Cuidados Pré-operatórios Flashcards

(126 cards)

1
Q

O escore ASA-PS não foi desenvolvido para avaliar os riscos do paciente, mas é globalmente utilizado para isso, uma vez que escorre mais altos estão relacionados a maiores índices de complicações e de mortalidade. V ou F?

A

V

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2
Q

O ASA considera tanto os riscos individuais do paciente como os riscos do procedimento. V ou F?

A

F

The ASA-PS only considers patient-level risk factors and not the surgical risk.

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3
Q

O escore de ASA é subjetivo e varia conforme o examinador. V ou F?

A

V

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4
Q

Definição de ASA I.

A

Paciente com saúde normal.

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5
Q

Definição de ASA II.

A

Paciente com comorbidade branda controlada.

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6
Q

Definição de ASA III.

A

Paciente com doença sistêmica limitante, mas não incapacitante.

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7
Q

Definição de ASA IV.

A

Paciente com doença sistêmica que lhe constitui ameaça à vida.

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8
Q

Definição de ASA V.

A

Paciente moribundo, com sobrevida estimada de menos de 24h, com ou sem cirurgia.

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9
Q

Definição de ASA VI.

A

Doador de órgãos e tecidos.

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10
Q

É recomendável o acréscimo do E em cirurgias de emergência, pois considera-se o dobro do risco cirúrgico nesses casos. V ou F?

A

V

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11
Q

Suspensão da dieta branda.

A

6h antes

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12
Q

Suspensão de líquidos claros não particulados.

A

2h antes

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13
Q

Suspensão da nutrição parenteral total.

A

Ao caminho para o CO.

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14
Q

Suspensão da dieta geral.

A

8h antes

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15
Q

Suspensão do leite materno.

A

4 horas antes

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16
Q

Suspensão de sólidos e leite não materno.

A

6h antes

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17
Q

Suspensão de NOACs.

A

1-2 dias antes conforme risco de sangramento.

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18
Q

Suspensão do AAS.

A

Se profilaxia primária - pode ser suspenso 7 dias antes; se secundária, manter.

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19
Q

Único caso em que se pode manter o uso do clopidogrel.

A

Mono terapia + baixo risco de sangramento.

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20
Q

Suspensão do clopidogrel.

A

5 dias antes

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21
Q

Suspensão de terapia antiagregante dupla.

A

Manter o AAS, exceto se neurocirurgia procedimentos de risco hemorrágico proibitivo, e suspender clopidogrel/ticagrelor 5 dias antes.

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22
Q

Única situação em que o AAS deve ser suspenso antes da cirurgia quando o paciente usa dupla anti-agregação.

A

Neurocirurgia

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23
Q

Inibidores de SGLT-2 podem ser mantidos. V ou F?

A

F

Devem ser suspensos entre 3 e 4 dias antes do procedimento.

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24
Q

A metformina deve ser suspensa no dia da cirurgia. V ou F?

A

V

Aumento do risco de acidose lática.

