIS?

A

JITTERING: É EM TREMOR, NÃO ASSOCIA COM ANORMALIDADE DOS OLHOS, MOVIMENTO CESSA COM FLEXÃO PASSIVA, PODE INICIAR POR ESTIMULO EXTERNO

'’Jitteriness is an involuntary movement that is particularly frequent in the newborn. Its hallmark is tremor. The pathogenesis is poorly understood. Jitteriness is often accompanied by other signs of central nervous system excitation, such as hypermotility, hypertonicity, and ease of startle.’’

76
Q

COMO DIFERENCIAR MIOCLONIA NEONATAL BENIGNA DO SONO DE CRISE NEONATAL?

A

OCORRE SÓ NO SONO
MIOCLONIA UNI ou BILATERAL
TERMINA COM O DESPERTAR
EEG NORMAL
DESAPARECE ENTRE 3 - 4 MESES

  • ASSUSTA MUITO QUEM NUNCA VIU, porque pode durar minutos
77
Q

EEG CONTÍNUO É O PADRÃO OURO PARA DIAGNÓSTICO DE CRISES NEONATAIS?

A

SIM!!

  • POIS AS CRISES NEONATAIS PODEM SER BEM CURTAS, OU SEJA, PODEM PASSAR DESPERCEBIDAS EM EEG NORMAL
78
Q

TRATAMENTO DAS CRISES NEONATAIS - HIPOGLICEMIA:

A

TRATAR PRIMEIRO A CAUSA
- TRATAR A HIPOGLICEMIA, MAS SE CONTINUAR COM CRISE APÓS A CORREÇÃO, AÍ SIM DEVE-SE PRESCREVER ANTICONVULSIVANTE.

79
Q

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DAS CRISES NEONATAIS:
- FLUXOGRAMA:

A

FENOBARBITAL - É O CLÁSSICO
- 20 MG/KG EV
FALHA
- PODE AUMENTAR COM BOLUS DE 5 MG/KG ATÉ CHEGAR A MAIS 20 MG/KG,
FALHA
LEVETIRACETAM 30 MG/KG e mantem essa dose no dia OU PHT 20 MG/KG EV (se necessário pode fazer mais 2 pushs de 5 mg/kg)
FALHA

MIDAZOLAM

80
Q

FLUXOGRAMA DO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DAS CRISES NEONATAIS:

QUAIS OS PASSOS?

A
81
Q

ERROS INATOS DO METABOLISMO TRATÁVEIS (07)
- SÃO DOENÇAS RARAS, MAS DEVEMOS ESTAR ATENTOS, PRINCIPALMENTE EM CRISES NEONATAIS POUCO RESPONSIVAS…

QUAIS SÃO?

A

DEPENDENCIA DA PIRIDOXINA (B6)

DEFICIENCIA DE BIOTINIDASE

LEUCINOSE

DOENÇA DE DEVIVO: DEFICIÊNCIA DA GLUT-1

DOENÇA DE MENKES

DEFICIENCIA DE ACIDO FOLINICO

PIRIDOXAL FOSFATO

82
Q

PROGNÓSTICO DE CRISES NEONATAIS

  • QUANDO CONFIGURA RUIM?
A

EXAME NEUROLOGICO RUIM

NEUROIMAGEM BEM ALTERADA

INICIO PRECOCE

PRESENÇA DE STATUS

83
Q

CRISE FEBRIL

  • DEFINIÇÃO PARA SER A CRISE FEBRIL TÍPICA:
  • IDADE, CARACTERÍSTICA…
A

ENTRE 6 MESES E 5 ANOS

AUSENCIA DE INFLAMAÇÃO OU INFECÇÃO DO SNC

AUSENCIA DE ALTERAÇÕES METABÓLICAS AGUDAS, que podem causar crise

SEM HISTÓRIA DE CRISE FEBRIL PRÉVIA

SIMPLES ou COMPLEXA (20%)

TEMPERATURA > 38 ºC - pode ser após a crise

84
Q

NAO ESTAR COM FEBRE NO MOMENTO DA CRISE EXCLUI CRISE FEBRIL

V OU F

A

FALSO

  • TEMPERATURA > 38ºC PODE SER APÓS A CRISE
85
Q

CRISE FEBRIL
- É CONSIDERADA COMPLEXA ou COMPLICADA QUANDO?

A

DURA MAIS DO QUE 15 MINUTOS (se usar BZD para abortar não da pra considerar o tempo)

e/ou

OCORRE DUAS OU MAIS VEZES AO DIA

e/ou

FOCAL

e/ou

PARALISIA DE TODD

86
Q

CONVULSÃO FEBRIL

  • É INDICADO PROFILAXIA

V OU F

A

FALSO

87
Q

CONVULSÃO FEBRIL

  • É ALTA A TAXA DE RECORRÊNCIA

V OU F

A

VERDADEIRO

1/3 DAS CRIANÇAS VAO TER UMA SEGUNDA
e DESSES ACIMA, 1/2 VAO TER UMA TERCEIRA

(maior recidiva se crise no primeiro ano de vida - quase 70% de chance)
(maior recorrência se crise no início - <1h - da febre)

88
Q

CRISE FEBRIL

  • QUAIS FATORES PODEM INDICAR MAIOR RISCO DE RECORRÊNCIA?
A
  • MAIS JOVEM: <1 ANO DA PRIMEIRA CRISE
  • CRISE FEBRIL EM PARENTE DE PRIMEIRO GRAU
  • TEMPERATURA POUCO AUMENTADA
  • CRISE LOGO APÓS O INÍCIO DA FEBRE: < 1 HORA DO INICIO
  • CRISE COMPLICADA

(se todos presentes, > 70% de recorrência…)

89
Q

CRISE FEBRIL

  • QUAIS OS INDICADORES DE MAIOR RISCO DE EVOLUÇÃO PARA EPILEPSIA?
A
  • ANTECEDENTES FAMILIARES DIRETOS DE EPILEPSIA
  • ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS PRÉVIAS
  • CRISES CONVULSIVAS COMPLEXAS/COMPLICADAS

(1 fator presente = 2% de risco; 2 fatores presentes = 10% de risco, etc…)

90
Q

GRANDE PARTE DOS PACIENTES QUE TEM EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL TIVERAM CRISE FEBRIL NA INFÂNCIA, PORÉM A MAIORIA QUE TEM CRISE FEBRIL NA INFÂNCIA NÃO TERÁ/TEM EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL

VERDADEIRO OU FALSO

A

VERDADADEIRO

ESTUDO RETROSPECTIVO: 30 - 70% DOS PACIENTES COM EPI. LT TIVERAM HISTÓRIA PRÉVIA DE CRISE FEBRIL…

  • Mas não se sabe se foi a crise febril que predispos a alteração temporal ou se uma lesão pre-existente levou a crise desencadeada pela febre e depois para epilepsia
91
Q

ATÉ QUAL IDADE DEVEMOS CONSIDERAR FORTEMENTE O LCR NA CRISE FEBRIL?

