Tratamento da cetoacidose diabética.
VOLUME:
📌 Na corrigido = Na + 1,6x(glicemia-100/100). Ex: se o Na medido for 130 e a glicemia 400, o Na corrigido é de 130 + 1,6x3 = 134,8.
Avaliar POTÁSSIO:
INSULINA:
Acompanhamento:
📌 Mas o BIC pode continuar baixo por uma outra acidose concomitante (ex: hiperclorêmica pelo excesso de SF 0,9% ou por sepse que desencadeou a CAD).
📌 Quando introduzir insulina SC, devemos lembrar que o tempo para início de ação é de aproximadamente 30min. Durante esse tempo, devemos manter a insulina em bomba!!!
OBS: só considerar reposição de BIC se pH < 6,9 (pois aumenta o risco de edema cerebral) e de fosfato apenas se < 1 em quadro muito grave.
📌 A principal causa de morte na CAD é o edema cerebral.
Metas de glicemia capilar de jejum, pré e pós-prandial com o tratamento do DM.
Meta também de HbA1c.
Critérios diagnósticos de DM.
2 resultados alterados (PODEM SER NA MESMA AMOSTRA OU EM DIFERENTES):
OU
Critérios diagnósticos de intolerância à glicose.
Basta 1 exame alterado:
📌 Se GJ ou HbA1c identificarem tal faixa, é importante realizar TOTG também, que é mais sensível.
Rastreamento populacional de diabetes.
Indicação:
Periodicidade:
Indicações de insulinoterapia no DM2.
Critérios diagnósticos e sinais clínicos de cetoacidose diabética.
CRITÉRIOS:
SINTOMAS:
📌 Não confundir o ritmo respiratório de Kussmaul com:
Mecanismo, benefícios, riscos e contraindicações da METFORMINA.
📌 Não iniciar se RFG < 30 e não aumentar se RFG = 30 a 45.
📌 É sempre o primeiro antidiabético oral a ser introduzido se não houver contraindicações.
Quais classes de antidiabéticos:
Exemplo, mecanismo e benefícios dos INIBIDORES DE SGLT2.
ex: EMPAGLIFLOZINA, DAPAGLIFLOZINA.
📌 Contraindicado se RFG < 30. Não é por ser nefrotóxico (pois não é), mas sim pois não funciona sem RFG adequado.
📌 Assim como gestantes (que têm glicosúria fisiológica), pacientes em uso de iGLT2 podem ter um tipo de cetoacidose diabética chamada de EUGLICÊMICA. Isso ocorre pois a glicose que geraria a hiperglicemia é eliminada via renal. Devemos ter alta suspeição se houver clínica compatível com CAD e euglicemia, e, para o diagnóstico, devemos dosar cetoácidos (estarão aumentados).
📌 iGLT2 tem correlação com maior incidência de amputação, mesmo em pacientes sem fatores de risco prévios. Logo, é prudente evitar em pacientes com DAP ou neuropatia diabética.
Exemplo, mecanismo e benefícios dos ANÁLOGOS DE GLP-1.
ex: LIRAGLUTIDA, EXANETIDA.
📌 Usados no tratamento da obesidade pois retardam o esvaziamento gástrico, gerando saciedade (os iDDP4 não conseguem fazer isso).
Homem de 56 anos com IMC = 29 iniciou tratamento para DM2 há 1 ano com glibenclamida 10mg e metformina 1g MID. Atualmente, apresenta HbA1c = 9,5%.
Inicialmente, qual é a modificação terapêutica mais adequada?
Provavelmente você pensou em introduzir insulina ao esquema devido à HbA1c elevada apesar de duas medicações.
Mas calma… a dose máxima de metformina é 2550mg por dia, e o paciente só está utilizando 1000mg. Antes de introduzir a insulina, é interessante OTIMIZAR A DOSE DA METFORMINA.
📌 Dose mínima diária de metformina é 1000mg e a máxima 2550mg, dividida em 2 a 3 tomadas.
Quais fatores podem alterar a aferição da HbA1c?
O FALSO-AUMENTO da HbA1c pode ser gerado por:
Já a FALSA-REDUÇÃO:
Exemplo, mecanismo, vantagens e desvantagens das SULFONILUREIAS.
ex: GLIBENCLAMIDA e GLICLAZIDA.
📌 São a 1ª escolha no tratamento da MODY, aquele tipo de DM por resistência à insulina que classicamente surge precocemente em crianças e adolescentes não-obesas devido a transmissão autossômica dominante → ou seja, fenotipicamente parece DM1 mas laboratorialmente se assemelha a DM2.
Exemplo, mecanismo, vantagens e desvantagens das GLINIDAS.
ex: REPAGLINIDA e NATEGLINIDA.
Exemplo, mecanismo, vantagens e desvantagens dos INIBIDORES DA ALFA-GLICOSIDASE.
ex: ACARBOSE
Exemplo, mecanismo, vantagens e desvantagens das TIAZOLIDINEDIONAS (GLITAZONAS).
ex: PIOGLITAZONA.
📌 Pelo risco de fratura, cuidado com mulheres na PÓS-MENOPAUSA.
📌 Pode ser útil na NASH.
