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Flashcards in Transplantação Deck (47)
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1

Quais as células da medula óssea mais resistentes a quimio e radioterapia?

Células dendríticas

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No contexto da imunologia, falamos em transplantação de que tipo?

Alogénica: de órgãos, tecidos ou células de um organismo para outro.
A autóloga, por ser dum organismo para ele próprio, não implica rejeição.

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Quando se fazem transplantes autólogos?

Recuperação hematopoiética - após tratamento muito agressivo para células

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Quais os mecanismos imunológicos do recetor contra o órgão transplantado?

Resposta universal contra antigénios (fagocitose e anticorpos);
Resposta T (depende da apresentação antigénica pelo MHC)

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Quais os fatores benéficos da espécie e os "azares" da transplantação?

SORTE DA ESPÉCIE:
- Polimorfismo genético dos loci dos MHC;
- Universalidade da resposta imunitária B;
- Restrição das células T ao MHC;
AZAR DA TRANSPLANTAÇÃO:
- Alta percentagem cél. T aloreativas;
- Universalidade da resposta imunitária B;
- Polimorfismo dos loci dos MHC;

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HLA

Genes no cromossoma 6 que codificam MHC:
- MHC I: HLA A,B e C;
- MHC II: HLA DR, DQ e DP;
MHC liga-se aos TCR e apresenta antigénio => marca self

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Triângulo da compatibilização

Necessário para que transplantação seja possível:
- Células B;
- Células T;
- MHC

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A transplantação é um ato natural?

NÃO
É contranatura - a diversidade que temos intraespécie é sinal disso

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Que tipos de transplantação podemos fazer?

Células;
Tecidos;
Órgãos;

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Qual a origem dos tecidos e órgãos?

Dador cadáver (+ frequente):
- Em morte cerebral;
- Em assistolia
Dador vivo (muito frequente para:)
- Rim;
- Fígado;
- Osso;
- Membrana amniótica

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Qual a origem das células?

Auto enxerto => células do próprio (ex: transplantação medula óssea);
Alo enxerto => células de outros indíviduos da mesma espécie:
- Dadores familiares:
a) Irmãos (compatibilidade entre 0 e 100% = gémeos homozigóticos);
b) Haploidênticos (pais ou filhos, com aproximadamente 50% do genoma igual ao do recetor)
- Dadores não familiares:
a) Registo de dadores de células do sangue periférico;
b) Bancos de sangue do cordão (células estaminais do cordão e células da placenta)

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No caso de alo enxerto em que o dador é um gémeo homozigótico, é necessário terapêutica imunosupressora na mesma?

SIM:
- Apesar de ser menor, é necessário imunosupressão na mesma, devido a alterações epigenéticas

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Quais são as principais dificuldades encontradas na transplantação de órgãos?

São dificuldades de ordem imunobiológica, visto que muito cedo a técnica cirúrgica deixou de ser um obstáculo

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Quem foram os pais da cirurgia vascular aplicada à transplantação?

Jaboulay e Carrel

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Quando foi feita a primeira transplantação com sucesso?

Em 1954, Merril realizou a 1ª transplantação renal em 2 gémeos. O sucesso deste transplante apontou para o facto dos fatores genéticos serem a barreira à alotransplantação

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Formas de aloreconhecimento

1.- Direto => no órgão linfoide secundário, os linfócitos T do recetor reconhecem Ags do daor apresentados por MHC do dador, presente nas APC do dador;
2.- Indireto => cél. T do recetor reconhecem Ags do dador, através do MHC do recetor, presente nas APC do recetor;
3.- Semidireto (+ recente) => cél. T do recetor reconhece Ag do dador através do MHC do dador, presente nas APC do recetor
3.1.- A transferência do MHC ocorre por fagocitose e degradação das células do dador pelas APC do recetor: estas reexpressam MHC do dador à superfície (não se sabe porquê)

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Consequências da ativação da célula T helper

- Expansão clonal e diferenciação de células de memória => resposta anamnéstica a um 2º estímulo;
- Ativação de células T citotóxicas aloespecíficas => rejeição celular;
- Diferenciação de células B com especificada para os aloepitopos => Reações transfusionais, rejeição humoral

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Causas de alossensibilização

Transfusão (reações cruzadas);
Transplantação anterior (cada vez + comum);
Gerstalçao (Ags anti-feto => reações cruzadas);
Reações cruzadas;

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Consequências imunológicas da alossenbilização

a) Rejeição hiperaguda;
b) Rejeição aguda;
c) Rejeição crónica;
Células citotóxicas específicas para os aloantigénios;
Anticorpos específicos para aloantigénios;
Memória imunológica;

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Rejeição hiperaguda

Em horas ou dias;
Pode ser autolimitada;
Por falha cirúrgica ou resposta imune a anticorpos anti dador;
Há agressão endotelial + isquemia;
Hoje em dia já não se justificam => há testes para prever este tipo de rejeição, através da medição dos Acs anti-HLA;

