Aleatório Flashcards

(57 cards)

1
Q

Limites e conteúdo do triângulo de Calot.

A

O Trígono de Calot (ou triângulo cisto-hepático) é uma região anatômica crucial em cirurgias da vesícula biliar (colecistectomia), delimitado pelo ducto cístico, o ducto hepático comum e a borda inferior do fígado, sendo a artéria cística a principal estrutura encontrada em seu interior, fundamental para a segurança cirúrgica.

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2
Q

Qual dos componentes da escala de GLASGOW é a mais preditiva de desfechos neurológicos?

A

Resposta motora

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3
Q

No trauma torácico, a ruptura de aorta é considerada uma das lesões ameaçadoras à vida. V ou F?

A

F

A ruptura de aorta, embora extremamente grave e frequentemente fatal, é classificada como uma lesão potencialmente ameaçadora à vida, e não imediatamente ameaçadora. Isso se deve ao fato de que, em alguns casos, a ruptura pode ser contida temporariamente, permitindo intervenção médica.

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4
Q

Frente à necessidade de toracotomia na sala de emergência, qual é a via de acesso preferencial?

A

Toracotomia anterolateral esquerda

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5
Q

Em lesões com evisceração, a conduta mais apropriada é lavar as vísceras com soro fisiológico 0,9%, realizar manobra para reintrodução das vísceras na cavidade abdominal e curativo oclusivo. V ou F?

A

F

Cobrir as vísceras com compressas embebidas em soro fisiológico 0,9% e proteger com um curativo secundário é a conduta mais adequada para evitar desidratação e contaminação das alças intestinais extrusas, mantendo-as úmidas e protegidas até que o paciente possa ser avaliado em um ambiente cirúrgico.

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6
Q

O posicionamento do lençol na estabilização da pelve deve ser feito na altura…

A

Dos trocânteres maiores dos fêmures.

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7
Q

O que caracteriza a fratura do assoalho orbitário (blow-out)?

A

É caracterizada por diplopia, enoftalmia e hipoestesia na região infraorbital. A limitação da motilidade ocular para o olhar superior e a crepitação óssea também são indicativos de uma fratura orbitária, tornando esta a alternativa mais provável para o diagnóstico.

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8
Q

Pacientes com escala de coma de Glasgow menor ou igual a … na admissão irão necessitar de intubação orotraqueal para proteção de via aérea.

A

8

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9
Q

A reposição volêmica inicial no trauma deve ser feita com 1L de solução cristaloide aquecida. Infusões maiores do que 1,5L de cristaloide isolado devem ser evitadas quando há evidência de hemorragia ativa. V ou F?

A

V

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10
Q

O maior benefício do uso de ácido tranexâmico dá-se naqueles pacientes que foram previamente transfundidos e que receberam o tratamento na primeira hora do trauma. V ou F?

A

V

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11
Q

Local de drenagem torácica na criança.

A

2o espaço intercostal na linha hemiclavicular.

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12
Q

Na suspeita de fratura de pelve, deve-se realizar sondagem vesical de demora para controle rigoroso da diurese devido a associação com grandes hemorragias. V ou F?

A

F

Não se sonda paciente com suspeita de fratura de pelve devido ao alto risco de lesão de uretra associada. A passagem da sonda pode converter uma laceração uretral parcial em total, criar falsos trajetos e infectar o hematoma pélvico.

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13
Q

Traumas torácicos podem causar arritmias cardíacas, especialmente se houver contusão cardíaca ou alterações na perfusão. V ou F?

A

V

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14
Q

Fraturas do maxilar podem ser classificadas de acordo com a classificação de Le Fort. Sendo assim, um paciente que apresenta disjunção crânio facial recebe classificação:

A

Le Fort III

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15
Q

Hematoma renal retroperitoneal em expansão pode ser tratado de maneira conservadora. V ou F?

A

F

Hematoma retroperitoneal em expansão geralmente indica a necessidade de intervenção cirúrgica, pois pode estar associado a sangramento ativo ou outras complicações que não são manejáveis de forma conservadora.

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16
Q

O tratamento para os casos Le Fort Tipo I pode ser conservador ou cirúrgico, na dependência do grau de oclusão dental. V ou F?

