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Flashcards in Dor Deck (96):
0

Os três mecanismos básicos da dor:

Transdução, transmissão e modulação.

1

Transdução:

Ativação dos nociceptores com transformação de um estímulo nóxico em potencial de ação.

2

Estímulo nóxico pode ser:

Mecânico, térmico, químico.

3

Nociceptores são:

Terminações nervosas livres de fibras mielínicas finas (A-delta ou III) sensíveis aos estímulos mecânicos e/ou térmicos nóxicos, ou amielínicas (C ou IV), sensíveis à estímulos mecânicos, térmicos e químicos nóxicos (nociceptores C polimodais).

4

Os estímulos mecânicos e térmicos nóxicos além de ativarem nociceptores:

Promovem dano tecidual e vascular local, e a liberação de substâncias.

5

Substâncias liberadas pelos estímulos nóxicos:

Íons hidrogênio e potássio, serotonina, histamina, cininas, leucotrienos, prostaglandinas e substância P.

6

As substâncias liberadas pelo estímulo nóxico podem atuar nos nociceptores por meio dos mecanismos de:

Ativação direta, sensibilização e produção de extravazamento do plasma.

7

Promovem ativação direta:

Íons hidrogênio e potássio, cininas, serotonina e histamina.

8

Promovem sensibilização dos nociceptores:

Cininas, prostaglandinas e substância P.

9

Promovem produção de extravasamento do plasma:

Cininas. Substância P.

10

Dor em pontada é obtida:

Pela estimulação isolada de fibra A-delta cutâneas.

11

A dor em queimação é obtida:

Pela estimulação isolada de fibras C cutâneas.

12

Dolorimento e cãimbra são obtidas pela:

Estimulação de fibras A-delta e C musculares.

13

Nocicepores musculares:

Mais sensíveis ao estiramento e à contração isquêmica.

14

Nociceptores articulares:

Mais sensíveis aos processos inflamatórios e movimentos extremos.

15

Nociceptores viscerais:

Mais sensíveis à distensão, à tração, à isquemia, ao processo inflamatório e à contração espasmódica

16

Nociceptores das cápsulas viscerais maciças:

Mais sensíveis à distensão.

17

Nociceptores miocárdicos:

Mais sensíveis à isquemia.

18

Nociceptores tegumentares:

Sensíveis a variados estimulos mecânicos, térmicos e químicos nóxicos, mas não à distensão ou tração

19

Parênquimas praticamente indolores:

Cerebral, hepático, esplênico e pulmonar.

20

Extremamente sensíveis:

Tegumento, meninges, periósteo, peritônio parietal e pleura parietal.

21

Transmissão:

Vias e mecanismos pelos quais os impulsos nervosos são conduzidos para o SNC

22

As fibras nociceptivas da periferia constituem:

Prolongamentos periféricos dos neurônios pseudounipolares dos gânglios espinais e de nervos cranianos.

23

As fibras nociceptivas de estruturas somáticas cursam por:

Nervos autônomos simpáticos e parassimpáticos.

24

Responsável pela inervação dolorosa dos 2/3 superiores do esôfago:

Nervo vago.

25

Nervo parassimpático pélvico é responsável pela inervação dolorosa do:

Cólon descendente, sigmóide, reto, bexiga e uretra proximal.

26

Os nervos simpáticos são responsáveis pela inervação dolorosa do:

Coração, trato gastrintestinal e genitourinário.

27

Trajetória do impulso nervoso nos nervos simpáticos:

Tronco simpático -> ramos comunicantes brancos -> nervos espinais

28

Trajetória dos impulsos nervosos dos nervos aferentes nociceptivos cardíacos:

Entre o 1º e 5º segmentos torácicos -> medula.

29

Trajetória dos impulsos nervosos nos nervos nociceptivos do trato gastrintestinal:

Entre o 5º segmento torácico e o 2º lombar -> medula.

30

Trajetória dos impulsos nervosos nos nervos nociceptivos geniturinários:

Entre o 10º segmento torácico e o 2º lombar -> medula.

31

Trajetória dos impulsos nervosos pelos nervos parassimpáticos pélvicos:

Entre o 2º e 4º segmentos sacrais -> medula.

32

Glutamato:

Neurotransmissor de excitação rápida dos neurônios medulares.

33

Substância P:

Neurotransmissor de excitação lenta dos neurônios medulares.