ENTRE QUAL IDADE DEVEMOS CONSIDERAR COM MENOS INTENSIDADE O LCR NA CRISE FEBRIL?

A PARTIR DE QUAL IDADE DEVEMOS CONSIDERAR O LCR SE HOUVER SINAIS MENINGEOS OU USO PRÉVIO DE ATB?

A

1) < 12 MESES: CONSIDERAR FORTEMENTE

2) 12 - 18 MESES: CONSIDERAR

3) >18 MESES: SE SINAIS MENINGEOS OU USO DE ATB PRÉVIO

92
Q

QUAL O TRATAMENTO DA CRISE FEBRIL SIMPLES?

É RECOMENDADO EEG, EXAMES LABORATORIAIS E NEUROIMAGEM?

A

TRATAR A ANSIEDADE EXCESSIVA DOS PAIS

  • NADA DISSO É RECOMENDADO
93
Q

CRISE FEBRIL SIMPLES
- DEVEMOS PENSAR FORTEMENTE EM PUNCIONAR SE MENOR DO QUE:

A

12 MESES
ou
USO DE ATB PRÉVIO
ou
NAO VACINADO PARA HEMOFILO e MENINGITE

94
Q

CONVULSÃO FEBRIL COMPLICADA (V OU F)

  • É RECOMENDADO REALIZAÇÃO DE NEUROIMAGEM E LCR
  • É RECOMENDADO REALIZAÇÃO DE EEG NA FASE AGUDA
  • É RECOMENDADO ANTICONVULSIVANTE PROFILÁTICO
A

1) VERDADEIRO: LCR devemos avaliar com bom senso, lógico
2) FALSO; não é recomendado na fase aguda
3) FALSO: considerar a depender do EEG, repetição de crises etc…

95
Q

CRISES FEBRIS QUE DURAM MAIS DO QUE ….. MINUTOS DEVEM SER TRATADAS

A

> 5 MINUTOS

  • BENZODIAZEPÍNICOS: DIAZEPAM 0.1 - 0.2 MG/KG -> persistiu? -> SIM -> MAIS UMA DOSE
96
Q

PACIENTE COM CRISE FEBRIL REFRATÁRIO AO BENZODIAZEPÍNICO, O QUE FAZER?

A

TRATAR COMO STATUS EPILEPTICUS

  • FENITOÍNA 20 MG/KG
  • MANEJO PIRÉTICO: ANTIPIRÉTICOS + COOLING BLANKET

STATUS EPILÉPTICO FEBRIL TENDE A SER MAIS REFRATÁRIO

97
Q

PACIENTE COM CRISE FEBRIL REFRATÁRIO AO BENZODIAZEPÍNICO, O QUE FAZER?

A

TRATAR COMO STATUS EPILEPTICUS

  • FENITOÍNA 20 MG/KG
  • MANEJO PIRÉTICO: ANTIPIRÉTICOS + COOLING BLANKET

STATUS EPILÉPTICO FEBRIL TENDE A SER MAIS REFRATÁRIO

98
Q

CRIANÇA COM HISTÓRICO DE CRISES FEBRIS PROLONGADAS
- PODE-SE ORIENTAR OS PAIS A OFERECEREM MEDICAMENTO SE CRISES ULTRAPASSAREM 5 MINUTOS

V OU F

A

VERDADEIRO

EX: DIAZEPAM 0.5MG/KG RETAL (NO BRASIL PODE IMPROVISAR COM SONDA)

99
Q

QUAIS OS 2 FÁRMACOS DE PRIMEIRA LINHA PARA CRISES NEONATAIS?

A

FENOBARBITAL - O clássico

LEVETIRACETAM - Vem ganhando notoriedade

100
Q

UM EFEITO COLATERAL BEM IMPORTANTE NO FENOBARBITAL NAS CRIANÇAS É:

A

HIPERATIVIDADE -> principalmente em crianças pequenas

Sedação, sonolência, distúrbios cognitivos e depressão também!

101
Q

O USO PROLONGADO DA FENITOÍNA PODE LEVAR A UMA ATROFIA …

A

CEREBELAR IRREVERSÍVEL

102
Q

UM EFEITO COLATERAL QUE LIMITA MUITO O USO DA VIGABATRINA É:

A

DISTÚRBIOS VISUAIS
- CONSTRIÇÃO DO CAMPO VISUAL, DIMINUIÇÃO DA ACUIDADE, REDUÇÃO NA VISÃO DAS CORES.

  • mas é mais comum em doses e é dose-tempo dependente!
    (ideal é usar em até 6 meses)
103
Q

VIGABATRINA PODE CAUSAR ALTERAÇÃO NA NEUROIMAGEM?

A

SIM!!
POR ISSO É RECOMENDADO REALIZAR RNM PRA ACOMPANHAR

-> PODE CAUSAR HIPERSINAL T2 EM TALAMO, NNBB, CORTEX E CEREBELO

-> ORIENTADO SUSPENDER A MEDICAÇÃO PELO RISCO DE EVOLUIR PARA ENCEALITE

104
Q

CRISE FEBRIL - ‘‘TRATAMENTO CRÔNICO’’

QUAIS AS POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO INTERMITENTE?

