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Flashcards in Crise asmática Deck (19)
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1

Definição e diagnóstico

Mudança do controle habitual com alteração sintomática levando a modificação das medicações habituais;

Diagnóstico clínico, pode ter auxílio do PFE

2

Crise leve a moderada

Estado mental normal, retrações leves, frases completas, PFE > 50% do previsto, pouca alteração de pH, FC, FR, PaCO2, satO2 > 95%
*Alcalose respiratória (PaCO2 < 40mmHg)

3

Crise muito grave

Agitado ou sonolento ouconfuso, retrações acentuadas, fala monossilábica, PFE < 30% do previsto, aumento do lactato, acidemia, taquicardia, taquipneia, PaCO2 > 45mmHg, satO2<90%

4

Crise grave

Agitado ou estado mental normal, saturação de 91 a 95%, PFE de 30 a 50%, frases incompletas, dispneia moderada

5

Achado gasométrico esperado

Alcalose respiratória (taquipneia e hipocapnia)
*Acidose respiratória hipercápnica é sinal de gravidade (iminência de PCR)

6

Arsenal terapêutico da crise

SABA, SAMA, LABA, GC sistêmico, MgSO4, metilxantinas (última escolha por baixo limiar terapêutico e EAs em SCV, TGI e neurológicos)

7

Medidas iniciais

Nebulização com SABA (4 a 8 jatos a cada 20 minutos) em 1 hora (3 doses total);
Oxigenioterapia sempre orientada pela saturação de O2;
Reavaliar em 30 minutos e classificar a resposta

8

Boa resposta a medidas iniciais - parâmetros e conduta

PFE > 70%, sat > 95%, melhora clínica;
Alta com medicações otimizadas

9

Resposta parcial a medidas iniciais - parâmetros e conduta

Dispneia mantida, PFE de 50 a 70%;
Manter SABA e adicionar SAMA (5mg ipratrópio) e GC sistêmico

10

Pouca resposta a medidas iniciais - parâmetros e conduta

Dispneia mantida, PFE < 50%;
Além de adicionar SAMA e GC sistêmico e manter SABA, adicionar MgSO4 e considerar aminofilina

11

Piora apesar das medidas iniciais - parâmetros e conduta

PFE < 35%, cianose, alteração da consciência, falência cardiorrespiratória;
IOT (preferência para cetamina), VM, encaminhar ao CTI

12

Configuração da VM na crise asmática

Volume corrente e frequência respiratória baixos para aumentar o tempo expiratório (I:E diminuirá de 1:3 para 1:5, p.e) e evitar complicações

13

Fatores que dificultam o controle

Exposição a desencadeantes, comorbidades, técnica inadequada, má adesão

14

Fatores de risco para crise quase fatal

Crise grave prévia com VM ou CTI, 3 ou mais visitas ao DE, 2 ou mais hospitalizações por asma nos últimos 12 meses, uso frequente de GC sistêmico, problemas psicossociais, comorbidade cardiovascular ou psiquiátrica, má percepção da obstrução, asma lábil

15

Complicações mais temidas da VM

Auto-PEEP e barotrauma

16

Medicações pós-alta

Otimizar tratamento de asma (corticoide inalatório obrigatoriamente!)
Prednisona 1mg/kg/dia (máx 50 a 60mg) 5 a 7 dias após a alta (3 a 7 crises mais leves, 7 a 10 nas mais graves), associado ou não a LABA

17

Utilidade PFE e quando fazer

Aferir a queda da função pulmonar, que é a principal alteração da crise.
Fazer sempre que possível, entretanto, não deve atrasar diagnóstico e tratamento.

18

Quando usar corticoide inalatório

Na crise, não há benefício que indique (pode prescrever após a alta)

19

Quando usar corticoide sistêmico

Não é em toda crise! Indicado se crise não melhorada com medidas iniciais (SABA na primeira hora)