34

Vias do grupo lateral:

Tratos neoespinotalâmicos, neotrigeminotalâmico, espinocervicotalâmico e sistema pós-sináptico da coluna dorsal

35

As vias do grupo lateral estão envolvidas com:

O aspecto sensorial-discriminativo da dor.

36

Vias do grupo medial:

Tratos paleoespinotalâmicos, paleotrigeminotalâmico, espinorreticular, espinomesencefálico e sistema ascendente multissináptico proprioespinal.

37

As vias do grupo medial estão envolvidas com:

O aspecto afetivo-motivacional da dor.

38

Os nervos aferentes nociceptivos viscerais são na sua maioria:

Bilaterais.

39

os aferentes nociceptivos somáticos são na sua maioria:

Unilaterais.

40

A baixa precisão da dor visceral tanto em termos de localização como de qualificação se deve:

Por que apresenta inervação bilateral extremamente ramificada (um nervo inervando diversas visceras) e com 1 fibra A (condução rapida) para 10 fibras C (condução lenta).

41

As vias modulatórias são ativadas pelas:

Vias nociceptivas

42

As fibras mielínicas finas (A-delta) conduzem a sensibilidade:

Termoalgésica.

43

As fibras mielínicas grossas (A-alfa e A-beta) conduzem as formas de sensibilidade do:

Tato, pressão, posição e vibração.

44

Teoria do portão ou das comportas:

Quando as fibras mielínicas grossas são ativadas elas excitam interneurônios inibitórios da substância gelatinosa de Rolando (lâmina lI) para os aferentes nociceptivos, impedindo a passagem dos impulsos dolorosos, havendo um fechamento da comporta. Enquanto que a ativação das fibras amielínicas e mielínicas finas inibe os interneurônios inibitórios, permitindo a passagem dos impulsos nociceptivos.

45

A dor pode ser provocada por:

Ativação das vias nociceptivas ou lesão das vias modulatórias (supressoras).

46

Características da dor:

Localização, duração, intensidade e qualidade.

47

As vias nociceptivas mediais não contribuem para o aspecto sensitivo-discriminativo da dor por que:

Não são somatotopicamente organizadas.

48

As vias nociceptivas mediais estão relacionadas a estruturas ligadas a regulação das emoções e do comportamento:

Formação reticular do tronco cerebral, hipotálamo, núcleos mediais e intralaminares do tálamo e sistema límbico.

49

Fatores que influenciam na intensidade da dor:

Amplitude do estímulo álgico, grau de atenção, estado emocional e aspectos culturais e religiosos.

50

A dor pode ser classificada em:

Nociceptiva, neuropática, mista e psicogênica.

51

A dor nociceptiva é causada:

Pela ativação dos nociceptores e pela transmissão dos impulsos pelas vias nociceptivas até o SNC.

52

Exemplos de dor nociceptiva:

Secundária a agressõs externas (picada de inseto, fratura de osso, corte da pele), dor visceral (cólica, apendicite), neuralgia do trigêmio, dor da artrite e da invasão neoplásica dos ossos.

53

Dor nociceptiva espontânea:

Pontada, facada, agulhada, aguda, rasgando, latejante, surda, contínua, profunda, vaga e dolorimento. Sugere lesão tissular.

54

Dor nociceptiva evocada:

Desencadeada por alguma manobra.

55

Dor neuropática:

Gerada pela lesão de qualquer tipo no SNP ou SNC.

56

A dor neuropática pode ser classificada em:

Constante, intermitente e evocada.

57

A dor neuropática constante é causada por:

Uma desaferentação de um neurônio com: degeneração dos terminais pré-sinápticos, reinervação do sítio desaferentado por axônios vizinhos (brotamento ou sprouting), substituição de sinapses inibitórias por outras excitatórias, ativação de sinapses anteriormente inativas e aumento da eficácia de sinapses antes pouco eficazes.

58

Outra hipótese que explica o componente constante da dor neuropática:

hiperatividade das vias reticulotalâmicas e
do tálamo medial.

59

Dor neuropática intermitente acontece pela:

ativação das vias nociceptivas pela cicatriz formada no foco lesional ou por efapse.

60

Efapse, no contexto da dor neuropática intermitente, significa:

Que Impulsos motores descendentes cruzam para as vias nociceptivas no sítio de lesão do sistema nervoso.

61

Elimina cirurgicamente a dor neuropática intermitente e evocada:

Secção completa da via neoespinotalâmica ou neotrigeminotalâmica.