A

TEVE CRISE FEBRIL:
- ANTITÉRMICOS DE HORÁRIO -> EFICÁCIA DUVIDOSA (mas é cômodo e praticamente sem efeitos colaterais)
E/OU
- BENZODIAZEPÍNICOS NA FEBRE (EX: DZP, CLB)

105
Q

CRISE FEBRIL
- O TRATAMENTO AGUDO E O USO DE ANTIPIRÉTICOS REDUZEM O RISCO DE RECORRÊNCIA

V OU FO

A

FALSO

  • TAMBÉM NÃO HÁ INDICAÇÃO DE FAC PARA CRISES FEBRIS SIMPLES
106
Q

CNEP

O QUE PODE SUGERIR QUANDO TESTEMUNHADO UMA ‘‘CRISE’’?

A

OLHOS FECHADOS E POSTURA DE OPISTÓTONO
SEMIOLOGIA FLUTUANTE e ERRÁTICA
SEM PÓS ICTAL
RESPOSTA AO ESTÍMULO
GERALMENTE OCORRE QUANDO TESTEMUNHAS PRESENTES
ESTRESSE
NÃO OCORRE DURANTE SONO

  • menos manifestações autonomicas, menos associado com mordedura de lingua
107
Q

QUAL A DEFINIÇÃO OPERACIONAL DE STATUS CONVULSIVO

  • QUANTO TEMPO?
A

5 OU MAIS MINUTOS
ou
2 OU MAIS CRISES SEM RECUPERAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ENTRE ELAS (reentrantes)

*sabemos que varia se é focal ou generalizada ou ausencia (T1 e T2)

108
Q

QUAL A DIFERENÇA ENTRE T1 e T2?

STATUS EPILEPTICUS

A

T1 - 5 MINUTOS : TEMPO A PARTIR DO QUAL A CRISE SERÁ PROVAVELMENTE MASI PROLONGADA -> INICIAR TRATAMENTO

T2 - 10 MINUTOS: TEMPO A PARTIR DO QUAL HÁ UM RISCO DE CONSEQUÊNCIAS A LONGO PRAZO

109
Q

STATUS NÃO CONVULSIVO É SOMENTE GENERALIZADO

V OU F

A

FALSO

  • PODE SER FOCAL e GENERALIZADO ou DESCONHECIDO
110
Q

QUAIS AS DUAS PRINCIPAIS CAUSAS SINTOMÁTICAS REMOTAS DE STATUS EPILEPTICUS EM CRIANÇAS?

A

DISGENESIA CEREBRAL
ERROS INATOS DO METABOLISMO

111
Q

ESTADO DE MAL REFRATÁRIO E SUPERREFRATÁRIO

  • LEMBRAR DAS:
A

ENCEFALITES

112
Q

RAFAEL, 5 ANOS
- MAL ESTAR, VOMITOU VÁRIAS VEZES, FICOU ARRESPONSIVO, TODO MOLE E COM PUPILAS MIDRIÁTICAS -> POR 1 HORA

QUAL O TIPO DE STATUS?

A

STATUS EPILEPTICUS AUTONÔMICO

  • SINDROME DE PANAYIOTOPOULOS
113
Q

STATUS EPILEPTICUS NEONATAL É ATE QUAL IDADE?
STATUS EPILEPTICUS NO LACTENTE É ATE QUAL IDADE?

A

NEONATAL: ATÉ 30 DIAS

LACTENTE: 1 MÊS ATÉ 2 ANOS

  • depois vem Infancia (até 12 anos),
114
Q

ESTADO DE MAL EPILEPTICO

  • PODE OCORRER LEUCOCITOSE, MESMO SEM INFECÇÃO

V OU F

A

VERDADEIRO

115
Q

ESTADO DE MAL EPILEPTICO

  • É INTERESSANTE COLHER NÍVEIS SÉRICOS DE FAC

V OU F

A

VERDADEIRO

116
Q

ESTADO DE MAL EPILEPTICO

PUNÇÃO LOMBAR É RECOMENDADO EM TODOS

V OU F

A

FALSO, NÃO TEM DADOS SUFICIENTES PRA INDICAR PARA TODOS

  • REALIZAR SE SUSPEITA DE INFECÇÃO/AUTOIMUNIDADE
117
Q

TRATOU STATUS CONVULSIVO E PACIENTE CESSOU OS MOVIMENTOS, PORÉM NÃO DESPERTA

O QUE PENSAR?

A

EM EVOLUÇÃO PARA STATUS NÃO CONVULSIVO

OU

PENSAR EM PACIENTES COM REBAIXAMENTO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA SEM EXPLICAÇÃO

118
Q

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DE SNC SÃO ENCONTRADAS EM MAIS DA METADE DAS CRIANÇAS QUE APRESENTARAM STATUS MAL EPILEPTICUS

V OU F

A

FALSO

  • CERCA DE 10% EM UM ESTUDO
119
Q

QUAL O MANEJO NÃO FARMACOLÓGICO DA CRIANÇA EM SUSPEITA DE STATUS?

A

1 - REPOSICIONAR A CRIANÇA DE LADO E SUGAR SECREÇÕES

2 REPOSICIONAR EM SUPINA E REALIZAR CHIN LIFT ou JAW THRUST

3 -100% O2 EM MÁSCARA

4 -MONITORIZAÇÃO CARDÍACA E SATURAÇÃO

5- CONSIDERAR VENTILAÇÃO ASSISTIDA SE SATURAÇÃO <90% COM MÁSCARA DE O2 A 100%
- SE PERSISTIR COM BRADICARDIA, HIPOTENSÃO E HIPOPERFUSÃO, REAVALIAR COM BOLSA VALVA MÁSCARA ou IOT

6- OBTER ACESSO E DEXTRO

** O uso de medicamentos deve ser considerado em crises que superam 5 - 10 minutos.
** ANTIPIRÉTICOS SE NECESSÁRIO

120
Q

MANEJO FARMACOLÓGICO DE PRIMEIRA LINHA NO STATUS

  • QUAL É?
A

BENZODIAZEPÍNICOS
- Se não houver acesso EV, pode oferecer por outras vias
- PODE SER REPETIDO UMA VEZ

121
Q

SE NÃO TIVER ACESSO EV FÁCIL NA HORA DO STATUS
- O QUE PODEMOS FAZER PARA DAR OS BZD?

