Cardiologia - Dislipidemia Flashcards Preview

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Flashcards in Cardiologia - Dislipidemia Deck (83):
1

Equação de Friedewald:

LDL = CT - (HDL + Trig/5)

*Não usar se Trig+400

2

Fisiopatologia da Aterogênese:

Dislipidemia e Hipertensão -> Agressão endotelial -> acometimento da camada íntima arterial -> +permeabilidade às lipoproteínas e -> depósito de LDL no espaço subendotelial -> oxidação do LDL -> +moléculas de adesão leucocitária -> recrutamento de monócitos e linfócitos -> migração dos monócitos para o espaço subendotelial -> diferenciação em macrófagos -> fagocitose de LDL oxidada -> células espumosas -> secreção de citocinas -> inflamação local -> migração e proliferação de células musculares lisas da camada média para a intima -> liberação de fatores de crescimento e produção de matriz extracelular -> capa fibrosa -> crescimento da placa aterosclerótica

3

O depósito de lipoproteínas na parede arterial acontece proporcionalmente à:

concentração de lipoproteínas no plasma

4

Antes da realização do exame de sangue para determinação do perfil lipídico deve-se evitar:

Ingestão de álcool e atividade física vigorosa nas 72 e 24h que antecedem a coleta de sangue, respectivamente

5

CT (desejável):

Menor que 200

6

CT (limítrofe):

200-239

7

CT (Alto):

Maior ou igual a 240

8

LDL (ótimo):

menor que 100

9

LDL (desejável);

100-129

10

LDL (limítrofe):

130-159

11

LDL (alto):

160-189

12

LDL (muito alto):

maior ou igual a 190

13

HDL (Desejável):

Maior que 60

14

HDL (Baixo):

-40h e -50m

15

Triglicerídeos (Desejável):

Menor que 150

16

Triglicerídeos (limítrofe):

150-200

17

Triglicerídeos (alto):

200-499

18

Triglicerídeos (muito alto):

maior ou igual a 500

19

Na fórmula de Friedewald o TG/5 representa:

VLDL colesterol

20

A fórmula não pode ser usada quando:

os valores de TG ultrapassam 400

21

Classificação genotípica:

monogênicas e poligênicas

22

Classificação fenotípica:

Hipercolesterolemia isolada, Hipertrigliceridemia isolada, Hiperlipidemia mista e HDL baixo

23

O escore de risco de Framingham estima:

A probabilidade de ocorrer IAM ou morte por doença coronariana em 10 anos nos individuos sem diagnóstico prévio de aterosclerose clínica

24

Etapas para estratificação de risco:

Presença de doença aterosclerótica significativa ou de seus equivalentes; Utilização dos escores de predição do risco; Reclassificação do risco predito pela presença de fatores agravantes do risco

25

Baixo Risco:

Probabilidade menor que 5% de ocorrência de eventos cardiovasculares em 10 anos

26

Risco Intermediário:

Probabilidade entre 5-20% em homens e 5-10% em mulheres de ocorrência de eventos cardiovasculares em 10 anos

27

Alto Risco:

Probabilidade maior que 20% em homens e 10% em mulheres de ocorrência de eventos cardiovasculares em 10 anos

28

A presença de pelo menos 1 fator agravante em individuo de risco intermediário, reclassifica para a condição de:

Alto risco

29

Fatores agravantes de risco:

Síndrome metabólica, Micro ou Macroalbuminuria, HVE, PCR>2, Historia familiar de DAC prematura, Espessura intima-media de carótidas>1, escore de cálcio coronário>100 e Índice tornozelo-braquial menor que 0,9

30

Fatores de risco principais:

Colesterol total, Pressão arterial sistólica, Pressão arterial diastólica, Tabagismo e Diabetes

31

A meta primária é direcionada para o:

LDL

32

A meta secundária é direcionada para o:

colesterol não-HDL

33

Triglicerídeos com valor acima de 500 indica terapia apropriada para redução do risco de:

Pancreatite

34

Meta primária no Baixo Risco:

Meta individualizada, estabelecida pelos valores de referência do LDL

35

Meta secundária no Baixo risco:

Meta individualizada, estabelecida pelos valores de referência do colesterol não-HDL

36

Meta primária no Risco Intermediário:

LDL menor que 100

37

Meta secundária no Risco Intermediário:

Colesterol não-HDL menor que 130

38

Meta primária no Alto Risco:

LDL menor que 70

39

Meta secundária no Alto Risco:

Colesterol não-HDL menor que 100

40

Prevenção:

O uso de estatina está indicado para terapias de prevenção primária e secundária como primeira opção.

