Anticoncepcionais Flashcards Preview

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Flashcards in Anticoncepcionais Deck (7):
1

Qual principal mecanismo do ACOs?

O principal mecanismo de ação dos anticoncepcionais orais de uso diário é justamente a manutenção de níveis hormonais constantes (progesterona e estrógeno), assim como ocorre durante a gestação.

Os contraceptivos hormonais, em sua maioria compostos por estrogênio e progesterona sintéticos, agem sobrepujando os hormônios que desencadeiam a ovulação. Estes anticoncepcionais têm a função de manter níveis constantes de progesterona e estrogênio, que inibem a secreção hipofisária de LH e FSH, mantendo os óvulos "adormecidos" e impedindo a ovulação

2

Quais ACOs + usados no BR e como são usados?

Os ACOs mais comumente usados no Brasil são os monofásicos, isto é, todos os comprimidos ativos têm a mesma composição e dose de progesterona e estrógeno. A grande maioria contêm 21 comprimidos que devem ser tomados diariamente a partir do primeiro ao quinto dia do ciclo menstural, com pausa de 7 dias e início de uma nova cartela após cada pausa. Este esquema imita um ciclo menstrual de 28 dias, semelhante à média da população.

Quando uma mulher apresenta ciclos menstruais normais (sem ACO), não há um controle perfeito da ovulação, quer dizer, os folículos vêm sendo continuamente estimulados todo o início de ciclo. Assim, quando a mulher menstrua e inicia o uso do ACO, o organismo está preparado para iniciar um novo ciclo e pode haver algum estímulo da hipófise na produção hormonal com resposta ovariana e estímulo dos folículos, já que o ACO demora alguns dias para iniciar a supressão do ciclo hormonal fisiológico. Assim, diz-se que somente há proteção após aproximadamente 7 dias de uso no primeiro mês.

Nos ciclos seguintes, já existe proteção anticoncepcional desde o início. Mesmo com a queda dos níveis de ACO durante a pausa intencional de 7 dias, não há a retomada do ciclo menstrual fisiológico, ou seja, não há estímulo suficiente para que o eixo hipotálamo-hipófise-ovário retome sua função fisiológica. A queda dos níveis hormonais, na pausa de 7 dias entre uma cartela e outra, causa um sangramento que é chamado de “sangramento por privação” (queda da concentração do ACO nos líquidos biológicos) e não um sangramento menstrual, pois o endométrio não vinha sendo estimulado. A retomada da ingestão do ACO volta a elevar os níveis hormonais e faz cessar o sangramento.

Em outras palavras, não há, neste intervalo de pausa do anticoncepcional, uma retomada do ciclo fisiológico e nem estímulo ovariano. A pausa só serve para que haja sangramento e não interfere no bloqueio hormonal causado pelo uso do ACO. Por isto dizemos que há proteção (isto é, a não gravidez está assegurada) desde o primeiro dia da segunda cartela em diante. Uma vez iniciado o uso do ACO e tomado regularmente, depois do primeiro mês, a proteção é contínua.

Quando, por conveniência ou não, a mulher não faz a pausa entre as cartelas, não há uma queda dos níveis hormonais e, portanto, não acontece o sangramento. A pausa não interfere no bloqueio hormonal causado pelo uso do anticoncepcional e, portanto, administrar ininterruptamente duas ou mais cartelas não influencia na proteção assegurada pelo uso contínuo do anticoncepcional

3

Quais tipos de preparações de ACOs?

São dois os tipos de preparações para contracepção oral: combinações de estrógenos e progestágenos e terapia contínua com apenas progestágenos. No entanto os mais utilizados e mais eficazes são os combinados, que contêm os dois tipos de hormônio. Esta combinação de estrogênio e progesterona exerce um efeito contraceptivo impedindo a ovulação pois age reprimindo a liberação dos hormônios LH e FSH.

Os anticoncepcionais orais combinados, mais utilizados no Brasil, encontram-se disponíveis em diferentes preparações: monofásica, difásica e trifásica. Os mais modernos e mais utilizados estão disponíveis em uma cartela (ou blíster) que contém 21 comprimidos, com as mesmas doses de estrogênio e progesterona. Estes anticoncepcionais orais modernos também são conhecidos como anticoncepcionais de baixa dosagem, pois contêm 30 m g ou menos de estrogênio. A dose de progestágeno possui maior variação, mas normalmente contém em torno de 0,1 mg ou menos deste componente

4

Qual exemplo de pílula do dia seguinte?

1. Pozato-Uni

Composta por 0,75mg de Levonorgestrel
Tomar cp

5

E os ACOs com apenas progesterona?

Os anticoncepcionais orais preparados com apenas progestágeno também encontram-se disponíveis em uma cartela que contém comprimidos de mesma dosagem, a serem administrados por 21 dias consecutivos seguido por um período de 7 dias sem uso. Estes anticoncepcionais orais são um pouco menos eficazes que os combinados, com uma eficácia de uso em torno de 96 e 97,5 %. Quando em baixa dosagem, são conhecidos por minipílulas e contêm 350 m g ou 75 m g de progestágeno

6

Como agem as pílulas do dia seguinte?

As conhecidas pílulas do dia seguinte, anticoncepcional pós-coito, ou contraceptivo de emergência, são preparados de um comprimido que contém apenas o progestágeno em uma dosagem alta (1,5 mg) a ser administrada até 72 horas após o coito. Sua eficácia varia conforme o tempo que passa entre o coito e a sua administração. Se administrado em até 72 horas pós-coito, sua eficácia é de 90 a 98%

Diferentemente das pílulas comuns, a pílula pós-coital não é apropriada para o uso rotineiro, pois sua alta dosagem produz efeitos colaterais graves de curto e longo prazo. Seu uso é indicado para situações de emergência, como estupro e incesto e, além disso o mecanismo de ação dos mesmos ainda é obscuro e há controvérsias sobre a possibilidade de serem abortivos.

7

Qual exemplo de pílula do dia seguinte?

1. Pozato-Uni

Composta por 0,75mg de Levonorgestrel
Tomar 1 cp até 72h após o coito