Exemplo, mecanismo, vantagens e desvantagens dos INIBIDORES DA DPP4 (GLIPTINAS)
ex: SITAGLIPTINA.
📌 São menos efetivos do que os agonistas de GLP-1, que já atuam “no final da cadeia”).
📌 Cuidado! Quem tem “GLP” no nome são os inibidores de DPP4 e não os análogos de GLP-1.
Uma mulher queixa-se de dor de garganta, odinofagia e febre há 1 semana. Refere que estava resfriada 2 semanas antes. Ao exame, apresenta orofaringe normal e pequeno aumento da tireóide, que está levemente dolorosa. Exames revelam TSH = 0,2.
Qual é a HD principal e a conduta?
Esse é um quadro típico de TIREOIDITE GRANULOMATOSA DE QUERVAIN.
Entenda: é uma forma de tireoidite subaguda reativa PÓS-VIRAL, provavelmente por reação cruzada (ocorre 1-3 semanas após uma infecção viral).
O paciente apresenta quadro de dor na tireóide e tireotoxicose, que se deve à inflamação e destruição de folículos tireoidianos, com liberação de hormônio estocados. Segue-se, posteriormente, um período de 6-12 meses de hipotireoidismo, até o reestabelecimento da função tireoidiana.
O tratamento é apenas sintomático, com AINEs e AAS.
Como os marcadores laboratoriais conseguem nos auxiliar no diagnóstico diferencial da tireotoxicose?
📌 São correlações e não critérios patognomônicos!
Homem de 28 anos chega ao PA com agitação psicomotora, perda de peso e palpitações há 1 mês. Há 2 dias, houve piora dos sintomas e passou a ter alucinações visuais. Tax = 38,9, FC = 140 bpm, arrítmico, PA = 160:60, tireóide aumentada e proptose ocular bilateral.
Qual é a HD mais provável e a conduta?
O quadro clínico é de CRISE TIREOTÓXICA (ou tempestade tireoidiana), provavelmente secundário ao hipertireoidismo por Doença de Graves (principal causa).
Trata-se de uma exacerbação aguda de sinais e sintomas hiperadrenérgicos e hipermetabólicos, devido a SÚBITO AUMENTO na liberação de hormônio tireoidiano e catecolaminas.
O tratamento deve ser feito em CTI e envolve: PROPANOLOL + PROPILTIOURACIL (antitireoidiano preferível na crise tireotóxica) + GLICOCORTICÓIDES, seguidos após cerca de 1h por solução rica em IODO, visando ao efeito de Wolf-Chaikoff (sobrecarga de iodo gerando redução da liberação de hormônio tireoideano).
Quais são as indicações de tratamento no hipertireoidismo subclínico?
Principalmente se TSH < 0,1.
Paciente de 34 anos apresenta bócio difuso discreto, indolor, e exoftalmia. Queixa-se de nervosismo, palpitações e hiperhidrose. Aos exames complementares, apresenta TSH suprimido, T4 livre elevado e TRAb positivo.
Qual é o diagnóstico e a conduta?
Essa paciente apresenta quadro clássico de Doença de GRAVES, que é a PRINCIPAL CAUSA DE HIPERTIREOIDISMO em todas as faixas etárias!
O mecanismo fisiopatológico é a produção de um autoanticorpo contra o receptor de TSH (o TRAb, que é positivo em > 90% dos casos), e que exerce efeito estimulatório sobre a glândula.
O tratamento é feito inicialmente com BETABLOQUEADORES + DROGAS ANTITIREOIDIANAS (tionamidas →metimazol ou propiltiouracil) durante cerca de 2 anos. Em caso de falha, pode-se recorrer a radioablação com iodo radioativo ou cirurgia.
📌 MMZ É A 1ª LINHA atualmente. As vantagens do PTU são inibir a conversão de T4 em T3 (útil em crises tireotóxicas) e ser indicado para gestantes no 1º trimestre (quando o MMZ está contraindicado).
📌 O iodo radioativo é CONTRAINDICADO EM GESTANTES E LACTANTES, sendo indicado principalmente na refratariedade às tionamidas.
📌 Cirurgia ganha força principalmente diante de bócios volumosos sintomáticos, suspeita de neoplasia e em casos de efratariedade às tionamidas com contraindicações ao iodo.
Propedêutica → tireoide aumentada e hipervascular ao US, hipercaptante, RAIU-24h (captação > 20%) e com captação difusa na cintilografia. Deve-se fazer TC de órbita para avaliar a exoftalmia.
Efeitos colaterais das drogas anti-tireoidianas.
Os principais efeitos adversos são RASH CUTÂNEO e ARTRALGIAS.
Porém, devemos estar atentos principalmente à possibilidade de AGRANULOCITOSE e HEPATOTOXICIDADE. Por isso, tenhamos alguns cuidados:
📌 A hepatotoxicidade ocorre principalmente com o PTU. Ele costuma gerar um acometimento mais a nível de hepatócito, enquanto MMZ pode causar mais um padrão colestático.
📌 Se desenvolver um dos efeitos, nunca mais usar a droga → mas a hepatotoxicidade de um não contraindica o uso do outro.
📌 Podem gerar vasculite de pequenos vasos relacionadas ao ANCA.