Tipos de acidente vascular cerebral
Infarto (isquêmico) → 80% dos casos
Hemorragia intra-craniana → 15% dos casos
HSA não traumática 5% dos casos
Classificação etiológica do AVC
Aterosclerose de grande artéria
Cardioembollismo (exceto FOPe CIA)
Oclusão de pequenos vasos (infarto lacunar, hialinose por HAS)
AVCi criptogênico
AVCi de etiologia determinada
Investigação de AVCi indeterminado
Paciente < 40 anos
Descartar outras doenças → vasculites do SNC ou sistêmica, trombofilia forame oval patente
Fisiopatologia
Isquemia → diminui produção de ATP → inibe bomba de Na+ e K+ → despolarização com saida de K+ e entrada de Na+ → abertura dos canais de Ca++ e aumento citoplasmático deste → Ca++ativa fosfolipases → hidrólise de fosfolipídeos da membrana → morte celular
Compartimentos do desenvolvimento do infarto
Centro necrótico inicial + área periférica (penumbra) com fluxo diminuído
Área de penumbra
Zona com diminuição da função elétrica celular
O metabolismo energético se mantém → tecido ainda é viável
Atendimento
Triagem
Avaliação e chegada do neurologista
Solicitar TC+angioTC e exames laboratoriais
RM encéfalo com flair x difusão → para wake up stroke de horário de início indeterminado
História clínica
Horário de início dos sintomas → muito importante, última vez que o paciente esteve assintomático
Presença de fatores de risco → aterosclerose, doença cardíaca, abuso de drogas, enxaqueca, infecção, trauma, gravidez, uso de anticoagulantes, história familiar
Avaliação inicial da equipe médica
Duração de até 10 minutos
Exame neurológico breve direcionado com escala de Glasgow e NIH
Apenas diminuir PA se >185/110 candidato à trombólise → não deixar a PA abaixar muito senão diminui fluxo sanguíneo cerebral e piora a isquemia
Tratar glicemia >180mg/dl e corrigir casos de hipoglicemia
Tratar temperatura >37,5
ECG e TC sem contraste
Exames laboratoriais da avaliação inicial
Hemograma (hemoglobina, hematócrito)
Plaquetas
Glicemia
Ureia e creatinina
TAP e TTPa
Sódio e potássio
Beta-HCG (para mulheres em idadae fértil)
Glicemia capilar
Tratar hipotensão
Solução salina 0,9%
Evitar soluções licosadas e hipotônicas
Escala de AVC do NIH
Avaliação de gravidade e acompanhamento da evolução clínica do AVC
Varia de 0 a 42 pontos
Aplicada na admissão, a cada hora nas 6 primeiras horas e a cada 6h nas primeiras 18 horas
Critérios da Escala do NIH
1A → nível de consciência
1B → perguntas de nível de consciência, como orientação no tempo
1C → comandos de nível de consciência, como execução de tarefa motora
2 → melhor olhar
3 → campos visuais
4 → paralisia facial
5 → comando motor para MMSS
6 → comando motor para MMII
7 → ataxia de membros
8 → sensibilidade
9 → linguagem (afasia)
10 → disartria
11 → negligência ou inatenção
Exame de imagem
TC de crânio sem contraste → excluir sangramentos, mas pode não achar sinais de isquemia
TC de crânio com contraste →até 4h30 de início dos sintomas → associar a angio TC de vasos cervicais
RM encéfalo com FLAIR e perfusão → quando o tempo de início é indeterminado ou wake up stroke
Sinais precoces à TC
Artéria cerebral média hiperdensa
Núcleo lentiforme obscurecido
Perda da interface branco cinzenta
Apagamento de sulcos e hipodensidade
ASPECTS
Chance de transformação hemorrágica do AVCi
10 regiões padronizadas de núcleos da base e tálamo
Se score <=7 maior risco de transformação hemorráica e pior evolução neurológica
Critérios de inclusão de trombólise IV
Diagnóstico clínico de AVCi em qualquer território arterial
TC de crânio sem evidência de hemorragia
Persistência do déficit neurológico
INÍCIO DOS SINTOMAS <4,5H (IDEAL 3H)
Sinais de alerta para trombólise IV
Idade >80 anos
Déficit neurológico grave → escala de AVC do NIH>25
DM
AVCi prévio
Contraindicações para trombólise
<18 anos
Sintomas >4h30
Glicemia <50 ou >400
PAS>180 ou PAD >105
AVC NIH<4 ou >25
Hemorragia de TGI ou TGU ou cirurgia <14 dias
Uso de heparina e TTPA>2 ou de varfarina e RNI>1,7
Uso de novos anticoagulantes orais
Tratamentos
Trombólise IV → rTPA
Trombólise intra-arterial
Trombectomia
Fatores de risco para transformação hemorrágica e sangramento
AVC prévio
NIH>22
Glicemia capilar>400
Uso de cocaina
Insuficiência renal
Leucaraiose importante
Pericardite ou endocardite bacteriana
Retinopatia diabética
Classificação dos tipos de transformação hemorrágica (ECASS)
Transformação peteqial tipo 1 (ECASS 1)→ conduta observacional
Transformação petequial tipo 2 (ECASS 2)→ conduta observacional
Hematoma tipo 1 (ECASS 3) → conduta do neurocirurgião
Hematoma tipo 2 (ECASS 4) → conduta do neurocirurgião
Complicações do rTPA (trombólise IV)
Suspender rTPA se piora neurológica e realização urgente de TC → se não tiver hemorragia, retomar rTPA
Sinais sugestivos de hemorragia intracraniana → piora do déficit, RNC, cefaleia, náuseas e vômitos, aumento da PA
Conduta no sangramento pós trombólise
Solicitar → Hb, Htc, TP, TTPA, plaquetas e fibrinogênio→ avaliado pelo neurocirurgião
Infundir crioprecipitado ou plasma (se fibrinogênio e plaquetas baixas - <100 e <100.000, respectivamente)
Infundir sulfato de protamina se TTPA>1,5
Manter hemoglobina >10