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25
Suspensão de sulfonilureias.
24h antes
26
A insulina prandial deve ser evitada no período de jejum. V ou F?
V
27
A linagliptina e a sitagliptina devem ser suspensas 24h antes do procedimento. V ou F?
F Inibidores de DPP-4 podem ser mantidas.
28
Orientação quanto ao uso de insulina NPH antes do procedimento.
Manter a dose na noite anterior e reduzir em 50% a dose da manhã até o horário do fim do jejum.
29
Quando os análogos de GLP-1 devem ser suspensos?
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes : - liraglutida: 2 dias; - tirzepatida: 15 dias; - semaglutida: 21 dias. Porém, segundo a ASA, formulações semanais 1 semana antes e formulações orais no dia da cirurgia.
30
Estratégias para redução do risco de broncoaspiração em paciente usuário de análogo de GLP-1.
- modificação da dieta 24h (líquida, similar ao preparo para colonoscopia); - indução em sequência rápida; - decisão compartilhada.
31
Diabetes descompensada com lesão de órgão alvo é ASA III. V ou F?
V ASA III: Paciente com doença sistêmica grave. Isso inclui diabetes mal controlado (descompensado) ou diabetes com complicações vasculares/lesão de órgão alvo (ex: retinopatia, nefropatia incipiente), desde que não haja risco iminente de vida.
32
Paciente com adenocarcinoma de cólon associado a perda ponderal é ASA II. V ou F?
F ASA III: Paciente com doença sistêmica grave. Isso inclui diabetes mal controlado (descompensado) ou diabetes com complicações vasculares/lesão de órgão alvo (ex: retinopatia, nefropatia incipiente), desde que não haja risco iminente de vida.
33
A tricotomia de rotina deve ser feita para todos os procedimentos. V ou F?
F Aumenta o risco de ISC. Se necessária, deve ser feita no momento da cirurgia com aparelho especial para retirada de pelos.
34
Conceito de cirurgia limpa.
Cirurgias eletivas, sem inflamação, sem abordagem de vísceras ocas, sem quebra de técnica, não traumática, sem dreno e fechamento primário.
35
Conceito de cirurgia potencialmente contaminada.
Quando envolve penetração em TGI, trato respiratório e genitourinário, sem extravasamento de seu conteúdo.
36
Conceito de cirurgia contaminada.
Quando há feridas traumáticas, extravasamento grosseiro de vísceras ocas, prevenção de inflamação aguda não purulenta, tecidos abundantemente colonizados.
37
A histerectomia é uma cirurgia contaminada por conta da intensa colonização bacteriana no canal vaginal. V ou F?
F Histerectomia é considerada uma cirurgia potencialmente contaminada (limpa-contaminada), e não limpa, devido à abertura do trato genital e ao risco inerente de contaminação bacteriana
38
Quais cirurgias indicam a necessidade de antibioticoprofilaxia?
Cirurgias contaminadas, potencialmente contaminadas e limpas para as quais a ocorrência de ISC traria consequências graves.
39
Quais são as situações em que há a necessidade de ATB profilaxia numa cirurgia limpa?
- 70 anos ou mais - desnutridos - imunodeprimidos - algumas cirurgias plásticas - cirurgia cardíaca ou neurocirurgia
40
É necessária a antibioticoprofilaxia em procedimentos de correção de hérnia inguinal. V ou F?
DEPENDE!!!!!!!! Apenas se for cirurgia aberta, de hérnia recidivada ou bilateral.
41
A colocação de prótese muda automaticamente a classificação da cirurgia para potencialmente contaminada. V ou F?
F Segue uma cirurgia limpa, porém com colocação de prótese e indicação de ATB profilaxia.
42
Única cirurgia potencialmente contaminada que não necessita de antibioticoprofilaxia.
Colecistectomia videolaparoscópica (a não ser aqueles casos especiais - 70 anos ou mais, imunossuprimidos, etc).
43
Como é feita a ATB profilaxia?
Na indução anestésica, dose única, dirigida aos patógenos locais.
44
A antibioticoprofilaxia deve ser de amplo espectro. V ou F?
F Dirigida aos patógenos locais.
45
Quem se beneficia de preparo de cólon?
