Infectologia - Infecções Congenitas Flashcards Preview

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Flashcards in Infectologia - Infecções Congenitas Deck (71):
0

Transmissão:

Hematogênica via transplacentária para o feto

1

Infecções Congênitas mais comuns:

(TORCHS) - Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovirose, Herpes e Sífilis

2

Agente etiológico (Toxoplasmose):

Toxoplasma gondii

3

"____ das mulheres em idade de procriação são suscetíveis à infecção aguda pelo Toxoplasma gondii":

85%

4

Prevalência da toxoplasmose congênita no Brasil:

Taxa de 1 : 3.000 nascimentos

5

Deve-se realizar em toda gestante, no início do pré-natal, a investigação sorológica para toxoplasmose, por meio da:

Pesquisa de anticorpos IgG e IgM específicos por ELISA ou Imunofluorescência indireta

6

IgG + e IgM - (Toxoplasmose):

Gestante imune, não há risco para o feto se ela for imunocompetente

7

IgG - e IgM - (Toxoplasmose):

Suscetível, Orientação higiênico-dietética e repetir sorologia mensalmente

8

IgG - e IgM + (Toxoplasmose):

Provável Infecção Aguda, Espiramicina e repetir sorologia após 2-4 semanas (se persistir IgM positivo e Ausência de IgG, trata-se de IgM falso-positivo)/(se houver soroconversão, investigar infecção fetal).

9

IgG + e IgM + (Toxoplasmose):

Infecção aguda, solicitar dosagem de IgA e teste de avidez de IgG (IgA + e Baixa avidez sugere infecção aguda); Tratar com Espiramicina depois alternar a cada 3 semanas com Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico após 18-24 semanas de gestação.

10

Nas gestantes em tratamento com pirimetamina, deve-se realizar:

Hemograma mensalmente para avaliação de complicações hematológicas.

11

Tratamento a partir da 36ª semana de Gestação (Toxoplasmose):

Somente esquema de espiramicina até o parto, para evitar plaquetopenia pela pirimetamina que levaria à hiperbilirrubinemia neonatal

12

Diagnóstico fetal (Toxoplasmose):

Amniocentese com PCR e Ultrassom fetal

13

Principais alterações ultrassonográficas na Toxoplasmose:

Dilatação de ventrículos laterais, Calcificação intracraniana, Aumento da espessura da placenta, Calcificação do plexo coróide, Ascite e Hepatoesplenomegalia

14

O PCR do líquido amniótico para detecção do T.gondii DNA específico deve ser realizada:

A partir de 18 semanas de IG, na infecção materna aguda, ou nos casos de exames sorológicos com suspeita de infecção

15

Toxoplasmose na gestação (Fase aguda):

Complexo Antígeno-anticorpo facilmente dissociável, IgG com baixa avidez pelo antígeno, infecção há menos de 12s

16

Toxoplasmose na gestação (Fase crônica):

Complexo Antígeno-anticorpo de difícil dissociação, IgG com alta avidez pelo antígeno, infeccção há mais de 12s

17

IgM + e IgG +, teste de avidez de IgG maior que 60% (Toxoplasmose):

IgM residual, sem risco para o feto

18

IgM+ e IgG +, teste de avidez de IgG entre 30-60% (Toxoplasmose):

Resultado inconclusivo, iniciar tratamento

19

IgM+ e IgG+, teste de avidez de IgG menor que 30% (Toxoplasmose):

Quadro Agudo, iniciar tratamento e realizar amniocentese

20

Seguimento com ultrassonografia (Toxoplasmose):

Quinzenal ou mensal até o parto

21

Tétrade de Sabin da Toxoplasmose Congênita:

Coriorretinite, Hidrocefalia ou Microcefalia, Calcificações cerebrais difusas e Retardo Mental.

22

Formas clínicas (Toxoplasmose congênita):

Infecção subclínica; Doença neonatal; Doença nos primeiros meses de vida; Sequelas ou Recaída de infecção prévia não diagnosticada durante infância

23

"Entre as crianças infectadas por Toxoplasmose, somente _______ apresentam manifestações da doença ao nascimento":

20-30%.

24

Exames complementares (Toxoplasmose congênita):

Hemograma Completo, Radiografia de crânio, Ultrassonografia transfontanela, TC de crânio, Exame de fundo de olho e Punção Lombar

25

Alterações da radiografia de crânio (Toxoplasmose congênita):

Calcificações cerebrais

26

Alterações da ultrassonografia transfontanela (Toxoplasmose congênita):

Dilatações ventriculares

27

Alterações do TC de crânio (Toxoplasmose congênita):

Calcificações e Dilatações ventriculares

28

Alterações do exame de fundo de olho (Toxoplasmose congênita):

Neurites e Coriorretinite

29

Alterações do hemograma (Toxoplasmose congênita):

Anemia, Leucocitose ou Leucopenia, Eosinofilia, Reticulose e Plaquetopenia

30

Alterações do LCR colhido na Punção Lombar (Toxoplasmose Congênita):

Pleocitose, Eosinofilia e Hiperproteinorraquia

31

Tratamento (Toxoplasmose Congênita):

Esquema tríplice (Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido folínico) do 1º mês de vida até 1 ano.