A

OFERECER BENZO POR OUTRA VIA (bucal, retal, midazolam IM)…

122
Q

QUAIS OS BENZODIAZEPINICOS USADOS PARA STATUS E QUAIS SUAS DOSES?

A

DIAZEPAM EV -> 0.2 - 0.3 MG/KG (máximo de 10 mg)
- NÃO FAZER IM, pois o pico de ação é de 1 hora
DIAZEPAM RETAL: até 0.5 mg/kg (máx 20 mg)

MIDAZOLAM IM: 0.2 MG/KG (máx 10 mg); MIDAZOLAM EV 0.1 mg/kg (máx 5 mg)

LORAZEPAM EV: 0.1 mg/kg (máx 4 mg)

PODE SER REPTIDO UMA VEZ

123
Q

É RECOMENDADO FAZER DIAZEPAM IM NO STATUS

V OU F

A

FALSO

  • POIS O PICO DE EFEITO É APÓS 1 HORA DA ADMINISTRAÇÃO
124
Q

MIDAZOLAM IM PARA STATUS É UMA FORMA PRÁTICA, RÁPIDA, SEGURA E EFETIVA

V OU F

A

VERDADEIRO

  • INCLUSIVE É TÃO EFETIVO QUANTO O DIAZEPAM EV NA CESSAÇÃO DAS CRISES
125
Q

PARA TRATAMENTO EXTRAHOSPITALAR
- QUAIS DUAS OPÇÕES INTERESSANTES DE BENZODIAZEPÍNICOS, MAS INFELIZMENTE POUCO PRESENTES NO BRASIL?

A

DIAZEPAM RETAL

MIDAZOLAM BUCAL

126
Q

BENZODIAZEPÍNICOS - Neurocritical care society

  • eles recomendam qual bzd para via EV?
  • qual para IM?
  • qual para via retal?
A

EV: LORAZEPAM
IM: Midazolam
Retal: DIAZEPAM

127
Q

MANEJO DE 2ª LINHA PARA STATUS REFRATÁRIO AOS BENZODIAZEPÍNICOS

  • QUAIS OS FÁRMACOS?
A

FENITOÍNA: 15-20 mg/kg (NÃO FAZER IM e NEM DILUIR EM SORO GLICOSADO!)
FOSFOFENITOÍNA -> TEM QUE SER MONITORIZADA, Mais bem tolerada do que fenitoína (NÃO TEM NO BR(

FENOBARBITAL: MAIOR RISCO PARA DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA (ppt se usou BZD) e HIPOTENSÃO, EVITAR SE INSTABILIDADE HEMODINÂMICA E RESPIRATÓRIA
- Pode ser EV, IM (sim, IM)

LEVETIRACETAM: Eficácia similar e bem tolerado, pouca interação farmacológica (Dose 30-60 mg/kg) (Não tem EV no BR)

ÁCIDO VALPROICO: Menor comprometimento cardiovascular e respiratório. EVITAR EM DOENÇA MITOCONDRIAL. (Não tem EV no BR) - dose de 15 - 45 mg/kg

128
Q

QUANDO A 2ª LINHA PARA STATUS NÃO É EFETIVO, O PRÓXIMO PASSO NÃO TEM CONSENSO

V OU F

A

VERDADEIRO

  • TENTAR OUTRA MEDICAÇÃO DE 2ª LINHA
  • TENTAR ANESTÉSICO (MAIOR RISCO DE DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA e HIPOTENSÃO)
129
Q

A TERAPIA DE 2ª LINHA É RECOMENDADO PARA TODOS OS PACIENTES QUE TENHAM STATUS EPILEPTICUS, MESMO QUE TENHA SIDO REVERTIDO COM BENZODIAZEPÍNICO

VERDADEIRO OU FALSO

A

VERDADEIRO, com exceção daqueles em que a causa imediata foi reconhecida e definitivamente corrigida (ex: hipoglicemia)

  • FOSFOFENITOÍNA: recomendado para quase todos
  • VALPROATO DE SÓDIO: principalmente se generalizado
130
Q

PIRIDOXINA PARA STATUS

  • PENSAR EM USAR QUANDO?
A

MENOR DO QUE 18 MESES e SUSPEITA DE DOENÇA METABÓLICA

100 mg EV, depois 50 mg VO, 2xd

131
Q

LACOSAMIDA POSSUI POUCOS DADOS EM CRIANÇAS

V OU F

A

VERDADEIRO

132
Q

QUANDO CONSIDERAMOS ESTADO DE MAL REFRATÁRIO?

A

QUANDO NAO SE RESOLVE COM MEDICAÇÕES DE 1ª E 2ª LINHA

133
Q

QUAL O MANEJO DO ESTADO DE MAL REFRATÁRIO?

A

UTI + MONITORIZAÇÃO CONTINUA DE EEG + ANESTÉSICOS (MIDAZOLAM, PROPOFOL, QUETAMINA, PENTOBARBITAL ou TIOPENTAL)

134
Q

MANEJO DE ESTADO DE MAL REFRATÁRIO

  • QUAL A DOSE DE MIDAZOLAM INICIAL E DE MANUTENÇÃO?
A

INICIAL 0.2 MG/KG

MANUTENÇÃO 0.2 MG/KG/H - 2 MG/KG/H

135
Q

QUANDO DESMAMAR AS MEDICAÇÕES CONTINUAS PARA ESTADO DE MAL REFRATÁRIO??

A

UM PERÍODO DE 24 - 48 HORAS DE CONTROLE ELETROGRÁFICO É RECOMENDADO ANTES DO DESMAME DAS MEDICAÇÕES DE INFUSÃO CONTÍNUA (recomendação fraca, baixa qualidade)

136
Q

O QUE É NORSE e FIRES?

A

NORSE: new-onset-refractoru status epilepticus -> paciente sem doença pré existente e com status epilepticus refratário

FIRES: febrile infection-related epilepsy syndrome: INFECÇÃO DE 2 SEMANAS - 24 HORAS ANTES DO ESTADO DE MAL REFRATÁRIO

137
Q

FIRES
- O QUE É?