Segundo a sociedade ERAS, além da colonoscopia, apenas pacientes que serão submetidos à cirurgia retal (associado com ATB oral). Geralmente, é usado o manitol. Preparo Combinado (Mecânico + Antibiótico Oral): Estudos recentes mostram que o preparo mecânico SOZINHO não reduz infecção. Porém, o preparo mecânico associado a antibiótico oral (ex: neomicina/metronidazol) tem mostrado redução significativa de infecção de sítio cirúrgico e deiscência em cirurgias de cólon eletivas.
46
Cuidado especial na esplenectomia.
Imunizações (2 semanas antes se eletiva ou 2 semanas depois se emergência).
47
Pacientes que fazem uso crônico de corticoide se beneficiam de reposição de corticoide na indução anestésica, com ou sem dose de manutenção. V ou F?
V
48
O que é uso crônico de corticoide?
Prednisona (5-20 mg) por mais de três semanas - risco intermediário Prednisona > 20 mg/dia por mais de três semanas - risco alto
49
Até quando a realimentação deve ser reiniciada?
Até 24h.
50
Mecanismo de ação da varfarina.
Inibe a síntese hepática dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K (II, VII, IX e X).
51
Passo a passo da terapia ponte, em caso de paciente que usa varfarina e tem alto risco trombótico.
Dia -5: Suspender Varfarina. Dia -3 (aprox): Dosar INR. Se INR < 2,0 → Iniciar Enoxaparina 1 mg/kg SC 12/12h (Dose Terapêutica). Dia -1 (24h antes): Suspender Enoxaparina. Dia 0: Cirurgia (com INR normalizado ≤ 1,5) Dia 0 ou +1: Reiniciar Varfarina (assim que tolerar via oral). Dia +1: Enoxaparina Profilática (40 mg/dia) se hemostasia adequada. Dia +2 ou +3: Reiniciar Enoxaparina Terapêutica (1 mg/kg 12/12h) – Apenas se risco de sangramento controlado. Dia +5 em diante: Manter as duas drogas juntas até INR > 2,0 (por 2 dias). Só aí suspender a Enoxaparina.
52
Mecanismo de ação da rivaroxabana.
Inibe o Fator X ativado, impedindo a conversão de protrombina em trombina.
53
Mecanismo de ação das heparinas e diferença entre elas.
Ambas exercem seu efeito anticoagulante ligando-se à Antitrombina III, o que potencializa a inativação dos fatores da cascata de coagulação. HNF (Heparina Não Fracionada): Inibe a Trombina (Fator IIa) e o Fator Xa na mesma proporção (1:1). HBPM (Enoxaparina): Inibe preferencialmente o Fator Xa, tendo menor atividade sobre a trombina.
54
Suspensão das heparinas no pré-operatório.
- Enoxaparina: 24h antes; - HNF: 4-6h antes (em BIC).
55
Quais pacientes preciam de ponte com heparina?
Pacientes que utilizam varfarina e são de alto risco para tromboembolismo: - FA com CHADS2 5-6 - AVC/AIT < 3 meses - Doença valvar reumática - TEV recente ou trombofilia grave - Prótese valvar mecânica
56
Pacientes de risco moderado para tromboembolismo devem fazer terapia ponte com heparina em caso de utilização de varfarina. V ou F?
F Existem poucas evidências sobre qual a melhor conduta para esses pacientes, e o médico deve individualizar os casos.
57
Pra quem precisa solicitar ECG no pré-operatório?
> 40 anos Obesos Diabéticos Risco intermediário/alto para evento cardiovascular perioperatório segundo algoritmos Operações de risco intrínseco de eventos cardiovasculares História/anormalidade no exame físico
58
Contraindicação ao uso de enoxaparina
TFGe < 30
59
Há benefício na revascularização miocárdica profilática em pacientes com DAC estável no pré-operatório de cirurgias não cardíacas. V ou F?
F
60
Intervalo entre a revascularização miocárdica e a operação cardíaca.
Não há um tempo mínimo estabelecido, mas o ideal é: - > 6 meses para revascularização eletiva; - > 12 meses para revascularização devido à SCA.
61
Para quem precisa solicitar glicemia de jejum antes da cirurgia?
- diabéticos - obesos - uso crônico de corticoide
62
Para quem precisa solicitar creatinina antes da cirurgia?
* Idade > 65 anos * Uso de medicação que afeta a função renal * HAS, DM, IC ou DRC conhecida
63
