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Flashcards in DRGE Deck (27)
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1

O refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago é ____(fisiológico/patológico)

fisiologico

2

A ____ doença do trato gastrointestinal superior

mais frequente

3

A incidência dos sintomas _____(diminui/aumenta) com a idade

aumenta

4

Por que DRGE é mais frequente em gestantes e obesos?

pelo aumento da pressão abdominal;

5

musculatura estriada está presente apenas no _______do esôfago, sendo o ________ de musculatura lisa

1/3 superior

2/3 inferiores

6

O esôfago apresenta serosa, V ou F?

Falso

7

O que forma o EEI?

Junção escamo-celular (JEC) + hiato diafragmático

8

Fatores que induzem o refluxo (7)

• Relaxamento do EEI

• Motilidade gástrica alterada;

• Hiperprodução ácida pelo estômago;

• Redução da produção de saliva ou desidratação;

• Diminuição do “clareamento” esofágico: ocorre quando o esôfago tem uma peristalse alterada, o que dificulta a passagem da comida pelo esôfago.
• Decúbito dorsal após as refeições;
• Gestação.

9

Manifestações digestivas da DRGE (7)

pirose
,
regurgitação

azia

hipersalivação

disfagia

anemia não esclarecida (decorrente de micro-erosões que provocam pequenos sangramentos, muito comum no idoso)

“non cardiac chest pain” (diagnóstico diferencial de IAM, principalmente em jovens);

10

Manifestações extra-digestivas da DRGE (7)

tosse espasmódica

pigarro

asma

lesões dentárias (dente amarelado, com resíduo)

rouquidão (edema nas cordas vocais)

lesões em cordas vocais

pólipo de corda vocal

laringite crônica;

11

EDA dá diganostico de DRGE, V ou F?

Falso, mostra complicações associadas

12

O que analisa a classificação de Savary-Miller?

classificação endoscópica a partir de erosão - a esofagite é sempre erosiva

13

O que significa os graus endoscópicos de esofagite?
Grau I
Grau II
Grau III
Grau IV

Grau I-erosões isoladas

Grau II-erosões confluentes

Grau III-erosões circunferenciais

Grau IV-tem complicações como úlcera, estenose, Barret;

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O que analisa a classificação endoscópica de Los-Angeles?

tamanho da erosão.

15

Quais exames complementares podemos pedir na suspeita de DRGE? (6)

• EDA + biópsia

• Radiologia: estudo radiológico do esôfago (EREED);

• pHmetria de 24 horas: dá o diagnóstico de DRGE.

• Manometria:

• Cintilografia: geralmente é feita em crianças, pois elas não toleram o uso da sonda por 24 horas;

• Testes provocativos: Bernestein test.

16

Como é feita a pHmetria?

O paciente passa 24 com uma sonda que vai do nariz até a porção distal do esôfago (EEI),

com sensores ao longo do esôfago que ficam monitorando o refluxo durante as atividades habituais do indivíduo

o paciente deve registrar ao longo do dia a sua sintomatologia para relacionar com os momentos de hiperacidez;

17

Como é feita a manometria e para que serve ?

estuda a força do esôfago de contrair, manter a peristalse e vencer o EEI (pressão).

Exame dinâmico, rápido, mas não tão simples, pois é necessário ficar manipulando até achar as pressões do EES e EEI.


A manometria determina se o refluxo é causado por um esfíncter incompetente ou por problema no clareamento esofágico (se peristalse irregular).

18

Qual a importancia da amnometria?

Portanto, ela deve ser realizada para a cirurgia do refluxo

pois a proposta dessa cirurgia é construir uma válvula para evitar que o conteúdo do estômago retorne.

19

Qual o problema de fazer a cirurgia sem manometria?

Se o problema não está no esfíncter, não deve ser realizada a cirurgia, uma vez que o esôfago não consegue impulsionar o alimento para vencer a válvula. Consequentemente, o paciente pode desenvolver um megaesôfago e o alimento, que não vai consegue passar pela válvula, se acumula e reflui pela boca;

20

Diagnósticos diferenciais e exames para diferencia-los de DRGE (6)

• Dispepsia não ulcerosa: EDA, manometria, cintilografia;
• Úlcera péptica: EDA;
• Alterações motoras: manometria;
• Colecistopatia: USG, cintilografia;
• Coronariopatias: ECG, teste ergométrico;
• Pneumopatia: radiografia de tórax, teste de função pulmonar.

21

Qual o TTO clínico do DRGE? (4)

- Alterações comportamentais

-Medicamentos que reduzem a pressão no EEI: teofilina, anticolinérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio;

-Terapia antissecretora (inibidora da acidez)

-procinéticos

22

Como é feito a terapia antissecretora?

Anti-histamínicos: cimetidina, ranitidina, famotidina, nizatidina;

+

Inibidores da bomba de prótons (IBP): omeparol, lansoprazol, rabeprazol, pantoprazol, esomeprazol

23

Quais as indicações para o tto cirúrgico? (5)

• Instabilidade clínica/opção do paciente;

• Complicações da DRGE: úlcera esofágica, estenose, sangramento, esôfago de Barret

• Manifestações pulmonares/OTR refratárias;

• Hérnia hiatal com deslizamento > 2cm;

• Sintomas extradigestivos: difícil controle clínico, necessidade de manutenção prolongada do controle, alterações respiratórias (asma, tosse crônica e ITR), laringite crônica (associação com câncer), rouquidão, lesões em cordas vocais, otites, cáries.

24

Quais as contra-indicações para o tto cirúrgico? (5)

• Esclerodermia;
• Espasmo esofagiano difuso: descontrole da peristalse do esôfago  só dá diagnostico com a manometria;
• Acalasia;
• Barret de alto grau;
• Neoplasia.

25

Quais os objetivos para o tto cirúrgico? (4)

• Reconduzir o esôfago abdominal ao seu sítio;
• Restaurar a pressão do EEI;
• Confeccionar mecanismo antirrefluxo  fundoplicatura (criação de válvula);
• Corrigir os defeitos do hiato diafragmático  hiatoplastia.

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Quais as tecnicas de fundoplicadura? (4)

• 180o (Lotard-Jacob): fundoplicatura lateral;
• 270o (Lind-Toupet): fundoplicatura posterolateral;
• 360o (Nissen-Rosset): fundoplicatura total
• 360o no centro + 270o nas extremidades (Aranha-Brandalise): fundoplicatura mista

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Qual a tecnica de fundoplicatura mais comum?

360o (Nissen-Rosset): fundoplicatura total