A

PREVIAMENTE HÍGIDA
INFECÇÃO FEBRIL 1 - 14 DIAS ANTES
- CRISES PIORAM RAPIDAMENTE, CHEGANDO A TER CENTENAS POR DIA -> EPILEPSIA REFRATÁRIA E PREJUÍZO NEUROLÓGICO (sequelas neurológicas, cognitivas, estado vegetativo)

138
Q

FIRES

tratamento?

A

DIETA CETOGÊNICA, COMA BARBITÚRICO, CANABIDIOL, TOCILIZUMAB

139
Q

MANEJO DE 4ª LINHA - ESTADO DE MAL SUPERREFRATÁRIO

E AI?

A

MEDIDAS DE DESESPERO

  • MAGNESIO
  • PIRIDOXINA
  • METILPRED
  • PLASMAFERESE, IMUNOGLOBULINA
  • DIETA CETOGENICA
  • ECT, RESSECÇÃO CIRÚRGICA, DBS, VGS
140
Q

DIETA CETOGÊNICA EM STATUS

  • SERIA UMA OPÇÃO EM QUAL LINHA DO TRATAMENTO?
  • COMO É A EFICÁCIA?
A

QUARTA LINHA - ESTADO DE MAL SUPERREFRATÁRIO

> > PROMISSORA: 15% apresenta resolução após 2 dias. 80% apresenta resolução após 05 dias.

141
Q

QUAL O PRINCIPAL EFEITO ADVERSO DOS BZD NO MANEJO DO STATUS?

A

DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA! sintomas cardíacos também

  • Mas parece que é menos frequente em crianças.
142
Q

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO PARA RECIDIVA DE CRISE EPILÉPTICA?

A

EEG ANORMAL

CURTO PERÍODO SEM CRISES

CRISES TONICO-CLONICAS ou MIOCLONICAS

RECORRÊNCIA DE CRISES APÓS O TRATAMENTO

EXAME NEUROLÓGICO ANORMAL

ALGUMAS ETIOLOGIAS DA EPILEPSIA

143
Q

PROGNÓSTICO DE EPILEPSIA

  • QUAIS OS FATORES QUE PERMITEM MAIOR TRANQUILIDADE PARA RETIRAR FÁRMACOS ANTICRISE DE UM PACIENTE/SUSPENDER TRATAMENTO?
A

INTERVALO DE 2 - 5 ANOS SEM CRISE, EM USO DE FAC

CRISES EXCLUSIVAMENTE DO TIPO PARCIAL ou EXCLISIVAMENTE GENERALIZADA

EXAMES NEUROLÓGICOS e QI NORMAL

NORMALIZAÇÃO DO EEG durante tratamento

FORMAS AUTOLIMITADAS/BENIGNAS

144
Q

PROGNÓSTICO DE EPILEPSIA

  • QUAL A DURAÇÃO DO PERÍODO LIVRE DE CRISES QUE JUNTO DE OUTROS FATORES PODE NOS LEVAR A CONSIDERAR RETIRADA DE FAC/SUSPENDER TRATAMENTO?
A

2 - 5 ANOS SEM CRISE
- 2 ANOS EM CRIANÇA
- 4 A 5 ANOS EM ADULTOS

**EM IDOSOS A TENDÊNCIA É MANTER O FÁRMACO, MESMO SE TIVER ANOS SEM CRISE!

145
Q

AS SÍNDROMES EPILÉPTICAS ABAIXO POSSUEM PROGNÓSTICO EXCELENTE

CRISES NEONATAIS BENIGNAS
EPILEPSIAS PARCIAIS BENIGNAS
EPILEPSIA MIOCLONICA BENIGNA DA INFANCIA
CRISES SINTOMÁTICAS AGUDAS
EPILEPSIA ROLANDICA
AUSENCIA ATIPICA

V OU F

A

VERDADEIRO

146
Q

EPILEPSIA MIOCLONICA JUVENIL E CRISES POR EMT, GERALMENTE DEMANDA TRATAMENTO PARA O RESTO DA VIDA

V OU F

A

VERDADEIRO

  • Mas pode considerar suspender tratamento se tiver mais de 5 anos sem crise
147
Q

COMO SE RETIRA O FAC, COM OBJETIVO DE SUSPENDER O TRATAMENTO?

  • VELOCIDADE!
A

LENTO

VARIA DE AUTOR, MAS ACIMA DE 4 SEMANAS É O RECOMENDADO (Depende da droga)

  • BZD, PB, PRM, VGB CAUSAM MAIS ABSTINENCIA
148
Q

O QUE É A DIETA CETOGÊNICA?

A

DIETA RICA EM GORDURAS E POBRE EM CARBOIDRATOS, ADEQUADA EM PROTEÍNAS

  • Altera o metabolismo energético primário da glicose para gordura
149
Q

DIETA CETOGÊNICA É ALTAMENTE RECOMENDA EM EPILEPSIA FARMACORRESISTENTE DE QUAIS DOENÇAS?

A

DEFICIENCIA DE GLUT-1
DEFICIENCIA DE PIRUVATO-DESIDROGENASE

SINDROME DE WEST
SINDROME DE DRAVET e SINDROME DE DOOSE
SINDROME DE ANGEL
SINDROME DE OHTAHARA

ESTADO DE MAL EPILÉPTICO SUPER-REFRATÁRIO
FIRES

COMPLEXO ESCLEROSE TUBEROSA

150
Q

DIETA CETOGÊNICA É TRATAMENTO NA DEFICIENCIA DE GLUT-1

V OU F

A

VERDADEIRO

151
Q

DIETA CETOGÊNICA

  • QUAIS SÃO AS CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS?
A

DOENÇAS METABÓLICAS QUE ENVOLVEM O CICLO DO COLESTEROL
- EX: deficiencia primária de carnitina etc…

152
Q

DIETA CETOGÊNICA
- QUAIS OS EFEITOS ADVERSOS NA FASE AGUDA DA ADMINISTRAÇÃO?