Para quem precisa solicitar hemograma antes da cirurgia?
* Idade > 65 anos. * Cirurgias de médio/grande porte (risco de sangramento). * História de anemia ou malignidade.
64
Quando precisa solicitar RX de tórax antes da cirurgia?
* Doenças cardiopulmonares agudas ou crônicas (ex: DPOC, IC descompensada) com alteração no exame físico. * Cirurgias intratorácicas ou toracoabdominais.
65
Para quem precisa solicitar ecocardiograma antes da cirurgia?
* Suspeita ou diagnóstico prévio de Valvopatias (Sopros). * Sinais ou sintomas de Insuficiência Cardíaca (Dispneia, edema). * Reavaliação de pacientes com IC ou valvopatia conhecida que não fazem exame há > 1 ano ou tiveram mudança clínica.
66
Quais exames pedir para um paciente de 65 anos, assintomático, sem comorbidades conhecidas, de acordo com a SBC?
ECG, Creatinina, Hemograma.
67
Para quem se deve pedir eletrólitos antes da cirurgia?
Uso de Medicamentos - diuréticos, IECA, BRA, digitálicos; Comorbidades (DRC, IC, distúrbios endócrinos que afetem eletrólitos).
68
A capacidade funcional deve ser avaliada em todos os pacientes no pré-operatório, para cirurgias de qualquer porte. V ou F?
F Pacientes em pré-operatório de cirurgia de Risco Intermediário ou Alto.
69
A capacidade funcional deve ser medida através de exames com estresse farmacológico. V ou F?
F Pode ser medida através da anamnese. A Pergunta de Ouro: "O senhor(a) consegue subir dois lances de escada sem parar?" O Ponto de Corte: 4 METs. < 4 METs (Ruim): Incapaz de subir dois lances de escada ou realizar atividades domésticas pesadas. Esse paciente tem maior risco de complicações e pode precisar de investigação adicional (como teste de estresse farmacológico) se a cirurgia for de alto risco. > 4 METs (Boa/Excelente): Consegue subir os lances de escada, correr, praticar esportes. Esse paciente geralmente tem excelente prognóstico perioperatório, mesmo que tenha doença coronariana estável.
70
Em quais pacientes deve ser avaliada a fragilidade? Como isso deve ser feito?
Idosos (> 65-70 anos) submetidos a cirurgias de risco intermediário ou alto. Através de escalas objetivas.
71
Quem precisa fazer ecocardiograma com dobutamina ou cintilografia miocárdica antes da cirurgia?
Paciente com capacidade funcional ruim (incapaz de subir 2 lances de escada) que será submetido à cirurgia de risco intermediário ou alto, cujo resultado do exame mudará a conduta médica.
72
Conduta caso o ecocardiograma com dobutamina ou a cintilografia miocárdica demonstrarem isquemia grave.
Se o exame vier positivo para isquemia grave, as opções são: - Realizar revascularização (Stent/Cabg) antes da cirurgia não cardíaca (raro, reservado para casos muito graves). - Mudar a cirurgia para um procedimento menos invasivo. - Intensificar o monitoramento no pós-operatório (UTI, telemetria).
73
Quem precisa de terapia nutricional pré-operatória?
Pacientes com Risco Nutricional (NRS-2002) ou Desnutridos candidatos a cirurgia de Grande Porte (ex: Câncer TGI).
74
Com o que é feita a terapia nutricional pré-operatória?
A recomendação é o uso de fórmulas contendo imunonutrientes (Arginina, Ácidos Graxos Ômega-3 e Nucleotídeos).
75
A terapia nutricional pré-operatória para pacientes desnutridos ou com risco nutricional reduz a incidência de infecções e o tempo de internação. V ou F?
V
76
A circunferência cervical é o melhor indicador de intubações problemáticas em pacientes obesos. V ou F?
V
77
Confirmar identidade, sítio cirúrgico, procedimento e consentimento.
Sign-in
78
Sítio cirúrgico demarcado (ou "não se aplica").
Sign-in
79
Verificação completa de segurança anestésica (aparelho e medicações).
Sign-in
80
Oxímetro de pulso colocado e funcionando.
Sign-in
81
Checar alergias do paciente.
Sign-in
82
Checar existência de via-aérea difícil e risco de broncoaspiração.
Sign-in
83
Checar risco de perda sanguínea > 500ml (ou >7ml/kg em crianças).
