HIV Flashcards Preview

Imunologia > HIV > Flashcards

Flashcards in HIV Deck (54):
1

Tipos de HIV

HIV 1 e HIV 2;
Infeção exclusivamente humana

2

Prevalência HIV

Na África subsariana, ainda é um problema de saúde pública;
Afeta mais os homens;

3

4 Hs do HIV

Definição clássica:
1.- Homossexual;
2.- Haiti;
3.- Hemofílico;
4.- Heroína (drogas injetáveis)

4

Comportamentos de risco

Homens: transmissão hetero, homo e bissexual;

Mulheres: transmissão maioritariamente heterossexual;

5

País de origem dos novos casos de HIV

Maioria são portugueses:
- Nos heterossexuais, há grande % de PALOPs;
- Nos homossexuais, uma % significativa da América do Sul;
Em Portugal, o HIV está muito relacionado com o uso de drogas endovenosas

6

Estadios da infeção

TRÊS:
- Assintomático;
- Sintomático mas sem critérios para SIDA;
- Imunosupressão grave = SIDA (o + grave);

7

Apresentação tardia HIV

Células T CD4+ < 350 /mm3

8

Doença avançada

Células T CD4+ < 200 /mm3

9

Diagnóstico nos consumidores de drogas ev

Mais tardio: infeção adquirida há + tempo e rastreio não alcança esta população

10

Taxa de novos casos em Portugal

Tem vindo a diminuir

11

Prevalência vs Incidência

Prevalência: nº total de casos;
Incidência: nº novos casos

12

Pico HIV nos anos 90

Drogas endovenosas

13

Óbitos e HIV

Cada vez menos óbitos, devido à terapêutica antiretroviral eficaz
=> Passou de infeção letal a infeção crónica

14

Em 1993,...

Consenso da terapêutica tripla com inibidores de proteases => para combater RESISTÊNCIAS

15

Vias de transmissão HIV

Sexo desprotegido;
Via vertical => gravidez não vigiada;
Drogas injetáveis;
Exposição acidental (cuidados de saúde - raro);
Transfusões de sangue e transplantes;

16

História natural da doença

Vírus tem grande tropismo para células T CD4+ => à medida que há replicação, reduz-se o nº de células T CD4+ em circulação
- Sem terapêutica, vamos atingir carga viral máxima e valor mínimo (nadir) de células T CD4 => replicação viral descontrolada => ESCAPE VIRAL;
- Terapêutica permite controlar carga viral e recuperar células T CD4;

17

Reservatório viral

Para além das células em circulação, há reservatório viral, no qual a terapêutica NÃO atua:
- Aumento da carga viral => diminuição nadir células T CD4+ => Aumento reservatório => Aumento da disseminação viral em santuários

18

Santuários

Testículos;
Gânglios;
Sistema nervoso;

19

Setpoint viral

Carga viral atinge nível estável => tem valor prognóstico

20

Apresentação clínica HIV

[HIV não provoca apenas imunosupressão => também imunoativação e desregulação imune]
- Infeção primária: síndrome viral com aumento das transaminases, em que 70-80% são sintomáticas, mas não valorizadas (flu like symptoms)
- Imunodeficiência precoce (CD4 > 500): não há depressão imunológica significativa - síndrome de Guillan-Barré, neuropatia desmielizante crónica, trombocitopénia idiopática;
- Imunodeficiência intermédia (500 > CD4 > 200): começam infeções - tinea, onicomicose, herpes zoster;
- Imunodeficiência avançada (CD4 < 200): SIDA, mau prognóstico - doenças do SNC, sarcoma de Kaposi, linfoma
=> Abaixo das 50 células T CD4+: retinites por CMV, toxoplasmose;

21

Período sintomático HIV

8-10 anos, depende da virulência e do hospedeiro => só surgem sintomas quando células Th diminuem e carga viral aumenta

22

Em que estadio se pode iniciar a terapêutica?