A

V

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17
Q

A fratura de Le Fort tipo III, que é uma disjunção crânio-facial, geralmente requer intervenção cirúrgica imediata devido ao risco de obstrução das vias aéreas e outras complicações graves. V ou F?

A

V

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18
Q

Paciente vítima de atropelamento é atendido no pronto atendimento e no exame físico nota-se abertura ocular somente aos estímulos dolorosos / de pressão, emite palavras inapropriadas e tem flexão anormal dos membros. Assinale a alternativa que contém a correta pontuação desses achados do exame físico de acordo com a escala de coma de Glasgow.

A

8

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19
Q

A abordagem da criança na emergência deve ser realizada de forma sistemática. Nesse sentido, os itens que compõem o triângulo de avaliação pediátrica, conforme estabelecido nas diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support), são os seguintes:

A

Aparência, respiração e circulação.

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20
Q

O índice tornozelo-braço é um método não invasivo e eficaz para avaliar a perfusão arterial nas extremidades. V ou F?

A

V

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21
Q

No caso de um pneumotórax hipertensivo, a descompressão (alívio do “B”) deve ser imediata e, muitas vezes, precede a intubação (o “A” definitivo) se houver colapso circulatório iminente. V ou F?

A

V

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22
Q

Qual a diferença fundamental entre o Hematoma Epidural e o Subdural na TC em relação às suturas cranianas?

A

O Hematoma Epidural respeita as suturas (formato biconvexo/lente), enquanto o Hematoma Subdural NÃO respeita as suturas (formato em crescente/côncavo), espalhando-se livremente.

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23
Q

O que caracteriza o “Intervalo Lúcido” e qual o vaso tipicamente lesado no hematoma que é seu “cartão de visitas”?

A

É o padrão onde o paciente parece bem após o trauma e apresenta piora súbita. É clássico do Hematoma Epidural, geralmente por lesão da Artéria Meníngea Média.

24
Q

Quais são os três achados clínicos que compõem a síndrome de herniação uncal?

