Ocorre em…
1-3% das meninas e 1% dos meninos
Se recorrentes…
Avaliar fr subjacente
*30% das meninas em 12 meses vão ter novo episódio
Sequelas
Cicatriz no parênquima renal por pielonefrite, podendo levar a HAS, DRC, etc
Mecanismos
1) ASCENDENTE
2) Hematogênico (+ em RN)
Fatores de risco
Picos de incidência
1º) 1º ano, MENINOS, por anomalias
2º) Meninas na fase de controle esfincteriano
3º) Meninas em início de atividade sexual
Etiologia
Cistite Hemorrágica
Vírus ou E. Coli
Obstrução urinária
Em válvula de uretra posterior
Hidronefrose fetal + distensão vesical
Globo Vesical + Jato fraco
Refluxo vesicoureteral
OU
Quadro clínico: cistite
Disúria, polaciúria, estrangúria, dor suprapúbica, incontinência urinária
Quadro clínico: pielonefrite
com ou sem sintomas de cistite, calafrio, dor lombar, manifestações inespecíficas, FEBRE (pode ser a única manifestação!)
Diagnóstico
1) EQU: esterase leucocitária, nitrito (bact. G-), ≥5 leuc/campo ou >10.000 leuc/ml
2) Bacterioscopia/gram
3) Urinocultura: MAIS IMPORTANTE
- jato médio: ≥100.000 UFC/ml
- saco coletor (negativa, ≥ 100.000 se técnica correta)
- cateterismo (≥50.000). NÃO realizar em fimose importante ou sinéquia!
- punção suprapúbica: QUALQUER crescimento (pelo NELSON, ≥50.000). NÃO considerar poucas colônias G +.
Tto
*NÃO usar nitrofurantoína em pielo!!
Investigação da causa: indicação
1) Pelo Nelson:
- 1º episódio de pielo (2m-2anos): USG. Se SEM alterações, UCM;
- Após o 2º episódio, UCM SEMPRE!
2) Pela SBP:
- Se ITU confirmada, em <2 anos, USG e UCM; em >2 anos, apenas USG.
Investigação da causa: Refluxo VU
1) USG RENAL/VIAS URINÁRIAS: baixo custo, seguro, pouco invasivo, mas avaliador dependente. Evidencia ALTERAÇÕES GROSSEIRAS como consequências de refluxo + GRAVE.
2) CINTILO RENAL COM DMSA: estático/morfológica, sendo o PADRÃO OURO para PIELONEFRITE na fase AGUDA. Na fase crônica, identifica CICATRIZES nas quais NÃO há captação, mas não visualiza refluxo)
3) URETROCISTOGRAFIA MICCIONAL: faz DIAGNÓSTICO de RVU e permite classificar o grau.