32

Tríade clássica da Rubéola:

Surdez, Catarata e Cardiopatia

33

Agente etiológico (Rubéola):

Rubivírus, vírus de RNA

34

A transmissão materno-fetal da Rubéola é altamente provável quando a infecção ocorre no:

1º trimestre da gravidez

35

"A incidência dos defeitos congênitos da Rubéola é ____________ quanto maior for a idade gestacional ao ocorrer a infecção":

Menor

36

A incidência dos defeitos congênitos da Rubéola é de 90% quando a infecção ocorres entre as primeiras:

8 semanas

37

A incidência dos defeitos congênitos da Rubéola reduz para 15% quando a infecção ocorre após a:

20ª semana de gestação

38

Hepatoesplenomegalia, anemia hemolítica, Icterícia, Plaquetopenia, exantema crônico, adenopatia, fontanela anterior ampla e córnea opacificada:

Quadro Clínido da Rubéola Congênita, Forma Transitória

39

Formas clínicas (Rubéola Congênita):

Transitória, Permanente e Tardia

40

Cardiopatias, Alterações do SNC, Catarata, Glaucoma e Surdez periférica ou central:

Forma clínica Permanente da Rubéola

41

Surdez progressiva após anos de audição normal, Diabetes, Distúrbios psicomotores, autismo, doenças tireoidianas, Doença de Addison e glaucoma:

Forma clinica tardia da Rubéola

42

Classificação de caso de Síndrome de Rubéola Congênita:

Suspeito, Provável, Confirmado e Infecção somente

43

Caso suspeito (Rubéola):

Achados clínicos sugestivos, mas não atingindo os critérios para caso provável

44

Caso provável (Rubéola congênita):

Achados clínicos compatíveis com grupo a ou b, sem confirmação laboratorial

45

Caso confirmado (Rubéola congênita):

Achados clínicos consistentes e com confirmação laboratorial

46

Caso de infecção somente (Rubéola Congênita):

Infecção com evidência laboratorial, porém sem achados clínicos

47

"A vacina para rubéola é elaborada com vírus ___________, cultivado em células humanas. É disponível isolada ou conjugada com sarampo e caxumba":

Vivo atenuado

48

Profilaxia (Rubéola):

Alta cobertura vacinal das crianças (1-11 anos), das mulheres em idade fértil e no puerpério.

49

É o agente mais comum de infecção congenita:

Citomegalovírus

50

Vias de Transmissão vertical (Citomegalovirose):

Intraparto, Aleitamento materno (Perinatal) e Transplacentária (Congênita).

51

Diagnóstico (Citomegalovirose congênita):

Isolamento viral em cultura de fibroblastos humanos, Sorologia (ELISA e Imunofluorescência indireta).

52

Seguimento do RN com infecção congênita:

Avaliações audiométricas, Oftalmoscopias e função visual, Exame neurológico e de desenvolvimento

53

Quandro clínico (Herpes congênito):

Encefalite, lesões vesiculosas em boca, olhos e pele. Podendo haver infecção grave do tipo sepse neonatal

54

Diagnóstico (Herpes congênito):

Raspado das lesões (Inclusões citomegálicas intranucleares e Células gigantes multinucleadas), Sorologia (IgM para HSV por ELISA) e PCR (sangue ou líquor).

55

Tratamento (Herpes congenito):

Aciclovir 20mg/kg/dose IV 8/8h.

56

Sequelas neurológicas a longo prazo (Herpes congenita):

Microcefalia, Coriorretinite, Porencefalia, Retardo mental, Espasticidade e Cegueira.

57

Agente etiológico (Sífilis):

Treponema pallidum

58

Taxa média de transmissão vertical da Sífilis quando não tratada:

85%.

59

Classificação clínica (Sífilis congenita):

Precoce (Até 2 anos) e Tardia (depois dos 2 anos).

60

Quadro clínico (Sífilis congenita):

Lesões cutaneomucosas, Pênfigo palmoplantar, Fissura peribucal, Lesões ósseas, Hepatoesplenomegalia e acometimento da mucosa nasal

61

Deve ser realizado VDRL em toda gestante no:

Primeiro trimestre e no início do terceiro (28 semanas).

62

Fatores de risco (Sífilis Congênita):

VDRL +, Sífilis e HIV, Sífilis inadequadamente tratada, Sífilis tratada menos de 1 mês antes do parto, Sífilis Tratada mas sem acompanhamento sorológico

63

Teste treponêmico específico:

FTA-Abs

64

Sorologia não treponêmica:

VDRL e RPR

65

Sorologia treponêmica:

FTA-Abs, TPHA e ELISA

66

"O FTA-Abs _______________ a barreira placentária, portanto se reagente no feto, sugere infecção fetal":

Não ultrapassa

67

Exames complementares (Sífilis congênita):

Hemograma, Radiografia de ossos longos e Punção lombar

68

Tratamento (Sífilis congenita):

Penicilina cristalina IV 12/12h

69

Quadro clínico (Citomegalovirose):

Comprometimento de glandula salivar, fígado, baço, pulmão e serosas

70

Lesões cutâneas da sífilis:

Pênfigo palmoplantar, rash maculopapular e coriza sifilítica

Decks in Medicina Interna Class (194):