A

TREMORES
LETARGIA
PALIDEZ
HIPOTONIA, CIANOSE
-> SINAIS DE HIPOGLICEMIA! se tiver baixa: oferecer suco de laranja por exemplo

TAQUICARDIA, RUBOR FACIAL, IRRITABILIDADE, VOMITOS, LETARGIA
-> SINAIS DE HIPERCETOSE

HIPOGLICEMIA e HIPERCETOSE

153
Q

APÓS INÍCIO DA DIETA CETOGÊNICA

  • ESPERA-SE QUANDO TEMPO PARA AVALIAR A RESPOSTA?
  • SE TIVER CONTROLE, QUANTO TEMPO DEVE SER MANTIDO?
A

1) 3 MESES: ANTES DE 3 MESES NÃO DA PARA DEFINIR SE HOUVE RESPOSTA

2) MANTER 2 ANOS (maioria dos pacientes)

154
Q

PACIENTE EM USO DE DIETA CETOGENICA, PREVIAMENTE BEM CONTROLADO

  • VOLTOU A PIORAR

O QUE DEVEMOS PENSAR??

A

QUEDA DE CETOSE

PROCURE CARBOIDRATOS ESCONDIDOS!
- Medicações; uso de suplementos; produtos corporais (até protetor solar)

AVALIAR SE HÁ DOENÇAS INTERCORRENTES, COMO VIROSE

155
Q

DIETA CETOGENICA

  • QUAIS OS EFEITOS ADVERSOS A LONGO PRAZO (a partir de 3 meses)?
A

CALCULO RENAL

DEFICIT DE CRESCIMENTO

DEFICIT DE VITAMINAS e MINERAIS

HIPERLIPIDEMIA

OBSTIPAÇÃO ou DIARREIA
- raramente pancreatite, hepatite, colecistite

156
Q

COMO TRATAR EFEITOS ADVERSOS DA CETOSE (S/HIPOGLICEMIA) NA DIETA CETOGÊNICA?

A

HIDRATAÇÃO
- ÁGUA VO ou SORO FISIOLOGIA EM BOLO 10 ML/KG

157
Q

EPILEPSIA GENERALIZADA COM CRISE FEBRIL PLUS (GEFS+)
- É ASSOCIADA COM QUAL MUTAÇÃO?
- QUAL O PADRÃO DE HERANÇA?
- QUAL A CLÍNICA?

A

MUTAÇÃO NO SNC1A
PADRÃO DE HERANÇA AUTOSSÔMICA DOMINANTE

  • CRISE FEBRIL ACIMA DA IDADE ESPERADA + CRISE TONICO-CLONICA AFEBRIL + OUTROS TIPOS DE CRISES EM 1/3
158
Q

A MAIORIA DAS EPILEPSIAS MIOCLONICAS PROGRESSIVAS SÃO SECUNDÁRIAS A 2 CAUSAS, QUAIS?

A

MITOCONDRIOPATIA

DOENÇAS LISOSSOMAIS

  • Lafora body disease, Unverricht–Lundborg syndrome, neuronal ceroid lipofuscinosis, myoclonicepilepsy with ragged red fibers (MERRF), and sialidosis
159
Q

EPILEPSIA BENIGNA DA INFÂNCIA COM DESCARGAS CENTRO TEMPORAIS (ROLÂNDICA)

  • QUAL A ZONA GERADORA?
A

BASE DA FISSURA ROLÂNDICA: Apesar do novo ser descargas temporais

160
Q

EPILEPSIA BENIGNA DA INFÂNCIA COM DESCARGAS CENTRO TEMPORAIS (ROLÂNDICA)

  • QUAL A CLÍNICA?
A

COMUM: 25% das epilepsias da infância
INÍCIO entre 12 - 13 ANOS
DESENVOLVIMENTO NORMAL
AUTOLIMITADA: Às vezes nem se inicia FAC (unless seizures are
prolonged or frequent)
CRISES NOTURNAS
- GERALMENTE ENVOLVENDO FACE (Boca, garganta), pode pegar extremidades também
- Manifestações autonômicas, motoras ou sensitivas

161
Q

PACIENTE DO SEXO MASCULINO, ESPASMO INFANTIL, MICROCEFALIA, CEGUEIRA
- IMAGEM COM ACHADO ABAIXO

QUAL O PROVÁVEL DIAGNÓSTICO?

A

SÍNDROME DE AICARDI: Ligada ao X
- Encontrado principalmente no sexo FEMININO, pois a mutação é LETAL em meninos!

CLÍNICA: MICROCEFALIA + MALFORMAÇÃO VISUAL (lacuna coriorretiniana, descolamento de retina…) + ESPASMO INFANTIL E AGENESIA DE CORPO CALOSO

162
Q

SEXO MASCULINO, 04 ANOS, DESENVOLVIMENTO NORMAL
- 1 CRISE TONICO-CLONICA QUE O LEVOU AO P.A + HISTÓRICO DE QUEDAS (perde tônus) e EPISÓDIOS DE ‘‘JERK LIKEE’’ EM MMSSS

QUAL O PROVÁVEL DIAGNÓSTICO?

A

SÍNDROME DE DOOSE ou EPILEPSIA MIOCLÔNICA-ASTÁTICA
- Início entre 1 a 5 anos
- Muitos apresentam desenvolvimento normal, outros não - prognóstico variável
- Convulsões generalizadas com componente mioclônico ou astático (paciente perde tônus postural e cai) - outras clínicas pode haver

163
Q

MENINO DE 2 ANOS COM ATRASO DO DESENVOLVIMENTO E CRISE FEBRIL PROLONGADA COM 1 ANO DE VIDA
- INICIOU TENDO CRISES MIOCLÔNICAS, MAS AGORA COMEÇOU A TER CRISE DE AUSÊNCIA e TONICO-CLONICA

QUAL É O PROVÁVEL DIAGNÓSTICO?

A

SÍNDROME DE DRAVET

  • INICIA COM CRISE FEBRIL NO 1º ANO DE VIDA
  • PACIENTE DESENVOLVE CRISES DE VARIADAS SEMIOLOGIAS
  • ATRASO DO DESENVOLVIMENTO: principalmente após início das crises
  • PROGNÓSTICO RUIM
164
Q

NEONATO: HIPOTONIA SEVERA, ESPASMOS TONICOS EM CLUSTER (mais de 100).
EEG com surto supressão

QUAL É O POSSÍVEL DIAGNÓSTICO?