Sign-in
84
Apresentação de todos os membros da equipe (nome e função).
Time-out
85
Confirmação verbal (Cirurgião + Anestesista + Enf.) do paciente, sítio e procedimento.
Time-out
86
Cirurgião revisa: passos críticos, duração da cirurgia e perda sanguínea prevista.
Time-out
87
Anestesista revisa: preocupações específicas com o paciente.
Time-out
88
Enfermagem revisa: esterilidade confirmada e equipamentos disponíveis.
Time-out
89
Checar realização de profilaxia antibiótica nos últimos 60 minutos.
Time-out
90
Checar se exames de imagem essenciais estão expostos na sala.
Time-out
91
Enfermeiro confirma verbalmente o nome do procedimento realizado.
Sign-out
92
Contagem de instrumentos, compressas e agulhas.
Sign-out
93
Identificação correta de amostras de biópsia (nome do pcte e descrição).
Sign-out
94
Checar se há algum problema com equipamentos a ser relatado.
Sign-out
95
Cirurgião, Anestesista e Enfermagem revisam as preocupações para a recuperação pós-operatória.
Sign-out
96
Em qual momento se checa a reserva de sangue e acesso venoso?
Sign-in
97
Em qual momento se checa a esterilidade dos materiais?
Time-out
98
Em qual momento se checa a disponibilidade de materiais especiais (ex: prótese)?
Time-out
99
Quem coordena o checklist da cirurgia segura?
Qualquer membro da equipe.
100
Quantos tempos tem o checklist da cirurgia segura? Quais são eles? Quando eles são checados?
- 3 tempos: sign-in, time-out e sign-out; - antes da anestesia, antes da incisão e antes do paciente sair da sala, respectivamente.
101
Uma pressão positiva contínua nas vias aéreas no pós-operatório aumenta a incidência de deiscência anastomótica depois da cirurgia de derivação gástrica. V ou F?
F
102
Bons dados apoiam a revascularização coronariana antes de cirurgias não cardíacas em pacientes com estenose significativa da artéria coronária esquerda principal, e angina estável com doença coronariana de três vasos. V ou F?
V
103
O teste de estresse não invasivo antes de uma cirurgia não cardíaca não é indicado para pacientes com doenças cardíacas atuais (ex.: angina instável, IM recente, arritmia significativa ou doença valvar grave). V ou F?
F
104
Os β-bloqueadores devem ser interrompidos no perioperatório de pacientes que já faziam uso do medicamento e naqueles que serão submetidos a cirurgias vasculares com risco cardíaco elevado. V ou F?
F Porém, não devem ser iniciados nem ter sua dose aumentada < 7 dias antes do procedimento.
105
O teste de caminhada de 6 min. é avaliação validada da reserva cardiorrespiratória em adultos de alto risco e não gestantes, tanto em patologias crônicas quanto na avaliação perioperatória. V ou F?
V
106
A vacina dT é importante para prevenir infecções por tétano, que podem ocorrer em procedimentos cirúrgicos, e é recomendada para adultos que não receberam reforço nos últimos 10 anos. V ou F?
V
107
Quando suspender a cirurgia por hipertensão?
A cirurgia eletiva só deve ser suspensa se PA maior ou igual a 180/110 mmHg (Estágio 3).
108
A conduta no caso do paciente com PA maior ou igual a 180/110 mmHg deve ser nifedipino SL para redução rápida dos valores e manutenção do planejamento cirúrgico. V ou F?
F Tentar baixar a pressão rápido no pré-op com nifedipina sublingual é proibido (risco de isquemia cerebral/coronariana por hipotensão brusca).
109
Quem deve fazer profilaxia para endocardite infecciosa?
- Portadores de Prótese Valvar (qualquer tipo) ou material protético usado em reparo valvar. - História prévia de Endocardite. - Cardiopatia Congênita Cianótica não reparada.
110
Quais procedimentos necessitam de profilaxia para endocardite bacteriana?
Apenas procedimentos dentários com manipulação gengival/periapical ou perfuração de mucosa.
111
Como é feita a profilaxia para endocardite bacteriana?
Amoxicilina 2g (ataque) 30-60 min antes.
112