EM QUALQUER ESTADIO

23

Infeções oportunistas

Mais associadas:
- Toxoplasmose (SNC);
- CMV;
- Candidíase (quase todos);
- Tuberculose;
Infeções pulmonares + comuns:
- Tuberculose;
- Pneumocistose;
Histoplasmose: micose endémica (América do Sul e África);
Infeções do trato GI:
- Criptosporidiose (em HIV, dá quadro semelhante a cólera, com diarreia abundante);
- CMV;
- Micobactérias atípicas;
- Hepatite C;
Doença hepática crónica: principais comorbilidades a nível mundial;
Infeções genitais:
- Candidíase;
- ITUs;
- Infeções pélvicas;
- HPV

24

Estadios do HIV - Classificação Atlanta

A: assintomático;
B: sintomas B;
C: SIDA;

1: TCD4 > 500;
2: TCD4 = 500-200;
3: TCD4 < 200;

- Todos os diagnósticos C e 3: SIDA (pior prognóstico);
- C1 e A3 são estadios raros;

25

Classificação HIV

Vírus RNA:
Grupo: VI;
Ordem: Ortervirales;
Família: Retroviridae (transcriptase reversa)
Subfamília: Orthoretrovirinae;
Genéro: Lentivirus;

26

Todos os vírus RNA são retrovírus?

NÃO.
Ex: hepatite A

27

Ciclo de vida HIV

1.- Fusão do HIV à superfície do hospedeiro;
2.- RNA, transcriptase reversa, integrase e outras proteínas virais entrar na célula hospedeira;
3.- DNA viral forma-se por transcrição reversa;
4.- DNA viral é transportado para o núcleo e integra DNA do hospedeiro;
5.- Novo RNA viral é transcrito como se fosse RNA do hospedeiro, e formam-se proteínas virais;
6.- Novo RNA viral e proteínas virais movem-se para a superfície celular e formam novos viriões imaturos;
7.- Maturação do virião;
8.- Libertação dos viriões maturos infecciosos;

28

Quais os passos do ciclo de vida do HIV que constituem bons alvos terapêuticos?

- Entrada do vírus na célula T CD4;
- Retrotranscrição;
- Inibidores da integrase;
- Inibidores da protease;

29

Porque é que não conseguimos eliminar o HIV naturalmente?

Porque este vírus leva à supressão das células T citotóxicas, inibindo a resposta imune;
- ELITE CONTROLLER: conseguem lidar com HIV, por terem atividade CD8 muito potente, que não é inibida pelo vírus;

30

Latência e barreiras à erradicação do HIV

Processo fisiológico acaba por ser benéfico para o HIV:
- Célula T CD4 em repouso: tem provírus integrado, sem expressão antigénica, e no qual a terapêutica não é eficaz => Dá longevidade ao vírus;
Forma um RESERVATÓRIO: estável, suscetível de replicação viral por meio da ativação das células T infetadas;
Quando há proliferação homeostática => Há replicação viral (pode começar a qualquer momento, porque o vírus tem fatores de covirulência que podem ativar transcrição, que torna pool de células resgatável)

31

Células T em repouso - transcrição e latência

Célula tem mecanismos de transcrição inibidos:
- Fatores de transcrição da célula;
- Proteína Tat;
- Epigenética;
- Integração;
- miRNA;

32

Replicação viral contínua

Pressupostos:
- Semi vida da célula T ativada < 1 dia;
- Semi vida do reservatório de células T em repouso > 44 meses;

Em indivíduos suprimidos sob tratamento:
- Isola-se DNA viral de células T CD4 ativadas (relacionadas filogeneticamente com células T em repouso);

Replicação viral contínua em doentes sem viremia detetável => repleção do pool de células T em repouso infetadas => RESERVATÓRIO VIRAL INFINITO

33

Diagnóstico HIV

Clínico - sobretudo na fase aguda ou na fase SIDA;
Laboratorial: só a partir de 2 semanas após infeção (viremia):
- Identificação de Acs ou de material vírico;
- RNA viral (1º marcador em circulação) [não viável para rastreio e demora muito];
- p24: Ag viral de superfície (2º marcador);
- Fração IgM e, + tarde, IgG (3º marcador);
ELISA e Western Blot: usam-se os 2 para confirmação