A
  1. Rebaixamento do nível de consciência (compressão do sistema ativador reticular). 2. Anisocoria ipsilateral (dilatação da pupila no mesmo lado da lesão). 3. Hemiparesia contralateral (fraqueza no lado oposto à lesão).
25
Na herniação uncal, por que a pupila dilata no mesmo lado (ipsilateral) da lesão?
Porque o Uncus (lobo temporal) é empurrado contra a incisura do tentório, causando a compressão do III par craniano (nervo oculomotor) daquele lado.
26
No manejo do TCE grave, qual o critério de Glasgow para intubação e qual o objetivo da terapia osmótica?
Intubação: Indicada se GCS $\le$ 8.Terapia Osmótica (Manitol/Salina): Serve para reduzir a PIC e "ganhar tempo" até a neurocirurgia definitiva.
27
Que lesão intra-abdominal pode levar à presença de gás retroperitoneal?
A rutura do duodeno, especialmente na sua 2ª porção, pode levar à presença de gás retroperitoneal. O duodeno é uma estrutura retroperitoneal, e uma perfuração nessa área pode resultar na liberação de gás para o espaço retroperitoneal, compatível com os achados da tomografia.
28
O ... é contraindicado em pacientes com história de hipertermia maligna, uma condição genética rara que pode ser desencadeada pelo uso de suxametônio, resultando em uma grave reação metabólica.
Suxametônio
29
Índice tornozelo‑braquial < 0,9, indica baixa probabilidade de lesão vascular. V ou F?
F A alternativa está correta porque um índice tornozelo-braquial < 0,9 indica uma alta probabilidade de doença arterial periférica, e não uma baixa probabilidade de lesão vascular, o que torna essa afirmação incompatível com a prática clínica adequada.
30
A aplicação de clamp vascular em ferimentos abertos não é recomendada na sala de emergência. V ou F?
V
31
A alternativa está correta porque a cervicotomia exploradora é indicada para o manejo de lesões cervicais com escape de ar e sangramento significativo. V ou F?
V Esta intervenção permite o controle direto do sangramento e a reparação de lesões das vias aéreas, sendo a abordagem mais adequada em um cenário de emergência como o descrito.
32
A arteriografia com angio-embolização ajudaria manter o tratamento não operatório nas lesões esplênicas. V ou F?
V É uma técnica que pode ser utilizada para controlar o sangramento em lesões esplênicas, ajudando a manter o tratamento não operatório. Esta abordagem é especialmente útil em pacientes que estão hemodinamicamente estáveis e sem sinais de peritonite, se instabilidade esse paciente deve ir direto para laparotomia.
33
A presença de ""blush"" na tomografia impossibilita o tratamento não operatório das lesões esplênicas. V ou F?
F A presença de 'blush' na tomografia, que indica extravasamento de contraste e possível sangramento ativo, não impossibilita automaticamente o tratamento não operatório. Em muitos casos, a angio-embolização pode ser utilizada para controlar o sangramento, permitindo a continuidade do tratamento conservador.
34
O que pode significar dor escapular no paciente politraumatizado?
Irritação do diafragma, por lesão hepática (à direita) ou lesão esplênica (à esquerda, constituindo o sinal de Kehr).
35
Paciente vítima de ferimento penetrante de abdômen por arma branca dá entrada no hospital com sinais francos de irritação peritoneal. Nessas circunstâncias, qual o órgão mais frequentemente lesado?
Fígado
36
O ... é um fio inabsorvível, monofilamentar e inerte, o que o torna ideal para suturas vasculares, como a reparação de uma lesão na carótida.
Polipropileno Ele oferece resistência e durabilidade, minimizando o risco de infecção e garantindo a integridade da sutura ao longo do tempo.
37
Que problema com o dreno de tórax justifica escape de ar para o tecido subcutâneo, causando enfisema subcutâneo?
Dreno de tórax mal posicionado, presença de fístula pleural.
38
Pneumotórax não foi resolvido com um dreno - conduta.
A primeira coisa a ser feita se um pneumotórax não foi resolvido com um dreno é: 1. checar se ele está aberto (às vezes alguém pode colocar um clampe no dreno, e ele para de funcionar) 2. checar se não há nenhum orifício para fora da parede torácica 3. checar o selo d'água 4. checar se ele está corretamente posicionado pela radiografia. Se tudo isso estiver ok, os próximos passos são: 1. colocar um segundo dreno; 2. broncoscopia para avaliar lesões na ávore traqueobrônquica.
39
Como deve ser feita a retirada do dreno de tórax?
A retirada do dreno com manobra de Valsalva é a conduta adequada quando não há mais sinais de complicações, como débito significativo ou borbulhamento. A manobra de Valsalva ajuda a prevenir a entrada de ar na cavidade pleural durante a retirada do dreno.
40
A ... é um sedativo dissociativo que pode ser escolha preferencial em pacientes instáveis, pois mantém as funções respiratória e cardiovascular, além de ter propriedades analgésicas.
Cetamina
41
O ... é um sedativo de ação rápida, mas pode causar supressão adrenal.
Etomidato
42
Anormalidades de postura ou tônus muscular podem ser uma prova da presença de lesão medular. V ou F?
V
43
