DM2 Flashcards

(26 cards)

1
Q

É RECOMENDADO utilizar, como critérios de diagnóstico de DM:

A

A glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl, a HbA1c maior ou igual a 6,5%, a glicemia no TTGO-1h maior ou igual a 209 mg/dl ou a glicemia no TTGO- 2h maior ou igual a 200 mg/dl. Se somente um exame estiver alterado, este deverá ser repetido para confirmação.

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2
Q

Na presença de sintomas típicos de hiperglicemia ou crise hiperglicêmica, É RECOMENDADO que o diagnóstico seja estabelecido quando:

A

houver glicemia plasmática ao acaso ≥ 200 mg/dl.

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3
Q

Quando indicada a realização de TTGO, É RECOMENDADO o uso de:

A

TTGO-1h para diagnóstico de DM2 e detecção de pré-diabetes, por ser superior e mais prático do que o TTGO-2h.

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4
Q

É RECOMENDADO o rastreamento de DM2 para

A

Todos os indivíduos com idade ≥ 35 anos e para os demais adultos com sobrepeso/obesidade que tenham pelo menos um fator de risco adicional para DM2 e/ou que apresentem FINDRISC alto/muito alto.

É RECOMENDADO utilizar GJ e/ou HbA1c como primeiros testes de rastreamento de DM2.

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5
Q

É RECOMENDADO realizar triagem de DM2 em crianças e adolescentes a partir de:

A

10 anos de idade ou após o início da puberdade, com sobrepeso/obesidade e pelo menos um fator de risco para DM2

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6
Q

Quais são as recomendações de reavaliação para suspeita de DM?

A

Pessoas com exames laboratoriais normais, menos de 3 fatores de risco ou FINDRISC baixo sejam reavaliadas após 3 anos

Pessoas assintomáticas, com exames laboratoriais normais e ≥ 3 fatores de risco OU FINDRISC alto/muito alto sejam reavaliadas em 12 meses

Pessoas com pré-diabetes sejam reavaliadas após 12 meses

Pessoas com apenas um exame laboratorial com critério para DM, sem outros exames alterados (diabetes iminente), sejam reavaliadas em 6 meses

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7
Q

É RECOMENDADO que todos os adultos com DM2 sejam avaliados quanto:

A

Ao risco CV antes de definir a estratégia de uso dos agentes antidiabéticos.

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8
Q

Sobre a metformina na DM2:

A

A dose da metformina deve ser reduzida em 50%, (não ultrapassando 1 g ao dia), quando a taxa de filtração glomerular estimada estiver entre 30-45.

Os níveis de vitamina B12 deverão ser avaliados anualmente após 4 anos de início da metformina

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9
Q

Sobre a biópsia hepática para identificação da Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM) no Diabetes Tipo 2 e Pré Diabetes:

A

A biópsia hepática é o método padrão-ouro. Por ser um método invasivo, com limitações relacionadas ao custo, reprodutibilidade e risco de complicações, deve ser considerada somente em pacientes cuja avaliação por métodos não invasivos foi duvidosa

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10
Q

O rastreio para avaliação do risco de fibrose avançada associada à DHEM, inicialmente com escores laboratoriais clínicos como o Fibrosis-4 (FIB-4), É RECOMENDADO em

A

Todos os adultos com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

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11
Q

RECOMENDADO que o primeiro rastreamento da doença renal do Diabetes seja feito

A

Com amostra de urina aleatória para determinação da Razão Albumina Creatinina (RAC) e determinação da taxa de filtração glomerular estimada. O rastreamento deve ser feito logo ao diagnóstico no DM2, e aos 5 anos do diagnóstico de DM1, e repetido, 1 a 4 vezes ao ano.