62

Dor neuropática evocada acontece por:

rearranjos sinápticos decorrentes da desaferentação

63

Alodinia, é um tipo de dor neuropática evocada, caracterizada por:

Por uma reinervação de Células Nociceptivas Desaferentadas por aferentes táteis. Fazendo com que a estimulação tátil, ao ativar neurônios nociceptivos, cause dor.

64

Hiperpatia, é um tipo de dor neuropática evocada, em que:

Os neurônios se tornam hiperresponsivos aos estímulos dolorosos devido a substituição de sinapses inibitórias por excitatórias,
aumento da eficácia de sinapses e a ativação das anteriormente inativas.

65

Exemplos de dores neuropáticas:

Polineuropatias, neuralgia pós-herpética, membro fantasma, avulsão do plexo braquial, pós-trauma raquimedular e pós-AVC (dor talâmica).

66

Dor neuropática constante:

É uma disestesia (sensação anormal desagradável) referida como queimação, formigamento ou dormência.

67

A dor neuropática intermitente é mais frequentemente causada por:

Lesões nervosas periféricas e medulares.

68

A dor neuropática intermitente é referida como:

Dor em choque ou aguda.

69

Os tipos de dores neuropáticas evocadas são:

Alodinia e hiperpatia.

70

A dor neuropática constante, ao contrário da intermitente e evocada, não deve ser tratada cirurgicamente, porque:

A secção cirúrgica das vias da dor pode acentuar a desaferentação, piorando a dor.

71

Dor mista:

É a dor de natureza nociceptiva e neuropática.

72

Exemplo de dor mista:

Alguns tipos de dor por neoplasia maligna.

73

Dor psicogênica:

Dor de natureza psicológica, sem nenhum substrato orgânico envolvido.

74

A dor psicogênica é caracterizada como:

Difusa, generalizada e imprecisa. Pode ser localizada e pode mudar de localização sem qualquer razão aparente. Quando irradiada não segue o trajeto de nenhum nervo. Intensidade variável e agravada por condições emocionais. Frequentemente encontra-se associada a sinais de depressão, ansiedade crônicas, hipocondria, histeria ou transtorno somatoforme.

75

Pela origem, a dor pode ser classificada em:

Somática(superficial e profunda), visceral e irradiada.

76

Dor somática superficial é apresentada quando:

Há uma estimulação de nociceptores do tegumento. Possui intensidade proporcional ao estímulo. Pode ser causada por trauma, queimadura ou processo inflamatório.

77

Dor somática superficial pode ser referida como:

picada, pontada, rasgando, queimor...

78

Dor somática profunda acontece pela:

ativação de nociceptores dos músculos, fáscias, tendões, ligamentos e articulações.

79

As principais causas de dor somática profunda são:

Estiramento muscular, contração muscular isquêmica, contusão, ruptura tendinosa e ligamentar, síndrome miofascial, artrite e artrose.

80

A dor somática profunda é caracterizada como:

Localização imprecisa, descrita como dolorimento ou cãimbra. Intensidade proporcional ao estímulo.

81

Dor visceral é caracterizada por ser:

Difusa, profunda, que tende a piorar com a demanda funcional do órgão cometido.

82

A dor visceral pode estar relacionada com:

Comprometimento da viscera; comprometimento secundário do peritônio ou pleura parietal; irritação do diafragma ou do nervo frênico; reflexo viscerocutâneo.

83

Dor cardíaca tem localização:

retroesternal ou precordial

84

Dor pleural tem localização:

Na parede do hemitórax correspondente.

85

A dor esofágica tem localização:

Retroesternal ou epigástrica.

86

A dor gastroduodenal, hepática e biliar tem localização:

Epigástrica ou no hipocôndrio direito.

87

A dor ileojejunal e cólon tem localização:

Periumbilical

88

A dor do sigmoide e do reto tem localização:

Pélvica ou perineal.

89

A dor esplênica tem localização:

Hipocôndrio esquerdo.

90

A dor pancreática te, localização:

Epigástrio, hipocondrio esquerdo e meio do dorso.

91

A dor renal tem localização:

Nos flancos.

92

A dor ureteral tem localização:

Nos flancos com irradiação para baixo ventre ou genitália

93

A dor vesical e uretral proximal tem localização:

Pélvica e baixo ventre.

94

Dor uterina tem localização:

No baixo ventre, pélvica, perineal e lombar baixa.

95

A dor ovárica é localizada:

Pélvica, perineal, lombar baixa e fossas ilíacas.

Decks in Medicina Interna Class (194):