A

SÍNDROME DE OHTAHARA ou ENCEFALOPATIA EPILÉPTIVA INFANTIL

  • rara
  • ESPASMOS tônicos multiplas vezes ao dia
  • Início entre 1 dia e 3 meses de vida
  • EEG com surto-supressão
  • PROGNÓSTICO BASTANTE RESERVADO
  • 25% morrem antes dos 02 anos e todos os sobreviventes apresentam prejuízos do desenvolvimento
165
Q

CRIANÇA DE 2 ANOS E 6 MESES, DESENVOLVIMENTO NORMAL
- COM 8 MESES COMEÇOU CRISES MIOCLONIAS BREVES
- EEG DA CRISE COM PONTA-ONDA E POLIPONTA
- EEG INTERICTAL NORMAL
- BOM CONTROLE COM AVP

QUAL O PROVÁVEL DIAGNÓSTICO?

A

EPILEPSIA MIOCLÔNICA BENIGNA DA INFÂNCIA
- INICIA DOS 4 MESES AOS 3 ANOS
- CRISES MIOCLÔNICAS BREVES (1-3s) DE FÁCIL TRATAMENTO (não ocorrem em cluster)
- EEG INTERICTAL NORMAL, EEG NA CRISE COM PONTA-ONDA E POLIPONTA
- PROGNÓSTICO BOM E AUTOLIMITADA

166
Q

NEONATO COM CRISES DE APNEIA E MOVIMENTOS CLONICOS (uni e bilateral)
- COMEÇOU COM 05 DIAS DE VIDA
- OCORRE MULTIPLAS VEZES AO DIA
- EXAME NEUROLÓGICO E EEG INTERICTAL NORMAL

QUAL É O PROVÁVEL DIAGNÓSTICO?

A

CONVULSÕES NEONATAIS BENIGNAS

  • Geralmente inicia com 5 DIAS DE VIDA
  • Crises GERALMENTE CLÔNICAS
  • Pode ter períodos de apneia associados
  • AUTOLIMITADAS (se resolvem com 4 - 6s de vida) e DESENVOLVIMENTO/EXAME NORMAL
  • DIAGNÓSTICO DE EXCLUSÃO!!
167
Q

CONVULSÕES NEONATAIS BENIGNAS E CONVULSÕES NEONATAIS BENIGNAS FAMILIARES SÃO DIAGNÓSTICOS DE EXCLUSÃO

VERDADEIRO OU FALSO?

A

VERDADEIRO

168
Q

MENINO DE 04 ANOS
- EPISÓDIOS COM FENÔMENO VISUAL, SEGUIDO POR DESVIO OCULAR e VÔMITO
- OCORREM 3 VEZES
- EEG COM ATIVIDADE DE BASE NORMAL + PONTAS OCCIPITAIS DE ALTA VOLTAGEM QUE DESAPARECE COM ABERTURA OCULAR

QUAL A PROVÁVEL SÍNDROME?

A

EPILEPSIA OCCIPITAL IDIOPÁTICA ou Síndrome de PANAYIOTOPOULOS ou EPILEPSIA DE INÍCIO PRECOCE OCCIPITAL DA INFÂNCIA
- INÍCIO DE CRISES ENTRE 4 - 8 ANOS
- AURAS VISUAIS perceptivas (Alucinações ou ilusões visuais) + CRISES Tonico-clonicas podem ocorrer + sintomas AUTONOMICOS + PREDOMINANTE DURANTE SONO
- EEG COM ALTERAÇAO OCCIPITAL QUE APARECE AO FECHAR OS OLHOS ou ESCURO e MELHORA AO ABRIR OS OLHOS
- PROGNÓSTICO BOM E AUTOLIMITADA (EM ALGUNS ANOS)

169
Q

QUAL UMA VARIANTE QUE É DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA Síndrome de PANAYIOTOPOULOS?

A

EPILEPSIA OCCIPITAL DA INFÂNCIA DE INÍCIO TARDIO ou TIPO GASTAUT

  • INICIO MAIS TARDIO (em média 8 anos)
  • CRISES VISUAIS COM EVOLUÇÃO PARA HEMICLONICA E MIGRANEA POS-ICTAL
  • PROGNÓSTICO VARIÁVEL, MAIORIA É BENIGNA
170
Q

MENINO DE 3 ANOS, ATRASO DO DESENVOLVIMENTO E COGNITIVO
- 1 ANO ATRÁS COM DROP ATTACK e PROGRESSIVAMENTE OUTROS MULTIPLOS TIPOS (ausencia, clonica, tonica)
- POUCA MELHORA COM OS FAC’s
- EEG com ponta-onda 2 Hz

qual é a síndrome mais provável?’

A

SÍNDROME DE LENNOX-GASTAUT
- TRÍADE: Multiplos tipos de crises + Prejuizo do desenvolvimento e cognitivo + EEG complexos ponta-onda difusas lentas
- INÍCIO 1-8 anos
- Alguns tem desenvolvimento normal antes do início das crises
- Etiologia variável

171
Q

5 ANOS DE IDADE
- INICIOU CRISE AOS 04 ANOS, INICIALMENTE MIOCLONICAS, DEPOIS TONICO-CLONICAS
- HÁ 09 MESES NOTOU PROBLEMAS EM ENTENDER COMUNICAÇÃO VERBAL. AGORA APARENTA ESTAR AFÁSICO
- EEG PONTAS MULTIFOCAIS

QUAL A PROVÁVEL SÍNDROME?

A

SÍNDROME DE LANDAU-KLEFFNER (Afasia epiléptica adquirida)
- Início entre 2 e 11 anos
- Pode apresentar SURDEZ PARA PALAVRAS e DISTÚRBIO PROGRESSIVO DA LINGUAGEM
» AFASIA MOTORA e SENSITIVA
- CRISES EPILÉPTICAS DE VÁRIOS TIPOS (ausencia, mioclonica, tonica, tonico-clonica)
- EEG COM PONTAS MULTIFOCAIS, temporoparietal
- CORTICOIDE VEM SENDO TENTADO COM SUCESSO RAZOÁVEL; RECUPERAÇÃO DE FALA É VARIÁVEL.

