Pneumologia - Asma Brônquica Flashcards Preview

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Flashcards in Pneumologia - Asma Brônquica Deck (62):
1

É caracterizada por:

Hiperresponsividade das vias aéreas inferiores e por limitação ao fluxo aéreo que pode ser revertido espontaneamente ou por tratamento

2

Mais comum em:

Crianças do sexo masculino

3

Cerca de 75% dos casos são diagnosticados até os:

7-10 anos

4

Principal fator de risco:

Atopia

5

Atopia:

Tendência à formação preferencial de anticorpos IgE contra antígenos comuns no meio ambiente

6

Fisiopatologia:

Inflamação crônica das vias aéreas inferiores, Broncoespasmo, Edema da mucosa, Formação de tampões de muco

7

Se um dos pais for asmático, a chance de um filho desenvolver asma é de:

25%

8

Se os dois pais forem asmáticos, a chance de um filho desenvolver asma é de:

50%

9

A crise asmática pode ser desencadeada por:

Infecções, Contato com alérgenos, Mudanças climáticas, Exercício físico e fármacos.

10

Nos pacientes asmáticos, existe predomínio dos linfócitos:

Th2

11

Os Linfócitos Th2 liberam citocinas que estimulam:

A proliferação de mastócitos, a Produção de IgE por linfócitos B, o Recrutamento de eosinófilos à mucosa respiratória.

12

Remodelamento Brônquico:

Mudanças estruturais irreversíveis na parede brônquica

13

O Remodelamento Brônquico pode ser prevenido com:

A instituição precoce de tratamento anti-inflamatório.

14

O Remodelamento Brônquico é caracterizado por:

Desnudamento epitelial, edema da mucosa, acúmulo de muco, espessamento da membrana basal, hipertrofia e hiperplasia das glândulas submucosas e infiltrado inflamatório eosinofílico.

15

Substâncias pró-inflamatórias aumentadas na asma:

Histamina, Bradicinina, Prostaglandinas, Cisteinil-leucotrienos e Fator de Ativação Plaquetário (PAF).

16

As substâncias pró-inflamatórias provocam:

Vasodilatação, Broncoconstrição e edema da mucosa

17

Aumentam a produção de muco e reduzem a atividade ciliar:

Cisteinil-leucotrienos

18

Classificação Etiológica:

Extrínseca alérgica, Extrínseca não-alérgica, Criptogênica e Induzida por aspirina

19

Principais fontes de alérgenos que induzem crises asmáticas:

Ácaros, Baratas, Cães, Gatos, Fungos e Grãos de pólen

20

A Asma Extrínseca Não-Alérgica envolve:

Irritação direta da mucosa brônquica por substâncias químicas

21

A Asma Criptogênica apresenta uma resposta:

Negativa a todos os testes cutâneos, com níveis séricos de IgE normais.

22

A Asma Induzida por Aspirina é desencadeada:

Pelo uso de aspirina ou outros AINE não-seletivos

23

Característica Clínica dos portadores de AIA:

Associação da Asma com Rinite e Pólipos nasais.

24

Anti-inflamatório não associados a AIA e que podem ser usados nos pacientes portadores:

Inibidores seletivos da COX-2 (Coxibs)

25

A asma é uma doença episódica, marcada por períodos de:

Exacerbação e Remissão.

26

60% dos asmáticos possui asma persistente:

Permanecendo com obstrução das vias aéreas no período intercrítico, mesmo na ausência de sintomas

27

Volumes pulmonares aumentados devido ao aprisionamento de ar:

Volume residual e a Capacidade Residual Funcional

28

Quadro Clínico:

Dispneia, Tosse e Sibilância

29

Na investigação de toda tosse crônica inexplicada deve ser pesquisada a presença de:

Asma

30

Quando não há sibilos no exame físico:

Asma oculta

31

Tosse asmática:

Crises de tosse seca ou mucoide noturna. Normalmente em usuários crônicos de drogas antitussígenas

32

Devem ser questionadas na anamnese de todos os pacientes asmáticos:

Rinite alérgica e Dermatite atópica

33

Diagnóstico Diferencial:

Insuficiência Cardíaca, Tromboembolismo pulmonar, Obstrução da laringe ou traqueia, Traqueomalácia, Corpo estranho e Esofagite de refluxo

34

Alterações no Exame Físico na Crise asmática:

Taquipneia, Tiragem intercostal e supraclavicular, Batimento de asa do nariz, Respiração abdominal e Sibilos difusos

35

Exames Complementares

Dosagem de IgE contra antígenos específicos, Testes cutâneos, Radiografia torácica, Exame de Escarro, Espirometria e Gasometria arterial

36

Alterações no Exame de Escarro:

Cristais de Charcot-Leiden, Espirais de Curschmann e Corpúsculos de Creola

37

Principal Critério Diagnóstico de Asma:

Prova Broncodilatadora positiva

38

Critério Diagnóstico baseado no Teste Provocativo:

Queda de mais de 20% do VEF1 após exposição a baixas concentrações de agentes broncoconstritores pela via inalatória.

39

Queda de mais de 20% do VEF1 após Teste Provocativo indica:

Hiperresponsividade brônquica

40

Critério Diagnóstico baseado no PEF (Peak Flow):

Variação maior que 60l/min ou maior que 20% pós-BD

41

A Classificação de Gravidade da Asma é uma classificação de acordo com o nível de controle levando em conta:

As manifestações clínicofuncionais e a resposta ao tratamento.

42

Níveis de controle:

Asma controlada, Parcialmente controlada e Não controlada.

43

Controle dos riscos futuros:

Redução das chances de exacerbação, da perda acelerada da função pulmonar e dos efeitos colaterais do tratamento

44

Fatores de risco para eventos futuros:

Mau controle clínico, Exacerbações frequentes no último ano, Internação prévia em UTI, Baixo VEF1, Tabagismo e Necessidade de altas doses de medicação

45

A Avaliação do Nível de Controle Atual (Nas últimas 4 semanas) avalia os parâmetros de asma parcialmente controlada:

Sintomas diurnos, Limitações de atividades, Sintomas ou despertares noturnos, Necessidade de medicação SOS e Função pulmonar reduzida.

46

Classificação da Gravidade da Asma:

Leve, Moderada, Grave e Muito grave

47

Leve:

Baixas doses de medicação

48

Moderada:

Doses intermediárias de medicação

49

Grave:

Altas doses de medicação

50

Expressa o grau de supressão das manifestações clínicas da doença, sendo variável em dias ou semanas por influência da adesão ao tratamento e exposição a fatores desencadeantes:

Controle da asma

51

É uma característica intríseca da doença, relacionando-se com a intensidade do tratamento necessário para se manter o controle:

Gravidade da asma

52

Primeira escolha no tratamento da crise asmática:

Agonistas beta-adrenérgicos

53

Efeitos colaterais comuns dos Agonistas beta-adrenérgicos:

Taquicardia e tremor muscular

54

Vias das drogas inalatórias:

Nebulização, Jato aerossol dosimetrada e Inalação de pó seco.

55

Melhor método de administração inalatória para crianças menores de 5 anos:

Nebulização

56

Mais confiável dos métodos de administração inalatória:

Inalação de pó seco

57

Independente da gravidade da asma, sempre deve ser prescrito:

broncodilatador inalatório de início rápido e de curta ação SOS, para que faça uso nas crises

58

Corticoide de esoclha no tratamento agudo da asma:

Prednisona

59

Prescrição de corticoide:

Corticoide de 7-10 dias podendo suspender abruptamente após ultima dose.

60

Critérios de gravidade:

Dificuldade de falar, +30irpm, +110bpm, Uso da musculatura acessória, Cianose central e Pulso paradoxal

61

Evita o remodelamento brônquico e a evolução para perda irreversível da função pulmonar:

Terapia de manutenção

62

Fármacos utilizados na terapia de manutenção:

Corticosteroides inalatórios e Sistêmicos, Agonistas beta-adrenérgicos de Longa ação, Xantinas, Estabilizadores de Membrana de Mastócito e Antagonistas dos Leucotrienos, Imunossupressores, Anticorpos Monoclonais e Imunoterapia

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