Pacientes com prótese valvar de qualquer tipo necessitam de uma dose de ataque de amoxicilina de 2g 30-60 min antes de realizarem endoscopia ou colonoscopia. V ou F?
F Apenas procedimentos dentários com manipulação gengival/periapical ou perfuração de mucosa.
113
O protocolo ACERTO recomenda restringir a administração de fluidos no período pós-operatório, adotando um regime restritivo. V ou F?
V O excesso de cristaloides causa edema de alças intestinais, prejudica a cicatrização da anastomose e atrasa o retorno da função gastrointestinal (íleo).
114
Para quem precisa solicitar biomarcadores (BNP/NT-proBNP e troponina) no pré-operatório?
Idade: 65 anos ou mais (mesmo assintomático). Doença Cardiovascular: Diagnóstico estabelecido (ex: Infarto prévio, Insuficiência Cardíaca) ou sintomas sugestivos. Fatores de Risco: Presença de fatores de risco cardiovascular relevantes (equivalente a RCRI > 1), como Diabetes insulino-dependente, Insuficiência Renal (Creat > 2) ou Hipertensão com lesão de órgão alvo.
115
No paciente com baixo risco, deveremos fazer profilaxia com movimentação ativa dos MMII, deambulação precoce, uso de meias elásticas até a coxa e uso de compressão pneumática se acamado. V ou F?
V
116
Para a prevenção da ISC, deve-se utilizar clorexidina tópica ...% na antissepsia da pele, para reduzir a flora bacteriana e diminuir o risco de infecção pós-operatória.
4
117
Para cirurgias eletivas, deve-se considerar o adiamento do procedimento se a HbA1c > ...%, visando o melhor controle glicêmico.
9
118
Meta perioperatória de HGT.
80-180 mg/dL
119
A clorexidina alcoólica é mais eficaz que a solução de iodo povidine na prevenção de infecção. V ou F?
V
120
Dentre as estratégias para redução do uso de hemocomponentes no intraoperatório temos o Cell Saver. V ou F?
V O cell saver é um equipamento que coleta o sangue extravasado e o prepara para ser reinfundido no paciente, minimizando assim o consumo de hemocomponentes.
121
O preparo do cólon para cirurgia está relacionado a menores taxas de complicações, como peritonite fecal, e deve ser indicado de rotina. V ou F?
F O preparo de cólon não deve ser indicado de rotina em todas as cirurgias. Estudos demonstraram que essa prática não reduz significativamente a taxa de complicações, como peritonite fecal, e pode causar distúrbios hidroeletrolíticos, aumentando a necessidade de reposição de fluidos durante o intraoperatório​.
122
As fístulas enterocutâneas podem se formar espontaneamente como resultado de doença neoplásica ou de doenças inflamatórias em cerca de 80% dos casos, e uma minoria advém de complicações de procedimentos cirúrgicos. V ou F?
F É o oposto.
123
A cirurgia é o tratamento mais indicado para a fístula enterocutânea, devendo ocorrer o mais precocemente possível, para prevenir desequilíbrio hidroeletrolítico, sepse e desnutrição do paciente. V ou F?
F O manejo inicial geralmente envolve tratamento conservador, com foco na estabilização do paciente, controle de infecções, reposição de fluidos e suporte nutricional, contanto que a fístula esteja orientada. A cirurgia precoce pode aumentar o risco de complicações, e inicialmente na fístula orientada tentamos um tratamento clínico.
124
Principal mecanismo pelo qual o organismo produz glicose endógena nas fases precoces do jejum.
Glicogenólise hepática e periférica.
125
Manutenção do dreno, suporte nutricional e avaliação clínica rigorosa constituem o tratamento da maioria das fístulas pancreáticas pós-duodenopancreatectomia. V ou F?
V A maioria é de baixo débito e podem fechar espontaneamente.
126
Pacientes com diabetes mellitus controlado, que não usem insulina e sem gastroparesia, podem seguir a recomendação de jejum abreviado (líquidos claros com carboidratos até 2h antes da anestesia). V ou F?
V Segundo o protocolo ACERTO, essa prática reduz a resistência à insulina e os episódios de hipoglicemia.