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12
Q

Periodicidade para solicitação de exames no DM2

A

Glicemia em jejum e HbA1c: ao menos 2 vezes ao ano.
Colesterol total, triglicerídeos, HDL colesterol, LDL colesterol, creatinina sérica: no diagnóstico e anual ou a critério clínico.
Albuminúria: no diagnóstico e anual.
Fundoscopia: anualmente a partir do diagnóstico.
Avaliação dos pés: no diagnóstico e anual. Se exame alterado, conforme critérios clínicos.
Dosagem de vitamina B12: anualmente a partir do diagnóstico (para usuários de metformina).

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13
Q

Explique sobre o pé diabético

A

O Pé Diabético está entre as complicações mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM). O exame periódico dos pés propicia a identificação precoce e o tratamento oportuno das alterações encontradas, possibilitando assim a prevenção de um número expressivo de complicações do Pé Diabético.

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14
Q

Alguns números sobre DM e Pé Diabético:

A

• Pessoas com DM apresentam uma incidência anual de úlceras nos pés de 2% e um risco de 25% em desenvolvê-las ao longo da vida.

• Aproximadamente 20% das internações de indivíduos com DM são decorrentes de lesões nos membros inferiores.

• Complicações do Pé Diabético são responsáveis por 40% a 70% do total de amputações não traumáticas de membros inferiores na população geral.

• 85% das amputações de membros inferiores em pessoas com DM são precedidas de ulcerações, sendo os seus principais fatores de risco a neuropatia periférica, as deformidades no pé e os traumatismos.

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15
Q

O que é Pé Diabético?

A

Pé Diabético a presença de infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos profundos associados a anormalidades neurológicas e a vários graus de doença vascular periférica em pessoas com DM .

As alterações de ordem neurológica e vascular em extremidades produzem distorções na anatomia e fisiologia normais dos pés. A alteração do trofismo muscular e da anatomia óssea dos pés provoca o surgimento dos pontos de pressão, enquanto o ressecamento cutâneo prejudica a elasticidade protetora da pele e o prejuízo da circulação local torna a cicatrização mais lenta e ineficaz. Em conjunto, essas alterações aumentam o risco de úlceras nos pés.

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16
Q

O Pé Diabético pode ser classificado, segundo sua etiopatogenia, em:

A

Neuropático: perda progressiva da sensibilidade. Os sintomas mais frequentes são os formigamentos e a sensação de queimação (que tipicamente melhoram com o exercício). A diminuição da sensibilidade pode apresentar-se como lesões traumáticas indolores ou a partir de relatos, como perder o sapato sem se notar.

Vascular (também chamado isquêmico): história de claudicação intermitente e/ou dor à elevação do membro. Ao exame físico, pode-se observar rubor postural do pé e palidez à elevação do membro inferior. À palpação, o pé apresentase frio, podendo haver ausência dos pulsos tibial posterior e pedioso dorsal

Misto (neurovascular ou neuroisquêmico): mistura dos dois

17
Q

A avaliação regular dos pés da pessoa com DM deve ser realizada por quem?

A

Por profissionais de nível superior (o médico de família ou, preferencialmente, o enfermeiro), segundo a periodicidade recomendada

18
Q

Periodicidade recomendada para avaliação dos pés da pessoa com DM, segundo a classificação de risco do Pé Diabético

A

0: Anual, preferencialmente com médico ou enfermeiro da AB.
1: A cada 3 a 6 meses, com médico ou enfermeiro da AB.
2: A cada 2 a 3 meses, com médico e/ou enfermeiro da AB / Avaliar necessidade de encaminhamento para outro ponto de atenção.
3: A cada 1 a 2 meses, com médico e/ou enfermeiro da AB, ou equipe especializada.

19
Q

São fatores de risco para desenvolvimento de úlceras e amputações:

A

• História de ulceração ou amputação prévia.
• Neuropatia periférica.
• Deformidade dos pés.
• Doença vascular periférica.
• Baixa acuidade visual.
• Nefropatia diabética (especialmente nos pacientes em diálise).
• Controle glicêmico insatisfatório.
• Tabagismo.

