O que são genodermatoses?
Doenças dermatológicas geneticamente determinadas que cursam com manifestações cutâneas ± sistêmicas.
Como se classificam as genodermatoses?
Neurocutâneas; da ceratinização; bolhosas; mesenquimais; com fotossensibilidade; hiperplásicas/aplásicas/displásicas/atróficas.
O que caracteriza as genodermatoses neurocutâneas?
Malformações de origem ectodérmica com achados em pele, SNC e olhos.
NF1: gene, cromossomo e herança?
NF1 (neurofibromina) no 17q; autossômica dominante; penetrância completa, expressividade variável.
Qual a prevalência aproximada da NF1?
~1:3.000 nascimentos.
Quais as quatro grandes esferas da tétrade clássica da NF?
Manchas cutâneas, tumores do SN, hamartomas oculares/SNC, displasias ósseas.
Manchas café-com-leite: descrição e relevância diagnóstica na NF1?
Máculas acastanhadas homogêneas; ≥6 lesões torna NF1 altamente provável (tamanho dependente da idade).
Efélides em dobras (sinal de Crowe): importância?
Axilares/inguinais, independem do sol; achado muito específico para NF1.
Diferença entre mácula café-com-leite da NF1 e da McCune-Albright?
NF1: bordas lisas; McCune-Albright: máculas maiores com bordas irregulares (‘geográficas’) + endocrinopatias/displasia fibrosa.
Neurofibromas dérmicos: clínica clássica?
Pápulo-nodulares moles, cor da pele/violáceas, ‘sinal da botoeira’; aumentam na gestação; sem potencial maligno.
Neurofibroma plexiforme: por que é marcador de NF1?
Lesão subcutânea alongada, ‘saco de vermes’, geralmente única, pode estar presente antes dos 2 anos; risco de transformação em sarcoma (~5%).
Nódulos de Lisch: o que são e valor diagnóstico?
Hamartomas melanocíticos de íris, múltiplos/bilaterais, muito específicos; não comprometem visão.
NF1 – principais alterações ósseas?
Displasia de esfenóide e dos ossos longos (tíbia arqueada), podendo evoluir com pseudartrose.
Principais causas de HAS na NF1?
Primária (mais comum); secundária por estenose de artéria renal ou feocromocitoma (risco aumentado).
NF2: tumor sentinela e proteína associada?
Schwannomas vestibulares bilaterais (VIII par); proteína merlina/schwannomina; AD.
NF2 – achados oculares típicos?
Opacidades subcapsulares do cristalino/catarata em até ~50%.
NF segmentar (tipo 3): conceito chave?
Manchas café-com-leite/neurofibromas restritos a segmentos (linhas de Blaschko) por mosaicismo pós-zigótico.
Esclerose tuberosa (ET): genes e via celular envolvida?
TSC1 (hamartina, 9q) e TSC2 (tuberina, 16p); disfunção via mTOR.
Tríade de Vogt (mnemônico ‘EPI-LO-ILA’)?
Epilepsia, déficit intelectual e angiofibromas faciais.
Máculas hipocrômicas (‘em folha’): por que são importantes?
Sinal cutâneo mais precoce (presentes ao nascimento; Wood realça); ≥3 aumenta suspeita de ET.
Angiofibromas faciais da ET: idade e localização?
5–7 anos; região malar/sulco nasogeniano; múltiplos, simétricos com telangiectasias.
Placa de Shagreen: o que é?
Nevo de tecido conjuntivo lombar, superfície de ‘casca de laranja’.
Tumores periungueais (Koenen): quando surgem e impacto?
Após puberdade; pápulas fibrosas que podem distorcer as unhas.
Lesões neurológicas típicas na ET?
Tubérculos corticais e nódulos subependimários calcificados; epilepsia precoce.