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Rejeição aguda

Até 100 dias;
Há sempre ativação de células do sistema imune adaptativo;
Passa maioritariamente por ativação da inflamação:
- Há libertação de citocinas proinflamatórias, ativação de células endoteliais e aumento da expressão de HLA => isto leva ao ALORECONHECIMENTO
Além da ativação antigénica, há libertação de macrógafos ou células T herlper => muitas vezes acontece por isquemia e não por mecanismos imunes;

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Rejeição crónica

É a principal causa de perda de órgãos;
Fenómeno caracterizado por arterioesclerose dos vasos do enxerto juntamente com fibrose tubular e atrofia;
Há secreção de quimiocinas e quimiotaxia, que levam ao recrutamento de macrófagos e células inflamatórias, com consequente libertação de citocinas (IL-6, TNF) que levam à INFLAMAÇÃO CRÓNICA;
Causas podem ser:
a) Imunológicas:
- Inflamação secundária a tempo de isquemia;
- Episódios de crise de rejeição aguda;
- Presença de alo anticorpos após transplantação;
- Inflamação por infeção CMV;
b) Não imunológicas:
- Citotoxicidade secundária à terapêutica imunosupressora inadequada

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Técnicas para estudo da alossensibilização

Para evitar retransplantes;
Três principais: permitem estudar e classificar anticorpos anti HLA específicos
- Microlinfotoxicidade;
- Citometria de fluxo;
- ELISA;

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Microlinfotoxicidade

Técnica para estudo da alossensibilização;
Serve para perceber se existem Acs no recetor que reconheçam Ags das células do dador;
Placa com 96 poços:
- Cada poço tem células com HLA de um painel standard de dadores;
- A cada poço juntamos soro do recetor => para anticorpos anti HLA do recetor se ligarem às células do dador;
- Juntamos moléculas do complemento => vão revelar reação através da hemólise nos poços onde se formam IMUNOCOMPLEXOS;

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Citometria de fluxo

Técnica para estudo da alossensibilização;
Obtém-se a mesma informação que microlinfotoxicidade;
É a técnica mais usada;
1.- Junta-se soro do recetor e células do dador;
2.- Adiciona-se Anti IgG marcada com fluorocromo (IgG policlonal dirigida aos Acs do recetor contra células do dador), que se liga a imunocomplexos que se formaram;
3.- Se houve receção, ao adicionar o IgG policlonal com fluorocromo, e depois é possível medir intensidade da emissão desse comprimento de onda
- Se não houve reação, não se mede nada;

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ELISA

Técnica para estudo da alossensibilização;
Permite quantificação indireta dos Acs anti-HLA;
Revela a 2ª camada do ELISA com anticorpos policlonais, ligados a corante => avalia tipo de Acs aloreativos no recetor;
- Na base do poço, temos antigénios HLA do dador, ao qual juntamos anticorpos do soro do recetor;
- Depois adicionamos IgG antihumanos, que se liga aos imunocomplexos;
- A seguir juntamos fosfatase alcalina (azul), que, se houve reação, vai provocar mudança no meio, que depois será quantificada;

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Quando se estuda a alossensibilização?

Período pré transplante;
Momento da escolha do par dador + recetor;
Pós transplante;

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Estudo da alossensibilização no pré transplante

Pesquisa de anticorpos contra um painel de células do dador, por técnica de microlinfotoxicidade mediada pelo complemento (CDC);
O resultado expressa-se em percentagem de reatividade PRA (panel reactive antibodies);
Se o painel de dadores estiver tipado, o estudo pode permitir identificar as especificidades dos Acs e assim os Ags correspondentes não poderão estar representados nas células do eventual dador;
Pesquisa de aloanticorpos por tecnologia de citometria de fluxo em Luminex para avaliação do PRA;
- Quanto maior a % do PRA => Maior a alossensibilização (+ dificuldade em arranjar dador compatível)

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Estudo da alossensibilização no momento da escolha do par dador + recetor

Técnica semelhante à de pré transplante, mas em vez de células standard, tem células de potenciais dadores;
Crossmatch específico com os soros histórico e atual do doente contra as células do dador, por técnica de microlinfotoxicidade (CDC) ou por citometria de fluxo (opcional);
- Se PRA > 80-85% NÃO utilizamos esse dador;
- Se PRA > 90% NÃO há transplante (risco de isquemia em horas)

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Estudo da alossensibilização no pós transplantação

No caso de haver células do dador congeladas podem ser feitas provas de crossmatch por citometria ou CDC para identificar o possível aparecimento de Acs específicos;
Pesquisa de aloanticorpos por tecnologias de citometria de fluxo em Luminex para avaliação do PRA;
Pesquisa de aloanticorpos por tecnologias de citometria de fluxo em Luminex com Ags conhecidos e caracterização da especificidade dos Acs detetados;