A A criptorquidia consiste na falha de descida do testículo ao escroto. Tem incidência aumentada nos prematuros (20 a 30%, pois a descida testicular ocorre nas últimas semanas de gestação); pode ser encontrada em 2% dos recém-nascidos a termo.
Até os 9 meses de idade.
A Existe uma associação entre criptorquidia e patência do conduto peritoneovaginal, sendo observados hidrocele comunicante ou hérnia inguinal indireta
Defeitos bilaterais parecem estar associados à deficiência de gonadotrofina materna;
a falha de descida unilateral pode ser resultado de um defeito congênito da gônada, sendo esta insensível ao estímulo da gonadotrofina.
? PALPÁVEL (80%)
Retrátil: palpável na região inguinal apresenta posição extraescrotal intermitente devido ao reflexo cremastérico.
Ectópico Testículo desce fora do canal inguinal, podendo localizar-se em região pré-peniana, perineal ou femoral/crural (face interna da coxa).
Inguinal Descida incompleta do órgão, localizando-se no canal inguinal ou junto ao anel inguinal externo (pré-escrotal).
NÃO PALPÁVEL (20%)
Intra-abdominal: a gônada se localiza em retroperitônio, no trajeto de vasos espermáticos. Corresponde a 80% dos casos de testículo não palpável.
Ausente Vasos gonadais podem terminar em fundo cego, ou os vasos não podem ser identificados, o que sugere agenesia testicular.
Vanishing testis: Vestígio testicular junto ao trajeto dos vasos gonadais ou vasos gonadais entrando no canal inguinal, porém, à exploração do canal, não há testículo (achados à laparoscopia).
O temperatura aumentada dentro da cavidade abdominal pode comprometer a fertilidade ou causar degeneração neoplásica. Logo, a criança edve se tratada no 1º ano de vida.
O exame físico é o método mais seguro;
laparoscopia está indicada no testículo não palpável;
Criptorquidia bilateral: requer exame de cariótipo para que o sexo seja definido, pois meninas com hiperplasia suprarrenal congênita podem ser completamente virilizadas.
Recomenda-se também dosagem das gonadotropinas. Se a testosterona estiver baixa ou ausente, combinada com elevações de LH e FSH e ausência de resposta ao estímulo hormonal, o diagnóstico provável é de ausência da gônada (anorquia). Mesmo assim, a criança deve ser submetida à laparoscopia.
Tratamento hormonal, recomendado apena em crianças virgens de tratamento, que apresentem testículos retráteis ou inguinais. A administração de Gonadotrofina Coriônica (HCG) intramuscular ou de GnRH intranasal obtém sucesso em 100% dos casos de testículos retráteis.
Orquidopexia, que é feita entre 9-15 meses pois quando realizada antes dos nove meses o procedimento aumenta o risco de lesão do feixe vascular do cordão espermático.
É feita através de um acesso inguinal, ressecção e ligadura do processo vaginal, geralmente presente, com descolamento dos elementos do cordão espermático e fixação do testículo à bolsa. A orquidopexia em dois tempos pode ser necessária em casos de testículos abdominais (não palpáveis).