172
Q

MENINA DE 11 ANOS - AVALIAÇÃO DE CNEP
- CRISES SÓ OCORREM À NOITE
- MOVIMENTOS HIPERCINÉTICOS DOS 4 MEMBROS
- EEG ACORDADA É NORMAL
- VEEG: CRISE NO SONO NREM

QUAL É O DIAGNÓSTICO PROVÁVEL?

A

EPILEPSIA NOTURNA DO LOBO FRONTAL ou Sleep-related hypermotor epilepsy (SHE)

  • COMEÇA NA INFÂNCIA e tende a PERSISTIR NA VIDA ADULTA
  • CRISES HIPERMOTORAS NOTURNAS (SONO NÃO REM)
  • EEG INTERICTAL NORMAL
  • DX muitas vezes depende de VEEG
173
Q

Epilepsia com estado de mal elétrico do sono (ESES)

O QUE É?

A

INICIA NA INFÂNCIA
DNPM ALTERADO e MULTIPLAS CRISES
EEG ALTERADO (slow spike–wave complexes) NO PERÍODO NÃO-REM
MUITAS VEZES LIGADO A Landau-Kleffner

174
Q

14 ANOS, MIOCLONIA INDUZIDA POR ESTIMULOS SENSITIVOS HÁ 4 ANOS
- MIOCLONIAS VEM SE TORNANDO MAIS FREQUENTES E APARECERAM CRISES TONICO-CLONICAS
- ESTÁ FICANDO MAIS DISCOORDENADO E SOFRENDO QUEDAS
- ATAXIA NO EXAME FÍSICO
- RNM NORMAL; EEG PONTAS E ONDAS GENERALIZADAS
- TESTE GENÉTICO COM MUTAÇÃO NO GENE EPM1

QUAL É O DIAGNÓSTICO MAIS PROVÁVEL?

A

SÍNDROME DE UNVERRITCH-LUNDBORG (TIPO DE EPILEPSIA MIOCLONICA PROGRESSIVA)

  • AUTOSSÔMICA RECESSIVA: MUTAÇÃO NO EPM1
  • MIOCLONIA INDUZIDA POR ESTIMULOS SENSITIVOS + DESENVOLVE OUTROS TIPOS DE CRISE + DETERIORAÇÃO NEUROLÓGICA (ATAXIA, TREMOR, DECLÍNIO INTELECTUAL)
  • EEG COM ALTERAÇÃO GENERALIZADA
175
Q

EPILEPSIA MIOCLONICA PROGRESSIVA (EMP)?
- QUAIS AS PRINCIPAIS DOENÇAS ASSOCIADAS?

A

SÍNDROME DE UNVERRITCH-LUNDBORG

DOENÇA DE LAFORA

MERFF

SIALIDOSE

LIPOFUSINOIDE CEROIDE NEURONAL

176
Q

12 ANOS, HISTÓRIA DE MIGRANEA, BAIXA ESTATURA, ATAXIA, FRAQUEZA PROXIMAL, DISFUNÇÃO COGNITIVA LEVE, EPILEPSIA
- Admitido após infecção viral, está desidratado e com acidose latica

QUAL O PROVÁVEL DIAGNÓSTICO?
QUAL O ACHADO DA BIÓPSIA?

A

SÍNDROME MEERF (Myoclonic Epilepsy and Ragged Red Fibers)
- MITOCONDRIOPATIA
- Migranea, epilepsia, ataxia, declinio cognitivo, acidose lactica, miopatia
- Biópsia muscular: regged red fibbers
-

177
Q

18 ANOS, JERKS MIOCLONICOS PROGRESSIVOS E CRISE TONICO-CLONICA
- TAMBÉM POSSUI ATAXIA, INSTABILIDADE DE MARCHA, HIPERREFLEXIA, BAIXA ACUIDADE VISUAL (Pior à noite)
- Fundoscopia com cherry red spot

QUAL É O DIAGNÓSTICO MAIS PROVÁVEL?

A

SIALIDOSE (tipo de EPILEPSIA MIOCLONICA PROGRESSIVA)
- Gene NEU1 -> AUTOSSOMICA RECESSIVA
- pode ser TIPO 1 e TIPO 2
- TIPO 1:MIOCLONIA DE AÇÃO, ATAXIA PROGRESSIVA, PERDA VISUAL, NÃO HÁ DISFUNÇÃO COGNITIVA ou PSICOMOTORA
- TIPO 2: DISMORFISMOS FACIAIS, DISPLASIA ESQUELÉTICA também

178
Q

14 ANOS
DECLÍNIO COGNITIVO PROGRESSIVO
MULTIPLOS TIPOS DE CRISES
- EEG: COM ALTERAÇÃO OCCIPITAL
- BIOPSIA DE PELE: INCLUSÕES CELULARES POSITIVAS NO ACIDO SCHIFF

QUAL O PROVÁVEL DIAGNÓSTICO?

A

DOENÇA DE LAFORA
- Doença autossômica recessiva: mutação no EPM2A
- MULTIPLOS TIPOS DE CRISE: INICIA NA ADOLESCENCIA
- DECLÍNIO COGNITIVO, DISARTRIA, ATAXIA
- CORPOS DE LAFORA NA BIOPSIA DE PELE
- MAIORIA DOS PACIENTES MORREM EM ATÉ 10 ANOS DO INÍCIO DO SINTOMAS

179
Q

PACIENTES COM WEST E ESCLEROSE TUBEROSA

QUAL O FARMACO ANTICRISE DE ESCOLHA nesse contexto?

A

Vigabatrina

  • acth geralmente é a primeira opção, mas não nesse caso
180
Q

QUAIS SÃO AS SÍNDROMES EPILEPTICAS QUE DEVEM SER REALIZADAS EEG DURANTE SONO?

A

Epilepsia autolimitada com manifestação AUTONOMICA (não é mais occipital!)

Outra: EPILEPSIA HIPERMOTORA RELACIONADA AO SONO (antigo nome de epilepsia do lobo frontal)

181
Q

QUAIS AS SÍNDROMES EPILEPTICAS QUE O EEG DEVE SER REALIZADO COM PRIVACAO DO SONO?

A

West

EMJ

EPILEPSIA COM CRISES TONICO-CLONICA BILATERAIS ISOLADAS (tipo generalizada idiopática)