41

Tratamento não farmacológico:

Perda de peso, Dieta balanceada, atividade física, redução da ingestão de álcool e cessação do tabagismo

42

Os níveis séricos de colesterol e triglicerídeos se elevam em função do consumo alimentar aumentado de:

colesterol, carboidratos, ácidos graxos saturados e ácidos graxos trans

43

Tratamento farmacológico:

Hipolipemiantes

44

Principais hipolipemiantes:

Estatinas, resinas, ezetimiba, niacina e fibratos

45

Estatinas são:

Inibidores da hidroximetilglutaril coenzima A redutase

46

Efeitos colaterais (Estatinas):

Toxicidade hepática e Miopatia (Mialgia, Elevação de creatinoquinase e Rabdomiólise)

47

As resinas atuam:

Ligando os ácidos biliares à sais biliares no intestino delgado, reduzindo a absorção enteral de colesterol - levando à depleção do colesterol celular hepático

48

Principal resina:

Colestiramina

49

Indicação do uso de resina em adição ao tratamento com estatina:

Se a meta de LDL não for alcançada apesar do uso de estatinas potentes em doses efetivas

50

Efeitos colaterais (Resinas):

Constipação e aumento dos triglicerídeos em indivíduos com hipertrigliceridemia acentuada

51

A ezetimiba atua:

inibindo a absorção de colesterol na borda em escova do intestino delgado, atuando seletivamente nos receptores Niemann-Pick C1-like protein 1 e inibindo o transporte de colesterol

52

O Colesterol não-HDL se refere aos colesteróis:

VLDL, LDL e IDL

53

Cálculo do Colesterol não-HDL:

CT - HDL

54

Hipercolesterolemia isolada:

LDL > 160

55

Hipertrigliceridemia isolada:

TG > 150

56

Hiperlipidemia mista:

LDL>160 + TG>150

57

HDL baixo:

HDL menor que 40 em homens ou menor que 50 em mulheres

58

Aterotrombose:

Ruptura da placa -> exposição do material lipídico altamente trombogênico -> formação de trombo

59

Algoritmos de Estratificação do Risco Cardiovascular:

Escore de Risco de Framingham, Escore de Risco de Reynolds, Escore de Risco Global e Escore de Risco pelo Tempo de Vida

60

Na primeira etapa ou fase 1, de estratificação de risco, deve-se identificar:

manifestações clínicas de doença aterosclerótica, presença de Diabetes, DRC e aterosclerose subclínica documentada por metodologia diagnóstica

61

A presença de doença aterosclerótica significativa ou de seus equivalentes classifica o paciente como sendo de:

Alto Risco

62

Condições de alto risco:

DAC, Doença cerebrovascular, Aterosclerose subclínica documentada por metodologia diagnóstica, Diabetes, DRC e Hipercolesterolemia familiar.

63

Após as três etapas para estratificação de risco, define-se o:

Risco Absoluto Final em 10 anos

64

Grande parte dos indivíduos considerados de baixo risco em 10 anos é na verdade:

de Alto risco à longo prazo

65

É recomendado o uso do Escore de Risco pelo Tempo de Vida em indivíduos:

De baixo risco e de risco intermediário a partir dos 45 anos

66

História Familiar positiva de DAC prematura reclassifica indivíduos de baixo risco para:

Risco Intermediário

67

Mecanismos das Estatinas:

Discreta redução na PA, Redução do risco trombótico, Melhora da função endotelial e Estabilização de placas vulneráveis

68

Não são propostas metas para o:

HDL

69

A Niacina atua:

Inibindo as lipases hormonossensitivas nos adipócitos, diminuindo a liberação de ácidos graxos livres. E inibe a atividade da enzima DGAT-2, diminuindo a síntese hepática de TG.

70

Os fibratos atuam:

Ligando-se aos PPARs ativando a hidrólise dos TG em ácidos graxos e HDL

71

PPARs:

Receptores ativados pelo proliferador de peroxissomos

72

Ordem crescente de potência dos fibratos na redução de TG :

Etofibrato/Fenofibrato -> Ciprofibrato -> Bezafibrato -> Genfibrozila

73

Deve-se evitar a associação de:

Sinvastatina com Fibratos

74

Dislipidemias graves que sugerem etiologia genética:

LDL>190 ou TG>800

75

Causas secundárias de Dislipidemia:

Hipotireoidismo, Diabetes, Síndrome nefrótica, Obesidade, Alcoolismo e uso de Diuréticos tiazídicos

76

Dislipidemia no Idoso:

Iniciar hipolipemiante em dose baixa e aumentar se necessário

77

Dislipidemia em Crianças e Adolescentes:

Pesquisar História familiar de dislipidemia, Fatores de Risco, Causas secundárias de dislipidemia. Tratamento não farmacológico aos 2 anos e Farmacológico após os 10 anos

78

Tratamento farmacológico antes dos 10 anos de idade:

Hipercolesterolemia Familiar heterozigótica grave ou Homozigótica sem resposta à dieta

79

Primeira escolha no tratamento farmacológico da Dislipidemia em crianças e adolescentes:

Resinas

80

Não deve ser administrado na Hipercolesterolemia familiar homozigótica:

Resina

81

Dislipidemia no Hipotireoidismo:

Iniciar estatina somente após regularização dos níveis hormonais, devido o risco aumentado de miosite

82

Dislipidemia nas Hepatopatias:

A estatina deve ser suspensa ao surgimento de icterícia, elevação de bilirrubina direta ou aumento do tempo de protrombina

83

Dislipidemia em gestantes, lactantes e mulheres que desejem engravidar:

Evitar uso de estatinas, pelo risco de teratogenicidade

Decks in Medicina Interna Class (194):