34

Fase de eclipse

Quando ocorre infeção, não detetamos nada

35

Período janela

Temos infeção mas não a conseguimos detetar com métodos serológicos: PERÍODO DE SEROCONVERSÃO;
- Se vier negativo: repetir 2-3 meses depois;
Métodos de 4ª geração: permitem diminuir período janel para 2-3 semanas => momento em que p24 começa a ser detetável

36

Algoritmo de diagnóstico HIV

1.Teste inicial:
- Ensaio imunoenzimático de 4ª geração que permite a deteção de Ag anti HIV-1/HIV-2 e de Ag p24;
2.Teste de diferenciação HIV-1 vs. HIV-2:
- Teste de bandas, rápido, que é positivo se já houver Ags em circulação (numa infeção aguda é negativo);
3.Determinação de PCR ARN VIH (NAT: nucleic acid test, confirmação)

37

Evolução dos ensaios imunoenzimáticos

1ª geração: deteção IgG HIV-1;
2ª geração: deteção IgG HIV-1 e IgG HIV-2;
3ª geração: deteção IgG e IgM HIV-1 e IgG HIV-2;
4ª geração: deteção IgG e IgM HIV-1, IgG HIV-2 e Ag p24;

38

Enzimas importantes no ciclo de replicação viral

Transcriptase reversa;
Integrase;
Protease

39

Alvos terapêuticos na replicação HIV

Inibidores das enzimas:
- Transcriptase reversa;
- Integrase;
- Protease;
Inibidores de entrada:
- Antagonistas CCR5;
- Inibidores da fusão (ligação gp120 e CD4)

40

Virião HIV

Tem estrutura molecular simples:
Material genético envolto de cápsula, que possui:
- Glicoproteína de superfície;
- gp120 (ligação ao recetor CD4);
- CCR5 (corecetor);

41

Resistência ao HIV

1% da população caucasiana não tem CCR5

42

Inibidores da transcriptase reversa

Análogos nucleosídicos:
- Efeitos adversos a nível metabólico: toxicidade mitocondrial e lipodistrofia (hoje em dia controlam-se melhor);
- Melhor tolerados;
Análogos não nucleosídicos:
- Primeiros a surgir

43

Inibidores da protease

Grande revolução terapêutica: até aparecem, fazia-se monoterapia com AZT (agora: terapia tripla com 2 AN + 1 IP);
Têm barreira genética alta;

44

Barreira genética

Possibilidade de fármaco ser eficaz se houver mutações

45

Inibidores da integrase

Muito potentes;
Bem tolerados;
Impedem rapidamente a replicação viral;

46

Inibidores de entrada

Inibidores da fusão:
- Praticamente já não se usam: injetáveis e reações cutâneas graves;
Antagonistas CCR5:
- Classe recente;
- Só como terapêutica de resgate;

47

Inibidores nucleosídicos da transcriptase reversa: exemplos

Tenofovir;
Abacavir;
Lamivudina (3TC);
Emtricitabina (FTC);
Zidovudina (AZT) => só se usa nas grávidas;

48

Inibidores não nucleosídicos da transcriptase reversa: exemplos

Rilpivirina (1ª linha);
Etravirina (resgate);

49

Inibidores da integrase: exemplos

Raltegravir;
Elvitegravir;
Dolutegravir;
Bictegravir;

50

Inibidores da protease: exemplos

Atazanavir;
Darunavir

51

Inibidores da entrada: exemplos

Maraviroc: inibidor CCR5;
Enfuvirtide: inibidor fusão;

52

Associações terapêuticas comuns

Tenofovir + emtricitabina;
Abacavir + lamivudina

53

Porque não há vacina para HIV?

Não há resposta imune normal
- Futuro: broadly neutralizing antibodies
Mais depressa se arranja cura que vacina => cura FUNCIONAL (não esterilizante)

54

Inflammaging

Envelhecimento precoce => há SEMPRE replicação viral