Doença Hemolítica Perinatal Flashcards Preview

Obstetrícia > Doença Hemolítica Perinatal > Flashcards

Flashcards in Doença Hemolítica Perinatal Deck (20):
1

Qual o tipo de incompatibilidade sanguínea materno-fetal mais comum?

Incompatibilidade ABO

2

Qual o tipo de incompatibilidade sanguínea materno-fetal mais grave?

Incompatibilidade pelo sistema Rh

3

Em quais condições (tipo sanguíneo materno x tipo fetal) ocorre incompatibilidade ABO? É necessária sensibilização prévia materna?

CONDIÇÕES: mãe O e filho:
*Tipo A ou
*Tipo B ou
*Tipo AB

NÃO É NECESSÁRIA SENSIBILIZAÇÃO PRÉVIA, pois existem anticorpos naturais na circulação materna (anti-A e anti-B) devido a exposição a bactérias que possuem antígenos A e B.

4

V ou F: a incompatibilidade materno-fetal do tipo O protege da incompatibilidade Rh

Verdadeiro. Pois antes da paciente sensibilizar para o sistema Rh, as hemácias fetais que passaram para o sangue materno já foram destruídas por anticorpos Anti-A ou Anti-B.

5

V ou F: o coombs indireto tem utilidade na avaliação da incompatibilidade materno-fetal tipo ABO

Falso. O Coombs indireto se presta apenas para avaliação da incompatibilidade materno-fetal tipo Rh (anticorpos IgG).

6

Diante de mãe G1P1cA0, TS O+, deu a luz a filho A+, que se apresentou nas 20 primeiras horas de vida com icterícia leve, qual o diagnóstico?

Incompatibilidade sanguínea materno-fetal tipo ABO

7

Quais são as condições necessárias (fator RH materno x paterno x fetal) para que ocorra incompatibilidade materno-fetal tipo Rh?

*Mãe Rh negativo e Du negativo
*Feto Rh positivo
*Pai Rh positivo

8

O que é a variante Du (em se tratando de sistema Rh)? Qual sua importância?

A incompatibilidade Rh é determinada pela expressão de alguns antígenos, dos quais o principal é o antígeno D. Pacientes que apresentam a variante Du tem uma expressão fenotípica fraca do antígeno D.

Gestantes que são Du positivo apresentam o antígeno D e portanto NÃO DESENVOLVEM anticorpo anti-D (o principal da incompatibilidade Rh).

Portanto...
*Gestante Rh negativo com fator Du positivo = NÃO SENSIBILIZA
*Gestante Rh negativo com fator Du negativo = SENSIBILIZA

9

É necessário sensibilização prévia materna para ocorrência de incompatibilidade tipo Rh?

Verdadeiro. A incompatibilidade não acomete com frequência o primeiro filho, a não ser em casos de hemotransfusão prévia sem conhecimento do fator Rh.

10

O que significa dizer que a gravidade do quadro da incompatibilidade Rh tende a ser progressiva a cada gestação?

A gravidade das repercussões fetais tende a aumentar a cada gestação, pois a produção de anticorpos se eleva a cada gestação.

11

Com qual exame se faz o "rastreio" da sensibilização materna para o sistema Rh?

Solicitar para todas gestantes Rh NEGATIVO o Coombs indireto no primeiro trimestre gestacional.

12

Se o Coombs indireto for negativo no primeiro trimestre gestacional, em se tratando de mãe Rh negativo com parceiro Rh positivo, qual a conduta?

Repetir o exame nas seguintes semanas gestacionais: 28, 32, 36 e 40.

13

Se o Coombs indireto for positivo no 1º tri, em se tratando de mãe Rh negativo com parceiro Rh positivo (na primeira gestação), qual a conduta?

Depende da titulação.
Se < 1:16 (1:8): repetir mensalmente até o parto
Se ≥ 1:16 (1:8): investigação de anemia fetal

14

Qual o primeiro exame indicado para RASTREIO de anemia fetal? Qual resultado indica a necessidade de um exame mais invasivo?

Dopplerfluxometria de artéria cerebral média (ACM).

Se máxima velocidade de pico sistólico ≥ 1,5 MoM = indicar cordocentese

OBS: a espectrofotometria é um método de rastreio invasivo através de amniocentese, em que se estima a anemia fetal a partir da bilirrubina encontrada no LA por amniocentese. Não é mais usado na prática.

15

Qual o exame PADRÃO-OURO para diagnóstico de anemia fetal?

CORDOCENTESE

É exame diagnóstico e terapêutico (pois possibilita a transfusão intra-útero caso necessária).

16

Explique sobre a profilaxia de doença hemolítica perinatal com imunoglobulina anti-Rh (imunoglobulina anti-D) na 28ª semana de gestação. Como saber se a profilaxia foi eficaz?

A imunoglobulina anti-Rh pode ser aplicada de rotina em TODAS AS GESTANTES que sejam Rh NEGATIVO, com PARCEIRO Rh POSITIVO, que se apresentem com Coombs indireto NEGATIVO na 28ª SG, visando-se a prevenção de doença hemolítica perinatal.

A gestante deve ser Coombs negativo, pois se for positivo, já há anticorpos anti-Rh na circulação materna, e a Ig não neutraliza eles, mas sim o sangue fetal circulante.

Comprova-se a eficácia da profilaxia quando se faz o Coombs indireto após algumas semanas, ele será positivado (devido à injeção da imunoglobulina), mas depois negativa.

Esta profilaxia não dispensa a necessidade da profilaxia pós-parto.

17

Para quais situações está indicada a Imunoglobulina anti-Rh materna (imunoglobulina anti-D)?

*Após o parto (preferência: até 72 h, mas no máximo até 28 dias)
*Após exames invasivos (cordocentese, amniocentese, biópsia de vilo corial)
*Após sangramentos gestacionais (abortamento, gravidez ectópica)

OBS: a gestante que apresenta Coombs indireto positivo (ou seja, já foi sensibilizada em outra gestação) não adianta receber imunoglobulina! Nesses casos, o ideal é fazer o acompanhamento do feto com o doppler de cerebral média

18

Como é feito o acompanhamento de gestantes que possuem gestação com antepassado de doença hemolítica perinatal grave?

Partir direto para o doppler de artéria cerebral média (ACM). O acompanhamento com Coombs indireto não tem validade.

19

Como é feito o tratamento do feto na doença hemolítica perinatal?

É possível fazer o tratamento intra-útero (transfusão intra-uterina com O negativo) através da cordocentese OU fazer o parto com posterior exsanguineotransfusão (caso o feto seja viável).

O Rezende coloca:

Fetos com ACM ≥ 1,5 MoM de IG > 35 = parto

Fetos com ACM < 1,5 MoM de IG < 35 = cordocentese

20

V ou F: o ideal seria repetir o Coombs indireto nas mães Rh negativas com parceiro Rh positivo no pós-parto para avaliar a necessidade de imunoglobulina. Se o Coombs é positivo, não há eficácia em se aplicar a imunoglobulina

Verdadeiro