Na fratura do anel pélvico associada a lesão do sistema urinário, qual estrutura é lesionada com maior frequência no sexo masculino, quando comparada com o feminino?
Uretra Isso ocorre devido à proximidade da uretra com a sínfise púbica e a vulnerabilidade da uretra membranosa a deslocamentos ósseos.
44
Nas mulheres, a estrutura do sistema urinário mais frequentemente lesionada nas fraturas do anel pélvico é...
A bexiga.
45
O choque neurogênico resulta da lesão das vias descendentes do sistema simpático da medulaespinhal cervical ou lombar alta, o que ocasiona a perda do tônus vasomotor e a perda da inervação parassimpática do coração. V ou F?
F O choque neurogênico é caracterizado pela perda do tônus vasomotor devido à lesão das vias descendentes do sistema simpático, mas não envolve a perda da inervação parassimpática do coração. Na verdade, o choque neurogênico resulta em hipotensão e bradicardia devido à vasodilatação, não à perda de inervação parassimpática.
46
A síndrome central da medula é caracterizada pela desproporção entre a perda de sensitiva nas extremidades superiores, que é muito menos acentuada que a perda de sensitiva nas extremidades inferiores. V ou F?
F A síndrome central da medula é caracterizada por uma perda sensitiva mais acentuada nas extremidades superiores do que nas inferiores, o que é o oposto do que foi afirmado na alternativa.
47
A lesão mais comum de C1 consiste em fratura por explosão da vértebra (fratura de Jefferson). V ou F?
V A fratura de Jefferson é, de fato, uma fratura por explosão da vértebra C1, resultante de uma carga axial que causa a ruptura do arco anterior e posterior da vértebra.
48
Aproximadamente 10% dos doentes com fratura de coluna cervical dificilmente apresentam também uma segunda fratura de coluna vertebral não contígua. V ou F?
F Na verdade, a presença de fraturas não contíguas é menos comum e não atinge essa porcentagem.
49
Em casos de trauma de reto extraperitoneal extenso, especialmente por empalamento, a conduta cirúrgica mais indicada é...
A colostomia. Isso se deve ao fato de que a colostomia permite desviar o trânsito fecal, evitando a contaminação da área lesionada e facilitando a cicatrização. Além disso, em pacientes hemodinamicamente estáveis, essa abordagem é segura e eficaz para prevenir complicações sépticas.
50
Quais são os locais mais comuns de mau posicionamento de um dreno torácico e como confirmar a localização?
O dreno pode se alojar no tecido subcutâneo (enfisema subcutâneo), no parênquima pulmonar ou na cissura interlobar (drenagem ineficaz). Confirmação: A radiografia de tórax (AP e Perfil) é o exame inicial, mas a Tomografia Computadorizada (TC) é o padrão-ouro para verificar a posição exata e reposicionar se necessário.
51
Qual é a fisiopatologia do Edema Pulmonar de Reexpansão e qual a principal medida preventiva durante a toracocentese/drenagem?
Ocorre devido ao aumento súbito da permeabilidade capilar e inflamação após a reexpansão rápida de um pulmão colabado cronicamente (geralmente > 3 dias). Prevenção: Não drenar mais de 1.000 a 1.500 ml de líquido pleural de uma só vez. Se houver tosse excessiva ou desconforto torácico durante o procedimento, a drenagem deve ser interrompida.
52
Quais órgãos são mais suscetíveis à lesão durante a drenagem pleural e qual o erro técnico geralmente associado?
Fígado (à direita) e Baço (à esquerda). Erro técnico: Punção ou inserção do dreno em local muito baixo (abaixo do 5º ou 6º espaço intercostal), desrespeitando o limite do diafragma durante a expiração, ou não utilização da técnica romba adequada ao dissecar sobre a costela.
53
O que caracteriza o Empiema como complicação da drenagem e quais são os principais fatores de risco iatrogênicos?
É a infecção da cavidade pleural introduzida ou exacerbada pelo procedimento (transformação de um derrame estéril em infectado). Fatores de Risco: Quebra da técnica asséptica durante a inserção, manipulação inadequada do sistema de drenagem posteriormente ou infecção do trajeto do dreno na pele.
54
Qual é a conduta sequencial adequada ao diagnosticar um empiema pós-drenagem pleural (infecção da cavidade após o procedimento)?
Imediato: Iniciar/Ajustar Antibioticoterapia guiada por cultura (se disponível) ou empírica de amplo espectro. Reavaliação do Dreno: Verificar permeabilidade e posicionamento (Raio-X ou TC). Se o dreno estiver mal posicionado ou obstruído, deve ser reposicionado ou trocado. Se houver loculações ou falha da redrenagem: Indicar Videotoracoscopia (VATS) precoce para lise de aderências e limpeza da cavidade (toilette pleural). Se houver encarceramento pulmonar (fase crônica/organizada): Indicar Toracotomia com Decorticação pulmonar.
55
O fio de sutura poliglecaprone é classificado como sendo inabsorvível, sintético e monofilamentar. V ou F?
F É absorvível.
56
Quando uma agulha de Veress é usada para obter acesso ao peritônio, o anestesista observa que a saturação de dióxido de carbono e oxigênio expirados diminuíram e a paciente tornou-se taquicárdica e você observa que o pneumoperitônio não foi adequadamente estabelecido, qual é o próximo passo?
Remover a agulha de Veress.
57