20
Q

Classificação de risco do Pé Diabético

A

Grau 0: Neuropatia ausente.
Grau 1: Neuropatia presente com ou sem deformidades (dedos em garra, dedos em martelo,proeminências em antepé, Charcot).
Grau 2: Doença arterial periférica com ou sem neuropatia presente
Grau 3: História de úlcera e/ou amputação.

21
Q

Explique o exame clínico dos pés:

A

Anatomia do pé: A neuropatia diabética predispõe às deformidades nos pés, com aumento das proeminências dos metatarsos, dedos em garra, dedos em martelo, joanetes e perda do arco plantar.

Hidratação: na neuropatia diabética, os pés encontram-se com a pele ressecada, o que predispõe às fissuras e às ulcerações.

Coloração, temperatura, distribuição dos pelos
Integridade de unhas e pele
Avaliação neurológica

22
Q

Explique a Avaliação da sensibilidade tátil com monofilamento de Semmes-Weinstem:

A

É realizado com monofilamento de 10 gramas (5,07 U) de Semmes-Weinstem.
- O monofilamento não é de uso individual ou descartável. Recomenda-se que seja realizada a limpeza do produto com uma solução de sabão líquido e água morna após cada uso. Não há necessidade de o produto passar por processo de esterilização em autoclave. É recomendado que o monofilamento fique em repouso por 24 horas a cada dez pacientes. A vida útil do produto, em geral, é de 18 meses.

1º – Esclarecer o paciente sobre o teste. Solicitar ao mesmo que diga “sim” cada vez que perceber o contato
2º – Aplicar o monofilamento perpendicular à superfície da pele, sem que a pessoa examinada veja
3º – Pressionar com força suficiente apenas para encurvar o monofilamento, sem que ele deslize sobre a pele.
4º – O tempo total entre o toque para encurvar o monofilamento e sua remoção não deve exceder 2 segundos.
5º – Perguntar, aleatoriamente, se o paciente sentiu ou não a pressão/toque (SIM ou NÃO) e onde está sendo tocado(Pé Direito ou Esquerdo).
6º – Serão pesquisados quatro pontos em ambos os pés.
7º – Aplicar duas vezes no mesmo local, alternando com pelo menos uma vez simulada (não tocar), contabilizando nomínimo três perguntas por aplicação.
8º – A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das três aplicações.
9º – A percepção da sensibilidade protetora está ausente se duas respostas forem incorretas das três aplicações.

23
Q

Explique Avaliação da sensibilidade vibratória com diapasão de 128 Hz

A

É avaliada com o uso de um diapasão de 128 Hz.
O local de escolha para o teste é a parte óssea no lado dorsal da falange distal do hálux, em ambos os pés

O teste é positivo (alterado) se o paciente responde de forma incorreta (pessoa perde a sensação da vibração enquanto o examinador ainda percebe o diapasão vibrando), em pelo menos duas de três aplicações, e negativo (normal) com duas das três respostas corretas. Caso alterado, recomenda-se a repetição do teste em local mais proximal

24
Q

O exame físico do componente vascular deve contemplar, no mínimo:

A

A palpação dos pulsos pediosos e tibiais posteriores

25
A avaliação do Pé Diabético deve conter, no mínimo:
Anamnese cuidadosa, pesquisando por fatores de risco e complicações. Exame físico, contendo:  Pesquisa de úlceras, deformidades e outras alterações.  Avaliação neurológica: teste de sensibilidade tátil com monofilamento e/ou teste de sensibilidade vibratória.  Avaliação vascular: palpação de pulsos pediosos e tibiais posteriores.
26
Na presença de infecção, deve-se considerar a necessidade de obter cultura para orientar o início ou a troca do antibiótico quando não há resposta satisfatória, como deve ser feito?
raspagem da base da úlcera com um bisturi ou uma cureta ou biópsia da lesão ou do osso. A aspiração de pus ou fluido do tecido por meio de agulha fina, utilizando técnica asséptica, é uma alternativa adequada. Os exames a serem solicitados são gram e culturas aeróbia e anaeróbia.